quarta-feira, junho 04, 2008

Da feira do livro


Trouxemos este livro por sugestão de outra família mais experimentada nesta coisa dos livros. Depois de já ter procurado um livro apelativo para estimular a transição, este foi o primeiro e único a fazê-lo de forma divertida e simples.
O resumo diz assim: "Acabou-se a ida ao penico! O pequeno pintainho, que continua a usar o penico, depara-se com uma série de animais (uns mais simpáticos, outros mais assustadores) que ao longo desta história o incentivam a ser como os grandes... e usar a retrete!"
No fim um bónus a fazer as delícias do pequeno, carrega-se no autoclismo e ouve-se o som do mesmo na perfeição.

Quando acorda

Continua a dizer que tem medo do «tieio» (candeeiro) pequeno que tem na cómoda ao pé da cama. Logo a seguir acrescenta, como que em processo de auto-convencimento «tieio amico» (candeeiro amigo).

Há alguma coisa errada, ou sou só eu

Que sou particularmente esquisita? Ultimamento tenho tido o prazer de assistir a alguns ensaios de flauta da Inês (instrumento obrigatório no 5º ano, o que me parece bem). O que não me parece nada bem é, digamos, a partitura de referência. Ela aprende música aprendendo a tocar o tema do Titanic, celebrizado pela Celine Dion (yec).
É ou não é o abandalhamento total? Não se pede música erudita, mas a Celine Dion?

Credo!

segunda-feira, junho 02, 2008

Dilema de um fruit lover

Distinguir e escolher entre (al)péxes de mêpas (nesperas).

*Hoje vi-o percorrer a cozinha várias vezes para cá e para lá. Só depois percebi que andava a roubar uvas (por lavar).

Hoje

Encontrei-o no chão da sala, espojado, a chorar horrores (quando chora assim, fica todo encarnado, cheio de ranho e suado). Veio a correr fazer-me queixas. Parece que «a Margarida batê-me», por causa de um brinquedo que disputavam, acrescenta a auxiliar.
O meu filho é cheio de drama, haviam de ver. Só me consegui rir.

Fashion forward

Ontem vesti-lhe uns calções compridos. Fica o máximo claro. Fashion forward não porque sejam particularmente modernos (a roupa de rapaz consegue ter algum grau de modernice?) mas porque não tolero mais inverno/outono e exijo uma primavera/verão urgente. Nem que seja à força de vestir roupa própria da época.

(Sim, estamos um bocado viciados em project runaway.)

Agora deu em ter medos

De coisas tão parvas como uma concha, um candeeiro, uma mão de madeira que a minha mãe usa como modelo para pintar. Ok, concedo que uma mão de madeira caída de repente aos pés seja um bocado creepy, mas o resto não percebo.

sexta-feira, maio 30, 2008

Mais palavras

(plas)titina; tanetas (canetas); tianhos (desenhos); putóne (telefone); muiado (molhado) e tequinho (sequinho).

Viu-me

Conheceu-me e mais tarde disse que estava bonita. Como diz sempre aliás, porque ele é um querido e parece já conhecer a minha necessidade de reconhecimento (sou chata, chata). A sua meiguice já é imagem de marca na creche, onde distribui abraços às auxiliares, agora que os puxões de cabelos aos outros meninos vão sendo menos frequentes. É um doce com mau génio ocasional, o meu menino.

quinta-feira, maio 29, 2008

Photo update



Oceanário.

Já o estou a ver mais logo


A ter dificuldades em me reconhecer, e a ficar dias a fio a falar no (ca)pêuo que deixou de me cobrir os ombros.
Se outra razão não houvesse, cortar o cabelo no salão de um palácio, com um cabeleireiro vindo directamente de Paris, seria sempre uma experiência imperdível. Um cabeleireiro amoroso que, em francês, disse que era linda, que parecia uma actriz qualquer e que me estava a fazer um corte com personalidade (meio anos oitenta mas com muita classe). A imagem que o espelho me devolve confirma.

Sabem-me bem as mudanças. Há sempre uma certa nostalgia pelo cabelo que fica amontado no chão. E também um frio na barriga enquanto se diz «faça o que entender, dou-lhe liberdade criativa» (num francês macarrónico). Mas faz-me bem lembrar de vez em quando, mesmo com uma coisa pequena como um corte de cabelo, que o medo (de mudar) é o pior dos conselheiros.

segunda-feira, maio 26, 2008

Anda muito

Gozão. Muito mesmo. Finge, imita e brinca ao faz de conta. No sábado fomos converter em brinquedos os cheques prenda que vinham do Natal (pois), antes que acabasse o prazo. Do corredor cheio só quis uma coisa.
A peça que lhe faltava no seu, já grande, arsenal de limpeza. O mesmo que usa amiúde. Agarrou-o disse, é meu (inclusive à senhora da caixa) e não o largou mais. Agora, bom, bom, era a mãe deixar encher o balde com água para limpar o chão...

As segundas feiras

Custam mais. Por todos os motivos. Por mais anos que passem, nunca é bom voltar ao trabalho depois do fim-de-semana e depois de dois dias inteirinhos juntos (que correram bem) as saudades agigantam-se logo pela manhã.
É estranho sentir às vezes um cansaço tão grande que se anseia pela hora de dormir e de tudo ficar em silêncio (e isto acontece muitas vezes, confesso), e depois (no minuto a seguir) sentir saudades da voz e da energia do bebé.

sábado, maio 24, 2008

Falta de tempo

E, confesso, vontade, este espaço tem estado ao abandono. Não faltam episódios, experiências e até novidades, mas tem faltado o estímulo. Redimo-me com um flash de registos para memória futura.
1. A ida ao oceanário, um ano e pouco depois. Repete-se a novidade e o fascínio pode ser agora traduzido em palavrinhas. É de facto um lugar fascinante. Adorou a água corrente e em piscina, os peixes «gaaaangues» e outros pequeninos. Tentou senti-los quando se aproximaram do vidro e, sem dúvida, confirmou que é um lugar a revisitar sempre que possível.
2. O desfralde gradual avança a olhos vistos. Já abandonou o bacio e a sanita é visitada com frequência. Na escola também aderiu à nova rotina, embora nem sempre coincida a rotina com os seus ritmos. Noto que mesmo em relação aos chichis, ele está a cada dia mais atento. Fala em cocó e sinto que se referia ao chichi que acabou de fazer na fralda-cueca. Ou muito me engano ou chegamos ao final deste verão sem fralda.
3. No dia do meu aniversário registe-se o «tuto» (susto). Uma escultura de madeira que cai de uma prateleira, devido à bola jogada indevidamente no hall pela Inês. Chora ela e guincha ele. Aterrorizou-se. Resultado, acorda a falar nisso (caíu, muneco, lá de cima, tutou-se!) e durante um dia, enquanto os restos da dita estátua estavam em cima do ecoponto, só ia à cozinha acompanhado (por causa do «mêto»).
3.1 Ainda sobre o aniversário, encheu-me a alma ver tantos amigos a empanturrar a pizzaria do costume, para infelicidade de quem julgava ter uma tarde calma de serviço. O Lourenço apreciou particularmente o carreiro de «micas»(formigas) que percorria a janela.
4. Não diz os éles. Aliás é muito trapalhãozinho a falar. Tentamos que enrole a língua para dizer lua em vez de ua. E, incrivelmente, resultou. Diz um lua muito enrolado na perfeição.
5. À semelhança de outros meninos que conhecemos trata-nos pelo nome, especialmente o papá que virou a maioria das vezes «atónio».
6. Não pede desculpa pelas sapatadas que dá quando tem fúrias. Diz apenas «paxou? paxou?» e dá um «abaxo» muito sentido. É determinado, mas muito meigo este filho.

segunda-feira, maio 19, 2008

Mais palavras (que me fui lembrando)

Munhona (esfregona misturado com molhado); tuti (iogurte, one of my personal favorites); miácos (morangos); puta (fruta); mióia (meloa, his personal favorite, pois não gosta de a dividir com ninguém); pata-eca (fralda-cueca); miói (melhor).

sábado, maio 17, 2008

Palavras com graça (ou das coisas que se esquecem primeiro se não se escrever)

Pópóio (combóio); pupos (cubos); tatáio (contrário); ifo (livro); tieia (cadeira); tioi (aspirador); baxóia (vassoura); toutóia (tesoura); bieta (borboleta); mámeiros (bombeiros); caco (casaco); múquia (música); gangui (grande).

Muito à vontade com o caoui (calor), com o fio (frio); vaxio e cheio; em cima e atrás (em baixo é no chão, naturalmente).

Hoje foi dia não

Não podia olhar, não podia mexer, não podia ver. Não queria acordar, vá lá que quis comer, a natação foi para esquecer. Sempre a choramingar e dizer não, não, não.
Valeu o finalzinho de dia sorridente e bem disposto a cantar a Joana come a papa (nana papa, nana papa...).

quinta-feira, maio 15, 2008

2ª Feira

Anunciam-me na escola, o Lourenço e mais três colegas vão iniciar o desfralde. Nem sei o que dizer. Não o imagino sem fraldas e, de certeza, que já não vai achar graça ao deixar-se cair de rabo e rir-se muito, muito...

Agora diz

-Não (con)sigo! Não cabi!
Ou pelo contrário,
-Eu (con)sigo. Siu, Siu (que quer dizer, sou eu, sou eu a puxar os estores por exemplo).

quarta-feira, maio 14, 2008

Ontem, vendo uns bolinhos

-Qué boio.
-Não podes, já comeste três bolachas.
...
Entretanto como um e dou-lhe umas migalhinhas.
-Tu és um guloso!
-Não, não, (sou) (Lour)enxo Viéia (Vilela).

Não haja cá confusões.

segunda-feira, maio 12, 2008

Comprámos-lhe

Três cactos, pequeninos. Arranjámos-lhe nomes pouco inspirados (despenteado, punk e o tropa) e ele agora delira com eles. Há pouco disse-lhes adeus e boa noite. Como pronuncia os nomes não consigo transcrever. Mas dá vontade de rir, garanto.

Fica preocupado

Quando vê alguém usurpar propriedade alheia. Os chinelos do pai nos pés da mãe, as chaves do pai nas mãos da mãe, a prima no lugar da mãe à mesa, os ténis que de tão teen são atribuídos à Inês embora vivam nos pés da mãe, e por aí fora. Tem mesmo graça ele gostar de tudo no seu devido lugar (não sai a mim de certeza ;)).

Pois

Quem ganhou foi a cabeleireira, que trocava os vês pelos bês mais vezes do que o Lourenço (sendo que dos dois só o Lourenço tem a desculpa de ter dois anos). O pai absteve-se e eu disse: mantenha-lhe os caracóis e tire estes penachos impenteáveis aqui de lado, mais um bocadinho no comprimento. Pois a tipa foi tirando, tirando (ele não parava quieto, o que não ajuda, reconheço) até que ficou com poucos caracóis. Na verdade ficou para o curto. Eu sei que cresce, que ele é giro porque sim, não é só o cabelo que lhe dá graça. Ainda assim, tenho dificuldade em conformar-me.

O pai, esse, está todo contente com o seu rapazinho, cujos olhos assim brilham mais, etc. e tal. Cá para mim conluiou com a tipa, que para além de tudo o mais, insistia em chamar Gonçalo ao Lourenço. Humpf.

Cá em casa

Arrasta-se um conflito sem fim à vista. O pai defende um corte ao cabelo rebelde, eu defendo a manutenção ad eternum dos caracóis.
Não cedo mais do que uns milítros de aparo, em nome da saúde do cabelo. Compreensível, não?

No sitemeter

Constato que mesmo longe, outra das minhas irmãs acompanha aqui o sobrinho. Outra irmã também tão especial, pois é dela que me lembro mais na minha primeira infância. Tomava conta de mim e eu tinha (e tenho) muito orgulho nela. À época achava-a a mais bonita, impressão que se mantém. Ela é linda e mais ainda aos 42 anos que completa hoje, lá longe.

Parabéns Claúdia.

sábado, maio 10, 2008

Ando há uns dias

Para falar nisto. Tenho uma família numerosa, sabe quem me conhece. Sou a mais nova de seis irmãos (oito se contar com os irmãos da parte do meu pai). Dos seis da minha mãe contam-se cinco raparigas e um só rapaz. Isso tem consequências engraçadas e profundas marcas naquilo que sou.
Na verdade, para além da Inês, de quem falo muito por razões óbvias (foi a primeira criança depois de um hiato de mais de uma década) tenho muitos mais sobrinhos. Nomeadamente duas mais velhas, tão velhas que são próximas de mim. Não me lembro sequer, no caso da mais velha, dela nascer. Recordo apenas as brincadeiras, as férias, essas coisas que resultam do convívio senão como irmãs, no mínimo como primas, e não de tia/sobrinha. Há uns diasdescobri que tem um blogue. Mais recentemente trocámos uns comentários por causa de um post. Na verdade, não nos vemos muitas vezes, embora não haja dúvidas da profundidade do afecto, materializado em longos abraços e muitos beijos sempre que nos vemos (sempre fomos assim, nem eu nem ela somos de afugentar meiguices). E o engraçado é que é preciso ela ter um blogue para a conhecer melhor agora, mulher crescida que é. E isso deixa-me triste e contente. Triste porque acho que devíamos conhecermo-nos bem ponto, sem ecrãs pelo meio. Contente porque, no ecrã, sinto-a feliz, madura e sábia, segura do seu caminho e uma pessoa tão equilibrada como muito bem formada. Com a cabeça e, o mais importante, o coração no lugar. Se parte é mérito da minha doce irmã Sofia (minha mãe tantas vezes, ombro amigo desde que me conheço, colega de profissão por coincidência -ou talvez não) e do meu cunhado (para quem olho com um indiscritivel afecto e admiração), o principal deve-se a ela que soube trilhar o seu caminho, tantas vezes inesperado, mas seguro e autêntico.
Ela diz que nos usou como referências (a estas tias-irmãs de tão novinhas), mas talvez não saiba que também eu a vejo com a admiração de quem, com ela, tem muito a aprender.

És a maior querida M.

Ontem

Comprei-lhe um livro. Um pequeno daqueles das imagens para bebés. Achei que ia amar, especialmente porque adora «pixentes». Pois bem: adorou o presente, mas só a parte de abrir e tal. Depois mandou-me pô-lo lá «dento» e à pergunta «Gostas?» respondeu «não», acrescentando sem piedade um «não quéio». E assim foi.

* à noite reconciliou-se com o dito.

Começa a dizer coisas engraçadas.

«Essa é miói (melhor)». Gosta de escolher entre coisas.
«Já fazeu». O seu cócó ou xixi no bacio. Ainda assim não pede, o que significa que temos um longo caminho a percorrer.
Conta até dez, mas não gosta, não sei porquê, do um e do sete.
Sabe as cores em especial o «iaianja» e o «icanato».

terça-feira, maio 06, 2008

Lá está


O encanto das sarjetas*.

* antes que se choquem com a nojice, na altura nem me apercebi de quão interessado ele estava na dita (ao ponto de quase lá encostar a cara).

Acabo


De escrever um parágrafo que, espero, representa o fim de um bloqueio temporário e o início do fim deste capítulo. Posto isso escrevo estas linhas aqui e publico uma foto do meu filho feliz, em pleno voo, no seu elemento. Para me lembrar sempre das coisas que verdadeiramente importam.

segunda-feira, maio 05, 2008

Anda fascinado

Com a constatação de que existe uma peça de roupa que ele não veste: as saias. Disse-lhe que normalmente quem usa saias são as meninas e que os meninos usam calças (talças). Ele lá vai repetindo, mas não está convencido. Fiquei a pensar e não há lógica nenhuma nesta separação de facto, apenas uma tradição com umas raizes demasiado grandes para explicar a um two year old.

Tenho

Orgulho na minha sobrinha que me traz um teste quase imaculado, depois de um fim de semana de trabalho árduo. Não teve muito bom nem sei porquê pois não acertou em duas coisas claramente menores. Já o português, meu deus, não há palavras. As não vocações definem-se desde cedo: as letras não será a dela, quase de certeza. Amanhã matemática, mais estudo, muitas melhorias, a mesma cabeça no ar. Esforço-me para que se esforce e digo-lhe muitas vezes: podes-me odiar agora, mas um dia ainda me vais agradecer (a mão de ferro).

* No teste de português pede-se uma redação sobre uma pessoa de quem se gosta muito. A minha menina falou de mim :)

Ultimamente insiste

Em que as coisas estão estragadas (tá tagato). Apenas algumas estão de facto. Também se aflige quando suja alguma coisa ou se o chão está molhado (muiáto). Também já sabe usar o em cima e o atrás. O escuro e o claro. Identifica o símbolo do carro do pai e o da mãe e diz «noxo popó mamã» ou «noxo popó papá». Se alguma coisa não é encontrada, naturalmente é porque fugiu (fuziu). Conta-nos coisas que se passam ou passaram, mesmo depois de muitos dias (não se esquece do carro que se acidentou à porta da escola por azelhice a estacionar, da torneira que se partiu, por exemplo).

Ainda assim é uma linguinha de trapos.

Como todas

As mães gostam de exibir as proezas dos filhos. Não há como escapar. Queria mostrar aos amigos de sempre que ele sabe distinguir uma árvore normal de uma palmeira. Disse-lhe: como se chama esta árvore Lourenço? Blabla deixa cá continuar a regar as plantas com o copo de plástica. Não me dei por vencida, insisti: diz lá como se chama mesmo... Resposta pronta: mámeia vi-ei-a que é como quem diz (e tem graça) palmeira vilela*.

* se lhe perguntamos como se chama ele diz «enxo vi-ei-a», mau nome para quem não diz (ainda) os éles.

De um parque inteiro

Os pequenos ficaram fascinados com uma sargeta e com a água suja que corria lá em baixo.

Ele gosta

De múqia que é como quem diz musica. Gosta de cantar mas não de dançar. Da minha pouca experiência guardei a ideia de que quem toca não dança e vice versa. O que pode ser um bom prenúncio. Mas, lá está, eu sempre fui das teorias por provar e esta pode bem ser uma delas. Por enquanto agrada-me a ideia de que terá jeito para a música.

sexta-feira, maio 02, 2008

Apesar

Do Lourenço insistir que é a Inês que faz anos, ele está enganado.
Quem faz (muitos) anos hoje é o (adorado) papá! Parabéns!

Hoje

Já consigo verbalizar o sucedido sem me emocionar de imediato. Descontadas as pieguices em que sou mestra, o que se sucedeu deixou-me de rastos. Pois é, quarta-feira dia trinta esqueci-me do lanche do dia da mãe na escola. Era às quatro e meia e eu não fui. Eclipsou-se da minha memória depois de na véspera ter comentado em jeito de brincadeira com a educadora que jamais me iria perdoar se faltasse. Pois bem, faltei. E chorei de choque, raiva e culpa quando cheguei atrasada, ainda por cima, e vi as mães já de saída. Atingiu-me como um raio o meu absurdo esquecimento. Ele lá andava bem disposto a ajudar as educadoras, estranhou as minhas lágrimas claro, mas ficou contente por me ver. Por muito que me digam que ele não sentiu e que esteve sempre bem, a imagem dele sem mãe ao pé dos outros com as suas respectivas faz-me doer o coração.

Sei que há coisas mais importantes, mas a ideia de que faltei a uma coisa destas porque me esqueci e estava preocupada em acabar de ler as duas páginas finais de um artigo, para que o dia fosse um bocadinho produtivo, persegue-me.

segunda-feira, abril 28, 2008

Das muitas coisas

Queridas que diz ontem saiu-se com esta enquanto dava a mão ao Pedro: «Pêto (a)mico, num bati», o que quer mais ou menos dizer o Pedro é amigo, não se bate.

Ontem

No parque, levei bolachas de chocolate para os adultos pequinicarem e marias para os miudos. Qual quê: « bacha ati, mamã».
Eu ainda penso que ele é facilmente enganável.

Fim de semana em imagens (2)

Paia!! Mai (mar) medo, mamã!!*
(e depois não tem medo e brinca com a água e foi uma fita para sair da praia, apesar do cansaço de quem se levantou antes das sete da manhã - porquê, não sei)

*Agora lembra-se de tudo: lembrava-se de uma ida à praia em que se assustou com o barulho das ondas.

Fim de semana em imagens

25 de Abril sempre!
(e uma tarde perfeita)

sexta-feira, abril 25, 2008

Como é suposto

Está mais esquisito com a comida. Na sopa ou no resto, por exemplo, não podem faltar feijões ou ervilhas ou milho ou lentilhas ou grão. Quando não as uso na panela, tenho sempre umas latinhas a jeito. Fazem milagres no apetite do filho.

De manhã

Durante a estada no bacio, disse-me: «mãe é mu-í-ta». Demorei alguns segundos a perceber o elogio. És bonita, era a frase que queria dizer. Dito quando ainda me apresentava na deprimente figura matinal (desgrenhada e de pijama) sei que o coração dele é enorme e gosta muito de mim. Não se tem filhos para isto, claro, mas o elogio sincero e sentido vale por todos os stresses, cansaços e frustrações.

Mais logo

Depois da sesta do pequeno e da dor de cabeça do grande, pretendo mostrar à Inês alguns lugares da revolução. Iria à manifestação de bom grado, mas esta família é uma democracia e encontrámos outras formas de participação. Pelo meio visitaremos umas lojas e, se tudo correr bem, voltarei para casa com umas calças para mim e umas sandálias para o Lou.
Dia da revolução passado entre memórias de uma história que não se viveu mas que importa não esquecer e compras nas lojas da moda. Não deixa de ser irónica esta estranha combinação.

segunda-feira, abril 21, 2008

Fala cada vez mais

Como previsto. Ontem dei com ele a perguntar várias vezes «o que estás a fazer?» que na sua linguagem é reduzido a «tá fazei?».

Às vezes

As crianças têm comportamentos estranhos. Ontem por exemplo, ao sair do carro quis sentar-se voluntariamente na cadeirinha dele. Nada do corpo rígido e arqueado, acompanhado de gritos. E é que nem precisei de o subornar com bolachas. Estranho, muito estranho.

Esta fase é deliciosa

Como são todas as fases de um bebé nosso. Mas derreto-me completamente quando usa expontaneamente o por favor (favoi) e responde cordatamente obrigado (óbiato). Quase sempre, sem nunca termos insistido com ele.

sexta-feira, abril 18, 2008

Aos poucos

Como dizem os manuais de pediatria, começa a ter uma melhor noção do espaço e do tamanho. Sabe que a lua às vezes se pode ver do outro lado (toiato), que certas coisas estão lá em cima, que a chucha está no outro quarto, e que há coisas (como o cocó que faz no bacio, ou um barco que viu num livro) que são muito grandes (gannndis, exclama, abrindo muito as mãos).

quarta-feira, abril 16, 2008

Os cubos

(em pirâmide, que já monta na perfeição por ordem) são para ele os «pupos».

Felizmente

Ele não tem medo de cães. Já os gatos têm medo dele, naturalmente. Ontem tive de regressar à escola para buscar as chaves de casa esquecidas. O cão preto, lindo, enorme e cheio de pêlo ainda lá estava. Já lhe tinha dado um abraço quando saímos da escola, com a autorização do dono e da mini-dona de 4 anos que o acampanhavam. Da segunda vez permiti-lhe correr um pouco atrás dele, fazer-lhe festinhas e dar-lhe mais um «abaxo». O cão que era uns bons cm maior que ele meteu-me medo a mim, a ele fê-lo feliz.

Por mais vezes

Que consulte a previsão metereológica do fim de semana, ela não muda. Chuva dias a fio (até passar o fim de semana, pois claro). As nuvens que se acumulam no céu neste preciso instante só confirmam as piores suspeitas.
Queremos andar por aí ao ar livre, por favor...

terça-feira, abril 15, 2008

O tipinho

Não só aderiu como pede para se sentar no bacio. Já escolheu um sítio no tapete onde ele tem de ser colocado (não pode ser no meio, tem de ser no canto superior perto da porta) e tem-no brindado com alguns presentes, que o deixam muito feliz e orgulhoso.

Aniversário, take 2

No domingo foi a festa para amigos pequenos e graúdos e restante família. Foi um coro formidável, aquele que cantou os parabéns ao meu bebé. Obrigado, uma vez mais, a todos.

sábado, abril 12, 2008

Ontem

Entusiasmado com a ideia de tomar o xarope (remédios), senta-se na cama e exclama: miécos (remédios, of course), mamã, mais miecos!

Em três meses

Cresceu três centimetros e pouco engordou. Bem que o notava mais elegante (e as calças mais curtas).

Guess what

Parece que em sintonia com o baby center (e com os manuais de pediatria) a pediatra aconselhou começar a familiarizar o Lourenço com o bacio (e respectiva função). Sem pressas, nem pressões, mas com rotinas do tipo sentá-lo no bacio depois das refeições e/ou ao levantar e deitar. Daqui a um ou dois meses avalia-se a evolução. Para minha surpresa, esta manhã não só aderiu bem ao dito (quer ser «quescido») como o presenteou com necessidades fisiológicas de todas as consistências (maneira rebuscada de evitar mencionar as palavras xixi e cocó).

sexta-feira, abril 11, 2008

Na newsletter

Inaugural dos dois anos falam-me no treino do bacio. Desconfio (minto, tenho a certeza) que o meu BEBÉ não está nada para aí virado: não se importa muito com a fralda suja, recusa-se a sentar no dito, não anuncia o acto fisiológico e as fraldas estão sempre carregadas.
Se for como eu fui, e como a maioria dos meus irmãos aliás, espera-nos um treino duro, trabalhoso e demorado.
Haja paciência, mas só lá mais para o verão.

No babycenter.com

O meu filho deixou de ser toddler para ser um preschooler. Significa isto, portanto, que deixou de ser bebé?
...
Não sei se estou preparada.

Aniversário, take 1

Um bolo simples* com palmeiras de aquário e bonecos da televisão. Uma dúzia de meninos contentes, entre os quais um aniversariante envergonhado (não cantou nem apagou as velas), um triciclo-mota tão amado que passou a servir de assento às diversas brincadeiras. Sendo o aniversário uma categoria universal abstracta para ele, melhor dizendo, não sabendo ele muito bem que fazia anos, foi um dia feliz.

*Iogurte grego, açucar de cana do comércio justo e ovos biológicos. Estava delicioso, ao que parece porque nem provei.

quinta-feira, abril 10, 2008

Dois Anos

Num dia cinzento como este (e porque as fotos já não se arrumam por dias, nem por semanas, mas sim por meses), uma foto de t-shirt.

quarta-feira, abril 09, 2008

Pesquisava


Umas coisas para a Inês levar amanhã e olho para o relógio. Já é meia noite do dia dez. O dia de aniversário do meu bebé. Nada de estágios de concentração para evocar a data. A vida não espera e continua amanhã como de costume. Faz hoje dois anos que sentia as primeiras dores, leves, leves. Uma noite acordada à espera dele. Só chegaria pelo meio dia e meio, nascido por vontade do médico. Ainda hoje me pergunto se deveria ter sido mais valente e insistido na via natural. Mas isso não altera nada. Ele nasceu bem e bonito. Tão bonito o meu bebé. Que saudades imensas.

Da festa

Passada a vergonha inicial (agarrado à minha perna), chamou muito pela «paticía» e pelo «bitói». Comeu bolo de maçã e bolachas, mas não cantou os parabéns. Falamos-lhe tanto nos anos que deve ter pensado que a vela acesa era para ele. Assustou-se com a perspectiva, certamente.
Achei particular graça quando do nada pega na mão do presidente do CC (concelho científico) - que tem ar de avô bonacheirão) e o leva a passear ao corredor para ver o elevador. O meu filho não tem noção nenhuma das hierarquias.

terça-feira, abril 08, 2008

Este blogue

Não tem muitos leitores, e eu não me importo nada, pois sendo um registo público só interessa a quem nos quer bem (ou pelo menos eu gosto de acreditar que é assim). Um desses leitores, mais propriamente uma leitora fiel desde a primeira hora, faz hoje anos. São tão (miseravelmente) poucos os anos que faz que prefiro nem os contar.
Por gostarmos muito dela, achamos que ela merece um elogio público, uma menção mais que honrosa pela simpatia, bondade, disponibilidade, eficiência e paciência.
Parabéns querida Cátia!

Quem tenha de comprar sossego no supermercado com as mais diversas porcarias: ovos de chocolate, bolachas, gomas, etc. O meu filho contenta-se com um cachinho de uvas, lavado pela senhora da charcutaria, e comido até ao fim.

As t-shirts

Do final da semana passada não condizem nada com o blusão grosso do início desta. Os dias correm bem melhor quando os fins de tarde são passados no «páqui».

Quando

O Lourenço nasceu, quase a fazer dois anos o tempo não estava nada assim. A Primavera anunciava aquilo que foi um verão quente de sufocar. A ansiedade do parto, que acabou em cesariana, substitui-se agora pela ansiedade da comemoração, savaguardadas as devidas diferenças. Pensar no presente perfeito (um só, chega perfeitamente), no que se vai fazer no dia, em tudo o que é preciso pensar e combinar. Quero sempre que tudo saia o mais perfeito possível. E isso tira-me o sono. Por mais tonto que pareça.

sexta-feira, abril 04, 2008

Com o dia que estava ontem


Não podíamos vir logo para casa. Em caminho da escola da Inês para casa fica, se fizermos a estrada de Monsanto, o parque dos Índios. Ao contrário da confusão ao fim-de-semana em que mal se vê um espaço de relva vazio, estava um sossego. Comemos todos um gelado (qual quê petiscar do meu, atracou-se ao da Inês e insistia «tu, tu, tu!» que para ele quer dizer eu), e brincámos muito. Gostou muito do «páqui» e do «baouxo».
Ao rever as fotos do dia de ontem, não deixa de causar uma surpresa ao vê-lo assim tão crescido.

quinta-feira, abril 03, 2008

Também passa a vida

A perguntar pelo «noxo popó»? Que ora está na rua ou na garagem. Incomodado com o «xói» põe as mãos à frente da cara. Não tarda nada vou comprar-lhe uns óculos escuros, a ver se este ano se mantêm no lugar devido.

A sua mais recente obsessão

São definitivamente as palmeiras. Procura-as por todo o lado e já me pouparam umas poucas birras. Basta dizer que vamos à procura de uma que lhe passam logo os maus humores.

Iogurte é

«tuti» para o Lourenço. E com «baxa», por favor (bolacha, pois claro).

terça-feira, abril 01, 2008

Telefone

É para o Lou pótóne.

O tipinho

Acordou pelas seis e tal cheio de genica e queria conversa. Leite e cama de novo, mas assim que teve oportunidade (a Inês ter de ser levantar, por exemplo) pôs-se a pé num ápice e falou, falou, falou de todos os assuntos de conversa que conhece (a árvore que pica, o candeeiro que é quente, o cão lá de baixo, olá mamã, olá papá, etc...).
Tenho sono.

Esqueci-me de dizer

Que o ciclo de bebés de 2008 (so far, claro) se encerrou na manhã de sábado, quando a Violeta nasceu bem de saúde ao que parece. Não a vi mas tenho a certeza que é linda, porque com esse nome só pode.

segunda-feira, março 31, 2008

Às árvores,

Aos cactos e plantas em geral, que para ele picam, ai ai, picam, juntaram-se agora as palmeiras (mameiras, na sua versão). Desde que percebeu que não são ananáses gigantes fica muito feliz sempre que se cruza com uma. Quando são várias é a felicidade total.
Habemus botanicus!

(Plas)titina


Bolos imaginários.

Hoje

Fui acordá-lo, levantou-se de um pulo, sentou-se na cama e perguntou: Inês?
Voltámos ao esquema de sobrinha cá em casa. Escusado será dizer qual o membro da família que ficou mais feliz!

sexta-feira, março 28, 2008

Ontem

Foi dia de brincar com a plasticina que tinha comprado há umas semanas. "Titina!", dizia felicíssimo.
A melhor parte foi quando percebeu que aquilo quase parecia um bolo, com a faquinha de plástico que acompanha o produto, lá espetada no meio. "Patati tá você, deta data queiiiida, tata ...idades, ... pámas, ehhhh!" Em loop.
A parte pior foi quando nos distraímos dois segundos e quando olhámos para ele tinha a boca toda azul. Toca de correr para a casa de banho e lavar a boca e a língua à força. A festa com a "titina" tinha ingloriamente terminado.

Tão querido

Para ele as coisas são imediatamente cor-de-laranjas. E algumas são de facto. Em alternativa experimenta o preto (pêto). Raramente acerta.

Um

dois, tês, tato, tês, xeis, oito, xeis.

Nada mau.

quarta-feira, março 26, 2008

Há pouco

Para me compensar dizia: «(de)péxa, mamã vêi o cão!» para que me apressasse a mudar-lhe a fralda enquanto o cão dos vizinhos uivava no terraço.

Parece

Que também entrámos naquele esquema do «não, esta é que foi MESMO a maior birra de todos os tempos». O dócil bebé é substituido por um pequeno demónio e nada o consegue acalmar. Hoje aconteceu outra vez. Não quis sair da sala na creche, depois não quis sair da escola, depois lá veio ao cólo e chegou a sorrir e perguntar pela lua. Ao chegar a casa o descalabro. Não queria entrar no elevador, não, não, não. Finjo que entro e seguro a porta a ver se se comove. Chora desesperado por mim, mas assim que me vê, vira costas e diz, não. Pego-o ao cólo e preparo-me para a birra em casa. Mais de vinte minutos no hall a chorar horrores. Se saia da vista dele, gritava por mim, se me chegava perto empurrava-me. Queria a chucha, mas assim que lha dava, atirava-a pelo ar. Decido pô-lo na cama, antes que se magoe de tanto rebolar no chão frio. Gritou mais uns vinte minutos, suado e ranhoso, no esquema chucha, não, chucha, não, até que se cansou e chuchou mesmo. Tive de me manter longe mas perto mais cinco minutos e pronto, lá se riu. Ufa, que cansaço.
Incrivelmente, durante os quase 45 minutos que isto durou, mantive-me calma, estupidamente calma. Logo hoje que tinha planeado um final de tarde com tempo para brincadeiras...
A vida das mães tem momentos muito frustrantes, é bom não nos esquecermos disso.

segunda-feira, março 24, 2008

Tenho de lhe arranjar isto

Um candeeiro, desenhado pelo Buzz Aldrin para a Habitat. Quem o conhece sabe o fascínio que tem pela Lua. Fascínio que partilha, aliás, com o seu amigo Pedro.

É oficial

As birras deixaram de ser mini. Hoje, cansado provavelmente, deu-lhe uma como nunca me lembro. Começou na conversa do não, não, não, o habitual. Depois foi em crescendo. Às tantas chorava horrores, pedia a chucha, mas assim que lha dávamos deitava-a para o chão e chorava ainda mais a pedir a chucha. Vá lá entendê-los. Foi dormir mais cedo a ver se lhe passava a telha. Quando adormeceu ainda soluçava.

Da páscoa

Fez de tudo um pouco (brincar*, cair, magoar-se**, falar, cantar***, dormir, saltar uma sesta****, dar miminhos*****, bater******, etc...).


*Sózinho já consegue andar com o carrinho para a frente e adora empilhar legos. Se calha ter companhia fica meio maluco e muito feliz a imitar tudo o que os outros fazem.
** Caiu de costas de um escorrega. Cá de cima quando tentava sentar-se. Miraculosamente assustou-se mais do que se magoou.
***Fala e canta que se farta. Não percebo para aí 35% do que ele diz, o que lhe desagrada profundamente. É afinado nas melodias e já acerta em trechos de letras (óia a boua, manhéi...).
**** Foi na sexta. Aguentou-se bem, divertido a aproveitar um dia maravilhoso. Depois caiu-lhe a ficha e chorou até adormecer exausto e feliz na cama da Madalena.
***** Dá miminhos a todos e a rodos. Ontem deu «patinhas» (festinhas) em todos os bonsais da Tia Sofia (Fufia). Ele sabe distinguir os bonsais das plantas normais. Acho isso delicioso.
****** Tem a mão leve demais para o meu gosto. Está sempre a jeito quando algo lhe desagrada. Ralhamos ou fingimo-nos tristes com a sua atitude e depressa nos chama para nos abraçar ou dar beijos.

quarta-feira, março 19, 2008

Agora as frases

Já não são a exepção, mas a regra.

O rapaz canta (ii)

O «atirei o pau ao gato» mas não aprecia a primeira estrofe (tão violenta enfim). Obriga-me sempre a passar de seguida à segunda, com a historia da pulga e do pé. Um delírio.

segunda-feira, março 17, 2008

Mais uma

Mulher no mundo. Num dia já de si feliz, pois faz anos a S., nasce uma Matilde. Um quarto filho muito desejado de uma mãe que aos 44 não se conformava com a ideia de que não ia ter mais nenhum bebé.

domingo, março 16, 2008

Agora que está

Cada vez mais querido e fala tanto deixou de comer. Aproxima-se o babete e já está a repetir «Não!» até à nausea (alterna com o «mau mau»). Só não diz que não à fruta. Espero que as reservas dos tempos de enfardanço ainda cheguem para mais uns dias de pura birra*.
Haja paciência!

Uma senhora cumprimentou-o

No elevador e não parou de repetir: «Munhoite!»

sábado, março 15, 2008

Acho que nunca falei

Na luz magnífica que atravessa esta casa no final da tarde.

Ontem foi dia do Pai na escola

Houve lanche e convívio entre pais e filhos. Os pequenos puderam gozar-se do excelente pátio que têm e vieram de lá os dois muito felizes. Dizem que foi o Lourenço que fez o carrinho em gesso que está agarrado ao porta-chaves (estereótipos do costume, enfim), mas eu não acredito.

O Lourenço, alheio à efeméride, deu largas à ultima mania (a «abáfi» (árvore) que pica, ai, ai, pica).

Nasceu

O Manuel, nascimento que pude seguir in loco e com relatos saidos do telemóvel para uma sala de espera ansiosa cheia de avós (mais esta amiga cuja inquietude a obrigou a estar por perto).
É tamanha a alegria que me escapam as palavras.

sexta-feira, março 14, 2008

Da sala do ctg

Anunciam-me ao telefone dores «tipo cólicas» e confirma-se a perda de líquido. Não passará de hoje (amanhã) suspeito. Vêm aí o Manuel.
Maldita a constipação que poderá impedir de estar mais perto...

Ora bem

Cada vez que vê um elevador quer carregar nos botões. Exprime-o com firmeza empregando a seguinte expressão em voz bastante alta: «cagáiiii; cagáiiiii!».

O rapaz canta

O balão do João, bala, bla, bla e a parte mais gira:
"e o vento a supáiiiii; leva o balão pelo áiiiiii; fica então, o joão, a choramingáaiiiiii!"

quinta-feira, março 13, 2008

Hoje

Ca-mi-so-la: amisoca (a Inês dizia pitisola*).

* Ainda a propósito dos bebés quase a nascer na Mac: quando o irmão nasceu ela dizia que a mãe estava na «mirtinidade alfeiro da costa». Tinha quatro anos.

Falo-lhe na Guida

E ele fala na «Uice» que lhe apertou o nariz e no Pêuo que, a acreditar na sua versão, também lhe apertou o nariz (???). Disse-lhe que a Tati também lá estava naquele dia e ele lembra-se de a ver entrar no «popó» dos «bêbês».

Falo-lhe na Sofia

E ele fala no «Uís», na qualquercoisamila, e, pasme-se, na planta que pica (ai ai e abana o braço). Lembro-lhe que lá se vêem os aviões e ele lembra-se que eles vão para o (aero)pôto.

Baralha-se um bocado

Com o esse, essa, aquele, aquela, isto, meu e teu.