segunda-feira, abril 23, 2007

O Lourenço

Esteve adoentado, mas sempre bem disposto. Voltámos ao ponto de partida antes da lesão. Voltou a dar os mesmos passinhos inseguros de braços estendidos. O mês a mais que tem permite-lhe agora outras proezas: pontapés na bola e escolher o dedo a que se quer agarrar para ir mais longe.
O mesmo dedo que segura para apontar os livros e que tem de executar a preceito coreografia do tiroliroló.

Família

O teu vírus é o vírus dele e é o meu também.

segunda-feira, abril 16, 2007

Falta apenas

O mais importante: OBRIGADO do fundinho do coração.

Hoje

Comemos todos à mesa ao mesmo tempo a comida do mesmo tacho. E gostámos.

Houve

Quem ficasse chocado depois de ver o Noddy estraçalhado por convidados gulosos. O Noddy é um assunto sensível, principalmente no grupo etário dos menos de três anos. Já o Lourenço queria arrancar-lhe o laço, usando a mesma técnica que ele tem para arrancar teclas do portátil (tão rápido que quando damos por isso já está).


É verdade que um bolo não faz uma festa (esta foi feita de muito mais coisas e boas). Mas ainda assim, não há dúvida que o pasteleiro é um artista.

Despojos da festa

Um bebé derreado, um pai vencido por uma crise de vesícula (quem manda enfrascar-se em fritos e amendoins?), a cozinha de pantanas. However, todos felizes por termos família e tantos amigos e tão bons.

domingo, abril 15, 2007

Está

Tudo pronto. Salgados arrumados, pão de queijo ainda no forno, bebé a dormir a sesta e o pai a guardar a mesa. E eu não faço barulho algum, para não o acordar e assim garantir umas horas de boa disposição. O tempo decidiu ajudar (teve piedade ao aperceber-se que ia ver a previsão metereológica uma vez em cada duas horas...).
Ainda assim aquele nervoso miudinho... será que as pessoas vão, que a comida vai chegar, que vão gostar, que ele se vai divertir?

terça-feira, abril 10, 2007

Lourenço

No fundo do Mar.

Coisas de um bebé de 12 meses

As caixas são tão ou mais interessantes do que os brinquedos que trazem lá dentro.

Há clichés com alguma razão de ser

O tempo passa MESMO a correr. Há exactamente um ano um pai extremoso passava a noite a manter uma chucha enorme na boca de um bebé minúsculo, enquanto a mãe descansava de tanta intervenção e emoção. A chucha parece agora pequena e já não precisa de uma mão a segurá-la. O bebé balbucia palavras, dá pequenas ordens por gestos, e obedece a outras tantas. Já andaria não fosse a lesão da semana passada. Apesar de crescido continua a amar a sua chucha como na primeira noite. E com o papá extremoso que a segurou incansavelmente criou um laço maior do que a vida.

Aniversário

Um dia a dois tempos. De manhã sol, à tarde chuva. A primeira parte correu mal, com o bebé rabugento, sonos mal dormidos, birra monumental. Voltámos a casa e dormimos todos uma sesta valente. Depois, correu bem. Parece que fez um restart ao computador. Bebé bem disposto, oceanário, pizza. Agora dorme: ele ainda não sabe o que é fazer anos, mas foi um dia especial.

segunda-feira, abril 09, 2007

Um ano

:)

Aqui

Iniciava-se uma longa noite, quase sempre acordada. A senti-lo e a sentir-me.

Da páscoa


Hospital, jardim, beira-rio e praia.
Gostamos de (quase) tudo isto e mais alguma coisa (como conduzir o carrinho, ao colo de quem tem costas para os seus dez quilos, por exemplo).

Há um ano

Estava um dia de sol, era domingo e sabíamos que o bebé nasceria no dia seguinte sem falta. Arrumámos tudo, conferimos todas as possíveis e imagináveis listas, demorámos-nos nos gestos e nas tarefas que faríamos a dois pela última vez. Não posso dizer que tenha aproveitado a última noite. Pois já há duas semanas que não dormia bem. O Lourenço também estava ansioso, mexeu-se como nunca. Ainda não sabia como era (lindo), mas agora olhando para trás imagino a sua carinha lá dentro quase pronto para sair. Antes de entrar no hospital uma última pizza, à beira rio. Sem termos ensaiado ou planeado tivemos um (último) dia perfeito.

Magoou-se

Numa das inúmeras piruetas para mudar de posição. Não caiu, desequilibrou-se sentado, com um pé debaixo do rabo. Deve ter torcido qualquer coisa, porque o rx não denunciava qualquer fractura. Passado o primeiro susto e as dores controladas, primeiro teve medo de se sentar, depois já sentado de gatinhar, depois já gatinhando de se por de joelhos e depois já de pé, punha a perna alçada, como um flamingo.
Três dias depois já põe o pé no chão, mas ainda tem medo de andar, se exceptuarmos os passinhos de ontem à tarde. Foi para nos compensar de um dia de birras inexplicáveis (estou com fé que fosse a irritabilidade anunciada na bula do medicamento).

quarta-feira, abril 04, 2007

Das entrevistas

Às vezes nas entrevistas encontro pedaços do meu próprio pensamento:

"Pode parecer banal, mas quando não se tem ninguém em casa não se tem de pensar no que é que se vai fazer de jantar."

Bingo.

terça-feira, abril 03, 2007

Sapatos

De forma resumida aqui fica registado o que penso sobre o assunto. Se passarão a vida de pés apertados, porquê priva-los dos pés livres e descalços enquanto podem? Em tendo de pôr sapatos porquê espartilhá-los em couraças de couro e madeira que, de tão pesadas, mal permitem que levantem os pés do chão? Reforçar, proteger e formar o pé do bebé, dizem alguns. Uma lógica semelhante é usada em relação às cintas pós-parto: na verdade, não permitem que os músculos façam o seu trabalho. Com os sapatos deve ser a mesma coisa. Dar liberdade ao pé para se estabilizar e equilibrar. Flexibilidade e leveza. Por isso, depois de um primeiro verão passado com o pé ao léu, só quisemos bobux, que o Lourenço adora (pudera...).Com os primeiros passos, achámos que era altura de ter uns sapatos user friendly. Que não lhe atrasassem o andar como parece ter acontecido com a amiga A. Depois da era da quase exclusividade bobux, desde ontem que também temos uns sapatos chicco daqueles bem molinhos e macios. Calçou-os na loja, arrancou-lhe as etiquetas antes que tivessemos tempo de experimentar outros e chamou-os seus.

Sobre a genética

Já não tenho a certeza de que será canhoto. É pena. Mas, para compensar, já não restam muitas dúvidas de que naquela cabeça crescem caracóis.

Apetece-me

Escrever um post sobre sapatos, sobre o aniversário que se avizinha, sobre as complexas relações familiares, sobre o que nos tira o sono às vezes (que não um bebé madrugador) e sobre a falta de tempo. A falta de tempo aguda e crónica é talvez o maior sintoma da paixão vitalícia que me assolou há quase um ano atrás. Prenderam-me o pé ao acelerador e desde então que sinto o tempo a correr velozmente à minha volta, querendo, ao mesmo tempo, beber todos os momentos de nós e cumprir com eficácia todas as tarefas que me esperam (já alguma vez falei da pilha de livros que tenho de ler? dá-me pesadelos só de pensar).
E com isto o gaiato está quase a fazer um ano: faltam só sete dias.


segunda-feira, abril 02, 2007

Esteve doente

Com não sei o quê, com efeitos gastro-intestinais. Podem ter sido os dentes (li algures que são o equivalente funcional nas doenças infantis, do mordomo nos policiais). Ou alguma virose, explicação sempre à mão também. Não importa. Já está a recuperar (o apetite voraz pelo menos).
Entretanto, cada vez mais atento e comunicativo, utilizando gestos e expressões, vocalizações que devem ser palavras, alegre e sorridente.

Mais, ontem, como que para nos compensar de um domingo passado em limpezas, e na presença de ambos, andou uma distância maior que os nossos braços a procurar os dele, por sua iniciativa.

terça-feira, março 27, 2007

Enquanto


O bebé, apesar de murcho devido a um desarranjo inexplicado, passa parte do dia a ensaiar a marcha (hoje deu quatro passinhos sozinho na minha direcção), eu pesquiso as memórias de há (apenas) um ano.

Preparávamos a cama onde ias dormir os teus primeiros quatro meses.

segunda-feira, março 26, 2007

Do fim de semana









Para além da constipação/alergia que fez os olhos chorar e o bebé espirrar muito, registe-se o risotto de alcachofra e a panna cotta, obras primas gastronómicas das amigas, que consolaram os estômagos depois da tarde no parque.

*Gosto das fotos em que, por obra da magia da luz e da sombra, quem tira a foto também está presente.

Gosta

De queijo, de bocadinhos de comida crescida e sem ser também. De bolas que rebolem bem longe, mas que caibam na mão. De óculos poisados na cara das pessoas. Do polvo Ikea que passou a vigiar o sono. Do barco termómetro que venceu o tubo do chuveiro, reduzindo-o à sua insignificância. Dos livros que ao fim de quatro páginas se possam morder. Dos bonsais (grande e pequenino), mais recente paixão e objecto de fixação do dedinho apontador.

Primos



Puro fascínio.

terça-feira, março 20, 2007

Coisas que o Lourenço não sabe

Concluo que se um dia o Lourenço ler este blogue não saberá muito senão dele. Quem nós somos, o que pensamos, como nos corre a vida, não passa muito por aqui. Não sei se deveria. Não sei mesmo. Em conversa com amigas mães e bloggers falamos às vezes do que gostaríamos de escrever e não podemos, porque somos lidos. De algumas angústias, alguns desagravos, das relações dos outros com os nossos filhos. Enfim. Nada demais.
No entanto, e acreditando que o Lourenço terá um dia interesse em ler estas linhas, aqui ficam resgistadas algumas notas soltas sobre o nosso quotidiano.
Estra conversa vem a propósito porque me lembrei das séries. Estamos um bocado viciados em séries. Começou com o bebé pequenino (antes também havia, mas não assim) em que a série tinha a duração exacta entre as mamadas do bebé. Continuou e só não é mais porque fizémos downgrade da internet e porque agora trabalhamos à noite para compensar as manhãs sem sossego. Ontem, depois de uma semana de míngua, foram dois episódios de seguida. O terceiro não venceu o sono e o cansaço. Nos entremeios o Lourenço manifesta-se, às vezes no auge da acção. É a sua forma de participar, em mais este domínio da nossa vida.

segunda-feira, março 19, 2007

Dia bom (em duas míseras imagens)

Com os patos e ao colo da tia Sofia. Ainda faltaria registo do reencontro com uma amiga querida que as correrias insistem em manter longe de nós. Fica para quando se concretizar a prometida pizza na companhia de todos.

Hoje

Deu dois passinhos (enganados com tanta distracção). Passou a ensaiar os tem-tens voluntariamente: equilibra-se, solta-se, orgulha-se muito de si próprio e sorri satisfeito com a proeza. Diz na-na-na-na a pedido e papa e papá também. Mamã também usa de vez em quando...
Hoje não fui trabalhar ao trabalho (trabalhei um pouco por aqui mesmo...) Estava um dia horrível e optei por ficar em casa com os meus amores. Há coisas que o dinheiro não paga, realmente.

Dia do Pai

Sem presente, mas sempre presente.

Dia bom

Passado entre jardins. De manhã em família, tão cedo que o café não tinha aberto sequer. Permitiu-nos gozar o solinho, a relva e o sossego, antes do frenesim dos jornais folheados e das pessoas relaxadas. Andámos contentes pela mão. Será para breve esse primeiro grito de ipiranga rumo à independência?
À tarde, a velha Estrela. Na companhia de amigas, porque o pai ficou a trabalhar, coitado.
Anda feliz, tão feliz que se ri por nada. Brinca e entretêm-se. E faz asneiras, algumas, como não poderia deixar de ser.
Fotos, amanhã, talvez. Tirei umas bem giras, mas hoje estou demasiado cansada (ainda de ressaca da visita relâmpago ao Algarve para falar sobre as minhas coisas).

segunda-feira, março 12, 2007

Embora saiba

Que o aniversário nada lhe diz, apetece-me celebrar a sua existência. O aniversário mais não é que um pretexto. Felizmente são muitos os amigos (nossos e dele) que vão desafiar a logística das festas e o tamanho da casa. Aceitam-se sugestões para o (grande) dia.

Na praia

Primeiro assustou-se com a areia nos pés. Depois, cedeu em tocar-lhe, experimentou-lhe os sabores e percebeu que aquilo é o mundo em brincadeiras.

domingo, março 11, 2007

Onze meses

De Lourenço. No dia dez, sábado passado. Custa tanto a acreditar que quando me perguntaram quantos meses fazia, respondi prontamente dez. Foi numa outra festa, de graúdos, que celebrámos a efeméride.
Novidades só me ocorrem estas: come fruta aos bocadinhos, mastigando afanosamente com as gengivas vazias. O quinto dente está de fora, mas os que ainda não estão dão-lhe algum trabalho. Aliás, baba-se tanto que em brincadeira com o telemóvel do pai, o afogou nela. Literalmente. É ver o pobre aparelho meio em curto circuito, com uma nuvem de vapor no visor. Culpa nossa, certamente, que aproveitando os momentos de sossego proporcionados pela máquina o deixámos brincar com aquilo mais do que o devido.
Tirando isto brinca muito, calcorreia tudo e dá muitos mimos. Ah e o dedo apontador tem um novo significado. A avó ensinou e ele pura e simplesmente delirou com o tiro-liro-ló. Em loop, claro.

quinta-feira, março 08, 2007

Também é verdade

Que nunca rejeita o colo que lhe oferecemos. Excepto se estiver no banho. Basta dizer «Vá, já chega, vem à mãe» para imediatamente se pôr de pé para o lado oposto e agarrar em todos os brinquedos que ainda não tiverem sido explorados, ignorando olímpicamente os meus braços estendidos.

Parece

... que percebe tudo, ou pelo menos muitas coisas. Sabe onde estão todos os mobiles, o Sporting (sem comentários), o Noddy, a xuxa, a mãe, o pai, a avó, a cadeirinha (pois claro!), o papá no popó (foto do António quando era pequeno) and so on. Mas ao dizer adeus ria-se apenas. E nós feitos palermas a abanar os braços repetidamente a ver se ele percebia. Pois agora já percebe. Mas não faz quando pedimos, ou fá-lo raramente. Faz quando entende que quer que nos vamos embora, ou quando quer ir-se embora donde está.

Se calhar não devia...

Mas, seja dia ou noite, tenho dificuldade em resistir aos bracinhos estendidos a pedir colo.

segunda-feira, março 05, 2007

Lourenço na festa

Pela lente da doce Ana Rute.
Parabéns pelo dia de hoje. Pela sensibilidade invulgar.
E pelas meninas dos caracóis. Actuais e futuros.

Das festas(2)...

A observação das crianças presentes na festa sugere-me os seguintes comentários:

1) Os rapazes são mais brutos. Deve ser da testosterona que lhes circula no sangue. Afinal não são só as miúdas que sofrem com as hormonas.

2) A única razão que me faz ter pena de não ter tido uma rapariga são os vestidos giros, os ganchos, os anéis de madeira colorida e demais acessórios. Razões de miúda, claramente. E das fúteis.

domingo, março 04, 2007

Não contentes...

Entre as festas tivemos direito a jantar fora com os amigos de sempre e do costume. Patrocínio exclusivo da mãe\avó que se presta a fazer horas extraordinárias a vigiar o sono do rebento. A comida estava optima, mas ficou-me mais o sabor de estar ali a ser só eu, sem ser a mãe do bebé, com um olho na comida outro no potencial disparate.

Das festas (1)...

Já na quinta feira tínhamos ido a outra festa de anos. Dessa vez levámo-lo, uma vez que era em casa e não era muita gente. Um pouco a medo, sem saber como seria furar o esquema do toma banho, janta e dorme. Fomos, dormiu no carro. Chegámos lá e estranhou durante dois minutos, depois explorou a casa toda, fez companhia ao jantar. Apaixonou-se pela Vanda, a anfitriã, claramente. Mais tarde manifestou o sono que já trazia de casa e após alguma rabugice levei-o para o quarto, onde se ouviam as gargalhadas bem alto. Apesar disso, o meu querido rapaz, adormeceu, numa casa estranha, numa cama mais estranha ainda. E dormiu até o irmos buscar já passava da uma da manhã. Melhor parece impossível mas, e nisto ele não sai a mim de certeza, ainda acordou todo bem disposto, apesar de o termos arrancado ao sono dos justos. Senão fosse meu, queria ter um assim!

Das festas...

A Alice (re)fez anos e juntou-os ao do pai. A estes juntaram-se alguns dos respectivos amigos. A casa teve o tamanho suficiente, as crianças portaram-se lindamente (pelo menos a minha...). Os bebés colaboraram. A conversa fluiu como de costume. Acredito que a dose de stress dos donos da casa fosse superior à minha, mas não se notou. O Lourenço provou (e gostou) de todos os colos e também do pão de queijo. A amizade profunda que estabeleceu com uma cadeira lá de casa levou-nos de manhã ao IKEA. Acho que passou das tardes mais felizes da sua vida. Não a largou mais... Roeu, empurrou, roeu e empurrou a bendita cadeirinha para trás e para a frente o resto da tarde. Mais uma vez concluo que não é difícil fazer esta criança feliz.

quinta-feira, março 01, 2007

Primeiros sapatos


Para se ir habituando. Oferecidos pela avó querida.
De facto, tudo o que é pequenino tem graça.

Agora há pouco

O meu filho

Não dá miminhos. Dá brutinhos*. Muitos, muitos.

*chapadinhas de amor, dentadas de afectos, arranhões de ternura.

O Lourenço



Gosta de estar à janela. Gatinha para lá muitas vezes. No outro dia, ao chegar a casa, vi lá de baixo as suas mãozinhas a bater no vidro. Eu sei que ele não me viu, mas eu imaginei-o a acenar feliz por me ver chegar.

domingo, fevereiro 25, 2007

Diz muito

Mamamamamamamãiiiiiiiii! Gosta de arrastar cadeiras. Percorre grandes distâncias na cozinha assim. Anda agarrado aos móveis com grande pinta. Tem valentes ginetes quando é contrariado, custa-lhe entender que os bicos do fogão são perigosos...É um belo carneirinho.
Quer muito mimo de mãe e pai. Encosta a cabecinha e sossega. Não há sensação igual.

Há gripes que trazem bónus

A do Lourenço valeu-lhe o regresso da febre e uma otite e um princípio de conjuntivite. Conseguimos driblar as urgências com uma visita ao consultório na quinta passada. «Trouxe-me o bebé em muito mau estado!» comentou ao anotar as maleitas na ficha. Malditos vírus e bactérias...

E ainda nem sequer entrou na escola.

Primeira

Gripe a três. Fung.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Quantas vezes

Consegue um ser com pouco mais de 70 cm dizer mmiiiiiiiiiiiiiiiiii, mmiiiiiiiiiiiiiiii, mmiiiiiiiiiiiiiiiiii*?
Não queiram saber.

* normalmente quando está rabugento e lhe falta a chucha, às vezes sem razões que nós consigamos descortinar. Tê-las-á decerto, nós é que ainda não sabemos!

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Nas últimas semanas

Já não se pode comer sem partilhar.

Outra vez

Desta feita febre, alguma tosse e, o mais preocupante, respiração acelerada. A enfermeira fez-me contar o número de movimentos respiratórios e ditou a ida ao hospital. Nas urgências do Amadora-Sintra dispomo-nos no lugar onde virtualmente estaria em menor contacto com outras crianças doentes, ou seja, no meio da sala, longe das cadeiras que aliviam as pernas do peso do Lourenço. Torço o nariz aos modos da médica que abusou de um ar paternalista e condescendente. Mas vá lá, diz-me que para além da garganta inflamada os pulmões estão limpinhos. A respiração acelerada terá outros motivos, como a febre, por exemplo. O nariz entupido, como afirmou, não pode ser, porque ele NÃO tinha o nariz entupido como disse repetidamente. Detesto que não me oiçam. Avizinha-se uma noite daquelas. Já não bastava ter tido de cancelar o jantar com amigos para animar o dia cinzento e a noite chuvosa. Amanhã será um outro dia, não é assim?

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Comunicar ou dizer algumas coisas e ele perceber

Perguntar aonde estão os popós (eu sei dizer popó é ridículo, mas agora pegou e já não sai) e ele apontar para a janela aonde costuma ir observar os ditos.
Pedir-lhe a chucha e ele querer enfiá-la à força na nossa boca.
Perguntar pelo Noddy e ele procurá-lo com os olhos.

Não são coisas de uma profundidade intelectual entusiasmante, eu sei, mas é um começo.

Aparentemente

Passou. Depois de uma febrezita registada pela meia-noite, devidamente acompanhada de brincadeiras e gargalhadas. Acordou fresquinho. Ao contrário dos pais que acordaram milhares de vezes com os rebolanços da criatura, espremidos nas bordas da cama, com a sua excelência de braços abertos a ocupar a cama toda. Definitivamente cosleeping não é para mim.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Desde há uns dias

Que o tipinho aponta. Já não é só o dedo em riste. Aponta intencionalmente para as coisas que quer, para os sítios que pretende explorar. A saber: os tectos e os candeeiros lá pendurados, a rua e os carros e as luzes a olhar para a janela, as imagens dos livros. Este rapaz adora os seus livrinhos. Que assim continue e far-me-á muito feliz.

Da consulta

Viemos com instruções para só lá voltar ao ano de idade. Como se isso fosse possível, o MEU bebé estar quase a fazer um ano. Já pesa mais de dez quilos, mas a actividade frenética puxou a pinta para baixo da curva do percentil 75. O que visivelmente agradou à médica. Significa isto que cresceu mais do que engordou. Cresceu tanto que até já sabe fazer birras no consultório. Até descobrir que ao pescoço da Dra estava uma coisa para puxar e brincar. Ou seja, todos amigos outra vez.

Algum dia havia de ser

O Lourenço estreou-se no desagradável mundo das doenças. Ou dos maus estares sem outra explicação que não os dentes e que passam tão depressa quanto chegam. Ainda não sabemos. Depende de como decorrer a noite.
A noite passada foi um tormento. Bebé vomitado, mas a cair de sono, zangado e confuso vai ocupar dois terços da cama dos pais para aparente melhor descanso destes. Mentira, não é para descanço dos pais. É, na melhor das hipóteses, para aliviar a distância do quarto e do que lá poderia acontecer sem darmos por isso. A meio da noite sossegou e bebeu o leite pelas seis e tal. De manhã está claramente febril. Mas febres não demasiado altas. Não parece o mesmo. Só quer colo e mais colo. Depois de devidamente instruída pela enfermeira do doi doi trim trim lá me convenço da necessidade do supositório e o bebé de sempre foi-me devolvido até ao momento de dormir.
Esperemos que fique por aqui.
Pronto e que fique assinalado que o termómetro subiu pela primeira vez acima dos limites da febre. Aos dez meses e uns dias não é nada mau.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

O meu pequenino

Fez dez meses no sábado. É cada vez menos pequenino. Faz muitos tem-tens. Será que vai andar em breve? Come (sempre bem) uma concha de sopa e outra de resto (menos triturado como se quer nesta altura). Mas o que ele gosta mesmo é da fruta. Lambe-se todo. Gosta de brincar e gatinhar e explorar tudo. A curiosidade é tanta que às vezes chamo-lhe o meu cataventinho (em dia de tempestade). Não pára e ainda bem. Já não bebe o leite à meia-noite e aguenta-se dormindo até à manhã seguinte. Deve ser do tanto exercício físico que faz. Fica(mos) derreados. O andador serve-lhe para isso mesmo, andar, andar até encontrar qualquer obstáculo. Demonstra muitas vontades inadiáveis acompanhadas da pequena birra da praxe. Diz muitas sílabas que me parecem às vezes palavras e às vezes só sílabas mesmo. Gosta das pessoas todas. Gosta de migalhinhas de pão.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

A nossa casa

Parece uma pista de hipismo. Cheia de obstáculos que se desejam ser à prova de bebés. Uma barreira para camas oportunamente disposta à frente do móvel que guarda os equipamentos electrónicos apenas fez dispersar a atenção para outros itens. Vai daí mais duas cadeiras deitadas para afastar o explorador de perigos até agora ignorados.

Esta semana

Tenho tido saudades de o sentir pequenino.

Favorite things

Ao assistir aos preparativos do banho gosta de oscilar entre a banheira e o bidé, explorando ocasionalmente os puxadores do móvel. (Ainda) não consegue abrir as torneiras. Mas tenho a certeza que irá delirar, tal é o entusiasmo assim que vê a água a correr.

domingo, fevereiro 04, 2007

Escolhas

Andávamos às voltas com mais uma decisão. A bendita cadeira para o carro. Que, a bem dizer, nunca se quer ver testada. Dizem os peritos que quanto mais tarde a criança se virar para a frente melhor. A pediatra dizia que mais importante que uma super cadeira era mesmo deixá-lo no sentido oposto ao da marcha o máximo tempo possível. Eu gosto de (e não consigo deixar de) previligiar a segurança, por muito que seja «giro» e «simpático» tê-los virados para a frente no carro à distância de um olhar para trás ou para o retrovisor.
É, ainda por cima, um investimento grande, se optarmos pelas cadeiras que somam estrelas nos testes. No entanto a optar por uma que também dê virada para trás (0/+1) o preço não condiz com as estrelas e nós hesitámos na encomenda. Primeiro pensámos aguentá-lo no ovo até onde desse. Mas o rapaz andava mesmo apertadinho e era uma grande ginástica de tira e põe casaco. Por outro lado temos dois carros o que é apenas mais uma complicação. As cadeiras que não são ovos não são tão transportáveis. Vai daí decidimos adiar o investimento maior (numa cadeira cheia de estrelas - em princípio uma tal de Tobi) e comprar uma cadeira mais barata, mas eficazmente virada para trás como mandam as regras. Quando chegar a altura, compra-se a super cadeira para o carro de uso mais frequente e deixa-se a outra no outro de reserva.
Foram muitos os blogues e os fóruns consultados, onde os mais díspares e disparatados conselhos apareciam. Fiquei muitas vezes surpreendida como algumas pessoas conseguem ser indiferentes aos conselhos de segurança para os mais pequenos. Aliás não são raras as vezes que tenho visto crianças pequenas à solta na parte de trás dos carros ou mesmo bebés ao colo. Não entendo. Fiquei aliviada com as nossas opções, pesar-me-ia sempre a consciência se soubesse que ignorava uma prescrição de segurança por razões meramente financeiras ou (pior ainda) estéticas. O Lourenço viajará virado para trás o tempo máximo aconselhado. E assim é que deve ser.

Dentes, dentes, dentes

Desde os cinco meses que não via tanta baba. Roi tanto e com tanta força que estou seriamente a pensar comprar um ossinho. A ver se não estala o verniz das mesas que eram da avó e não sai a tinta toda da beirada da cama.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Se perguntarmos «Onde está o papá?»

Espreita imediatamente para a porta ou para o lugar donde acredita que ele vai aparecer. E repete «Papá, papá»! Se dizemos «Queres papa?» Ele responde: «Papa!». Também repete «Apa, apa (upa)! ».
«Mamamamamama» e «mimimimimi» quando quer colo e chucha. «Mamã» nicles.
É a vida.

domingo, janeiro 28, 2007

No ano passado


Estava um Janeiro muito frio. Mas o Lourenço na barriga poupou-me alguns arrepios (embora não tantos como eu pensava). Fazia muito frio aqui quando partimos para lá. E há um gostinho muito especial em apreciar um dia de praia quando sabemos estar muito frio na nossa latitude.
São muitas as saudades desses banhos de mar.

Não tarda nada anda.

Passinhos (in)seguros agarrado ao andador. É deslumbrante.

On being a mother

Desde o dia 1 que das coisas mais difícieis de discernir, no que respeitas às milhentas decisões que se tomam a toda a hora acerca do bebé, é o número de peças de roupa a vestir à criatura. Temo torná-lo como eu, um friorento visceral. A maior parte do tempo, a menos que o termómetro suba acima dos 35º, eu tenho frio. Um frio que vem das entranhas. Por estes dias, abstenho-me de fazer qualquer comentário. Há momentos de um sofrimento atroz, como sentir os pés frios dentro das meias de lã quando me deito. Nada a fazer. Dizia eu que não o queria tornar como eu, sempre me fez impressão ver crianças atabafadas, mas já aconteceu dar com ele suadinho, ou seja, cheio de calor. É, por isso, muito difícil saber se terá frio ou calor. Tem feito frio... muito frio mesmo. E suspeito que o deixei passar frio de noite. E que isso o fez acordar mais vezes. Mea culpa. Desde esse dia dorme com dois babygrows por cima do body, com uma camisola polar a rematar. Ele que sue (não tem suado, apesar de tudo), mas frio não há-de passar.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

É o último, prometo

São o meu coração.

No fim de semana...


Enquanto o primo brilhava como planeta Terra na peça de teatro da escola, o Lourenço percorria os mesmos passos (embora de gatas) que a prima trilhou, há já alguns valentes anos. Um espaço tão familiar para mim que tantas vezes a fui buscar ali, no fim de mais um dia de escola.

Saudades, por um lado. Alegria por ver o gatinhador feliz nos mesmos lugares, por outro.

Bolas...


...no buraco (de cima, sucesso em 90% das tentativas).

O nosso primeiro jogo de encaixe. Antes de pôr a bola no sítio, uma moridela. Aliás o meu filho assemelha-se por estes dias a uma miríade de bichos... ora roedor, ora enguia, ora pulga. Não pára nunca. O que é óptimo para ele, um bocadinho pior para quem não faz mais nada do que andar atrás dele.

Tem-tem

e.g. manter-se em pé, sem apoio, por longos segundos. Fruto de pura distracção ou entusiasmo, rapidamente corrigido com um ar espantado e uma mão oportunamente poisada na superfície mais próxima. Novidade para pai, que nunca tinha ouvido falar de tal coisa, e para bebé que de repente deu em fazer essas coisas estranhas.

Passou uma semana

E para variar aconteceu muita coisa. Não proclamo como achei que faria o início das noites completamente inteiras, passo a redundância. Foram duas, ou terão sido três, as noites dormidas das 9 às 8. Falso alarme. Temos acordado de madrugada pelas quatro, cinco e seis da manhã. Cede-se facilmente ao leite. Pudera. A continuar assim, voltamos ao leite da meia-noite. Até hoje a melhor garantia de oito horas de sono seguido. Como se diz, em equipa que ganha não se mexe.

Ao alinhar fotos

Para preencher o álbum de bebé menos mau que encontrei (depois de perceber que tão cedo não tenho tempo para encher o álbum personalizado que comprámos pouco tempo depois dele nascer) concluo que não sou especialmente talhada para este tipo de tarefas. Falta-me a paciência. E o tempo, é verdade. Cada minuto a mais gasto aqui é minuto a menos gasto a fazer as inúmeras tarefas que me consomem os dias.
Ao mesmo tempo roubo-lhe, de certa maneira claro, a memória precisa dos primeiros tempos.
Hei-de arrepender-me, eu sei, mas a culpa é do frémito das obrigações sucessivas. O peso dos prazos não me dão margem de manobra. Mas ele há-de perceber. Espero.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Para memória futura

Foi a Alice, com o seu sentido prático e rápido, que atribuiu o primeiro petit nom ao Lourenço (o que não é fácil, o bebé já leva nove meses e nunca conseguimos). Não garanto que o vá adoptar, mas que fique registado: em alicês o Lourenço é o xenxo. Assim mesmo.

Despojos do Natal ou o tempo passa mesmo a correr...

Montar a árvore com um bebé que ainda não se senta sozinho e
desmontá-la com o bebé em pé, a observar a agitação.

Às vezes é mesmo difícil apanhá-lo...


a. k. a. Pepe rápido

Neste mês

Também descobriu o indicador. Passa o dia de dedo espetado a explorar micro superfícies, buracos, cotões, botões, etc. Já tentou as tomadas, mas antevendo as curiosidades já tínhamos dado conta delas há umas semanas. É certo que lhe falta a luz no dedo, e sem dúvida que é mais bonito, mas lá que lembra, lembra...

«ET phone home, ET phone home!»

Nove meses!

Esta é uma data importante: a partir de hoje vai começar a somar mais dias fora do que dentro da barriga.
O nono mês foi um mês de grandes conquistas. Sentar-se, gatinhar, pôr-se em pé, explorar tudo ainda com mais afinco. Primeiras experiências com as sílabas (estou renitente a anunciar o uso de palavras...). Denuncia cada vez mais um feitio dócil, mas com ginetes. Muita obstinação. Que o diga o dvd e a tv box. Não falha. Apesar disso gosta de brinquedos: primeiro prémio para o andador da chicco que faz as delícias do pequeno, em todas as modalidades possíveis. Até de pernas para o ar: não faz mal, sempre se dá uma roedela nas rodas.



Foi também o mês do primeiro acidente doméstico. Sem saber como (nunca se sabe como) caiu da cadeira de comer. Suspeito que o sentei mal deixando o pé\mola por baixo do rabo, permitindo que se levantasse durante os trinta segundos em que o pai foi à despensa buscar um potinho de fruta. Do episódio, além da adrenalina que me fez tremer as mãos durante horas, não sobraram nem galos, nem mossas felizmente. A lição essa ficou bem (a)prendida de hoje em diante.

Parece que dorme melhor estes dias, apesar de ontem ter decidido que entre as cinco e as seis era hora de se pôr em pé na cama em loop contínuo, para mal do meu sono claro está.
Temos carta verde para novas experiências alimentares: o peixe engolido com satisfação iniciou uma nova era.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Tenho a certeza

Que vou achar que diz palavras pela primeira vez muitas vezes. Assim como se fossem falsos arranques... Já anunciei aqui um ou dois, se bem me lembro. Um excesso de entusiasmo ao vê-lo balbuciar sílabas, com mais sentido para nós do que para ele certamente. Afinal tem apenas quase nove meses.
Depois de um tempo mais concentrado a mexer-se do que a palrar, desde ontem que voltámos ao bla-bla-bla de antigamente. A oscilar entre o «ba» e o «pa». Em loop quase contínuo. À noite, demorou mais do que o costume a adormecer depois do leite. Agora custa-lhe mais resignar-se apenas a dormir . Às tantas já só queria brincadeira e nem o «Era uma vez o rei...», a cantilena de embalar mais eficaz desde a nascença, estava a resultar. Chamei o pai pelo intercomunicador, assim baixinho. Ele chegou e pegou-lhe ao colo. Ele olhou para ele fixamente, tirou a chucha e de disse «pápá», enfiou a de novo a chucha e encostou-se. Senão foi uma primeira palavra, pareceu. O que para mim vai dar ao mesmo.

São este tipo de coisas que eu não posso deixar de registar. Para memória futura.

2007


Começou na companhia de amigos grandes e pequenos. O Lourenço acordou a minutos da hora do champanhe. E assim entrou o ano connosco. Bem disposto como sempre, apesar dos olhos ensonados. A três pela primeira vez. Para relembrar (como se alguma vez me esquecesse) que a vida é agora irreversivelmente mais completa.

Se os posts se sucedessem

À velocidade das novidades, não fazia mais nada... As últimas duas ou três semanas têm sido um frenesim de evoluções e progressos. Sublinho especialmente a ideia de velocidade, pois foi uma das conquistas. Faz talvez as mesmas coisas mas a uma velocidade alucinante. O gatinhar de perna alçada, a velocidade com que chega ao DVD e à TVBox (mesmo em casa alheia), com que se põe em pé agarrado ao brinquedo que lhe oferecemos (excelente presente... não quer outra coisa sem ser o seu andador da chicco), com que abana os braços de felicidade...



Todos os dias penso, tenho de registar isto, tenho de registar aquilo senão esqueço-me, mas a este ritmo não consigo. Ainda bem...

quarta-feira, dezembro 27, 2006

De repente...

Começou a dormir de barriga para baixo. Assim que o ponho na cama, depois de algum embalo (é necessário acalmá-lo da excitação da brincadeira, baixando a velocidade do processador), rebola e aninha-se na fralda. Assim fica. Melhor para nós, parece que assim há menos fugas de noite. Daquelas que obrigam a mudar a roupa a um bebé zangado em piloto automático.

Dos presentes...

Entre os nossos favoritos estão os seus primeiros twins, oferecidos pela madrinha. Não são da Camper, mas sim uns simpáticos bobux. Num sapato um ET, no outro a respectiva nave espacial.
Recebeu mais coisas giras, claro... não consigo listar todas, sem me esquecer de nenhuma.
A quem ofereceu presentes e lê o blog o nosso obrigado.
Ele continua a apreciar muito alguns brinquedos, mas a delirar mais com comandos, telemóveis, botões de aparelhagens, protecções de coluna e, last but not the least, o famigerado tubo do chuveiro. É a vida.

Entretanto

Outro surto de crescimento. Senão veja-se: senta-se sozinho, já o vi gatinhar, embora continue a rastejar, já o vi pôr-se de joelhos e quase em pé. Dá aos braços e às pernas quando está sentado de tanto contentamento. Às vezes o entusiasmo é tanto que se desiquilibra e cai para trás. Chora sentido. Nota-se que já há alguma intenção comunicativa... o léxico de expressões e emoções alarga-se a cada dia. A demonstrá-lo as (por enquanto) deliciosas fitinhas que faz de vez em quando...
Continua querido, querido, embora durma pior. Como diz nos livros, aliás. Também pode ser dos dentes, já lá tem mais um. Enfim, nestas coisas nunca se sabe o que é a causa e o que é o efeito.

Day(s) after

O natal passou-se. Ainda a recuperar do frenesim pré-natalício. O balão enche, enche e depois puf, acabou num instante. Todos os anos o mesmo. Can't live with it, can't live without it.

sábado, dezembro 16, 2006

Nunca falei sobre isto

Mas estou convicta que uma das razões pelas quais o Lourenço é um bebé sereno (sem ser nada pacholas...) é o ambiente calmo em que vive: sem televisão, mas com música; rotinas bem definidas, mas activas; pais muito disponíveis e que passam praticamente o mesmo tempo com ele (ele não manifesta preferência) e uma avó inspirada que nunca deixa de o levar a passear durante as tardes que passam juntos.

Haverá justificação possível...

...para não ter assinalado o oitavo mês do Lourenço?

Não, claro que não. Mas foi uma semana complicada, anyhow... Dois queridos amigos a doutorarem-se no mesmo dia, presentes para comprar e trocar, algumas compras de natal, enfim... estou cansada!
E ele?
Está grande e forte. Os pulmões estão limpinhos, pelo que a tosse e os ranhos não parecem ser graves. Continua a só querer estar em pé. Tem tido uns ataques de riso que, suspeito, devem fazer doer a barriga (tão bom...). Faz caretas amorosas com a língua de fora, rasteja sem grande gosto (gosta mesmo é de rebolar e estar de pé). O banho continua o palco de todas as proezas (a água desinibe-lhe os medos certamente). Deve andar tao empenhado em novas descobertas que se marimbou para as palminhas (se calhar percebeu que é um bocado ridículo ver adultos com cara de parvos a cantar sistematicamente pal-mi-nhas, pal-mi-nhas...). Gosta da mãe, do pai, da avó e de todos. Não estranha ninguém e, em abono da verdade, sorri e dá miminhos sem qualquer critério (nisto não sai nada a mim que era um bebé mete-nojo-choramingas-atrás-das-saias-da-mãe). Acentua-se a preferência pela mão esquerda (iupi: sai a mim, sai a mim ;)...) Com as mãos manipula e transfere os brinquedos com mais segurança a cada dia. Os brinquedos e os (nossos) óculos. Como bom rapaz que é, ainda por cima é bruto. Na fona de nos arrancar os óculos da cara, distribui murros e palmadas como se não houvesse amanhã. Ai.

Esta semana deu em acordar a choramingar de noite uma ou duas vezes. Estranhámos e tememos que viesse uma «fase» má de sonos... Mas afinal a causa estará, por esta altura, à vista: um dente com uma serrilha afiada e a estrear na gengiva superior do lado esquerdo.

Ps. Até punha fotos mas deixei a máquina elsewhere...

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Novembro

Ainda a propósito de Novembro: três anos de nós e um ano de rapazolas a chuchar na língua, entrevisto no monitor do ecógrafo.

Não tenho tempo

Para escrever, para me coçar, para fazer o doutoramento.

Entretanto... muitas palminhas (mesmo de madrugada, depois de mais um xixi fora da fralda). Um arrastar sofrido. Papá muitas vezes e mamã ontem (pelo menos parece-me, mas ainda sem grandes certezas: papá pode muito bem ser papa também) Passar objectos de uma mão para a outra e rodá-los para os observar minuciosamente.
Tosse e ranho. Não evolui, mas também não passa. Marquei para a pediatra para a semana. De caminho medimos e pesamos tantas evoluções.

* não tenho tempo, mas estou feliz...

domingo, novembro 26, 2006

Esta semana

Foi cheia. Só quer pôr-se de pé, agarrado às nossas mãos. Ainda não sabe o que fazer com isso pois verifica amiúde que os brinquedos ficam lá em baixo e vai daí fica numas posições de equilibrismo em que os nossos braços servem de apoio para os seus muitos quilos. As costas da avó que o digam. É um tal de sobe e desce que deixa a baby sitter derreada. Também confirmei que não é preciso muito para fazer uma criança feliz. Uma pirâmide de copos de plástico coloridos que custaram a módica quantia de 2 € e tal entraram directamente para o top five dos brinquedos favoritos. Com eles percebeu como era divertido bater com as coisas umas nas outras e ocasionalmente que uns cabiam dentro dos outros. Entretém-se imenso. Não se arrasta, mas rebola, que vai dar ao mesmo. É calmo, mas irrequieto, sempre à procura de novas superfícies para roer.

Gasta por dia dois pijamas, pois não há fralda que resista às suas humidades. Mais estranho ainda é não acordar com isso. Só de manhã cedo damos conta das inundações.

Uma tosse que não evolui, mas também não vai embora obriga-nos a frequentes sessões de aerossois. É giro vê-lo sossegado a fazer o misterioso tratamento (uma máquina que que deita um fumo frio) ao som de uma qualquer cantiga, exigindo apenas segurar no tubo verde. Desconfio que não há muitos bebés tão colaborantes.

Um dia destes a avó não conseguiu pô-lo a dormir a segunda sesta. Entretanto cheguei e as minhas saudades não o deixaram ir à cama. Brincou muito. Consegui a custo dar-lhe a sopa. Depois não aguentou mais e, pela primeira vez, não comeu a sua amada fruta.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Não queremos

Que o nosso filho tenha medo da matemática. Diz-se que é mais por via dos números que das letras que o futuro sorri, money wise. Que se deve aprender a conviver com os números e tal. E como dizem que é de pequenino...


... ei-lo aqui a confraternizar com o três! ;)

Este post não é sobre o Lourenço

É sobre a Inês, sobrinha querida. Ela faz parte da minha vida e, felizmente, da do Lourenço também. Ele encanta-se com ela e sorri-lhe muito. Há um entendimento entre as crianças que é maravilhoso. Falo dela porque ela também é o meu coração e tudo o resto. E falar dela faz todo o sentido. Falo hoje porque, no armário das roupas da Alice, estavam penduradas camisas de gola e vestidos de xadrez que um dia vesti à Inês ali ao lado, enorme, linda e «dread» no alto dos seus nove imensos anos. E bateu uma saudade... De a ver cirandar nos seus vestidinhos, chuchar nas suas duas chuchas (põe uma, tira outra, põe uma tira outra), de a ter enroscada no meu colo. Saudades, tantas saudades.

Agora

O Lourenço é o bebé intermédio. Entre o frenesim dos quase dois anos da Alice e os dois serenos meses do pequeno Pedro. Foi muito bom vê-los juntos: a estagiar para brincadeiras futuras.

Este bebé

É um espectáculo. Sê-lo-ia sempre, porque é nosso. E é giro. Mas isso toda a gente sabe... É um cliché. Mas, de facto, é um espectáculo. Às vezes fazemos-lhe umas vilanias (adoro a palavra vilanias). Vamos jantar a casa de amigos e ele acaba por não conseguir dormir... às vezes, como no sábado, acresce uma tarde de visita a outros bebés (barulho e agitação qb). Mesmo assim, quando até se perceberia uma birra, um cansaço mal disfarçado em forma de choro, ele coopera. Sonolento sim, mas bem disposto. Pronto para a brincadeira. À hora da bela adormecida, antes que o carro se transforme em abóbora, vamos para casa. Lá chegado, dormindo profundamente na cadeirinha, é acordado. Podia vingar-se com razão. Mas nem aí. Toma o seu banho tardio e o leitinho da praxe e dorme de seguida sem refilar. E o melhor, o melhor mesmo, foi acordar no dia seguinte, apenas com uma chucha perdida algures pela noite, pelas dez da manhã. É um espectáculo. Como costumo dizer, mesmo que a partir de amanhã tudo mude, estes sete meses e uns dias já ninguém nos tira...

segunda-feira, novembro 13, 2006

Quotidiano alimentar (3)

Para memória futura registe-se:

Gosta muito de fruta, todas as frutas, misturadas ou sozinhas. Cruas, reduzidas a puré com a varinha mágica. Este rapaz é, aliás, um sorvedouro de frutas. Gosta muito de algumas sopas, principalmente desde que começámos a inspirar-nos no livro de receitas emprestado pela Tia V.. No top five está certamente a sopa de abóbora com maçã e galinha, embora não torça nada o nariz a uma de courgettes com frango. Gosta de chá (do dele, para dormir melhor). Delira com uma cerelac nova de 8 cereais com mel (sabe a nestum ;)).

Não é nada esquisito, por enquanto.

No banho

A avózinha comprou o tapete anti derrapante. O Lourenço faz a festa. Não se aguenta sentado muito tempo, apenas porque num ápice se lança sobre o dito cujo tubo do chuveiro. Para tal lança mão de todas as proezas possíveis e imaginárias: de joelhos, quase em pé, agarrado só com um braço, com os dois (assim de bruços), enfim, um rol de habilidades nunca vistas fora do meio aquático. Qual patinhos, caranguejos ou barquinhos. Tubos de chuveiro: muito feios de preferência.

domingo, novembro 12, 2006

Sete meses!


Na sexta feira. Cheguei a casa e fiz uma sessão de fotos. Estava bem disposto... Rebolava, abria as gavetas, espreitava lá para dentro, e rebolava mais um pouco. Ele fica muito contente quando eu chego. Eu também fico. Venho a correr... e custa-me como nunca as inusitadas filas de trânsito que me afastam do meu bebé.
Acho que são sete meses bem vividos. Calmos e felizes. O Lourenço é um bebé zen.

*repare-se nos dois pequenos dentes que adornam este lindo sorriso ;)!

segunda-feira, novembro 06, 2006

Um sorriso do Lourenço

Para as amigas que à força de muita persistência e força de vontade conseguem
alcançar os seus objectivos. Ficamos muito felizes!

Nem todas as aprendizagens têm assim tanta graça

Gritar ou guinchar para chamar a nossa atenção.

Para a Filipinha

Que está longe, do outro lado deste mar mas bem perto do nosso coração. Ontem, na praia, lembrei-me em como ela gostaria de estar ali a curtir o sol e a companhia dos amigos.

sábado, novembro 04, 2006

Constato

que não escrevo há uma semana. Os dias passam a correr, parecem ter menos horas do que dantes. E não rendem: só na quarta voltei a ver o Pedro pequenino. Um rapazola lindo lindo, vestido com roupas onde já coube o Lourenço. Parece mentira. O meu bebé também está cada vez mais crescido. Percebeu finalmente que abrindo a boca face à colher cheia se saboreia melhor e evita limpar tantas vezes a cara (coisa que claramente detesta). Rebola como forma de locomoção, embora já lhe tenha tentado explicar que não é um meio muito preciso quando se quer alcançar alguma coisa. Fica feliz quando encontra as gavetas baixas, abre-as e quer espreitar lá para dentro. Também se lança para a beirinha da banheira e quer espreitar lá para fora. Como todos os bebés rapazes que conheço é um bocado bruto no manuseamento das coisas e das pessoas. Puxa cabelos animadamente. Brinca ao «não estou cá!» puxando a fralda para a cara, destapando o sorriso nº 1 ao som do «'tá aqui!!!». Gosta de argolas onde possa enfiar os dedos e puxar e bater. Todas as que encontra são alvo das suas investidas. Tudo isto acompanhado de muita conversa, sorrisos e gargalhadas ocasionais. É feliz, acho eu.