Cortar o cabelo. Lembra-se da Célinha ser muito simpática e, sobretudo, de ter um aspirador. Ela tem um pitioi gaaaandi como a Mina. Eu vou apiaí e a Célinha vai ajudá-mi.
E lá foi todo contente.
Update: cortou o cabelo (tou gi(r)o, tou?) e aspirou (com um aspirador vermelho). Há sonhos que se realizam e fazem o Lourenço muito feliz.
domingo, janeiro 25, 2009
Guardou-o na mão
Como se fosse um tesouro. Uma senhora de um cabeleireiro (ele especou-se na montra a observar tudo, fascinado) veio à porta e ofereceu-lhe um marruacho que é como quem diz, um rebuçado. Disse-lhe logo que só depois do jantar e ele, mesmo tendo passado umas horas, não se esqueceu. Comeu tudo e não fez birra e no fim perguntou por ele... ainda tentei disfarçar, não sei onde está, mas ele não é tolo, está no bolso do meu casaco. Lá estava, meio derretido e cheio de cotão por ter passado um bom bocado na mão. Merecia o prémio e teve-o: é muito bom o meu marruacho.
Depois tossiu e ele caiu no chão e partiu-se. Foram três inesquecíveis lambidelas.
Depois tossiu e ele caiu no chão e partiu-se. Foram três inesquecíveis lambidelas.
Ontem
A exposição afinal era um velório, mas o chá afterwards manteve-se. Os miudos portam-se como se portam, nem mal nem bem, mas fazem barulho e querem mexer nas coisas. O sítio era super cool, mas os donos deviam estar a rezar para nos irmos embora (fica sempre uma confusão de migalhas e guardanapos nas nossas mesas). Não devia ser assim, quase sentirmos culpa pelos miudos serem como são, normais e felizes. Termos de pedir desculpa por existirmos e querermos ir a lugares acompanhadas dos filhos. Não foi especialmente o caso de ontem, estou a ser injusta, mas é uma reflexão que me acompanha desde que o Lourenço nasceu.
Enfim, na verdade o problema é o tempo e a falta que as esplanadas e os jardins fazem.
Enfim, na verdade o problema é o tempo e a falta que as esplanadas e os jardins fazem.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Confirmei uma desconfiança hoje:
Que a Beatriz (já foi o Diogo) é uma amiga imaginária que eu às vezes personifico.
*Não há ninguém na sala dele com esse nome, nem ele convive com nenhuma das outras salas (só há uma nos bebés).
*Não há ninguém na sala dele com esse nome, nem ele convive com nenhuma das outras salas (só há uma nos bebés).
quarta-feira, janeiro 21, 2009
No doutói
Portou-se tão bem, tão bem, tão bem que mal escondi o meu próprio espanto e entusiasmo. Bem, tirando aquela parte em que já estava com o rato do computador na mão, pendurado na secretária para ver o ecrã, foi perfeito. Avisei-o que ia mostrar as bolinhas da garganta ao doutor e ele perguntou se era no pescoço e se eram vermelhas. Disse que sim e ele ficou com pena de não serem verdes, ou cor-de-rosa. Chegou lá abriu a boca, mostrou os ouvidos, fez um exame com uma mosca mágica (descobri que não ouve bem...), encantou tudo e todos. No fim até lhe dei um daqueles rebuçados de cortesia (ele, que não é parvo, topou-os logo em cima do balcão achando que eram cocholates).
O veredicto já o esperava: o médico acha que a operação vai melhorar a qualidade de vida dele, embora não ao nível de aumento significativo de percentil, pois é comum nestes bebés dormirem mal e comerem mal, o que não é, exceptuando as birras, o caso (aliás, com sestas de 4 horas o problema dele é o contrário).
Gostei particularmente dele muito sério a perguntar ao médico se ele era amigo dele e a explicar-lhe que não ia para a marquesa (o terror dele) porque aquilo não era para bebés, só para crescidos. Vá lá que só foi preciso ser observado numa cadeira...
Conclusão: só é crescido quando lhe convém, né...
O veredicto já o esperava: o médico acha que a operação vai melhorar a qualidade de vida dele, embora não ao nível de aumento significativo de percentil, pois é comum nestes bebés dormirem mal e comerem mal, o que não é, exceptuando as birras, o caso (aliás, com sestas de 4 horas o problema dele é o contrário).
Gostei particularmente dele muito sério a perguntar ao médico se ele era amigo dele e a explicar-lhe que não ia para a marquesa (o terror dele) porque aquilo não era para bebés, só para crescidos. Vá lá que só foi preciso ser observado numa cadeira...
Conclusão: só é crescido quando lhe convém, né...
terça-feira, janeiro 20, 2009
Espertinho
Faz a asneira (sapatada, raivinhas, etc.) e passado um bocado pede desculpa e acrescenta: estava a brincar contico!!!
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Na doutóia
Portou-se muito bem. Quer dizer, ainda ensaiou umas lágrimas, via-se que tinha medo, mas negociou os receios com argumentos da médica. Coisa que a médica notou e relembrou no veredicto: isto é maturidade emocional, perceber os argumentos e controlar-se. No fim ele disse que ela era amica e até lhe perguntou se ela não queria vir à nossa casa (desde, claro, que deixasse o estetoscópio no consultório - isso fica cá, tá bem?).
Achou-o óptimo (seguro, com rotinas e feliz), mas não se vai escapar à operação às amígdalas (um desbaste, que quase não passa ar coitado, diz a médica que notou a evolução negativa).
Achou-o óptimo (seguro, com rotinas e feliz), mas não se vai escapar à operação às amígdalas (um desbaste, que quase não passa ar coitado, diz a médica que notou a evolução negativa).
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Tem havido muitos acidentes
Líquidos e às vezes sólidos, mas pouparei nos detalhes sórdidos. Não sei porquê à tarde dá-lhe a paradinha e não pede, deve estar entretido com a brincadeira ou tem vergonha, não sei.
Desde ontem uma estratégia: se trouxer as mesmas calças vestidas que levou para escola tem direito a uma surpresa. A de ontem era gelado.
Tirando a parte em que 1) me pediu para assoprar (porque estava muito frio) e 2) a parte em que me pediu para aquecer para poder beber, adorou. Claro que a surpresa não pode ser doces todos os dias. A de hoje, se correr tudo bem (senão não é surpresa mas vai à mesma), é uma visita à doutora... Como anda numa de médicos e dói-dóis vai delirar!
Desde ontem uma estratégia: se trouxer as mesmas calças vestidas que levou para escola tem direito a uma surpresa. A de ontem era gelado.
Tirando a parte em que 1) me pediu para assoprar (porque estava muito frio) e 2) a parte em que me pediu para aquecer para poder beber, adorou. Claro que a surpresa não pode ser doces todos os dias. A de hoje, se correr tudo bem (senão não é surpresa mas vai à mesma), é uma visita à doutora... Como anda numa de médicos e dói-dóis vai delirar!
Ao jantar
- Sabes o que é isto? Sabes como se chama?
- Não.
- É molho de iogurte, chama-se tzatziki, tza-tzi-ki.
Ele com ar de gozo:
-chama-se tásaqui?
E riu-se muito.
- Não.
- É molho de iogurte, chama-se tzatziki, tza-tzi-ki.
Ele com ar de gozo:
-chama-se tásaqui?
E riu-se muito.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Tenho-o filmado pouco
E tirado poucas fotografias. Nem parece meu e tenho a certeza que me vou arrepender. Lembrei-me disto ontem ao vê-lo lavar os dentes sozinho com mestria. Para não falar nas conversas, tantas e tão giras. As histórias que sabe de cor e as canções que canta afinado.
Aos 33 meses está giro, engraçado e uma excelente companhia.
Aos 33 meses está giro, engraçado e uma excelente companhia.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Juro que não o influenciei
Imagens do Alberto João Jardim na televisão e sai-se com esta:
-É muito feio!
- O quê? É feio?
-Sim... parece maiuco (maluco)!
Rimo-nos todos e acrescenta: lelé da cuca!
-É muito feio!
- O quê? É feio?
-Sim... parece maiuco (maluco)!
Rimo-nos todos e acrescenta: lelé da cuca!
terça-feira, janeiro 13, 2009
O tipinho ama mesmo a lua
Estes dias ela tem estado grande e gorda, o que o deixa ainda mais contente. Não vai dormir sem dizer adeus à lua e fica triste se já «tá atás dos pédios» ou «atás das nuvens».
Ontem, com o Cacá na mão, dizia: «vou mostrar o Cacá à lua, olha lua, olha aqui o meu Cacá!».
Ele gosta de partilhar os seus amores entre si :).
Ontem, com o Cacá na mão, dizia: «vou mostrar o Cacá à lua, olha lua, olha aqui o meu Cacá!».
Ele gosta de partilhar os seus amores entre si :).
Más e boas notícias
Primeiro a má, as manhãs (principalmente quando estamos atrasados) conseguem ser um inferno. Quando lhe dá na veneta e diz não (não quer sair, não quer vestir o casaco, sei lá...) está tudo estragado e lá vai haver choradeira e bebés arrastados por um braço quase até à escola (pronto, acaba por ir ao colo que arrastar dá ainda mais trabalho).
A boa notícia é que pede desculpa e dá abraços e beijinhos muito mais rapidamente. Ou seja há fitas, mas duram menos tempo.
É para ficar contente, não é?
A boa notícia é que pede desculpa e dá abraços e beijinhos muito mais rapidamente. Ou seja há fitas, mas duram menos tempo.
É para ficar contente, não é?
segunda-feira, janeiro 12, 2009
As crianças satisfazem-se
Com coisas simples. Uma ida ao café por exemplo. Lanchar no café é para ele uma aventura. Sobe a rua e quer saltar de todos os degraus, observa tudo enquanto vê as luzes do café ao cimo da rua. Já vai a pensar no leitinho e no bolinho. Chega, senta-se e porta-se como gente grande, comendo e bebendo sem esboçar uma asneira (o que aos 33 meses é difícil - é verdade são 33 os meses que tem...). E o melhor, fica tão feliz que só visto! Só tem ido uma vez por semana, quando vai, mas passa lá quase todos os dias, e pergunta: vamos ao café? Não, hoje não... vamos um dia destes?
*Dá-me ternurinhas de o ouvir dizer um dia destes...
** Da última vez, apesar de me garantir que pediu se faz favor (não sei a quem), trouxe uma suspeita língua de veado. Tendo em conta que a montra estava sem vidro e apenas tapada por uns celofanes e atendendo ao facto de que estava muito próximo enquanto eu pagava, somando-se a isto aquele ar de olha-para mim-não-sou-tão-fofo, não sei não...
*Dá-me ternurinhas de o ouvir dizer um dia destes...
** Da última vez, apesar de me garantir que pediu se faz favor (não sei a quem), trouxe uma suspeita língua de veado. Tendo em conta que a montra estava sem vidro e apenas tapada por uns celofanes e atendendo ao facto de que estava muito próximo enquanto eu pagava, somando-se a isto aquele ar de olha-para mim-não-sou-tão-fofo, não sei não...
Nunca mais tínhamos feito uma lareira
Falta de lenha e de vontade, associado ao risco de um toddler perto do fogo. Este fim de semana uma nova conjuntura, desta vez favorável, fez com que nos déssemos ao trabalho de acender o fogo. (Receber uma querida amiga com uma lareira como ela gosta foi a nossa forma de tornar o reencontro ainda mais especial.) Quem mais gostou claro, foi o Lourenço, que oscila entre a histeria e a vontade de se sentar o mais à frente possível para observar o fogo (é meu amigo mamã!).
Enquanto houver lenha temos, pois, um filho muito feliz!
Enquanto houver lenha temos, pois, um filho muito feliz!
quarta-feira, janeiro 07, 2009
No banho distraído a brincar
- Não podes mexer aqui, é muito precioso... parte-se!
(Ah pois, pena que se finja de surdo quando ouve o sermão!)
(Ah pois, pena que se finja de surdo quando ouve o sermão!)
Para quem sabe do meu nome estranho
-Chamas-te Lourenço Pappámikail Vilela! Pa-ppá-mi-ka-il!
-Pappámikail não, papá António.
(Tipo, mikail... quem é esse tipo?)
-Pappámikail não, papá António.
(Tipo, mikail... quem é esse tipo?)
Vamos que vêm aí a lua!
- Ó Lourenço a lua não vem, está presa no céu, já te disse...
-Com cola?
*mais ou menos, mais ou menos, :))
-Com cola?
*mais ou menos, mais ou menos, :))
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Ainda do Natal e não só
Quem se divertiu mais no ano novo
Foram os menores de quatro anos. Os graúdos ficaram cansados (e deleitados) com a dimensão do chinfrim, das exigências e manias de todos e cada um.
Giro, giro foi ver a cara de espanto dos três ao ver-nos aos pulos e gritos de feliz 2009 como que a pensar: estão maluquinhos ou quê!
Mas pronto, passou-se, comeu-se muito bem (graças ao Mr. Bimby e suas ajudantes). O Lourenço brincou com os brinquedos dos adorados amigos e com os amigos também. Cantaram (os parabéns numa metade de bolo rei) e dançaram (músicas assim e assim e outras incrivelmente más).
A todos, portanto, o melhor 2009 possível!
Giro, giro foi ver a cara de espanto dos três ao ver-nos aos pulos e gritos de feliz 2009 como que a pensar: estão maluquinhos ou quê!
Mas pronto, passou-se, comeu-se muito bem (graças ao Mr. Bimby e suas ajudantes). O Lourenço brincou com os brinquedos dos adorados amigos e com os amigos também. Cantaram (os parabéns numa metade de bolo rei) e dançaram (músicas assim e assim e outras incrivelmente más).
A todos, portanto, o melhor 2009 possível!
Troca sílabas
Para além do cochoáti (chocolate) e do caçadoi (secador) há mais estas:
- guichámos (chegámos)
- node (onde)
- rutugafia (fotografia... esta nem é bem trocar, mas vá)
- guichámos (chegámos)
- node (onde)
- rutugafia (fotografia... esta nem é bem trocar, mas vá)
quarta-feira, dezembro 31, 2008
2009
Que seja o melhor possível e que se concretizem todas as realizações que têm de ser realizadas (vulgo tese). Estava um bocado deprimida porque era a última bolsa que recebia. Para me consolar comprei umas botas, bem giras por sinal.
Para o meu menino nem é preciso desejar nada (talvez saúde a rodos que é o que se quer) porque acho que ele não podia ser mais feliz.
Mais, são quase onze horas da manhã e o gaiato ainda dorme (deitou-se ontem pelas nove e acordou para beber àgua às cinco). E tem sido assim toda a semana. Não há muito mais que possa pedir!
Para o meu menino nem é preciso desejar nada (talvez saúde a rodos que é o que se quer) porque acho que ele não podia ser mais feliz.
Mais, são quase onze horas da manhã e o gaiato ainda dorme (deitou-se ontem pelas nove e acordou para beber àgua às cinco). E tem sido assim toda a semana. Não há muito mais que possa pedir!
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Também deu
Em bater o pé, qual bezerrinho, quando ensaia as birras.
(vá lá que têm durado pouco, vem logo a correr pedir dicupa).
(vá lá que têm durado pouco, vem logo a correr pedir dicupa).
Já não bastava o foooogo,
Agora temos o "que caiaças"
Mais tento na língua, sra. mãe e sr. pai, por favor.
Mais tento na língua, sra. mãe e sr. pai, por favor.
quinta-feira, dezembro 25, 2008
Correu tudo bem
Passou-se mais um Natal e o Lourenço amou os seus presentes. Não os abriu todos porque é um exagero e ele não consegue dar vazão.
Gostou tanto deles que tenho impressão de que está a dormir com quase todos (todos os meus amicos, mamã!).
Hoje também celebrámos o aniversário do bisavô e, de hoje em diante, também vamos passar a celebrar o nascimento do meu primeiro sobrinho neto. Teremos para sempre um Natal ainda mais especial. Olarecos: sou tia avó, a minha irmã é avó, a minha mãe bisavó e a minha avó trisavó. É uma coisa fantástica e as emoções são indescritíveis.
O nome escolhido é impronunciável, mas nasceu hoje dia 25 depois de um curtissimo parto de sete horas (há muidas com sorte) um menino grande e gordo e, pasme-se, até já estão em casa. Pois é, lá na Alemanha aquilo é muito à frente.
Viva o Natal cheio de alegrias.
Gostou tanto deles que tenho impressão de que está a dormir com quase todos (todos os meus amicos, mamã!).
Hoje também celebrámos o aniversário do bisavô e, de hoje em diante, também vamos passar a celebrar o nascimento do meu primeiro sobrinho neto. Teremos para sempre um Natal ainda mais especial. Olarecos: sou tia avó, a minha irmã é avó, a minha mãe bisavó e a minha avó trisavó. É uma coisa fantástica e as emoções são indescritíveis.
O nome escolhido é impronunciável, mas nasceu hoje dia 25 depois de um curtissimo parto de sete horas (há muidas com sorte) um menino grande e gordo e, pasme-se, até já estão em casa. Pois é, lá na Alemanha aquilo é muito à frente.
Viva o Natal cheio de alegrias.
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Curtas
Em frente à tv, manda-me sentar também: ó mamã, já comeceu!
A sair da creche diz à auxiliar: vou para a minha casa que tá muuuuito fio. E lá tá muuuuito quentinho.
Ontem deliciou-se com um pai natal de cochoáti. É muito bom!
Também gostou das letas para pôr no ifuico.
Gosta de brincar no mê quato e de andar no mê carro. Parece alentejano.
...
A sair da creche diz à auxiliar: vou para a minha casa que tá muuuuito fio. E lá tá muuuuito quentinho.
Ontem deliciou-se com um pai natal de cochoáti. É muito bom!
Também gostou das letas para pôr no ifuico.
Gosta de brincar no mê quato e de andar no mê carro. Parece alentejano.
...
Ele não sabe o que é o Natal
E não percebe muito bem essa coisa do pai Natal e dos presentes. Trenós, renas aladas e meninos que se portam bem e outras, a bem dizer tontas, historietas não o comovem nem demovem. Também não nos esforçámos muito em explicar-lhe. Chegará o tempo.
Por outro lado...
Confessou-me que na verdade não é bem não gostar do Pai Natal, o das babas banquinhas, ele tem mas é um bocadinho di medo deli, embora acrescente que ele é meu amico. É o que faz quando se tenta convencer de uma coisa. Reconhece o medo e racionaliza-o ;) e isso sim é prova de maturidade (esqueçamos, só por hoje, as birras homéricas que tem feito e o orgulho que o impede de ceder à vontade de abraçar os pais e pedir desculpas pelas asneiras e ataques de mau génio).
Assim como assim, já vamos no 3º Natal juntos.
FELIZ NATAL a todos.
Por outro lado...
Confessou-me que na verdade não é bem não gostar do Pai Natal, o das babas banquinhas, ele tem mas é um bocadinho di medo deli, embora acrescente que ele é meu amico. É o que faz quando se tenta convencer de uma coisa. Reconhece o medo e racionaliza-o ;) e isso sim é prova de maturidade (esqueçamos, só por hoje, as birras homéricas que tem feito e o orgulho que o impede de ceder à vontade de abraçar os pais e pedir desculpas pelas asneiras e ataques de mau génio).
Assim como assim, já vamos no 3º Natal juntos.
FELIZ NATAL a todos.
segunda-feira, dezembro 22, 2008
A minha única preocupação neste Natal
Era que tivesse um boneco que fosse humano (comprado) e arranjar um kit de médico que tivesse o aparelho de observar os ouvidos (comprado).
Quanto ao primeiro parece que os rapazes sem irmãs acabam estando condenados a fazer jogo simbólico com os peluches (po-los a dormir, mudar-lhes as fraldas, etc.). Quando ao segundo, bem, muito gosta ele de tratar das pessoas e dizer que é o doutói. Façamos-lhe a vontade!
Quanto ao primeiro parece que os rapazes sem irmãs acabam estando condenados a fazer jogo simbólico com os peluches (po-los a dormir, mudar-lhes as fraldas, etc.). Quando ao segundo, bem, muito gosta ele de tratar das pessoas e dizer que é o doutói. Façamos-lhe a vontade!
O Lourenço
Deve ser a primeira pessoa no mundo, que eu conheça pelo menos, que, efectivamente, gosta de frutas cristalizadas.
É um bocado estranho, ele. ;)
É um bocado estranho, ele. ;)
Antes que me esqueça
O Lourenço passou a incluir a palavra fixe (como sinónimo de giro, cool, bestial, etc.) no seu vocabulário.
Festa de Natal
* Ficou tão espantado com tudo que quase não se mexeu, mas portou-se bem e disse adeus à assistência. Para não variar a melhor figura foram os pinotes das educadoras e o exército de máquinas de filmar na assistência.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Esteve cá a Ju ontem
O Lourenço estava no banho e chamou-a. Ela estava a conversar comigo na cozinha, não ouviu logo. Quando lá foi disse-lhe: eu estava a chamar tu, onde é que estavas?
Analogias escatológicas
Ontem a fazer xixi de pé, na sanita, como os crescidos.
-Olha, o xixi é uma ponte!
-Uma quê?
-O xixi é parecido com uma ponte!
Entretanto termina e acrescenta
- Olha já caiu (a ponte)!
-Olha, o xixi é uma ponte!
-Uma quê?
-O xixi é parecido com uma ponte!
Entretanto termina e acrescenta
- Olha já caiu (a ponte)!
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Quem tem amigos tem tudo
Toca a campainha e dizem-me que tenho uma carta para assinar. Pensei logo nas finanças, credo. Mas não. Era uma encomenda vinda do outro lado do Atlântico. A Melissa é mesmo maluca, pensei, mandou-me uma geleia pelo correio, sabendo que fiquei tão triste de ter tido de deixar as que tinha comprado no aeroporto. Ela é assim destas atenções. Nunca se esquece das datas e arranja maneira, mesmo tão longe, de estar sempre presente. Abri a encomenda e comovi-me. Era uma linha completa mamãe e bebé da Natura, uma marca brasileira fabulosa. Foi-me apresentada pela Ju e depois ela já me tinha trazido uma vez alguns produtos incluindo uma colónia com um cheiro inesquecível e doce. Agora quando lá fui era para ter comprado, mas não tive tempo. Ela, atenta como é, fez-me chegar a surpresa. Já não há muitas pessoas assim. Por mim falo, que só para ir ao correio, não me consigo organizar.
É um presente para o Lourenço e ele está inquieto para o experimentar (viu o sabonete dentro de uma caixinha). O Natal, para mim, faz-se disto mesmo: afectos e surpresas inesperadas.
É um presente para o Lourenço e ele está inquieto para o experimentar (viu o sabonete dentro de uma caixinha). O Natal, para mim, faz-se disto mesmo: afectos e surpresas inesperadas.
Pega no telemóvel
E diz:
Vou fazer uma massagem. Já sou crescido!!
(MENsagem, MENsagem, pode ser Lourenço?)
Vou fazer uma massagem. Já sou crescido!!
(MENsagem, MENsagem, pode ser Lourenço?)
A mina está cá
E o Lourenço também. Qual febre qual quê, não larga da mão e exige relato em directo. Mina, Mina, que tás a fazei? O pitiói (aspirador) é meu amico, é muito fofo! O balde é da Mina, não podes mexer mamã, tá bem? Minaaa, és minha amica?
Está tão feliz que só visto!
Está tão feliz que só visto!
Hoje
A febre voltou, ou melhor, foi ontem quando chegou a casa. Surpreendentemente jantou muito bem, depois de dias a bananas, iogurtes e biberões a meio da noite. Ficou em casa para ver se amanhã pode ir à festa de Natal.
Nos entretantos fui eu que caí à cama com febre, coisa que não me acontecia há que anos. Foi só uma noite e entretanto já passou. O pai também se queixa das suas mazelas. Portanto cá em casa toda a gente tosse, toda a gente tem alguma dor, toda a gente se queixa. Ninguém escapou.
Esta semana que tinha destinado ao trabalho intenso saiu completamente furada.
Pode adivinhar-se o humor, não pode?
Nos entretantos fui eu que caí à cama com febre, coisa que não me acontecia há que anos. Foi só uma noite e entretanto já passou. O pai também se queixa das suas mazelas. Portanto cá em casa toda a gente tosse, toda a gente tem alguma dor, toda a gente se queixa. Ninguém escapou.
Esta semana que tinha destinado ao trabalho intenso saiu completamente furada.
Pode adivinhar-se o humor, não pode?
segunda-feira, dezembro 15, 2008
domingo, dezembro 14, 2008
Do fim de semana, em três actos
Sexta: pais vão jantar fora, convite de última hora. Antecipam fita para a hora de sair (o costume). Mas nada. Neto encantado com a presença da avó, a quem distribui mimos. Diz-nos com ar de quem dá uma má notícia: Eu fico cá, tá bem? Com a avó, tá bem? Até logo!
Sábado: festa da piscina, família dentro de água. O rapaz dá às pernas, faz o que lhe mandam, mergulha como gente grande. Que diferença do último ano! Depois de uma sesta de 4 horas rumamos à festa. Quem faz anos? É a Alice? É o Pedro? É a Guida? É o Zé Mário? Não Lourenço, é uma surpresa para a Cátia! (Festa para ele é de anos e pronto). A surpresa resultou e o Lourenço passou o serão de volta da pá e da vassoura e, principalmente, dos dois cães da casa: É meu amico, dizia, e abraçava-se ao cão! Estava tão feliz, que ignorou o frio da marquise (e eu também não fui capaz de lhe cortar o barato).
Domingo: Uma festa, de anos finalmente. Chegados lá, os olhos mortiços e falta de apetite fizeram-nos estranhar. Era febre, a testa não enganava. Foi dormir a sesta medicado, apesar do imenso barulho, e acordou passado um bocado dizendo, o louenxo estava a choaí, onde estavas? Não quis comer, apenas brincar. Depois só comeu doces, praticamente, e fruta. Ao chegar a casa a febre estava de volta: o louenxo tá doente, tá? vai fazer fuminhos?
Amanhã fica em casa e eu aqui cheia de culpa, por pensar nele claro, mas ficando inquieta com o atraso no trabalho que tenho de ter pronto no final do mês. Malditos feriados natalícios a meio da semana (nunca pensei vir a dizer uma coisa destas, mas enfim, digo-a com muita convicção: o natal não vem nada a calhar).
Sábado: festa da piscina, família dentro de água. O rapaz dá às pernas, faz o que lhe mandam, mergulha como gente grande. Que diferença do último ano! Depois de uma sesta de 4 horas rumamos à festa. Quem faz anos? É a Alice? É o Pedro? É a Guida? É o Zé Mário? Não Lourenço, é uma surpresa para a Cátia! (Festa para ele é de anos e pronto). A surpresa resultou e o Lourenço passou o serão de volta da pá e da vassoura e, principalmente, dos dois cães da casa: É meu amico, dizia, e abraçava-se ao cão! Estava tão feliz, que ignorou o frio da marquise (e eu também não fui capaz de lhe cortar o barato).
Domingo: Uma festa, de anos finalmente. Chegados lá, os olhos mortiços e falta de apetite fizeram-nos estranhar. Era febre, a testa não enganava. Foi dormir a sesta medicado, apesar do imenso barulho, e acordou passado um bocado dizendo, o louenxo estava a choaí, onde estavas? Não quis comer, apenas brincar. Depois só comeu doces, praticamente, e fruta. Ao chegar a casa a febre estava de volta: o louenxo tá doente, tá? vai fazer fuminhos?
Amanhã fica em casa e eu aqui cheia de culpa, por pensar nele claro, mas ficando inquieta com o atraso no trabalho que tenho de ter pronto no final do mês. Malditos feriados natalícios a meio da semana (nunca pensei vir a dizer uma coisa destas, mas enfim, digo-a com muita convicção: o natal não vem nada a calhar).
quinta-feira, dezembro 11, 2008
terça-feira, dezembro 09, 2008
Semanas que começam bem
O carro não pega e falto à reunião de discussão de mais um capítulo. Só penso no dinheiro que vou ter de gastar e na ansiedade de mais um dia sem saber se aquilo vale alguma coisa ou não.
Factos da vida
Que já devíamos saber. Os móveis nas lojas parecem muito mais pequenos do que na verdade são.
Livrámo-nos de um mono feio na cozinha para passar a ter um mono ainda maior. Vá lá que é giro.
Livrámo-nos de um mono feio na cozinha para passar a ter um mono ainda maior. Vá lá que é giro.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Virou ritual
Sentar-se ao colo do pai para estacionar o carro na garagem, para conduti, como diz.
Ontem gozava com ele e dizia: sr. condutor, ponha o pé no acelerador!
Resposta pronta: Ó mamã, Louenxo não chama condutoi, chama Lou-en-xo Vi-le-la. Ai...
(Desculpe sim?)
Ontem gozava com ele e dizia: sr. condutor, ponha o pé no acelerador!
Resposta pronta: Ó mamã, Louenxo não chama condutoi, chama Lou-en-xo Vi-le-la. Ai...
(Desculpe sim?)
Ontem
Os primos experimentavam a consola da criança grande cá de casa. O Lou não queria, claro, ficar de fora. Arranjou-se-lhe um comando antigo, que ligou diligentemente a uma saída usb do DVD, e era vê-lo sentado no chão, com peninhas à chinês, a jogái como se fosse a sério.
Literacia digital das novas gerações, é o que se chama a isto, parece.
Literacia digital das novas gerações, é o que se chama a isto, parece.
Fizemos
Com atraso, a árvore de natal. Para o Lourenço é o natáli e pronto. Delirou com a dita, com as luzes e com tudo. Mas ainda não sabe o que é o Natal. Que nos juntamos e que há presentes. Como explicar-lhe?
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Shame on us
A nossa querida Mina (o Lourenço todos os dias fala nela) ralha connosco porque não mantemos as coisas na ordem (uns lençóis na gaveta das toalhas, no caso). Acrescenta, ando eu a tentar organizar... (e eu a ouvir o eco da minha mãe!)
Falhou o sinal de televisão
De manhã diz-me encolhendo os ombros:
-óoooo não há munhecos! Tá tagado. Não tem pilhas? É?
* A qualquer coisa que não funciona faltam-lhe as pilhas na sua opinião ;)
-óoooo não há munhecos! Tá tagado. Não tem pilhas? É?
* A qualquer coisa que não funciona faltam-lhe as pilhas na sua opinião ;)
Anda muito amigo dos seus bonecos
Senta-os ao lado dele enquanto vê o seu Pocoyo (fá-lo sozinho, acrescente-se: liga a televisão, o dvd, vai buscar o cd, abre a portinha, fecha e vai-se sentar), pondo a mantinha nas pernas e assegurando-se que o cacá, o memé e a tataiuga também estão tapadinhos.
Conhecimentos inúteis
Que se obtêm por fazer compras online:
20 bananas pesam 4 quilos e enchem um saco.
Que exagero. Devia ter pedido bananas da madeira.
20 bananas pesam 4 quilos e enchem um saco.
Que exagero. Devia ter pedido bananas da madeira.
terça-feira, dezembro 02, 2008
Palavras difíceis
* caçadoi não é a pessoa que caça mas sim o o SECADOR. Não há meio de acertar com as sílabas.
*Mamã quéio aquela tóia. Não é tóia mas HIStória. TITÓIA. Não, Hissssstória, tenta lá. Mamã dá cá aquele liv(r)o (e não me chateies mais).
*Mamã quéio aquela tóia. Não é tóia mas HIStória. TITÓIA. Não, Hissssstória, tenta lá. Mamã dá cá aquele liv(r)o (e não me chateies mais).
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Saltou a sesta,
Para melhor aproveitar a tarde passada na brincadeira com os amigos depois de um almoço. Aguentou-se bastante bem. Apenas uma birrazita à hora do banho.
Eram oito e um quarto e já dormia. Deitou-se e adormeceu quase imediatamente. Não chamou, não exigiu a presença da mãe (mãe anda cá, fica aqui no meu quarto!), nada. Ficou-se.
*Foi para compensar o facto de ter acordado as sete e meia aos gritos (acordei, acordei!!!) e de, na nossa cama e na esperança de voltar a dormir, nos ter feito a vida num pequeno inferno (mamã, mamã, mamã, levanta-te, acorda, abre os olhos, olá, papá, papá, papá, quero o pocoyo, etc e tal.)
Eram oito e um quarto e já dormia. Deitou-se e adormeceu quase imediatamente. Não chamou, não exigiu a presença da mãe (mãe anda cá, fica aqui no meu quarto!), nada. Ficou-se.
*Foi para compensar o facto de ter acordado as sete e meia aos gritos (acordei, acordei!!!) e de, na nossa cama e na esperança de voltar a dormir, nos ter feito a vida num pequeno inferno (mamã, mamã, mamã, levanta-te, acorda, abre os olhos, olá, papá, papá, papá, quero o pocoyo, etc e tal.)
sexta-feira, novembro 28, 2008
Já conversava muito
Mas cada vez a coisa está mais elaborada.
* qualquercoisaqualquercoisa, pixebes? (influência da mãe)
* apontando para um cotão no chão: óia ali mamã, que pucaria, foooooogo/booooolas/pôoooooxa! (influência da Inês, sobretudo)
* chegou a casa e viu a sala mudada: o que acontexeu à xala, tá ao contário, foooooogo!
*cruza os braços atabalhoadamente e vira-se para o outro lado: tou zangado contico! Não tou a rir, ouviste? (esta deve ser influência da creche).
*seguro a chucha com a boca enquanto abro a toalha com as mãos, para o tirar do banho. Tira-me a chuhca com força e exclama: axim não pexebo nada! (é o que lhe faço quando tenta conversar com a dita na boca!)
*pomos-lhe o soro no nariz a contragosto (o naíz do Louenxo tá muito sujo? Tá?). A seguir exige fazer o mesmo ao Cacá. Segura-o e diz: Vá tem de ser, um dois três. Ponto agóia tá muito limpinho! (tal e qual o que fazemos).
*A corrigir: ouvistis, dissestes, fizestis, voltastis (influência da educadora cujo português podia ser mais aprimorado, mas enfim.)
* qualquercoisaqualquercoisa, pixebes? (influência da mãe)
* apontando para um cotão no chão: óia ali mamã, que pucaria, foooooogo/booooolas/pôoooooxa! (influência da Inês, sobretudo)
* chegou a casa e viu a sala mudada: o que acontexeu à xala, tá ao contário, foooooogo!
*cruza os braços atabalhoadamente e vira-se para o outro lado: tou zangado contico! Não tou a rir, ouviste? (esta deve ser influência da creche).
*seguro a chucha com a boca enquanto abro a toalha com as mãos, para o tirar do banho. Tira-me a chuhca com força e exclama: axim não pexebo nada! (é o que lhe faço quando tenta conversar com a dita na boca!)
*pomos-lhe o soro no nariz a contragosto (o naíz do Louenxo tá muito sujo? Tá?). A seguir exige fazer o mesmo ao Cacá. Segura-o e diz: Vá tem de ser, um dois três. Ponto agóia tá muito limpinho! (tal e qual o que fazemos).
*A corrigir: ouvistis, dissestes, fizestis, voltastis (influência da educadora cujo português podia ser mais aprimorado, mas enfim.)
terça-feira, novembro 25, 2008
De madrugada
Um sorriso enorme: Mamã, voltastis! Onde foste? Porquê? Onde estavas? Porquê? Mamã!!!
(* e de rajada contou-me que a casa estava limpa, que tinha ido lavar o carro, que já não tinha dói-dói no joelho - e isso aconteceu no verão - and so on and so on...)
Não há nada, mas nada, como o regresso a casa quando lá nos esperam os nossos amores.
(* e de rajada contou-me que a casa estava limpa, que tinha ido lavar o carro, que já não tinha dói-dói no joelho - e isso aconteceu no verão - and so on and so on...)
Não há nada, mas nada, como o regresso a casa quando lá nos esperam os nossos amores.
sábado, novembro 22, 2008
Menti

A conferência até foi interessante. Os convívios melhores ainda, muito chope, samba e colesterol (credo). Hoje já iniciámos o circuito do ouro, por ouro preto, precisamente. Lindo de morrer... só dispensava a chuva mesmo. Aqui, hoje pelo menos, parece Sintra. Com isso ninguém contava (com a chuva e o frio)... Valha a boa disposição!
(*O skype salva vidas e ajuda a matar saudades)
quinta-feira, novembro 20, 2008
O Lourenço
Está convencido que não saí do avião. Parti e lá fiquei, trabalhando. Ontem pelo skype so dizia: mamã!! Com muito espanto e entusiasmo. As sauades são imensas, claro.
A conferência é uma seca, localizada num hotel num arrebalde de Belo Horizonte, donde praticamente não saímos. Chove e quase que faz frio. Atravessa uma pessoa o Atlântico para isto. Vá lá que o jantar ontem, uma overdose de colestrol, custou 5 euros.
A conferência é uma seca, localizada num hotel num arrebalde de Belo Horizonte, donde praticamente não saímos. Chove e quase que faz frio. Atravessa uma pessoa o Atlântico para isto. Vá lá que o jantar ontem, uma overdose de colestrol, custou 5 euros.
segunda-feira, novembro 17, 2008
Estou de partida
Uma semana fora num congresso. Deixo-os cá e lá vou de coração apertado, sem perceber bem se se a aflição se deve ao facto de viajar sem no fundo querer (tem sempre os seus riscos) se se deve a uma tal de voz interior que me diz que não devia ir mesmo.
Mas vou, claro, uma semana.
O Lourenço* percebeu vagamente que vou andar de avião e que vou trabalhar, espero que não se zangue comigo: levo a webcam para que me veja lá longe do outro lado do ecrã.
Se puder postarei as saudades (vantagens de ter internet em todo o lado). E sim, é possível sentir saudades por antecipação.
*tentei filmar o Lourenço a cantar uma tal canção da chuva pic e pic... que molha tudo e tudo molha... e no fim alguém faz atxim. Uma delícia. Já sabe tantas canções o meu boneco!
Mas vou, claro, uma semana.
O Lourenço* percebeu vagamente que vou andar de avião e que vou trabalhar, espero que não se zangue comigo: levo a webcam para que me veja lá longe do outro lado do ecrã.
Se puder postarei as saudades (vantagens de ter internet em todo o lado). E sim, é possível sentir saudades por antecipação.
*tentei filmar o Lourenço a cantar uma tal canção da chuva pic e pic... que molha tudo e tudo molha... e no fim alguém faz atxim. Uma delícia. Já sabe tantas canções o meu boneco!
Digo-lhe que tem de fazer fuminhos (está com tosse e meio constipado)
Não esconde o entusiasmo e diz: Louenxo tá doente, xim?
Para adormecer (anda chato...)
Sussurrava-lhe uma canção e lembrei-me de lhe dar palmadinhas nas costas como quando era bebé. Nem três segundos e vira-se para mim: ó mamã, páia com isso! páia!
Pronto, já cá não está quem falou.
Pronto, já cá não está quem falou.
quinta-feira, novembro 13, 2008
Na caixa do correio
Às vezes, muito raramente, há outras coisas além de contas e publicidade. Um postal da Filipa, pois claro, esperava por nós ontem. Lacrimejei, para não variar, mas isso sou eu que sou uma piegas. Imaginei-a lá naquele Outono multicolor que cá não temos e, estando ela na América, tudo me pareceu um filme (bom).
Temos saudades.
Temos saudades.
quarta-feira, novembro 12, 2008
Cá em casa
A Inês é massacrada com a escola. Não que ache que o massacre seja uma técnica educativa muito boa, mas porque com ela só resulta assim. Já lhe disse que há pessoas (alunos) de todos os tipos: uns precisam de estudar e trabalhar mais que outros para ter os mesmos resultados. E que o truque para nos safarmos bem no percurso é perceber que tipo de aluno somos para não termos dissabores. Ontem trouxe uma negativa a inglês para casa... lá levou mais um sermão de tens-de- trabalhar-mais-e-estar-mais-atenta (acho que ela não é como eu e as minhas irmãs que sempre fomos naturals a línguas, vai ter mesmo de se esforçar). Hoje, ligou-me agora mesmo, recebeu um muito bom a matemática.
Espero que perceba, finalmente, que apesar do estudo ser chato (que é), compensam as alegrias de sentir que é capaz.
Espero que perceba, finalmente, que apesar do estudo ser chato (que é), compensam as alegrias de sentir que é capaz.
Babycenter.com rules!
Os tipos são mesmo espertos e adivinham o que se passa cá em casa ou, hipótese francamente mais realista, os miúdos são todos iguais. Ontem na caixa de e-mail:
"The Power of "No"
When would a child say "no" to ice cream? When she's a 2-year-old in defiant mode who's enamored with the word "no." Hearing the word a lot from your preschooler doesn't mean she has a negative personality. Rather, she's finding out that she has her own personality, and "no" is a good way to let Mom or Dad know she disagrees. Some twos get so entrenched in the word that it's their favorite response, no matter what the question."
"The Power of "No"
When would a child say "no" to ice cream? When she's a 2-year-old in defiant mode who's enamored with the word "no." Hearing the word a lot from your preschooler doesn't mean she has a negative personality. Rather, she's finding out that she has her own personality, and "no" is a good way to let Mom or Dad know she disagrees. Some twos get so entrenched in the word that it's their favorite response, no matter what the question."
A brincar
Com os bonecos (tenho de lhe arranjar um boneco humano, os dele são só animais). Dizia: oláaaaaa meu amóooooi! Tou aqui!
segunda-feira, novembro 10, 2008
Já aconteceu
Um de nós ralhar com ele. Põe-se a chorar. Depois o outro vai lá e pergunta o que aconteceu e ele responde: foi a lua, batê-me.
(Aldrabãozinho)
(Aldrabãozinho)
Basta dar algum sinal que me magoei
(A sério ou a brincar) que diz prontamente: já passou tábem? tou aqui, não chóia... Às vezes acrescenta: podes choái à vontade...
Ontem fomos cortar o cabelo
No fim ele estava tão cool, tão cool, que parecia uma mini-personagem dos Morangos com Açúcar (versão creche).
sábado, novembro 08, 2008
Ontem
Coisas que fazem os pais felizes:
Chegou à cozinha e perguntou: e a minha sopinha? (comeu-a sem um ai)
Depois comeu um prato de risotto (e pediu muito queijinho), pediu mais outro e ainda se lançou ao terceiro, que não acabou. Só dizia: hmm hmmm, tá muito bom!
No fim ainda limpou uma banana enorme.
A falta de apetite, no caso do Lourenço, só é sintoma de mau feitio.
Chegou à cozinha e perguntou: e a minha sopinha? (comeu-a sem um ai)
Depois comeu um prato de risotto (e pediu muito queijinho), pediu mais outro e ainda se lançou ao terceiro, que não acabou. Só dizia: hmm hmmm, tá muito bom!
No fim ainda limpou uma banana enorme.
A falta de apetite, no caso do Lourenço, só é sintoma de mau feitio.
Já não o engano assim
Brincadeira de fingir que lhe arranco o nariz. Exibo, pateta, o meu polegar como se fosse o seu narizinho (pequenino). Responde prontamente: não é não, o meu nariz tá p(r)eso, óia!
Foi a casa da avó
E quando eu cheguei disse-me: a avó Odete cotou o cabelo! Tá assim colado (curto, presumo)!
quinta-feira, novembro 06, 2008
Tiro-lhe o pijama
E enquanto não visto a camisola, encosta a mão ao peito e pergunta: a minha bafiga está fria, tá fesquinha?
* No outro dia indagava para onde ia a carninha, o arroz, o peixinho, a sopa e a banana... vai para a barriga do Lourenço, respondo. Quéio vei, acrescenta, enquanto levanta a camisola... Fartei-me de rir.
* No outro dia indagava para onde ia a carninha, o arroz, o peixinho, a sopa e a banana... vai para a barriga do Lourenço, respondo. Quéio vei, acrescenta, enquanto levanta a camisola... Fartei-me de rir.
quarta-feira, novembro 05, 2008
Há muito tempo
Vai fazer dia 9 dezanove anos a minha mãe chamou-me e disse: vê com atenção e não te esqueças nunca, que hoje é um dia histórico. E eu não esqueci. Caía o muro em Berlim e desde então, eu que sempre adorei história, tornei este acontecimento no meu favorito da história contemporânea. Pesquisei, vi documentários, emocionei-me mais tarde sempre que via o momento em que as pessoas passavam as cancelas para o outro lado.
Hoje pude sentir as emoções no presente (embora a Fili me bata aos pontos em termos de proximidade). Não deixei de dizer o mesmo à Inês, o Lourenço é pequeno para isso, e expliquei-lhe o quão de histórico tem este dia e como a esperança é um bem inestimável. Fico feliz por ser para ela alienígena imaginar um mundo em que as mulheres não votavam e os negros não podiam partilhar lugares com os brancos.
Oxalá não se esqueça deste dia (nem do que significa) e que possa um dia contar ao primo "sobre o dia em que elegeram um negro para presidente dos Estados Unidos".
Hoje pude sentir as emoções no presente (embora a Fili me bata aos pontos em termos de proximidade). Não deixei de dizer o mesmo à Inês, o Lourenço é pequeno para isso, e expliquei-lhe o quão de histórico tem este dia e como a esperança é um bem inestimável. Fico feliz por ser para ela alienígena imaginar um mundo em que as mulheres não votavam e os negros não podiam partilhar lugares com os brancos.
Oxalá não se esqueça deste dia (nem do que significa) e que possa um dia contar ao primo "sobre o dia em que elegeram um negro para presidente dos Estados Unidos".
Ontem
Um fim de tarde sem birras valeu-lhe uma mini estação de serviço (a de madeira). Gostou tanto, mas tanto, que brincou, brincou, brincou (que significa pôs gasolina e lavou os dois carros incluídos dúzias de vezes) até já não poder mais. Hoje de manhã, depois de perguntar pelo papá e pela Inês, perguntou imediatamente pela figona gandi, e até já nem queria ir para a cozinha comer.
Há presentes certeiros e este foi, certamente um deles.
* Detesto gastar dinheiro em brinquedos inúteis e tenho aversão aos (inevitáveis, ainda assim) amontoados de cacarecos (plásticos). Penso sempre imenso antes de gastar dinheiro num brinquedo (pensando bem, faço o mesmo com os sapatos, manias enfim.)
Há presentes certeiros e este foi, certamente um deles.
* Detesto gastar dinheiro em brinquedos inúteis e tenho aversão aos (inevitáveis, ainda assim) amontoados de cacarecos (plásticos). Penso sempre imenso antes de gastar dinheiro num brinquedo (pensando bem, faço o mesmo com os sapatos, manias enfim.)
segunda-feira, novembro 03, 2008
Ora bolas
Devia ter tirado uma foto
À mesa do restaurante. Ao jantar de nós os três (mais um amigo a quem fizemos baby sitting) juntaram-se mais três, e depois outros três. Portaram-se todos (os míudos) muito bem, mas credo, é tanta a porcaria que fica no fim, que não posso deixar de pensar que nós somos aquele tipo de clientes (que ainda por cima pronunciam a palavre cocó alto e sem pudor) de que os outros (clientes) fogem e desprezam.
Já o terceiro ou quarto dia
Que acorda a cantar. Ouço-o ao longe a entoar o pacacaio loio, ou o era uma vez um rei. A boa disposição ao acordar, no entanto, não se mantém ao longo do dia. Ontem, por exemplo, esteve chato mas chato. Livra! Choramingas, teimoso, com muitos nãos e arremessos sempre prontos a sair. Eu sei que vem nos livros e faz parte já o pai pergunta-se se são todos assim.
São, sim, às vezes até piores.
São, sim, às vezes até piores.
sexta-feira, outubro 31, 2008
Hoje esclareci-me com a educadora
É assim (e é magia):
Pózinhos de perlimpimpim, grãozinhos de arroz, a boca vamos fechar, porque a história vai começar...
Faz sempre isto!
Pózinhos de perlimpimpim, grãozinhos de arroz, a boca vamos fechar, porque a história vai começar...
Faz sempre isto!
Pergunta muitas coisa
E nós também. Pergunta-me coisas como: tu não vais trabalhar na Sint(r)a? O carro do papá tá na gaiagem? A Lena tá à noxa espéia (na escola)? A esfregona gandi não funciona (aconteceu uma vez)?
Fixa tanto as coisas que ontem nos desmanchámos a rir quando ao invés de terminar a frase de uma história que ele adora (coisa que costuma fazer mas que não era lida há três dias) diz: não me lembo!
Fixa tanto as coisas que ontem nos desmanchámos a rir quando ao invés de terminar a frase de uma história que ele adora (coisa que costuma fazer mas que não era lida há três dias) diz: não me lembo!
À mesa
Quando chega a hora de comer a fruta começa, ameaçando saltar da sua cadeira: quéio ir para o pé de nós!
(na sequência de muitas vezes lhe ter dito... queres vir para o pé de nós?)
(na sequência de muitas vezes lhe ter dito... queres vir para o pé de nós?)
segunda-feira, outubro 27, 2008
Na festa, a cabeça sempre a funcionar
JU - Lourenço, sabes quem é este? É o meu namorado!
Lourenço - Pacacaio Loio!
Lourenço - Pacacaio Loio!
Versões
"Atirei o pau ao gato", Lourenço, 2 anos e meio.
"Atirei o pau ao gato-to-to
...
...
Asentada a paximé-é-é
Veio uma puga-ga-ga
modeu-lhe o pé-é-é
ou ela chóia...
ou ela guita....
vai-te embóia...
BATATA FITA!!!!"
:)
"Atirei o pau ao gato-to-to
...
...
Asentada a paximé-é-é
Veio uma puga-ga-ga
modeu-lhe o pé-é-é
ou ela chóia...
ou ela guita....
vai-te embóia...
BATATA FITA!!!!"
:)
sexta-feira, outubro 24, 2008
Hoje ralhei com ele
E ele diz, entre outras coisas, sempre com as mãos na cara:
Não goto di ti!
...
Durou quatro segundos a abraçar-me com tanta força que me desconjuntava os óculos.
A caminho da cozinha, já vestido, diz qualquer coisa como xou muito lindo... já não faço birras (espertinho!).
Não goto di ti!
...
Durou quatro segundos a abraçar-me com tanta força que me desconjuntava os óculos.
A caminho da cozinha, já vestido, diz qualquer coisa como xou muito lindo... já não faço birras (espertinho!).
quarta-feira, outubro 22, 2008
Adivinhem o que fui fazer ontem
*ignorar a desarrumação, o ranho no nariz e os segundos finais em que tento que o Lourenço reproduza a frase duns posts abaixo sem sucesso.
Leituras
Quando pego num livro diz qualquer coisa do género
(Deve ser o ritual pré-contar história da escola):
póxinhos de pimpim, póxinhos de arroz, a boca vamos fechar, a história vai começar.
Uma delícia.
póxinhos de pimpim, póxinhos de arroz, a boca vamos fechar, a história vai começar.
Uma delícia.
terça-feira, outubro 21, 2008
Hoje usei o aspirador para limpar a cadeira do carro
Porque ele fez um xixi e tive de a lavar toda. Enfim, isso não interessa. Chega a casa e depara-se com o dito. Pensou até que tinha vindo a Mina. Atarefados com a montagem da cadeira, permitimos-lhe alguma liberdade para usar o aspirador. Os olhinhos brilhavam. Foi a loucura total, claro. Veja-se a eficiência doméstica dois anos e meio. Assim continue.
* perdoem o ruído.
* perdoem o ruído.
Faz hoje um ano
Que fomos conhecer o bebé minúsculo que tinha nascido de madrugada. A barriga acarinhada deu à luz uma menina linda que hoje é bem maior (mas ainda pequenina). É linda e bem disposta. E é nossa amica, como diz o Lou.
Ele tem estado a ensaiar os parabéns à Camila.
E é hoje! Parabéns bebé (e pais)!
Ele tem estado a ensaiar os parabéns à Camila.
E é hoje! Parabéns bebé (e pais)!
segunda-feira, outubro 20, 2008
Sei que a minha irmã (uma delas em particular)
Me lê. Ficou triste de não lhe ter dado aqui os parabéns. Tem razão, esqueci-me de o fazer aqui, mas fi-lo ao vivo (foi no passado dia 1). Ontem o Lourenço ficou que tempos ao telefone com ela (que está na Noruega). Perguntou-lhe onde estava, onde estava o primo, que ele estava aqui na minha casa com a minha mamã, o meu papá e a minha Inês. Falou e falou e nem queria desligar. Sentou-se do outro lado, meio escondido. Ele gosta da tia Ana e eu fico contente com isso. Sobretudo porque é o futuro que sorri. Do que vem para a frente e que ele já se vai lembrar, significando isso que o que ficou para trás passou e ele nem nunca vai sentir que esse tempo existiu. Parece pouco, mas é importante. Muito mesmo porque é um bom sinal, um sinal de que a tia Ana (ela própria e não uma sombra esquiva qualquer) já faz parte do seu presente, das suas inquietações e afectos. Para sempre, aposto eu.
Ontem
Com o dia claro e o sol a brilhar forcei um pequeno almoço fora e, imagine-se, o jornal partilhado ao ritmo de galões e croissants. O trabalho não pára e exige, diariamente, sacrifícios vários (eu não gosto de trabalhar, ponto final). Mas ontem o dia pedia um pouco de calma, mau grado o pequeno sempre a um passo de fazer asneiras. Às vezes precisamos de vir à tona, respirar fundo, antes de mergulhar de novo na azáfama e no turbilhão.
Isto não tem nada a ver com ele, nem sequer é uma queixa, é mais uma nota mental para não nos esquecermos de parar (por instantes) de vez em quando e curtir um pouco o tempo sem horas, sem trabalho, sem restrições.
Se pudesse era mesmo um dia em central park (e daí um park qualquer), baggels com light cream cheese (os galões só cá mesmo), e a luz do Outono em NYC que a Filipa nos vai mandando de vez em quando.
*Lembrei-me da Filipa porque também me faz falta a paz que ela me dá.
Isto não tem nada a ver com ele, nem sequer é uma queixa, é mais uma nota mental para não nos esquecermos de parar (por instantes) de vez em quando e curtir um pouco o tempo sem horas, sem trabalho, sem restrições.
Se pudesse era mesmo um dia em central park (e daí um park qualquer), baggels com light cream cheese (os galões só cá mesmo), e a luz do Outono em NYC que a Filipa nos vai mandando de vez em quando.
*Lembrei-me da Filipa porque também me faz falta a paz que ela me dá.
Também sente
Quando estamos atrasados de manhã, pois é precisamente quando escolhe para dizer não a torto e a direito, fazer mini birras e obrigar-me a leva-lo ao colo rua acima.
Escolhem os dias
Claro. Só pode ser. Hoje tive de o acordar às nove e por ele dormia mais. Ontem, simpático, acordou-nos às sete, às oito e chamou por nós até que cedemos. Ah e acordou durante a noite também.
sábado, outubro 18, 2008
Sobre o tamanho
Hoje à saída da piscina (que fica perto do aeroporto):
- óia, um (a)vião xiganti!
Era grande indeed, e assim percebi que já sabe dizer gigante.
- óia, um (a)vião xiganti!
Era grande indeed, e assim percebi que já sabe dizer gigante.
sexta-feira, outubro 17, 2008
Não são só os bebés que não sabem falar
A Inês insiste em referir-se às auxiliares da escola como continas.
(E ela até fala muito bem, até melhor do que muitos adultos - a educadora do Lourenço incluída)
(E ela até fala muito bem, até melhor do que muitos adultos - a educadora do Lourenço incluída)
Subscrever:
Mensagens (Atom)









