quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Fotografia

É turrafia.
Imediatamente é...
rratameti.
Foi de propósito é...
foi de totópito.

domingo, fevereiro 22, 2009

Já tinha...

...mesmo muitas saudades das manhãs sem pressa, passadas entre jornais, conversas e brincadeiras na Gulbenkian.
Muito sol, os amigos de sempre, os lugares do costume, com uma pizza ao almoço para rematar roça o meu ideal de dia perfeito!

Andou encantado com o primo

De tal maneira que até o chamou para fazer companhia na casa de banho. De mão dada.
O Pedro, coitado, fez o que o Lourenço lhe pediu, mas às tantas lá confessa: é que estou um bocadinho farto de estar aqui!
;)

A avó Kalli

Fez setenta anos. Ena tantos...
Parabéns!

*O Lourenço ficou um bocado chateado pela festa ter sido cá em casa. Preferia a casa onde há permissão para fazer quase tudo...

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Este ano acompanhei metade do desfile pelo bairro

Chorou quando me viu, mas quando me decidi apartar (enfim, tenho mais do que fazer) disse-me adeus e continuou satisfeito!

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Perguntei-lhe (2)

Com quem tinha dormido (à espera que dissesse que tinha dormido com o miau, o urso e/ou o cacá):
-Dormi com os meus colegas. Todos.


* Gostei da precisão do colegas.

Perguntei-lhe

Quem na escola eram os seus amigos preferidos:
-A Inês... (pausa) A Catarina... (pausa) A Catarina é minha fi(lh)a, a Mafalda, a Inês...todas, todas são todas minhas fi(lh)as!

LOL

* a avó também já passou por filha, suponho que ele associe a categoria de filho à de gostar, porque quando ele me responde com um porquê à minha declaração gosto muito de ti, eu respondo porque és meu filho!

Já várias vezes

Lhe perguntei a que é que ele ia mascarado, ao que ele respondia de leão. Corrigia. Só hoje é que percebi que ele não sabe bem dizer a palavra cirurgião, por isso lhe saía o leão...


(será que é assim que se percebe que ele ouve mal? Já tenho reparado que ele às vezes diz: mamã o que é que disseste? não ouvo bem)

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Rebuçado

É murruçado. E é muito bom, diz ele.


* o senhor da frutaria queria oferecer-lhe um chupa, mas pedi-lhe que lhe oferecesse antes um cachinho de uvas que o fazia tão ou mais feliz (e a mim também que tenho verdadeiro horror a açúcar em estado sólido - enquanto puder evitar...).

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Pano amarelo

Hoje pôde brincar com o pano amarelo (estava lavado e seco). Prestou-se imediatamente a limpar tudo. Como a sua mesa que estava "muuuuito suja". Nisto chega o pai (à espera da corrida e abraço do costume, certamente) chamando por ele. Grita do quarto, sem parar de limpar:
-Agora não posso, papá. 'Tou a limpar i(s)to que tá muuuuuito sujo!

****
Mais tarde dizia-me:
-Eu limpei o chão da Sofia, sabes. Ela deixou-me (ainda sem acreditar como foi possível). Ela é minha amica não é?

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Spoiler

Como o Lourenço não gosta de roupa nova (tira, tira, isto não é meu!!!!), temos de fazer habituação à máscara, não vá fazer fita no próprio dia...
Ao fim do segundo dia, lá acedeu a vesti-la. E voilá, cá vai o nosso médico-cirurgião (pronto para dar uma pica):

Como que ele adorou os bichos

E como aqueles bichos eram adoráveis!

O primo fez anos

No dia de S. Valentim. É lindo e esperto que nem um alho, muito interessado e desperto para o mundo. Oxalá assim continue. Sendo a Inês tão presente, ele (primo) sente-se acanhado quando está com o Lourenço, já tinha reparado. Mas só lhes falta o tempo e as ocasiões para se aproximarem mais e, salvaguardando a diferença de idades, serem amigos.

Já nem sei se consigo reproduzir

Mas no sábado, ao ver as barbatanas do pai no saco da natação, pergunta:
-Para o que é isto?
-É para o pai nadar mais depressa.
Pega-lhes, observa-as e acrescenta, preocupado:
-Papá, onde é que se liga?Isto não está a andar! Está estragado, é? Não funciona, é?

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Ao deitar

Calha estarmos os dois a fazer umas festinhas na cabeça ao mesmo tempo, enquanto dizemos boa noite, até amanhã.
- Paiam (as in parem)! Um de cada vez!
;)

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Notas sobre o carnaval (II)

Ele não sabe ainda muito bem o que é, nem apregoa aos quatro ventos a que é que se quer mascarar. É normal não é?

* Para o fazer feliz, mandava-o com uma bata da servilimpe com um balde uma esfregona e estava feita a coisa.

Notas sobre o carnaval

Enquanto puder evitar que vista poliester acetinado ranhoso e, pior, horrendo, hei-de evitar.

* Isso é um problema porque tudo o que não é poliester acetinado tende a ser caro.

Donde é que ele tira estas ideias

Hoje, na casa de banho, sentado na sanita.
-Mamã, o cocó é filho do rabinho é? É filho dele?

:)

Hoje

A Alice faz quatro anos. O sol brilha como no dia que nasceu, para compensar a chuva das últimas semanas. Hoje a nossa 'pensada' vai para ela, com votos que seja um dia muito feliz!

Parabéns minha querida. Parabéns aos pais também.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Os dias começam e acabam invariavelmente da mesma maneira

-És minha amiga/o, és?
- Sou pois, muito.
-Porquê?
-Porque gosto muito de ti.
-E a Mina também gosta, é?

:)

Não teve mais febre

E esteve por casa estes dias. Hoje lá foi para a escola, mas já me ligaram. Acho honestamente que é exagero: supostamente uma alergia na zona da fralda... dei-lhe banho de manhã e não dei por nada, mas é possível, fez tanto xixi de noite que acordou molhadinho. Que estava cabisbaixo e até lhe tinham medido a febre: 37,2. Ora ele não tem febre há dois dias e além disso 37,2 não é febre. Está a antibiótico, não está a 100%, mas está bem e hoje estava muito bem disposto.
Caramba, já me deixaram culpada... como se o tivesse mandado a arder em febre... Como sabem que trabalho em casa, acham que o meu trabalho é menos exigente ou premente. Já uma vez a G. falou nisso, aos olhos das pessoas do bairro sou aquela inútil que manda o filho doente para a escola e fica de papo para o ar em casa sem fazer nada.
Bahhh...

sábado, fevereiro 07, 2009

Eu até já tinha feito o diagnóstico

Mas mais uma vez se prova que informação não é conhecimento. Ou seja, a internet ajuda muito mas às vezes não ajuda nada. Ontem já estava a ver a minha vida a andar para trás com uma das doenças mais chatas que há (é chata mesmo, confirmou a pediatra, a estomatite aftosa). Mas afinal é mesmo laringite o que ele tem. Pus e inflamação e olhinhos de febre. Dói-lhe a língua porque é lá atrás... A médica, com quem o Lourenço se fartou de conversar, até nem queria dar antibiótico, mas como vai ser operado é bom que não corra o risco de ter recaídas.
No fim, o Lourenço pediu um beijinho e um balão cor-de-rosa. Deixou-nos a todos enternecidos. É que nem é por ser meu filho, mas é que ele é mesmo querido.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Se pudesse

Perdia a cabeça com livros para ele. Há coisas tão interessantes e engraçadas!

Sequência de Sonho

Manhã em jejum (nem se lembrou da comida), consulta no otorrino às dez, análises (berros e mais berros) depois. Escola a tempo do almoço. Parece que nos telefonaram às quatro porque o Lou tinha febre (o meu telemóvel não deu sinal apesar de estar ligado aqui ao meu lado, o pai não atendeu por alguma razão). Lourenço ressona brutalmente e tem tosse (julgo tratar-se de uma qualquer coisa respiratória). Deito-me e lembro-me que me esqueci de lhe pôr a fralda. Vou a correr mas já não vou a tempo. Ao mesmo tempo vejo que tem febre. Vem para a minha cama e não durmo nada porque ele ressona brutalmente (faz aflição). Quando a febre baixa volta para a sua cama. Passado um bocado geme, diz que lhe doem os dentes e exige um beijinho nos ditos (o que não dá jeito nenhum). De manhã febre outra vez e uma língua com pintas brancas. Está explicado, vamos confirmar à pediatra, mas o Lourenço deve ter sapinhos.
Ufa, estou cansada.

* Adenda: não deve ser sapinhos mas antes estomatite aftosa. Bonito!

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Parece que vem aí o carnaval

Devo preocupar-me? Será razão para correr afanosamente lojas e afins à procura de máscara para o rebento? Terei energia para enfrentar a turba de mães em busca do melhor disfarce?
Há coisas, sinceramente, que não percebo.
O carnaval é o carnaval é o carnaval.


*os carnavais de que tenho melhor memória (a minha mãe houve uns anos que nos mandou fazer uns vestidos na costureira...) eram aqueles em que íamos ao baú (no caso gavetas) buscar os fatos de ballet de várias gerações, os saiotes que a minha mãe usava por baixo das saias, os véus para levar à missa e as luvas dos casamentos (umas delas eram até cá acima, que excitação). Na verdade isto era brincadeira comum... acho que não fazíamos isto só no carnaval, pois não Ana?

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Apanhou-me um baton de cieiro

Muito pronto, enquanto o esconde atrás das costas:
-Não podes mexer. É muito caro.... e perigoso!

Hoje apanhou a bolsinha dele dos documentos

Já se estava a preparar para espalhar tudo, quando lha tiro da mão e digo:
- Esta não podes, é importante, não se pode brincar. Anda cá que eu arranjo-te outra (tenho três daquelas com o nome).
Assim que lha passo para a mão começa a choramingar:
-Mas esta não tem naaaaaaadaaaaaa!

Pronto está bem, enchemo-la de papéis e folhetos e lá ficou feliz com a sua bolsa de coisas importantes.

Já não é

Vitória, Vitória, acabou-se a história.
Agora é:

Acabou-se a aventura. Pronto.

E um desenho

Da mamã, Lourenço e papá (eu só desenhei os círculos...)

Mais uma foto

Ligaram-me da creche

Parece que as comezaina de ontem + ameixas secas que comeu depois do jantar + leite de madrugada depois de acordar todo molhado porque a mãe se esqueceu de pôr a fralda + iogurte de manga líquido antes de ir para a creche (mamã, ainda não papei!) não deu bom resultado.
Até se queixou de dores de barriga coitado. Enfim fui buscá-lo. Apesar de pouco ter dormido não quis voltar para a cama e por aqui andámos. (É uma melga, não se entretém se eu não estiver lá ao pé dele.) Mas pronto, depois de tão longa ausência (de imagens) aqui fica um vídeo dele a cantar.
* o adereço é um guarda chuva de um carrinho de bebé, descobriu-o há dias e adora-o. Tenho de lhe arranjar um a sério.



A canção chama-se: chuva, pingue pingue, constante e brincalhão, molha tudo tudo molha, molha tudo no jardim, e quando a gente se molha, faz atchim, atchim!

- O cabelo ficou muito curto

Não dá para pôr assim em pé, já experimentei, não dá...
-Dá, dá, queres ver?

(Lourenço, fecha a boca...)

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Não lhe tiro fotos

Há semanas. E ele está tão giro e tão querido. Vou-me arrepender, ó se vou.

Já tem idade

Para gostar de ver o Ruca, o que é mais um sinal a dizer-me que está um rapazinho. Vê os episódios no youtube, porque do Ruca não tenho nenhum dvd (tenho poucos e só do Pocoyo). Só estou à espera qu comece a dizer está bem, com aquele ar doce como faz o personagem, quando a mãe lhe pede alguma coisa. Ou melhor, tenho alguma esperança que o faça, que aprenda qualquer coisa com aquilo, enfim: a ser um menino obediente à primeira (sem fitas nem meninos ranhosos aos gritos a rebolar no chão).

*No fundo não quero isso, porque sei que não é normal ;). Gosto dele assim, com o seu feitio.

domingo, fevereiro 01, 2009

Houve uma fita

Porque não queria apanhar uma caneta que tinha atirado para o chão. Ele é teimoso, mas eu sou mais e ele rebolou, chorou, enfim fez o que pôde, mas no fim foi apanhar a caneta e ficámos amigos.
Passado um bocado no carro, ouço-o a ralhar com o Cacá:
-Ai ai, ficas de catigo, apanha a caneta senão eu fico muito titi, ai...

Chego ao quarto depois da sesta

E diz-me:

-O cão fez ão-ão e eu acodi! A porta estava fechada, porquê mamã?
...
-Coitadinho do cão...

Foi-me levar à estação dos autocarros

E assim que vislumbrou uma daquelas coisas que à custa de uma moeda se movem ligeiramente ao som de música roufenha (não sei se é assim que se escreve) disse: adeus, vai para o autocarro, quero ir para o pato (era um pato, pronto). Mantive-o ao colo (não me fico assim face a um pato qualquer) e lá se admirou com o tamanho do autocarro e disse adeus comigo à janela, visivelmente maçado por aquele ritual se estar a demorar mais do que devia. Por fim lá arrancou e lá pôde satisfazer a sua curiosidade (sem moeda que, é um princípio meu, aquilo é um roubo).

Anda uma pessoa a criar um filho para isto ;)! Não sei bem como vou lidar com o facto de um dia não ser a pessoa mais importante da vida dele. É que sou assim para o possessivo e admito-o (ler com tom de ironia e gozo).

quinta-feira, janeiro 29, 2009

O pai

É papá, às vezes pai. Eu sou mamã Lia ou Lia somente.

Isto não significa excesso de confiança, pois não?

As viagens

Angustiam-me e põem-me nervosa. Pode ser perto ou longe, de avião ou camioneta. Dá-me um aperto e não consigo deixar de pensar numa coisa estúpida (mas verdadeira). Se hoje for (e por algum azar não voltar, toc-toc-toc na madeira) ele não se vai lembrar de mim.

*Se tudo correr bem volto amanhã já... E sim eu sou um bocado dramática.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Da reunião de pais

- a auxiliar fala mais correctamente do que a educadora (uma querida e razoavelmente competente, mas com um problema sério de expressão oral e escrita);
- ele está bem, faz tudo o que lhe compete com a idade que tem, come tudo e mais alguma coisa, tem dias como todos os outros mas não chora muito nem faz birras;
- os miúdos são todos diferentes mas ao mesmo tempo todos iguais.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Ontem

Em casa da avó sei que comeu duas cerejas e uma uva. Foi a minha avó que lhas deu. Também confessou ter comido um chocolate da avó Kali. Aí, já me pareceu mais suspeito (que comeu, comeu, acho é que ninguém lho deu). Principalmente depois de me ter garantido que pediu faxavói. Cá para mim não resistiu a sacar um e comê-lo às escondidas ;)!

Sempre a aprender

Depois de passar uma vida inteira a achar que se dizia partida, lagarta, fugida e não partida, LARGADA, fugida*, aprendi há pouco que não se diz ovelha ranhosa, mas sim ovelha rOnhosa. Tem a ver com uma doença chamada ronha que torna os animais molengões e lentos (fazer ronha também vem daí). Fabuloso.

* para o Lourenço é: partida, largada, vamos.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Haverá pesadelo pior

(Para quem faz uma tese) do que sonhar que se perdeu o computador? No meu caso foi um descuido, deixei a mochila algures (era o ISCTE, mas muito esquisito) e quando lá voltei a mochila estava vazia. Ai que angústia.


* Ontem deu-me preguiça de fazer backup da última versão de um capítulo. Teria perdido dois ou três parágrafos, mas como cada parágrafo é insubstituível...

domingo, janeiro 25, 2009

Usa amiude

As palavras: caraças, caramba, pilantra (demorei a perceber que era isto que ele queria dizer quando dizia piláta), tonto, xoné.

Just for the record

Há muito que começou a fase dos porquês.

(Há bocado não percebia porque é que o risotto de cogumelos do Oliver não era para nós. Como não sabe muito bem o que fazem as pessoas dentro da televisão, ficou convencido que o Oliver é um bocado egoísta e só não partilha porque não quer).

Hoje foi

Cortar o cabelo. Lembra-se da Célinha ser muito simpática e, sobretudo, de ter um aspirador. Ela tem um pitioi gaaaandi como a Mina. Eu vou apiaí e a Célinha vai ajudá-mi.

E lá foi todo contente.


Update: cortou o cabelo (tou gi(r)o, tou?) e aspirou (com um aspirador vermelho). Há sonhos que se realizam e fazem o Lourenço muito feliz.

Guardou-o na mão

Como se fosse um tesouro. Uma senhora de um cabeleireiro (ele especou-se na montra a observar tudo, fascinado) veio à porta e ofereceu-lhe um marruacho que é como quem diz, um rebuçado. Disse-lhe logo que só depois do jantar e ele, mesmo tendo passado umas horas, não se esqueceu. Comeu tudo e não fez birra e no fim perguntou por ele... ainda tentei disfarçar, não sei onde está, mas ele não é tolo, está no bolso do meu casaco. Lá estava, meio derretido e cheio de cotão por ter passado um bom bocado na mão. Merecia o prémio e teve-o: é muito bom o meu marruacho.

Depois tossiu e ele caiu no chão e partiu-se. Foram três inesquecíveis lambidelas.

Ontem

A exposição afinal era um velório, mas o chá afterwards manteve-se. Os miudos portam-se como se portam, nem mal nem bem, mas fazem barulho e querem mexer nas coisas. O sítio era super cool, mas os donos deviam estar a rezar para nos irmos embora (fica sempre uma confusão de migalhas e guardanapos nas nossas mesas). Não devia ser assim, quase sentirmos culpa pelos miudos serem como são, normais e felizes. Termos de pedir desculpa por existirmos e querermos ir a lugares acompanhadas dos filhos. Não foi especialmente o caso de ontem, estou a ser injusta, mas é uma reflexão que me acompanha desde que o Lourenço nasceu.

Enfim, na verdade o problema é o tempo e a falta que as esplanadas e os jardins fazem.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Confirmei uma desconfiança hoje:

Que a Beatriz (já foi o Diogo) é uma amiga imaginária que eu às vezes personifico.

*Não há ninguém na sala dele com esse nome, nem ele convive com nenhuma das outras salas (só há uma nos bebés).

quarta-feira, janeiro 21, 2009

No doutói

Portou-se tão bem, tão bem, tão bem que mal escondi o meu próprio espanto e entusiasmo. Bem, tirando aquela parte em que já estava com o rato do computador na mão, pendurado na secretária para ver o ecrã, foi perfeito. Avisei-o que ia mostrar as bolinhas da garganta ao doutor e ele perguntou se era no pescoço e se eram vermelhas. Disse que sim e ele ficou com pena de não serem verdes, ou cor-de-rosa. Chegou lá abriu a boca, mostrou os ouvidos, fez um exame com uma mosca mágica (descobri que não ouve bem...), encantou tudo e todos. No fim até lhe dei um daqueles rebuçados de cortesia (ele, que não é parvo, topou-os logo em cima do balcão achando que eram cocholates).
O veredicto já o esperava: o médico acha que a operação vai melhorar a qualidade de vida dele, embora não ao nível de aumento significativo de percentil, pois é comum nestes bebés dormirem mal e comerem mal, o que não é, exceptuando as birras, o caso (aliás, com sestas de 4 horas o problema dele é o contrário).

Gostei particularmente dele muito sério a perguntar ao médico se ele era amigo dele e a explicar-lhe que não ia para a marquesa (o terror dele) porque aquilo não era para bebés, só para crescidos. Vá lá que só foi preciso ser observado numa cadeira...

Conclusão: só é crescido quando lhe convém, né...

terça-feira, janeiro 20, 2009

Espertinho

Faz a asneira (sapatada, raivinhas, etc.) e passado um bocado pede desculpa e acrescenta: estava a brincar contico!!!

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Na doutóia

Portou-se muito bem. Quer dizer, ainda ensaiou umas lágrimas, via-se que tinha medo, mas negociou os receios com argumentos da médica. Coisa que a médica notou e relembrou no veredicto: isto é maturidade emocional, perceber os argumentos e controlar-se. No fim ele disse que ela era amica e até lhe perguntou se ela não queria vir à nossa casa (desde, claro, que deixasse o estetoscópio no consultório - isso fica cá, tá bem?).
Achou-o óptimo (seguro, com rotinas e feliz), mas não se vai escapar à operação às amígdalas (um desbaste, que quase não passa ar coitado, diz a médica que notou a evolução negativa).

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Tem havido muitos acidentes

Líquidos e às vezes sólidos, mas pouparei nos detalhes sórdidos. Não sei porquê à tarde dá-lhe a paradinha e não pede, deve estar entretido com a brincadeira ou tem vergonha, não sei.
Desde ontem uma estratégia: se trouxer as mesmas calças vestidas que levou para escola tem direito a uma surpresa. A de ontem era gelado.
Tirando a parte em que 1) me pediu para assoprar (porque estava muito frio) e 2) a parte em que me pediu para aquecer para poder beber, adorou. Claro que a surpresa não pode ser doces todos os dias. A de hoje, se correr tudo bem (senão não é surpresa mas vai à mesma), é uma visita à doutora... Como anda numa de médicos e dói-dóis vai delirar!

Ao jantar

- Sabes o que é isto? Sabes como se chama?
- Não.
- É molho de iogurte, chama-se tzatziki, tza-tzi-ki.
Ele com ar de gozo:
-chama-se tásaqui?
E riu-se muito.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Tenho-o filmado pouco

E tirado poucas fotografias. Nem parece meu e tenho a certeza que me vou arrepender. Lembrei-me disto ontem ao vê-lo lavar os dentes sozinho com mestria. Para não falar nas conversas, tantas e tão giras. As histórias que sabe de cor e as canções que canta afinado.
Aos 33 meses está giro, engraçado e uma excelente companhia.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Juro que não o influenciei

Imagens do Alberto João Jardim na televisão e sai-se com esta:
-É muito feio!
- O quê? É feio?
-Sim... parece maiuco (maluco)!
Rimo-nos todos e acrescenta: lelé da cuca!

terça-feira, janeiro 13, 2009

O tipinho ama mesmo a lua

Estes dias ela tem estado grande e gorda, o que o deixa ainda mais contente. Não vai dormir sem dizer adeus à lua e fica triste se já «tá atás dos pédios» ou «atás das nuvens».
Ontem, com o Cacá na mão, dizia: «vou mostrar o Cacá à lua, olha lua, olha aqui o meu Cacá!».
Ele gosta de partilhar os seus amores entre si :).

Más e boas notícias

Primeiro a má, as manhãs (principalmente quando estamos atrasados) conseguem ser um inferno. Quando lhe dá na veneta e diz não (não quer sair, não quer vestir o casaco, sei lá...) está tudo estragado e lá vai haver choradeira e bebés arrastados por um braço quase até à escola (pronto, acaba por ir ao colo que arrastar dá ainda mais trabalho).
A boa notícia é que pede desculpa e dá abraços e beijinhos muito mais rapidamente. Ou seja há fitas, mas duram menos tempo.


É para ficar contente, não é?

segunda-feira, janeiro 12, 2009

As crianças satisfazem-se

Com coisas simples. Uma ida ao café por exemplo. Lanchar no café é para ele uma aventura. Sobe a rua e quer saltar de todos os degraus, observa tudo enquanto vê as luzes do café ao cimo da rua. Já vai a pensar no leitinho e no bolinho. Chega, senta-se e porta-se como gente grande, comendo e bebendo sem esboçar uma asneira (o que aos 33 meses é difícil - é verdade são 33 os meses que tem...). E o melhor, fica tão feliz que só visto! Só tem ido uma vez por semana, quando vai, mas passa lá quase todos os dias, e pergunta: vamos ao café? Não, hoje não... vamos um dia destes?

*Dá-me ternurinhas de o ouvir dizer um dia destes...
** Da última vez, apesar de me garantir que pediu se faz favor (não sei a quem), trouxe uma suspeita língua de veado. Tendo em conta que a montra estava sem vidro e apenas tapada por uns celofanes e atendendo ao facto de que estava muito próximo enquanto eu pagava, somando-se a isto aquele ar de olha-para mim-não-sou-tão-fofo, não sei não...

Nunca mais tínhamos feito uma lareira

Falta de lenha e de vontade, associado ao risco de um toddler perto do fogo. Este fim de semana uma nova conjuntura, desta vez favorável, fez com que nos déssemos ao trabalho de acender o fogo. (Receber uma querida amiga com uma lareira como ela gosta foi a nossa forma de tornar o reencontro ainda mais especial.) Quem mais gostou claro, foi o Lourenço, que oscila entre a histeria e a vontade de se sentar o mais à frente possível para observar o fogo (é meu amigo mamã!).
Enquanto houver lenha temos, pois, um filho muito feliz!

quarta-feira, janeiro 07, 2009

No banho distraído a brincar

- Não podes mexer aqui, é muito precioso... parte-se!

(Ah pois, pena que se finja de surdo quando ouve o sermão!)

Para quem sabe do meu nome estranho

-Chamas-te Lourenço Pappámikail Vilela! Pa-ppá-mi-ka-il!
-Pappámikail não, papá António.

(Tipo, mikail... quem é esse tipo?)

Vamos que vêm aí a lua!

- Ó Lourenço a lua não vem, está presa no céu, já te disse...
-Com cola?

*mais ou menos, mais ou menos, :))

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Ainda do Natal e não só


Não pode ver nada eléctrico ou electrónico: carrega nos botões, liga cabos e anda sempre a ver se se escapa para ligar qualquer fio à tomada (sem sorte, obviamente). É um martírio. Na foto (apanhou um telemóvel) deve ter aproveitado para mandai uma massagem (sic).

Ainda do Natal

O Lourenço gosta de jogar(i.e. boicotar o jogo alheio).

Quem se divertiu mais no ano novo

Foram os menores de quatro anos. Os graúdos ficaram cansados (e deleitados) com a dimensão do chinfrim, das exigências e manias de todos e cada um.
Giro, giro foi ver a cara de espanto dos três ao ver-nos aos pulos e gritos de feliz 2009 como que a pensar: estão maluquinhos ou quê!
Mas pronto, passou-se, comeu-se muito bem (graças ao Mr. Bimby e suas ajudantes). O Lourenço brincou com os brinquedos dos adorados amigos e com os amigos também. Cantaram (os parabéns numa metade de bolo rei) e dançaram (músicas assim e assim e outras incrivelmente más).
A todos, portanto, o melhor 2009 possível!

Troca sílabas

Para além do cochoáti (chocolate) e do caçadoi (secador) há mais estas:
- guichámos (chegámos)
- node (onde)
- rutugafia (fotografia... esta nem é bem trocar, mas vá)

quarta-feira, dezembro 31, 2008

2009

Que seja o melhor possível e que se concretizem todas as realizações que têm de ser realizadas (vulgo tese). Estava um bocado deprimida porque era a última bolsa que recebia. Para me consolar comprei umas botas, bem giras por sinal.
Para o meu menino nem é preciso desejar nada (talvez saúde a rodos que é o que se quer) porque acho que ele não podia ser mais feliz.
Mais, são quase onze horas da manhã e o gaiato ainda dorme (deitou-se ontem pelas nove e acordou para beber àgua às cinco). E tem sido assim toda a semana. Não há muito mais que possa pedir!

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Também deu

Em bater o pé, qual bezerrinho, quando ensaia as birras.

(vá lá que têm durado pouco, vem logo a correr pedir dicupa).

Já não bastava o foooogo,

Agora temos o "que caiaças"

Mais tento na língua, sra. mãe e sr. pai, por favor.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Correu tudo bem

Passou-se mais um Natal e o Lourenço amou os seus presentes. Não os abriu todos porque é um exagero e ele não consegue dar vazão.
Gostou tanto deles que tenho impressão de que está a dormir com quase todos (todos os meus amicos, mamã!).
Hoje também celebrámos o aniversário do bisavô e, de hoje em diante, também vamos passar a celebrar o nascimento do meu primeiro sobrinho neto. Teremos para sempre um Natal ainda mais especial. Olarecos: sou tia avó, a minha irmã é avó, a minha mãe bisavó e a minha avó trisavó. É uma coisa fantástica e as emoções são indescritíveis.

O nome escolhido é impronunciável, mas nasceu hoje dia 25 depois de um curtissimo parto de sete horas (há muidas com sorte) um menino grande e gordo e, pasme-se, até já estão em casa. Pois é, lá na Alemanha aquilo é muito à frente.
Viva o Natal cheio de alegrias.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Curtas

Em frente à tv, manda-me sentar também: ó mamã, já comeceu!

A sair da creche diz à auxiliar: vou para a minha casa que tá muuuuito fio. E lá tá muuuuito quentinho.

Ontem deliciou-se com um pai natal de cochoáti. É muito bom!

Também gostou das letas para pôr no ifuico.

Gosta de brincar no mê quato e de andar no mê carro. Parece alentejano.

...

Ele não sabe o que é o Natal

E não percebe muito bem essa coisa do pai Natal e dos presentes. Trenós, renas aladas e meninos que se portam bem e outras, a bem dizer tontas, historietas não o comovem nem demovem. Também não nos esforçámos muito em explicar-lhe. Chegará o tempo.
Por outro lado...
Confessou-me que na verdade não é bem não gostar do Pai Natal, o das babas banquinhas, ele tem mas é um bocadinho di medo deli, embora acrescente que ele é meu amico. É o que faz quando se tenta convencer de uma coisa. Reconhece o medo e racionaliza-o ;) e isso sim é prova de maturidade (esqueçamos, só por hoje, as birras homéricas que tem feito e o orgulho que o impede de ceder à vontade de abraçar os pais e pedir desculpas pelas asneiras e ataques de mau génio).

Assim como assim, já vamos no 3º Natal juntos.
FELIZ NATAL a todos.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

A minha única preocupação neste Natal

Era que tivesse um boneco que fosse humano (comprado) e arranjar um kit de médico que tivesse o aparelho de observar os ouvidos (comprado).
Quanto ao primeiro parece que os rapazes sem irmãs acabam estando condenados a fazer jogo simbólico com os peluches (po-los a dormir, mudar-lhes as fraldas, etc.). Quando ao segundo, bem, muito gosta ele de tratar das pessoas e dizer que é o doutói. Façamos-lhe a vontade!

O Lourenço

Deve ser a primeira pessoa no mundo, que eu conheça pelo menos, que, efectivamente, gosta de frutas cristalizadas.
É um bocado estranho, ele. ;)

Perguntem-lhe pelo Pai Natal

E ele responde logo que tem babas banquinhas, mas não goto deli.

Antes que me esqueça

O Lourenço passou a incluir a palavra fixe (como sinónimo de giro, cool, bestial, etc.) no seu vocabulário.

Festa de Natal

Era para ter sido um leão (falhei a apanha do fato). Saiu-me um palhacinho.Tão querido.

* Ficou tão espantado com tudo que quase não se mexeu, mas portou-se bem e disse adeus à assistência. Para não variar a melhor figura foram os pinotes das educadoras e o exército de máquinas de filmar na assistência.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Esteve cá a Ju ontem

O Lourenço estava no banho e chamou-a. Ela estava a conversar comigo na cozinha, não ouviu logo. Quando lá foi disse-lhe: eu estava a chamar tu, onde é que estavas?

Analogias escatológicas

Ontem a fazer xixi de pé, na sanita, como os crescidos.
-Olha, o xixi é uma ponte!
-Uma quê?
-O xixi é parecido com uma ponte!
Entretanto termina e acrescenta
- Olha já caiu (a ponte)!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Quem tem amigos tem tudo

Toca a campainha e dizem-me que tenho uma carta para assinar. Pensei logo nas finanças, credo. Mas não. Era uma encomenda vinda do outro lado do Atlântico. A Melissa é mesmo maluca, pensei, mandou-me uma geleia pelo correio, sabendo que fiquei tão triste de ter tido de deixar as que tinha comprado no aeroporto. Ela é assim destas atenções. Nunca se esquece das datas e arranja maneira, mesmo tão longe, de estar sempre presente. Abri a encomenda e comovi-me. Era uma linha completa mamãe e bebé da Natura, uma marca brasileira fabulosa. Foi-me apresentada pela Ju e depois ela já me tinha trazido uma vez alguns produtos incluindo uma colónia com um cheiro inesquecível e doce. Agora quando lá fui era para ter comprado, mas não tive tempo. Ela, atenta como é, fez-me chegar a surpresa. Já não há muitas pessoas assim. Por mim falo, que só para ir ao correio, não me consigo organizar.
É um presente para o Lourenço e ele está inquieto para o experimentar (viu o sabonete dentro de uma caixinha). O Natal, para mim, faz-se disto mesmo: afectos e surpresas inesperadas.

Pega no telemóvel

E diz:
Vou fazer uma massagem. Já sou crescido!!

(MENsagem, MENsagem, pode ser Lourenço?)

A mina está cá

E o Lourenço também. Qual febre qual quê, não larga da mão e exige relato em directo. Mina, Mina, que tás a fazei? O pitiói (aspirador) é meu amico, é muito fofo! O balde é da Mina, não podes mexer mamã, tá bem? Minaaa, és minha amica?
Está tão feliz que só visto!

Hoje

A febre voltou, ou melhor, foi ontem quando chegou a casa. Surpreendentemente jantou muito bem, depois de dias a bananas, iogurtes e biberões a meio da noite. Ficou em casa para ver se amanhã pode ir à festa de Natal.
Nos entretantos fui eu que caí à cama com febre, coisa que não me acontecia há que anos. Foi só uma noite e entretanto já passou. O pai também se queixa das suas mazelas. Portanto cá em casa toda a gente tosse, toda a gente tem alguma dor, toda a gente se queixa. Ninguém escapou.
Esta semana que tinha destinado ao trabalho intenso saiu completamente furada.
Pode adivinhar-se o humor, não pode?

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Artilharia de Inverno

E um chapéu com três bicos, um cacá e um memé.

Lourenço e o cão


Pela lente da Cláudia.

domingo, dezembro 14, 2008

Do fim de semana, em três actos

Sexta: pais vão jantar fora, convite de última hora. Antecipam fita para a hora de sair (o costume). Mas nada. Neto encantado com a presença da avó, a quem distribui mimos. Diz-nos com ar de quem dá uma má notícia: Eu fico cá, tá bem? Com a avó, tá bem? Até logo!

Sábado: festa da piscina, família dentro de água. O rapaz dá às pernas, faz o que lhe mandam, mergulha como gente grande. Que diferença do último ano! Depois de uma sesta de 4 horas rumamos à festa. Quem faz anos? É a Alice? É o Pedro? É a Guida? É o Zé Mário? Não Lourenço, é uma surpresa para a Cátia! (Festa para ele é de anos e pronto). A surpresa resultou e o Lourenço passou o serão de volta da pá e da vassoura e, principalmente, dos dois cães da casa: É meu amico, dizia, e abraçava-se ao cão! Estava tão feliz, que ignorou o frio da marquise (e eu também não fui capaz de lhe cortar o barato).

Domingo: Uma festa, de anos finalmente. Chegados lá, os olhos mortiços e falta de apetite fizeram-nos estranhar. Era febre, a testa não enganava. Foi dormir a sesta medicado, apesar do imenso barulho, e acordou passado um bocado dizendo, o louenxo estava a choaí, onde estavas? Não quis comer, apenas brincar. Depois só comeu doces, praticamente, e fruta. Ao chegar a casa a febre estava de volta: o louenxo tá doente, tá? vai fazer fuminhos?
Amanhã fica em casa e eu aqui cheia de culpa, por pensar nele claro, mas ficando inquieta com o atraso no trabalho que tenho de ter pronto no final do mês. Malditos feriados natalícios a meio da semana (nunca pensei vir a dizer uma coisa destas, mas enfim, digo-a com muita convicção: o natal não vem nada a calhar).

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Deu em chamar-me

80% do tempo pelo meu nome próprio: sinal de proximidade ou desrespeito?
;)

terça-feira, dezembro 09, 2008

Semanas que começam bem

O carro não pega e falto à reunião de discussão de mais um capítulo. Só penso no dinheiro que vou ter de gastar e na ansiedade de mais um dia sem saber se aquilo vale alguma coisa ou não.

Factos da vida

Que já devíamos saber. Os móveis nas lojas parecem muito mais pequenos do que na verdade são.
Livrámo-nos de um mono feio na cozinha para passar a ter um mono ainda maior. Vá lá que é giro.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Mobilidade social

Eu xou o bobo, o consu(l)tói!

:)

Virou ritual

Sentar-se ao colo do pai para estacionar o carro na garagem, para conduti, como diz.
Ontem gozava com ele e dizia: sr. condutor, ponha o pé no acelerador!
Resposta pronta: Ó mamã, Louenxo não chama condutoi, chama Lou-en-xo Vi-le-la. Ai...
(Desculpe sim?)

Ontem

Os primos experimentavam a consola da criança grande cá de casa. O Lou não queria, claro, ficar de fora. Arranjou-se-lhe um comando antigo, que ligou diligentemente a uma saída usb do DVD, e era vê-lo sentado no chão, com peninhas à chinês, a jogái como se fosse a sério.

Literacia digital das novas gerações, é o que se chama a isto, parece.

Fizemos

Com atraso, a árvore de natal. Para o Lourenço é o natáli e pronto. Delirou com a dita, com as luzes e com tudo. Mas ainda não sabe o que é o Natal. Que nos juntamos e que há presentes. Como explicar-lhe?

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Shame on us

A nossa querida Mina (o Lourenço todos os dias fala nela) ralha connosco porque não mantemos as coisas na ordem (uns lençóis na gaveta das toalhas, no caso). Acrescenta, ando eu a tentar organizar... (e eu a ouvir o eco da minha mãe!)

Falhou o sinal de televisão

De manhã diz-me encolhendo os ombros:

-óoooo não há munhecos! Tá tagado. Não tem pilhas? É?

* A qualquer coisa que não funciona faltam-lhe as pilhas na sua opinião ;)

Anda muito amigo dos seus bonecos

Senta-os ao lado dele enquanto vê o seu Pocoyo (fá-lo sozinho, acrescente-se: liga a televisão, o dvd, vai buscar o cd, abre a portinha, fecha e vai-se sentar), pondo a mantinha nas pernas e assegurando-se que o cacá, o memé e a tataiuga também estão tapadinhos.

Conhecimentos inúteis

Que se obtêm por fazer compras online:

20 bananas pesam 4 quilos e enchem um saco.

Que exagero. Devia ter pedido bananas da madeira.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Palavras difíceis

* caçadoi não é a pessoa que caça mas sim o o SECADOR. Não há meio de acertar com as sílabas.

*Mamã quéio aquela tóia. Não é tóia mas HIStória. TITÓIA. Não, Hissssstória, tenta lá. Mamã dá cá aquele liv(r)o (e não me chateies mais).

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Saltou a sesta,

Para melhor aproveitar a tarde passada na brincadeira com os amigos depois de um almoço. Aguentou-se bastante bem. Apenas uma birrazita à hora do banho.
Eram oito e um quarto e já dormia. Deitou-se e adormeceu quase imediatamente. Não chamou, não exigiu a presença da mãe (mãe anda cá, fica aqui no meu quarto!), nada. Ficou-se.

*Foi para compensar o facto de ter acordado as sete e meia aos gritos (acordei, acordei!!!) e de, na nossa cama e na esperança de voltar a dormir, nos ter feito a vida num pequeno inferno (mamã, mamã, mamã, levanta-te, acorda, abre os olhos, olá, papá, papá, papá, quero o pocoyo, etc e tal.)