Está relacionada com a regularidade (e enormidade) do trabalho que tenho entre mãos este mês.
Não há dia que não pense que há tantas coisas deliciosas de um e outro que se perdem. E que vão ficar esquecidas algures no passado que diariamente se oblitera com tanto afazer.
A dizer, no entanto, que as crianças estão bem, de saúde.
A Laura:
-Nomeia-se (Lala ou lalinha), fala que se desunha (experiência para mim nova, que o filho mais velho falou relativamente tarde), porta-se lindamente, come e dorme muito. Canta e dança as canções que o mano gosta, nomeadamente o Seja Agora dos Deolinda... É vê-la a cantarolar ... lalalala agóia, lalalala foxa... Uma delícia. O Lourenço ensina coisas e ela aprende na hora. Sem surpresa já sabe identificar um carro dos bombeiros. É esquisita com a roupa e recusa-se a vestir determinadas peças. Diz que não e reforça com a cabeça a abanar os caracóis. Na escola dizem-me que ela é muito feliz e adora os amigos. Ninguém a separa do seu bebé, que trata como se fosse... ela própria. Tudo tal e qual.
O Lourenço,
-Tem-se portanto melhor (ele é difícil meeeesmo), começou no Violino e em apenas uma aula já vi progressos. Está motivado e animado. Vamos ver o que dá... Continua interessado pelas suas coisas: bombeiros, polícias, obras em geral, indústrias diversas e a forma como funciona o mundo em geral. Lê lindamente e faz contas de cabeça melhor do que eu (não é difícil.) Poderia ser bem melhor não fosse tão distraído e cabeça no ar. Espero que vá lá com o tempo.
O tempo que me falta para manter isto actualizado, justamente.
domingo, outubro 20, 2013
quinta-feira, setembro 12, 2013
Uma das principais novidades...
...da Laura é ter passado a dizer palavras com 3 sílabas e mini frases.
Sapato que era papo passou a patato, (ba) nana, passou a manana, cóió já é Pocoyo com todas as sílabas.
...também passou a usar os diminutivos: chuchinha, cólinho, bachinha (bolachinha).
...e aprendeu a fazer queixinhas: é vê-la a reclamar do mano (muitas vezes sem razão).
Sapato que era papo passou a patato, (ba) nana, passou a manana, cóió já é Pocoyo com todas as sílabas.
...também passou a usar os diminutivos: chuchinha, cólinho, bachinha (bolachinha).
...e aprendeu a fazer queixinhas: é vê-la a reclamar do mano (muitas vezes sem razão).
Hoje o Lou
Ficou sem a sua professora Isabel. Não só não ficou colocada nesta escola, como não ficou colocada de todo. Dói-me o desgosto que vão ter estes meninos. Dói-me a injustiça de ver uma excelente professora pensar em mudar de vida (uma pessoa que quer ser professora, e que tem gosto, terá dificuldade em ser feliz noutra coisa).
Fica um ano cheio de coisas boas, muito rigor e disciplina, muito empenho e criatividade. Muita, mas muita dedicação.
Hoje estamos tristes.
E o mais estranho é que acho que me está a custar mais a mim.
Fica um ano cheio de coisas boas, muito rigor e disciplina, muito empenho e criatividade. Muita, mas muita dedicação.
Hoje estamos tristes.
E o mais estranho é que acho que me está a custar mais a mim.
quarta-feira, setembro 11, 2013
Lou
O meu filho grande é, e será sempre suspeito, um rebelde inconformado mas sem causa aparente (objectivamente ele tem uma vida boa). É uma mola em permanente tensão pronta a disparar, nem sempre para o sítio certo claro está. Perguntavam-me hoje se ele anda zangado com o mundo, porque é um bocadinho brusco, que é como quem diz agressivo para os adultos. Sim, é. Tento que seja mais agradável e, all in all, acho que está melhor, com ocasionais explosões em que ofende, esbraceja para depois (e cada vez mais depressa) se arrepender.
Continua preguiçoso do pior (conta as linhas do que tem de ler, e poupa nas palavras que tem de escrever) mas atento e inquisidor, a querer saber tudo. Percebi que não devia ser tolo de todo, quando me explicou (e bem) como funciona a gravidade do planeta (o gigantesco iman) e porque é que as naves espaciais precisam de potentes motores para sair, mas não para entrar. Ainda assim a ciência aero-espacial não está nos seus sonhos vocacionais. Ele é mais bombeiro, trolha e, mais recentemente, pescador.
É tudo o que lhe interessa ultimamente: uma cana de pesca, pescarias diversas, pesca submarina.
O presente a pedir ao pai natal está, por tudo o que acabei de dizer, escolhido. Uma cana de pesca, mas A SÉRIO.
Continua preguiçoso do pior (conta as linhas do que tem de ler, e poupa nas palavras que tem de escrever) mas atento e inquisidor, a querer saber tudo. Percebi que não devia ser tolo de todo, quando me explicou (e bem) como funciona a gravidade do planeta (o gigantesco iman) e porque é que as naves espaciais precisam de potentes motores para sair, mas não para entrar. Ainda assim a ciência aero-espacial não está nos seus sonhos vocacionais. Ele é mais bombeiro, trolha e, mais recentemente, pescador.
É tudo o que lhe interessa ultimamente: uma cana de pesca, pescarias diversas, pesca submarina.
O presente a pedir ao pai natal está, por tudo o que acabei de dizer, escolhido. Uma cana de pesca, mas A SÉRIO.
Primeiros dias
A Laura foi para a escola. No primeiro dia ficou bem (40 minutos se tanto). No segundo também. Ao terceiro percebeu que afinal era todos os dias e chorou. Dizem-me que fica bem depois, que já brinca e se diverte. Arrasta cadeiras e senta-se nelas, o habitual.
No primeiro dia não quis sair sem a mochila do Pocoyo (que foi do mano aliás). Para ela escola é mochila, obviamente :).
Já o nosso coração é que não se habitua a deixar um filho a chorar. Mas depois vem o tempo disponível e a estranheza que é fazer coisas sem ter um bebé à perna constantemente. E depois sabe bem.
No primeiro dia não quis sair sem a mochila do Pocoyo (que foi do mano aliás). Para ela escola é mochila, obviamente :).
Já o nosso coração é que não se habitua a deixar um filho a chorar. Mas depois vem o tempo disponível e a estranheza que é fazer coisas sem ter um bebé à perna constantemente. E depois sabe bem.
Setembro
Chegou Setembro e nem uma palavra sobre as férias que parecem longínquas na verdade.
As férias este ano, na companhia de amigos como sempre, valeram doses valentes de banhos de sol e de mar, e crianças a crescer a olhos vistos. Meninos a soçobrarem de cansaço de tanta brincadeira. Tantas conquistas para contar.
Apanhar conquilhas e caranguejos, fazer carreirinhas nas ondas. Este aliás foi o ano em que o mar com ondas se tornou mais divertido do que o mar piscina. A alegria de participar no churrasco. O bom comportamento quase sempre. As bolas de berlim melhores do mundo e de sempre. Uma menina que não parou de crescer, que fala quase tudo, que nos enche de mimos (A mana é mesmo fofa não é?). Alinhou em quase tudo, deixou-nos muitas vezes descansados, embora gostasse de explorar e caminhar. Pediu «bagulhos» que é como quem diz mergulhos e foi o delírio total.
Não esquecerei a praia até acabar, quando o sol se põe.
As férias este ano, na companhia de amigos como sempre, valeram doses valentes de banhos de sol e de mar, e crianças a crescer a olhos vistos. Meninos a soçobrarem de cansaço de tanta brincadeira. Tantas conquistas para contar.
Apanhar conquilhas e caranguejos, fazer carreirinhas nas ondas. Este aliás foi o ano em que o mar com ondas se tornou mais divertido do que o mar piscina. A alegria de participar no churrasco. O bom comportamento quase sempre. As bolas de berlim melhores do mundo e de sempre. Uma menina que não parou de crescer, que fala quase tudo, que nos enche de mimos (A mana é mesmo fofa não é?). Alinhou em quase tudo, deixou-nos muitas vezes descansados, embora gostasse de explorar e caminhar. Pediu «bagulhos» que é como quem diz mergulhos e foi o delírio total.
Não esquecerei a praia até acabar, quando o sol se põe.
segunda-feira, julho 29, 2013
O Lourenço
A quem se eu peço para trazer um prato da sala para a cozinha mostra enfado, dando azo a refilice, é a criança que, na escola, gosta: de varrer, de ajudar na pré, de ajudar na cantina, qualquer tarefa que implique ajudar.
Vá lá entende-lo.
Vá lá entende-lo.
Lou
O Lourenço, já tenho escrito aqui, é um miúdo difícil. Desafiador até dizer chega, não gosta de regras nem de obedecer. Chato isto, heim?
Mas há que reconhecer que, apesar das crises, tem evoluído. Tem crescido. Não foi um aluno brilhante no 1º ano, mas vê-se que é esperto e curioso (sabe imensas coisas que não faço ideia onde aprende). Falta-lhe é a paciência para a minúcia da caligrafia e da aprendizagem lenta e por fases, a concentração para os trabalhos escolares, os nervos e raivas que é preciso controlar. Mas até nisto noto-o melhor.
Dito isto, os castigos são frequentes cá em casa. Mas reconheço que fazem efeito e que, aos poucos, ele vai encarreirando. Sempre com desvios, tentando sair dos carris, mas seguindo caminho.
Mas há que reconhecer que, apesar das crises, tem evoluído. Tem crescido. Não foi um aluno brilhante no 1º ano, mas vê-se que é esperto e curioso (sabe imensas coisas que não faço ideia onde aprende). Falta-lhe é a paciência para a minúcia da caligrafia e da aprendizagem lenta e por fases, a concentração para os trabalhos escolares, os nervos e raivas que é preciso controlar. Mas até nisto noto-o melhor.
Dito isto, os castigos são frequentes cá em casa. Mas reconheço que fazem efeito e que, aos poucos, ele vai encarreirando. Sempre com desvios, tentando sair dos carris, mas seguindo caminho.
A ausência de escritos
Não está relacionada com ausência de momentos dignos de registo.
Aliás, é com frequência que digo para mim mesma, tenho de registar isto, porque senão vou-me esquecer. Como o hábito que a menina Laura tem de recusar calçar sapatos, e a fona com que vai buscar os seus sapatos cor-de-rosa e pede "calxa, calxa". O facto de gostar de arrumar os sapatos (papos) que ela desarruma. Ou a enormidade de coisas que diz, a facilidade com que se explica através do verbo. Ou o facto de nos chamar pelo nome e pelo parentesco (é uma ternurinha ouvi-la chamar pelo maum ou pelo ênxo). Ou do seu amor pelo primo Pedro a que já chamou de pêpo e agora de pêdlo, assim mesmo. Ah, não me posso esquecer que sábado comeu a comida toda so-zi-nha, à excepção das últimas três colheres de sopa. Achei fantástico. O facto de nos imitar em tudo, nos gestos e nos hábitos, revelando imenso sentido de observação. Não quero esquecer-me nunca de como diz água: arla (bebe tanta meu deus!). Adora a mota do pai e todas as motas por sinal, chama-lhe bota, e não há quem a convença a mudar para o éme. Até o facto de ser uma alpinista e coleccionadora de galos na cabeça (escala tudo, empoleira-se em todo o lado) tem graça. Queria, sobretudo, guardar os abracinhos com palmadinhas nas costas para sempre.
Só (Já?) tem 16 meses este nosso doce.
Um bem haja para ti, Laurinha.
Aliás, é com frequência que digo para mim mesma, tenho de registar isto, porque senão vou-me esquecer. Como o hábito que a menina Laura tem de recusar calçar sapatos, e a fona com que vai buscar os seus sapatos cor-de-rosa e pede "calxa, calxa". O facto de gostar de arrumar os sapatos (papos) que ela desarruma. Ou a enormidade de coisas que diz, a facilidade com que se explica através do verbo. Ou o facto de nos chamar pelo nome e pelo parentesco (é uma ternurinha ouvi-la chamar pelo maum ou pelo ênxo). Ou do seu amor pelo primo Pedro a que já chamou de pêpo e agora de pêdlo, assim mesmo. Ah, não me posso esquecer que sábado comeu a comida toda so-zi-nha, à excepção das últimas três colheres de sopa. Achei fantástico. O facto de nos imitar em tudo, nos gestos e nos hábitos, revelando imenso sentido de observação. Não quero esquecer-me nunca de como diz água: arla (bebe tanta meu deus!). Adora a mota do pai e todas as motas por sinal, chama-lhe bota, e não há quem a convença a mudar para o éme. Até o facto de ser uma alpinista e coleccionadora de galos na cabeça (escala tudo, empoleira-se em todo o lado) tem graça. Queria, sobretudo, guardar os abracinhos com palmadinhas nas costas para sempre.
Só (Já?) tem 16 meses este nosso doce.
Um bem haja para ti, Laurinha.
domingo, julho 14, 2013
segunda-feira, junho 10, 2013
quinta-feira, junho 06, 2013
Generosidade
«.. é ajudarmos os outros sem pedir nada em troca... estarmos disponíveis para ouvir um amigo com um problema»... o livro que lemos ontem dizia qualquer coisa assim.
Hoje veio almoçar a casa (para poder comer líquidos e frios - tem sido uma barrigada de gelados, escusado será dizer.) Quis no regresso levar flores à professora. Depois acrescentou: quero levar flores à Mafalda também! A Mafalda, amiga desde sempre e que pelos vistos tinha tido uma crise de manhã e tinha chorado muito.
Lá foi todo contente. E eu toda orgulhosa, claro.
Hoje veio almoçar a casa (para poder comer líquidos e frios - tem sido uma barrigada de gelados, escusado será dizer.) Quis no regresso levar flores à professora. Depois acrescentou: quero levar flores à Mafalda também! A Mafalda, amiga desde sempre e que pelos vistos tinha tido uma crise de manhã e tinha chorado muito.
Lá foi todo contente. E eu toda orgulhosa, claro.
Acho importante registar que a minha filha
Fala pelos cotovelos. Supostamente articular 3 ou 4 palavras já era bom, mas ela repete imensas palavras e usa-as no contexto. Dá abraços e palmadinhas nas costas e sorri para as pessoas em modo sedução descarada.
Começa a exercitar a arte do guincho o que é uma novidade nada agradável. Tem uma vontade indomável de fazer tudo sozinha (hoje enfiou os pés nas calças enquanto buscava as meias): juro que não é exagero de mãe quando garanto que ela já comeu um iogurte sozinha.
Já é exagero de mãe, quando ela me parece, aos meus olhos, estupidamente esperta e bonita.
É a minha (nossa) bonequinha*.
*Até o Lou se derrete volta e meia (ó mãe ela é tão fofinha!).
Começa a exercitar a arte do guincho o que é uma novidade nada agradável. Tem uma vontade indomável de fazer tudo sozinha (hoje enfiou os pés nas calças enquanto buscava as meias): juro que não é exagero de mãe quando garanto que ela já comeu um iogurte sozinha.
Já é exagero de mãe, quando ela me parece, aos meus olhos, estupidamente esperta e bonita.
É a minha (nossa) bonequinha*.
*Até o Lou se derrete volta e meia (ó mãe ela é tão fofinha!).
No dia 5 de Junho
O Lourenço livrou-se do seu dente supranumerário. Haverá para todo o sempre um antes e um depois. Foi uma verdadeira saga, tragicomédia grega em incontáveis atos. Não conseguiu no consultório, independentemente de qualquer estratégia: conversa, autoridade, droga leve, droga forte, nada. O puto ganhou pânico e pronto, às tantas achei que não o ia sujeitar mais àquilo. Um daqueles casos em que fazemos tudo errado e persistir no erro não vai resolver. Portanto mobilizei os conhecimentos para não ter de pagar 1500 euros num hospital privado. E, helás, consegui que fizesse o tratamento (sob anestesia geral) no hospital de sta. maria.
Foi um dia, diz ele hoje, muito feliz. É verdade que foi enganado. Que só quando cheirou o gás na máscara é que se apercebeu e reagiu como um animal acossado, acordou no mesmo registo, mas depois portou-se lindamente. Foi um valentão, aguentou-se horas infindas sem comer, horas à espera, enfim, um espetáculo. Agora usufrui do alívio, como eu aliás, que já só queria era ver este dente, literalmente fora do caminho.
Agora é torcer para que não surjam cáries tão cedo.
Foi um dia, diz ele hoje, muito feliz. É verdade que foi enganado. Que só quando cheirou o gás na máscara é que se apercebeu e reagiu como um animal acossado, acordou no mesmo registo, mas depois portou-se lindamente. Foi um valentão, aguentou-se horas infindas sem comer, horas à espera, enfim, um espetáculo. Agora usufrui do alívio, como eu aliás, que já só queria era ver este dente, literalmente fora do caminho.
Agora é torcer para que não surjam cáries tão cedo.
quarta-feira, maio 22, 2013
Anteontem
Deu-se a primeira birra digna de registo. O motivo é absolutamente inacrediável (para mim pelo menos).
Ela queria comer sozinha.
Ela queria comer sozinha.
Ela
Gosta de andar pela casa de mochilinha às costas (ou qualquer outra mala, tanto lhe faz). Faz birra se alguém lha queira tirar. Se encontrar um chapéu também o põe. Parece um desenho animado.
O lago dos?
A amiga Camila dançava pela casa e falava nos cisnes, o branco, o negro.. e eu: o Lou já foi ver o lago dos cisnes, sabias? Como é que era lembras-te?
Lourenço: sim, haviam umas pessoas que queriam caçar gansos. (?!?!?)
Lourenço: sim, haviam umas pessoas que queriam caçar gansos. (?!?!?)
Subscrever:
Mensagens (Atom)










