- Não mexas.
-Está quieto.
-Já te disse que não é para mexer.
-Sai daí/daqui.
-Quantas vezes é preciso dizer para não mexeres em tudo.
*Na escola a alcunha dele é mãozinhas. É um desespero (principalmente em dia feriado em que não saiu de casa).
terça-feira, dezembro 01, 2009
quinta-feira, novembro 26, 2009
Entremear
Momentos de pura felicidade...
Oferecer um cilindro (daquele das estradas) pequenino, que estava à venda na caixa do supermercado (és linda mãe).
... com momentos de puro terror:
Acordar espavorida às sete e pouco, com a criança aos gritos porque perdeu o cilindro (fez questão de dormir com ele).
Rais parta mais o cilindro!
*Lembrei-me logo do meu sobrinho que insistia em dormir agarrado a uma espada de um boneco da playmobil (a sua loucura eram as espadas) e depois acordava a meio da noite desesperado porque, naturalmente, já não sabia onde ela estava. A ternura em vê-lo agarrado a um objecto tão pequenino, logo se convertia em desespero...
Oferecer um cilindro (daquele das estradas) pequenino, que estava à venda na caixa do supermercado (és linda mãe).
... com momentos de puro terror:
Acordar espavorida às sete e pouco, com a criança aos gritos porque perdeu o cilindro (fez questão de dormir com ele).
Rais parta mais o cilindro!
*Lembrei-me logo do meu sobrinho que insistia em dormir agarrado a uma espada de um boneco da playmobil (a sua loucura eram as espadas) e depois acordava a meio da noite desesperado porque, naturalmente, já não sabia onde ela estava. A ternura em vê-lo agarrado a um objecto tão pequenino, logo se convertia em desespero...
Ontem depois de voltar do supermercado
Pai: Então, onde é que foste?
Lourenço (trauteando): Pingo doce, venha cá!*
*Lavagem cerebral, só pode.
Lourenço (trauteando): Pingo doce, venha cá!*
*Lavagem cerebral, só pode.
domingo, novembro 22, 2009
Distribuição universal de mimos
Para o pai:
-És um querido. És meu amigo? Gosto muito de ti.
Para a mãe:
-És uma linda!
-És um querido. És meu amigo? Gosto muito de ti.
Para a mãe:
-És uma linda!
quarta-feira, novembro 18, 2009
Não queria sair de casa hoje
Entre soluços:
-Mas que quero ficar ali a brincar à vontade*!
* Vá lá que não acrescentou, como já tem feito, mas tu prometeste!
-Mas que quero ficar ali a brincar à vontade*!
* Vá lá que não acrescentou, como já tem feito, mas tu prometeste!
Absorve tudo
Às vezes são expressões que eu lhe digo muito:
Desculpa lá, mas eu quero, já disse, ou em alternativa, sou eu que mando* (sim, está bem, deves ter muita sorte, deves).
As lições ecológicas em grande destaque:
-Ó mãe apaga a luz, tem de se apagar porque a luz é preciosa, não é pai?
Mas as aulas de inglês também produzem efeito papagaio num ápice:
-Ó mãe isso agora fica blue?
*Hoje ouvi-o bufar e dizer bolas, tal e qual como certa e determinada pessoa se queixa de um filho teimoso.
Desculpa lá, mas eu quero, já disse, ou em alternativa, sou eu que mando* (sim, está bem, deves ter muita sorte, deves).
As lições ecológicas em grande destaque:
-Ó mãe apaga a luz, tem de se apagar porque a luz é preciosa, não é pai?
Mas as aulas de inglês também produzem efeito papagaio num ápice:
-Ó mãe isso agora fica blue?
*Hoje ouvi-o bufar e dizer bolas, tal e qual como certa e determinada pessoa se queixa de um filho teimoso.
terça-feira, novembro 17, 2009
Mais um para acrescentar à lista

Este, por todas as razões e mais algumas.
*Hoje perguntou-me se havia duas luas, que sim, que tinha visto e que à noite apareciam. Deve ter sonhado, mas para ele é tudo verdade. Bem dizem os livros que nesta idade é difícil distinguir o mundo da fantasia da realidade (daí os medos, também, os «monstros são bem reais e possíveis»).
segunda-feira, novembro 16, 2009
A cada criança as suas obsessões
Falávamos do nosso amigo Pedro e a sua obsessão pelos animais (em especial os flamingos). E tu qual é o teu animal favorito?
-A escavadora.
;)
-A escavadora.
;)
Quando deixou a chucha
Tivemos dificuldade em manter a rotina de dormir. Mais carente e choroso, exigia a nossa presença e demorava séculos a adormecer. No espaço de poucos meses (que pareceram muitos) a coisa estabilizou. Há história(s) escolhidas, há conversa breve, há sempre festinhas. Tem de haver, ritualmente, uma sucessão de boas noites, bons sonhos e sonhos cor-de-rosa (como num livro de que ele gosta). Ultimamente há também o cantarolar. Fica lá na penumbra e canta até adormecer.
Isto e as birras que quase já não faz, a barriga de bebé que de súbito desapareceu, só mostram como está de facto imensamente crescido.
Isto e as birras que quase já não faz, a barriga de bebé que de súbito desapareceu, só mostram como está de facto imensamente crescido.
A folhear um daqueles catálogos de Natal
(muito contente a pedir que lhe compre isto e aquilo)
- Agora vamos ver as «vinkssss»
-O quê?
- As vinkssss.
-O que é isso? (eu sei que ele nunca viu as winxs)
-É de meninas.
-E o que é que é de meninos?
-As motas e os triciclos... as escavadoras... é de meninos.
E assim se aprendem os preconceitos e os estereótipos. Antes que dêmos conta deles eles já lá estão.
- Agora vamos ver as «vinkssss»
-O quê?
- As vinkssss.
-O que é isso? (eu sei que ele nunca viu as winxs)
-É de meninas.
-E o que é que é de meninos?
-As motas e os triciclos... as escavadoras... é de meninos.
E assim se aprendem os preconceitos e os estereótipos. Antes que dêmos conta deles eles já lá estão.
terça-feira, novembro 10, 2009
Vim da Grécia afónica
-Ó mãe porque é que estás a falar assim?
-Estou rouca (num sussurro)...
-Estás louca, é?
-Não (risos), estou Rou-ca (mas a pensar que também sou um bocado louca de facto).
:)
-Estou rouca (num sussurro)...
-Estás louca, é?
-Não (risos), estou Rou-ca (mas a pensar que também sou um bocado louca de facto).
:)
Não lhe trouxe
A escavadora com uma pá à frente e uma atrás como ele queria. Trouxe-lhe uma camisola, alperces e figos secos que lhe dei logo quando o vi de manhã. Só ontem à noite é que me lembrei da esponja (de Kalymnos).
Quando cheguei à casa de banho e a viu: ó mãe eu gosto tanto de ti, tu compras-me esponjas e muitas coisas. És mesmo lindinha!
lol.
Quando cheguei à casa de banho e a viu: ó mãe eu gosto tanto de ti, tu compras-me esponjas e muitas coisas. És mesmo lindinha!
lol.
Das saudades
Ao telefone, eu em pleno teatro de Epidauro, e ele: mãezinha? ó mãezinha, enquanto beijocava sonoramente o telemóvel.
:)
:)
segunda-feira, novembro 02, 2009
Ele tem
Uma coisa que eu nunca tive: vizinhos da mesma idade com quem brincar. Ele até tem mais do que um, sendo que andam todos na mesma escola. Este fim de semana foi até se cansarem um do outro, jardim de manhã, almoço no restaurante, tarde na esplanada, sesta no carro, banho em casa e, finalmente, casa, que já não os podíamos aturar de tão cansados e birrentos.
É bom poder seguir de chinelos e pijama para casa, à distância de dois lanços de escada. :)
É bom poder seguir de chinelos e pijama para casa, à distância de dois lanços de escada. :)
Acho que é de registar
O facto de um mês e meio depois ter começado finalmente a fazer a breve aula de ginástica antes da piscina. Eram sempre umas fitas de meia noite em que, entre outras coisas, exigia que fizesse tudo com ele basicamente colado a nós. Já não sei o que lhe prometemos desta vez (ir lavar o carro, ver escavadoras no youtube, ir à festa...) mas parece que resultou. Lá desemburrou e ginasticou.
Here I go again
Desta vez à Grécia, terra das raízes. Já deve estar habituado, por esta altura, com a conversa do avião, do longe, do aeroporto e do portas-te bem com o papá até a mãe voltar. Eu é que não me habituo aos receios, às saudades e à sensação de que não devia ir.
No outro dia foi ao acordar
Hoje foi antes de adormecer. Ouvi uns sons e quando fui ao hall espreitar ouvi-o a cantarolar na penumbra. Não chamou, nem choramingou, só cantarolou. Este rapaz não pára de me surpreender.
Hoje
Começa o inglês. Vai motivado porque recentemente descobriu a Dora (os desenhos animados mais irritantes da televisão). Chegámos à escola e ainda ensaiou enfiar-se debaixo das minhas pernas, mas lá foi. Estou curiosa para saber o que vai saber dali.
sexta-feira, outubro 23, 2009
terça-feira, outubro 20, 2009
Registe-se
A borrifadela de perfume que deu no olho enquanto mexia no que não devia na perfumaria.
A preocupação dele era só uma: ó mãe isto depois passa?
A preocupação dele era só uma: ó mãe isto depois passa?
Ó mamã...
...O céu é muito enorme*, vai para ali e para o outro lado, já viste?
* expressão habitual para sublinhar a grandeza das coisas.
** Também me perguntou ontem, acho, quem é que tinha pintado o céu (de cinzento suponho) e como é que se pintava. Ele é todo de como se fazem as coisas.
* expressão habitual para sublinhar a grandeza das coisas.
** Também me perguntou ontem, acho, quem é que tinha pintado o céu (de cinzento suponho) e como é que se pintava. Ele é todo de como se fazem as coisas.
quinta-feira, outubro 15, 2009
Fazemos um desenho
E começamos a pintar. Passado uns segundos, pousa o lápi(s).
-Vá, agora faz tu que eu estou muito cansado.
-Vá, agora faz tu que eu estou muito cansado.
Hoje
Apercebi-me que não o fotografo/filmo há demasiado tempo.
Uma falha que não tem retorno. Pelo sim pelo não pus a máquina a carregar. Amanhã mesmo pretendo bombardea-lo.
Uma falha que não tem retorno. Pelo sim pelo não pus a máquina a carregar. Amanhã mesmo pretendo bombardea-lo.
Às vezes
Em vez de Lourenço, devia chamar-lhe «meu pequeno Édipo».
*Nos desenhos na escola, por exemplo, aparece sempre uma enorme mãe e pouco mais (uma vez a lavar o carro, outra a estender a roupa).
*Nos desenhos na escola, por exemplo, aparece sempre uma enorme mãe e pouco mais (uma vez a lavar o carro, outra a estender a roupa).
terça-feira, outubro 13, 2009
domingo, outubro 11, 2009
É um facto
Ele entrou naquela fase parva em que diz a despropósito as palavras cócó e xixi e acha graça.
Hoje acordou cedíssimo.
O pai trouxe-o para a sala mas não lhe pôs o Bob. Disse-lhe que estava a dormir a ver se ele se convencia a voltar para a cama.
Passado um bocadinho, lá do quarto ouviu-se o Lourenço a cantar.
Um three year old tem de se entreter às sete e meia da manhã, não é?
Passado um bocadinho, lá do quarto ouviu-se o Lourenço a cantar.
Um three year old tem de se entreter às sete e meia da manhã, não é?
Não reconheço
O Lourenço nos trabalhos afixados lá na escola. Tem muito mais habilidade do que a que julgava que tinha. Está crescido é o que é.
Da médica trouxe um balão porque largou a chucha e a fralda durante a sesta.
Não trouxe um cromo (coisa que ele não sabe o que é, pois perguntou-me se se podia comer) porque ensaiou umas vergonhas e exibiu o Édipo que há nele (ai a minha mãe). Mas aguentou-se.
Em seis meses cresceu quase 5 cm. De resto está bom e recomenda-se. Se só lá voltar quando fizer 4 anos é porque o Outouno/Inverno correu mesmo bem.
Em seis meses cresceu quase 5 cm. De resto está bom e recomenda-se. Se só lá voltar quando fizer 4 anos é porque o Outouno/Inverno correu mesmo bem.
Fomos à praia.
E estava um dia de verão. Ele delirou como se fosse o primeiro dia.
O sol e o mar têm um efeito retemperador, sem dúvida.
O sol e o mar têm um efeito retemperador, sem dúvida.
quarta-feira, outubro 07, 2009
Post assumidamente escatológico
Sentado na sanita.
-Ó mãe, como é o teu cócó?
-O quê?
-Como é o teu cócó?
-Como é como?
-Ó mãe, é uma bola ou um pau?
Sem comentários, mas muitas gargalhadas.
-Ó mãe, como é o teu cócó?
-O quê?
-Como é o teu cócó?
-Como é como?
-Ó mãe, é uma bola ou um pau?
Sem comentários, mas muitas gargalhadas.
terça-feira, outubro 06, 2009
Na festa de anos do Pedro pequenino
Só os dois rapazes se apresentavam tresloucados, suados, com um aspecto esgrouviado.
A testosterona é uma força poderosa, não?
A testosterona é uma força poderosa, não?
Ainda em casa dos amigos
Registo a paixão pelo Mimi (o pequeno gato preto da casa). Tão grande que veio à cozinha dizer-nos que lhe tinha emprestado o seu Cacá. Fui à sala e lá estava o Cacá no meio do playground do gato.
Quem o conhece sabe que ele só empresta os bonecos a quem quer meeeeesmo muito bem.
Registo ainda a sua memória. Ao explorar uma divisão encontrou um peluche que antes estava na sala. Disse logo: já não me lembrava disto! e em vez de ir directo para a casa de banho vai a correr à sala dizendo deixa-me só ir mostrar isto às pessoas, 'tá bem?
Quem o conhece sabe que ele só empresta os bonecos a quem quer meeeeesmo muito bem.
Registo ainda a sua memória. Ao explorar uma divisão encontrou um peluche que antes estava na sala. Disse logo: já não me lembrava disto! e em vez de ir directo para a casa de banho vai a correr à sala dizendo deixa-me só ir mostrar isto às pessoas, 'tá bem?
Levantavam-se hipóteses
Para o aproveitamento do terraço coberto de uns amigos (último andar). Fazia-se isto e aquilo, deitava-se abaixo uma parede, mudavam-se umas janelas.
O Lourenço continuou:
"E punha-se uma lavagem, depois havia água e espuma, e depois os carros vinham..."
Exacto.
O Lourenço continuou:
"E punha-se uma lavagem, depois havia água e espuma, e depois os carros vinham..."
Exacto.
Falando em beijinhos
Queria dar-me um beijinho (quer muitas vezes no meio das birras, para depois voltar ao desvario).
Mas bem queria dar o beijinho e eu aproximei-me dele. Não o suficiente, pelos vistos. Ao beijinho na bochecha muito ao de leve, sucede-se mais um lamento choroso:
-Mas a tua cara nem ficou molhada....
Beijinhos só de for babados. Que sina!
Mas bem queria dar o beijinho e eu aproximei-me dele. Não o suficiente, pelos vistos. Ao beijinho na bochecha muito ao de leve, sucede-se mais um lamento choroso:
-Mas a tua cara nem ficou molhada....
Beijinhos só de for babados. Que sina!
Todas as birras
E todos os momentos em que sinto a paciência faltar são compensados com o abraço de boa noite, o beijinho demorado e a frase: "Gosto muito de ti, mãe!".
Hoje complementada pela frase: "Obrigado pelas tesouras (tisoias) novas!"*
*Fez o mesmo quando lhe comprei as aguarelas!
Hoje complementada pela frase: "Obrigado pelas tesouras (tisoias) novas!"*
*Fez o mesmo quando lhe comprei as aguarelas!
Hoje
Quase, mas quase que ficava pela primeira vez na zona de brincadeira do IKEA. Ele queria muito ir, só não queria é separar-se de mim. Logo vi que o entusiasmo se desvaneceria assim que percebesse que a frase «eu não posso ir para ali, mesmo» não era uma brincadeira.
Já não deve haver muita volta a dar
Hoje avistou a bandeira da junta de freguesia (verde e branca) e grita lá de trás: mãe olha ali o Sporting!
segunda-feira, setembro 28, 2009
No outro dia
A tentar explicar-lhe que não podia fazer asneiras life thretening, porque depois a mãe ficava sem Lourenço e depois não havia mais Lourenço e tal (reconheço desde já que esta pedagogia sucks, mas enfim, foi o que me ocorreu). Diz ele pronto:
- E depois, compras outro é?
- E depois, compras outro é?
Ontem
A ensaiar uma birra antes de ir deitar.
-O Lourenço, upa, vá lá...
Responde muito firme:
-Não upo, não!!!
lol
-O Lourenço, upa, vá lá...
Responde muito firme:
-Não upo, não!!!
lol
sexta-feira, setembro 18, 2009
Hoje
A minha boneca faz 12 anos.
Estava imenso calor quando ela nasceu (serve-me desde então de barómetro em relação aos avanços e recuos do Outono). Vive aquela paradoxal fase da vida em que já não é criança (nem quer ser) mas ainda brinca às professoras. Abraça sem reservas a condição juvenil, imitando gestos, imagens, linguagens e aquilo que acredita ser a pose adequada. Não critico, também fui assim.
Enternece-me a enorme ternura que ela tem, o gosto em agradar aos outros, a paciência, o carinho e o enorme afecto que demonstra com o Lourenço (visível até quando tem ciúmes das meninas entre 7 e 9 anos por quem ele se «apaixona»). Não é lá grande aluna, mas tem um coração enorme que é o mais importante.
Gosto tanto, mas tanto dela que me faltam as palavras. Parabéns, Inês!
Estava imenso calor quando ela nasceu (serve-me desde então de barómetro em relação aos avanços e recuos do Outono). Vive aquela paradoxal fase da vida em que já não é criança (nem quer ser) mas ainda brinca às professoras. Abraça sem reservas a condição juvenil, imitando gestos, imagens, linguagens e aquilo que acredita ser a pose adequada. Não critico, também fui assim.
Enternece-me a enorme ternura que ela tem, o gosto em agradar aos outros, a paciência, o carinho e o enorme afecto que demonstra com o Lourenço (visível até quando tem ciúmes das meninas entre 7 e 9 anos por quem ele se «apaixona»). Não é lá grande aluna, mas tem um coração enorme que é o mais importante.
Gosto tanto, mas tanto dela que me faltam as palavras. Parabéns, Inês!
segunda-feira, setembro 14, 2009
Mirando a capa do livro
O alfabeto dos bichos, o Lou identificou as letras todas da palavra alfabeto sozinho sem eu lhe perguntar.
*Ele gosta das letras, é como um jogo, mas não percebeu a lógica das letras, acho....
*Ele gosta das letras, é como um jogo, mas não percebeu a lógica das letras, acho....
O fim de semana foi cheio
Amigos, muitos amigos e primos. Um Lourenço diferente com cada situação. Muito meiguinho com o pequenino (tão meiguinho que um abraço com os braços em volta do pescoço sufoca). Selvagem com os da idade dele (correm, gritam, correm e gritam, that's all they do). Apaixonado pelos mais velhos (especialmente se forem meninas no intervalo dos 7 aos 9). Cora e fica triste quando percebe que as meninas (no caso a Dani e a Rita em dias diferentes) não podem ir para a casa dele porque "são das mães delas".
Digo ao pai
- Vamos arrumar a dispensa.
Sai disparado da sala a correr e repete excitadíssimo:
-Vão fazer limpezas, vão? É agora, vão fazer limpezas?
Sai disparado da sala a correr e repete excitadíssimo:
-Vão fazer limpezas, vão? É agora, vão fazer limpezas?
quinta-feira, setembro 10, 2009
Nos entretantos
Deixou de usar fralda durante a sesta.
Já não há biberões, chuchas e quase não há fraldas. Ai que saudades do meu bebé.
Já não há biberões, chuchas e quase não há fraldas. Ai que saudades do meu bebé.
domingo, setembro 06, 2009
- Quando eu for assim...
...Muito crescido, muito crescido e chegar com os pés aos pedais vou levar a minha avó no carro.
- Ai sim qual?
- A avó Kali, aquela da minha mãe.
:)
- Ai sim qual?
- A avó Kali, aquela da minha mãe.
:)
O meu primo
Para ele é «o meu Pedro».
No outro dia à noite estava o Pedro triste e a choramingar. Da sua cama dizia o Lourenço:
-Ó Pedro não chores, eu 'tou aqui! ... Eu b(r)inco contigo e empresto os meus brinquedos! ... Mãe, dá-lhe o meu boneco (passa-me a ovelha)! Pedro... gosto muito de ti, sabes?
No outro dia à noite estava o Pedro triste e a choramingar. Da sua cama dizia o Lourenço:
-Ó Pedro não chores, eu 'tou aqui! ... Eu b(r)inco contigo e empresto os meus brinquedos! ... Mãe, dá-lhe o meu boneco (passa-me a ovelha)! Pedro... gosto muito de ti, sabes?
domingo, agosto 30, 2009
Muitas vezes sem exemplo
A troco de sopa e resto, comeu sobremesas todos os dias. Estavam à vista e eram absolutamente irresistíveis.
Aquilo não é para dietas.
Aquilo não é para dietas.
Não se queria vir embora
1) que ficava lá sozinho com os meninos (havia alguns com os quais ele gostava de brincar) sem os pais por perto. Iam ver os cães, andavam em explorações e correrias.
2) que queria lá ficar todos os dias, para dar mergulhos, brincar com os amigos...
3) chegou a achar que era uma casa nova.
2) que queria lá ficar todos os dias, para dar mergulhos, brincar com os amigos...
3) chegou a achar que era uma casa nova.
sábado, agosto 22, 2009
terça-feira, agosto 18, 2009
Hoje
Pela manhã, depois de olhar para o meu pé, diz-me muito impressionado:
-Ó mãe tens ali um (trem)osso!
-O quê?
-Um (trem)osso, mãe, olha!
Era o meu tornozelo. Pelos vistos numa tinha reparado no osso saliente, ou melhor, no (trem)osso, que sempre tem mais piada ;).
quinta-feira, agosto 13, 2009
Ontem
Foi um dia muito bom. Tirando o filho andar nervoso, irritadiço e birrento, entre piscina e praia a diversão foi à grande. Até voltou a dar mergulhos (seis meses sem piscina fizeram com que se esquecesse de tudo).
Estivemos em casa da vizinha na margem sul o dia todo. Engraçado foi de manhã, preparadíssimos para a praia (aparato completo), ele recusar-se a carregar no elevador para baixo. Não mãe, é no seis, dizia.
Falei na casa da vizinha: nem imaginou que pudesse ser outra que não a onde ela mora normalmente...
Estivemos em casa da vizinha na margem sul o dia todo. Engraçado foi de manhã, preparadíssimos para a praia (aparato completo), ele recusar-se a carregar no elevador para baixo. Não mãe, é no seis, dizia.
Falei na casa da vizinha: nem imaginou que pudesse ser outra que não a onde ela mora normalmente...
segunda-feira, agosto 10, 2009
Eu até tenho muito para contar
Como por exemplo que entreguei a tese, sem pompa nem circunstância (devia haver uma cerimónia ou assim, tanto esforço para chegar lá com umas caixas e já está). E outras coisas como ter por cá os primos mais vezes. Ou como já aconteceu várias vezes uma coisa maravilhosa que é o Lourenço acordar e ir brincar com o primo para a sala e não me acordar. Como também dorme pior e acorda de noite e quer festinhas e que fiquemos lá. As graças dele (um three year old a falar é sempre uma graça - tirando quando faz birras e é chato -).
Mas ando sem cabeça. :)
Mas ando sem cabeça. :)
Gangui
Já passou a ser gandi. Podia ser o nobel indiano, uma figura que muito me inspira, mas não: é grande mesmo.
segunda-feira, agosto 03, 2009
No outro dia
Para ver se sossegava pus-me a fazer-lhe festinhas nas costas e na barriga. Ficou viciado.
Agora tenho de negociar festinhas antes de dormir:
-Vá, vinte festinhas...
E ele:
- Não, mãe, muitas festinhas, todas!
Agora tenho de negociar festinhas antes de dormir:
-Vá, vinte festinhas...
E ele:
- Não, mãe, muitas festinhas, todas!
Ontem
Fui lá pela enésima vez depois de se deitar (sem chucha agora é isto). Ponho-lhe a mão nas costas e estão encharcadas:
-Coitado, estás cheio de calor!
- Pois é, não sei como foi isto! (sic) Foi o sol(i)!
;)
-Coitado, estás cheio de calor!
- Pois é, não sei como foi isto! (sic) Foi o sol(i)!
;)
quinta-feira, julho 30, 2009
O carro está na revisão
E hoje era dia de consulta de otorrino.
Fomos de táxi (palavra que o Lou tem imensa dificuldade em pronunciar) o que já era uma grande novidade. Lá fomos vistos e em todo o processo percebo que o Lourenço já não é tão tímido.Mete-se com as pessoas e pergunta-lhes coisas. Por exemplo: queria por força que o sinhoi do táxi visse a retro-escavadora, mas o dito não lhe ligou nenhuma.
Moral da história: está liberado para os mergulhos, os tubinhos hão-de sair por si.
O melhor de tudo porém foi a viagem de regresso: um autocarro fresquinho. Que grande novidade. Aborrecido por não chegar com os pés ao chão foi atento todo o caminho a fazer perguntas. Vinte minutos para um percurso de cinco, mas não faz mal. Só para o ver feliz assim até repito!
Fomos de táxi (palavra que o Lou tem imensa dificuldade em pronunciar) o que já era uma grande novidade. Lá fomos vistos e em todo o processo percebo que o Lourenço já não é tão tímido.Mete-se com as pessoas e pergunta-lhes coisas. Por exemplo: queria por força que o sinhoi do táxi visse a retro-escavadora, mas o dito não lhe ligou nenhuma.
Moral da história: está liberado para os mergulhos, os tubinhos hão-de sair por si.
O melhor de tudo porém foi a viagem de regresso: um autocarro fresquinho. Que grande novidade. Aborrecido por não chegar com os pés ao chão foi atento todo o caminho a fazer perguntas. Vinte minutos para um percurso de cinco, mas não faz mal. Só para o ver feliz assim até repito!
terça-feira, julho 28, 2009
sem chucha
Demora mais a adormecer e tem feito um bocadinho mais de birras.
Nada de mais.
Prova superada.
Nada de mais.
Prova superada.
domingo, julho 26, 2009
Ainda sobre a Expo
O que ele gostou dos vulcões. Já lá estivemos algumas vezes mas nunca calhou passar por ali. À vinda era vê-los aos três aos pulinhos à espera da onda. Felicidades simples que me lembraram da Inês pequenina (menos de um ano) a molhar os pezinhos no mesmo local durante a exposição de 1998. Na altura as árvores mal tinham galhos, quanto mais ramos. Hoje formam uma alameda frondosa cheia de sombras. Também a Inês cresce a olhos vistos e em vez de molhar os pés roliços prefere trocar sms e telemoveis com amigas acabadas de conhecer durante as férias.
É o tempo a passar, sem dúvida.
É o tempo a passar, sem dúvida.
Lá está
A adormecer. Pediu a chucha duas vezes antes de dormir (compreensível), longe da sofreguidão com que a procurava cada vez que entrava em casa. Pede muitos beijos e chama várias vezes, mas até ver não parece estar a ser tão difícil quanto temia. E temia, não vou mentir. Mas bem a natureza humana é assim mesmo: adaptarmos-nos às situações para sobreviver.
*Valeu o cansaço de um dia com os amigos Alice e Pedro (com um interregno para almoço e sesta) entre Gulbenkian e Expo. Estava(mos) com saudades deles...
*Valeu o cansaço de um dia com os amigos Alice e Pedro (com um interregno para almoço e sesta) entre Gulbenkian e Expo. Estava(mos) com saudades deles...
Algum dia teria de ser
E ontem pareceu-nos bem. Combinámos que a chucha não voltaria das férias com a tia, doesse o que doesse. Durante um tempo ainda pensei fazer um compromisso com ele, para que deixasse a dita voluntariamente, mas o grau de vício era tal que dificilmente teríamos sucesso.
E assim foi. Ontem foi o day one de uma nova era. A chucha perdeu-se no momento em que a atirou a contragosto para dentro do carro antes de seguir caminho para a praia. Quando voltou já lá não estava.
Chorou por ela, mas acabou por adormecer. Entre as duas e as três berrou como se não houvesse amanhã. Hoje não falou nela (sem ser para dizer à tia ao telefone que tinha dormido sem ela) e depois disso apenas se lembrou à hora da sesta. Sem birras de maior.
Deve ser duro para ele, mas tem mesmo de ser. E, sem surpresa, ele está a ser muito valente e quescido. Muito mais preparado do que alguma vez achei que estivesse.
Um orgulho, é o que é.
E assim foi. Ontem foi o day one de uma nova era. A chucha perdeu-se no momento em que a atirou a contragosto para dentro do carro antes de seguir caminho para a praia. Quando voltou já lá não estava.
Chorou por ela, mas acabou por adormecer. Entre as duas e as três berrou como se não houvesse amanhã. Hoje não falou nela (sem ser para dizer à tia ao telefone que tinha dormido sem ela) e depois disso apenas se lembrou à hora da sesta. Sem birras de maior.
Deve ser duro para ele, mas tem mesmo de ser. E, sem surpresa, ele está a ser muito valente e quescido. Muito mais preparado do que alguma vez achei que estivesse.
Um orgulho, é o que é.
quarta-feira, julho 22, 2009
Na sexta feira passada
Além da praia tiveram direito a piquenique na mata dos medos.
Fui espera-lo à camioneta e dela desaguaram um rebanho de meninos neste estado:

E isto, afiançaram-me, foi já depois de uma esfrega de toalhitas. Pareciam que tinham estado numa mina a trabalhar. O melhor é que acho mesmo que a diversão superou o nível de sujidade...
Fui espera-lo à camioneta e dela desaguaram um rebanho de meninos neste estado:

E isto, afiançaram-me, foi já depois de uma esfrega de toalhitas. Pareciam que tinham estado numa mina a trabalhar. O melhor é que acho mesmo que a diversão superou o nível de sujidade...
terça-feira, julho 21, 2009
Diz-me ele
-Hoje, na camioneta, dei festinhas à Mariana (filha da auxiliar com oito ou nove anos) quando ela estava a dormir.
O tipinho é apaixonado por ela, chegando ao ponto de não permitir que mais nenhum miúdo lhe dê a mão.
O tipinho é apaixonado por ela, chegando ao ponto de não permitir que mais nenhum miúdo lhe dê a mão.
segunda-feira, julho 20, 2009
Foi uma semana com a tia e os primos
E parece que está bem e feliz. Piscina, praia, bicicleta, muita rua, tudo a que tem direito.
Mesmo assim, não se coíbe de dizer ao telefone: mãe anda buscar-me, vá lá...
:)
Mesmo assim, não se coíbe de dizer ao telefone: mãe anda buscar-me, vá lá...
:)
terça-feira, julho 14, 2009
Acho graça
Que quando tinha interesses femininos, muita gente me dizia: ah isso passa.
Agora que tem uns interesses completamente másculos isso é usado para sublinhar a testosterona que lhe corre nas veias. E que, supostamente, já é para ficar.
Agora que tem uns interesses completamente másculos isso é usado para sublinhar a testosterona que lhe corre nas veias. E que, supostamente, já é para ficar.
Acho importante dizer
Que estou quase a ser banida do banho. Tirando fazer questão de lhe lavar a cabeça e esfregar o corpo como deve de ser, ele exige fazer tudo sozinho.
Resultado, às vezes molha-me toda, ou o chão, mas não faz mal.
*Agora já nem para tirar as t-shirts precisa de mim. Está crescido.
Resultado, às vezes molha-me toda, ou o chão, mas não faz mal.
*Agora já nem para tirar as t-shirts precisa de mim. Está crescido.
sábado, julho 11, 2009
Agora que vejo o fundo do tacho
Finalmente permito-me pensar nesta longuíssima gravidez. E de como os filhos relativizam a importância de tudo o resto.
Ontem, se tivesse continuado tarde e noite fora (e até tinha energia para isso), tinha acabado. E acabar é o que mais desejo nesta altura. Mas o relógio indicava a hora de o ir buscar e lá fui sentir-lhe os abraços do reencontro e as saudades de um dia separados. Vinha a correr rua abaixo e eu a pensar nisto: estou prestes a completar o desafio sem nunca o ter ido buscar tarde, sem nunca abdicar da sua presença ao final do dia, sem nunca pôr o filho de papel à frente do filho de carne e osso. E acabando (mal ou bem, melhor ou pior) mesmo assim.
Não é acabar que me deixa mais orgulhosa de mim, é ter conseguido (ou feito questão de) que a vida continuasse com as prioridades no seu devido lugar.
Ontem, se tivesse continuado tarde e noite fora (e até tinha energia para isso), tinha acabado. E acabar é o que mais desejo nesta altura. Mas o relógio indicava a hora de o ir buscar e lá fui sentir-lhe os abraços do reencontro e as saudades de um dia separados. Vinha a correr rua abaixo e eu a pensar nisto: estou prestes a completar o desafio sem nunca o ter ido buscar tarde, sem nunca abdicar da sua presença ao final do dia, sem nunca pôr o filho de papel à frente do filho de carne e osso. E acabando (mal ou bem, melhor ou pior) mesmo assim.
Não é acabar que me deixa mais orgulhosa de mim, é ter conseguido (ou feito questão de) que a vida continuasse com as prioridades no seu devido lugar.
Uma semana de colónia
E acho que quem ficou exausta fui eu. Levantar às sete e meia todos os dias, quando não se está habituado, é um sacrifício. Mais os stresses e as birras matinais, só para chatear (não come, nem se quer vestir e diz não a tudo - àquela hora tira-me do sério). Mas enfim: chegar à escola e vir-me contar maravilhado que havia piscinas na praia, muitas, muitas e que brincaram com a água e que sei lá mais o quê, compensa.
Venha a próxima semana.
Venha a próxima semana.
sexta-feira, julho 10, 2009
Ontem fomos com os primos ao parque
Parecia outro filho. Correu que se fartou, o que tendo em conta que já tinha tido uma manhã de praia é obra. Foi gozão, riu-se à gargalhada, correu atrás deles, fez asneiras, procurou-lhes a mão e o consolo.
Uma alegria.
Uma alegria.
terça-feira, julho 07, 2009
Magia
- Mãe, a camioneta não anda sozinha sabes?
- Não?
- Não, tem um senhor... e tem mudanças!
...
- Pai, sabes vi uma nuvem a mexer! Só-zi-nha!
...
-Então a praia Lourenço?
-Vi muitos aviãos e um licópito. Disse adeus às pessoas.
-Muitos aviões?
-Sim, dois.
- Não?
- Não, tem um senhor... e tem mudanças!
...
- Pai, sabes vi uma nuvem a mexer! Só-zi-nha!
...
-Então a praia Lourenço?
-Vi muitos aviãos e um licópito. Disse adeus às pessoas.
-Muitos aviões?
-Sim, dois.
segunda-feira, julho 06, 2009
Abro a mochila
E não vejo a pá (fui comprar uma pequena ontem de propósito):
A pá Lourenço?
Não sei!
Mas esqueceste-te ou emprestaste?
Tem a Margarida, ou o Duarte ou x ou y ou z.
Mas Lourenço o que é que aconteceu à pá?
Ó mãe, não me perguntes mais isso!!
...
Quando chega o pai, ele pergunta-lhe:
Lourenço, a pá?
Perdi.
Quem sai aos seus... :P
A pá Lourenço?
Não sei!
Mas esqueceste-te ou emprestaste?
Tem a Margarida, ou o Duarte ou x ou y ou z.
Mas Lourenço o que é que aconteceu à pá?
Ó mãe, não me perguntes mais isso!!
...
Quando chega o pai, ele pergunta-lhe:
Lourenço, a pá?
Perdi.
Quem sai aos seus... :P
Perguntou
No outro dia, se o que o senhor barrigudo tinha na barriga era um bebé. Disse-lhe que não e ri-me, mas continuou intrigado com o facto de se não era um bebé, então afinal o que seria que o senhor tinha lá dentro.
Demasiado cedo para explicações científicas sobre a obesidade e as formas andróginas de engordar?
Demasiado cedo para explicações científicas sobre a obesidade e as formas andróginas de engordar?
domingo, julho 05, 2009
Sem tempo
Nem muita paciência. Pelo meio uns dias de ria, a relaxar com uma certa angústia no peito (isso mesmo, o paradoxo em todo o seu esplendor). Um filho crescido cheio de conversas geniais (sou incapaz de as reproduzir), que desenvolveu ainda mais a paixão por retro-escavadoras (e portões de garagem e mangueiras). Uma festa da escola, passagem de modelos e desistência a meio da performance da ginástica (viu a mãezinha e desatou num pranto!). Uma ida ao zoo, onde vimos os bichos quase todos (muitos deles a dormir). E um domingo sem ele, a trabalhar arduamente.
Grande semana, se formos a ver.
Amanhã (de madrugada quase) começa a colónia da escola.
Grande semana, se formos a ver.
Amanhã (de madrugada quase) começa a colónia da escola.
sexta-feira, junho 19, 2009
Foi a última coisa que tirou antes de se deitar
E a primeira coisa pela qual perguntou assim que abriu o olho (vá a seguir a mamã e papá...):
Comprei uns crocs novos (finalmente, que andava esgotado o tamanho dele) e ele não cabe em si de orgulho!
Vivam os pés fresquinhos e os sapatos laváveis.
Comprei uns crocs novos (finalmente, que andava esgotado o tamanho dele) e ele não cabe em si de orgulho!
Vivam os pés fresquinhos e os sapatos laváveis.
terça-feira, junho 16, 2009
Obsessões do momento
Lavagens automáticas (paixão antiga): é capaz de descrever todo o processo em palavras e sons muito realistas (inclusive o movimento giratório das escovas).
Portões de garagens: em calhando estar um a abrir enquanto descemos ou subimos a rua, obriga-me a ficar a ver enquanto se fecha.
Retro-escavadoras: tem uma pequenina, mas o que ele queria é uma grande (hei-de procurar, ele merece).
Aspirador, balde e esfregona (paixão antiga mas em decadência): ainda se pela quando os vê a uso, mas já não anda insistentemente a perguntar pelos instrumentos de limpeza.
Letras: identifica as que sabe em todo o lado.
Portões de garagens: em calhando estar um a abrir enquanto descemos ou subimos a rua, obriga-me a ficar a ver enquanto se fecha.
Retro-escavadoras: tem uma pequenina, mas o que ele queria é uma grande (hei-de procurar, ele merece).
Aspirador, balde e esfregona (paixão antiga mas em decadência): ainda se pela quando os vê a uso, mas já não anda insistentemente a perguntar pelos instrumentos de limpeza.
Letras: identifica as que sabe em todo o lado.
Não deve haver coisa mais doce
Que os beijos repenicados e os abraços sentidos dum filho com saudades da mãe.
domingo, junho 14, 2009
Foram muitos dias de Arménia
E estão quase a chegar ao fim. É a altura em que as saudades começam a sufocar. A registar a evolução de agora podermos falar através do skype, muito embora a minha imagem não aparecesse. As conversas são tão deliciosas que me fazem confirmar que esta fase é de uma ternura inigualável. Gostei particularmente da resposta que me deu quando lhe perguntei se já sabia bem andar de bicicleta: claaaaaaio, mãe! disse prontamente com um ar ligeiramente enfadado. Ou quando me perguntou: e aí na Arménia 'tá tudo bem, 'tá? Enfim, não há como reproduzir.
Oxalá amanhã os voos que me levam para junto dos meus se façam em segurança.
É que o melhor de viajar continua a ser, e agora mais ainda, regressar a casa.
Oxalá amanhã os voos que me levam para junto dos meus se façam em segurança.
É que o melhor de viajar continua a ser, e agora mais ainda, regressar a casa.
segunda-feira, junho 08, 2009
Quando estamos na garagem
Às vezes deixamo-lo conduzir. Delira, claro. Ontem, ao colo do pai, dizia-me: Sabes, tu não podes. Só eu e o papá é que podemos. Tens de crescer eeeeeste bocadinho e depois é que podes, está bem?
(está bem, eu cresço ;))
(está bem, eu cresço ;))
domingo, junho 07, 2009
Eu não gosto de caracóis
Nunca provei, mas metem-me um bocadinho de nojo. O pai adora. Ontem, vinham cá os amigos jogar PS3 e comprou. Ficou delirante com os caracóis no alguidar a serem lavados. Vinha a correr dizer-me: estamos a lavar os caracóis, sabes porquê? Para ficarem muito limpinhos. E depois, perguntava eu. São para coZ/Ser, sabes?. E voltava para lá.
Às tantas disse-lhe que eram para comer. Muito rápido: não, não, é para coser às calças (?????). E teimou, claro. Lá tive de o desiludir: não Lourenço, é para coZer e depois comer!!!
Às tantas disse-lhe que eram para comer. Muito rápido: não, não, é para coser às calças (?????). E teimou, claro. Lá tive de o desiludir: não Lourenço, é para coZer e depois comer!!!
Hoje
Compramos-lhe uma bicicleta. Era o presente de anos que não se comprou na altura, já nem me lembro porquê. Provavelmente porque, helás, não tivemos tempo. Ficou feliz, mas foi difícil convencê-lo que a de demonstração da loja não era mais gira do que a que estava na caixa.
Quando estou mais longe
Interage com os outros na boa: ri-se, gargalha, faz asneiras, um bocadinho de tudo. Quando estou no seu raio de visão, as interacções passam necessariamente por mim, ou seja, eu é que medeio tudo ao ponto de lhe dizer: eh pá, pergunta-lhe (ou pede-lhe ou resolve isso) com ele(a)). É um bocadinho dependente, acho. Em casa então é um desatino. Não consigo fazer NADA sozinha. E às vezes apetece-me. Ir à casa de banho por exemplo. Hoje disse-lhe isso mesmo: a mãe gostava de estar aqui sossegada. Ao que ele me responde: não, fico aqui a contar-te uma história, 'tá bem?
(suspiro)
(suspiro)
sábado, junho 06, 2009
Não é muito de desenhos
Nem puzzles, nem legos. Em casa pelo menos. O que ele gosta mesmo é de andar a correr pela casa desvairado a fingir que se esconde e a apanhar mini sustos de cada vez que nos encontra. Isso e fazer moches em cima da cama!
quinta-feira, junho 04, 2009
Se fosse dar um título à fase que está a passar seria
Fazer tudo sozinho e aprender, com muita dificuldade, a lidar com as frustrações (leia-se acho que sou muito crescido e faço birras a dar com um pau).
Gender
Ele nunca pede nada, mas quando lhe perguntei se queria uma retro-escavadora para brincar, disse que sim, que queria uma cor-de-rosa.
Suspeito que deve ser difícil de encontrar...
;)
Suspeito que deve ser difícil de encontrar...
;)
segunda-feira, junho 01, 2009
Aviões que caem ou desaparecem
Quando estou prestes a viajar só aumentam o já se si enorme pânico que tenho de andar de avião. Só penso que não quero que me aconteça nada, mas só me vêm à cabeça tragédias imaginárias que redundam no meu filho a crescer sem a mãe dele. Sou uma exagerada, bem sei, mas não consigo evitar.
É que nem sei porque me meto nestas coisas, quando no fundo não quero mesmo ir.
Bolas.
É que nem sei porque me meto nestas coisas, quando no fundo não quero mesmo ir.
Bolas.
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