sábado, agosto 22, 2009

O verão é bom

E nós gostamos. Até já.

Vamos

Finalmente de FÉRIAS.

terça-feira, agosto 18, 2009

Hoje

Pela manhã, depois de olhar para o meu pé, diz-me muito impressionado:
-Ó mãe tens ali um (trem)osso!
-O quê?
-Um (trem)osso, mãe, olha!

Era o meu tornozelo. Pelos vistos numa tinha reparado no osso saliente, ou melhor, no (trem)osso, que sempre tem mais piada ;).

quinta-feira, agosto 13, 2009

Ontem

Foi um dia muito bom. Tirando o filho andar nervoso, irritadiço e birrento, entre piscina e praia a diversão foi à grande. Até voltou a dar mergulhos (seis meses sem piscina fizeram com que se esquecesse de tudo).
Estivemos em casa da vizinha na margem sul o dia todo. Engraçado foi de manhã, preparadíssimos para a praia (aparato completo), ele recusar-se a carregar no elevador para baixo. Não mãe, é no seis, dizia.
Falei na casa da vizinha: nem imaginou que pudesse ser outra que não a onde ela mora normalmente...

segunda-feira, agosto 10, 2009

Eu até tenho muito para contar

Como por exemplo que entreguei a tese, sem pompa nem circunstância (devia haver uma cerimónia ou assim, tanto esforço para chegar lá com umas caixas e já está). E outras coisas como ter por cá os primos mais vezes. Ou como já aconteceu várias vezes uma coisa maravilhosa que é o Lourenço acordar e ir brincar com o primo para a sala e não me acordar. Como também dorme pior e acorda de noite e quer festinhas e que fiquemos lá. As graças dele (um three year old a falar é sempre uma graça - tirando quando faz birras e é chato -).

Mas ando sem cabeça. :)

Heje entrou no carro e diz

Está cá uma brasa!

Gangui

Já passou a ser gandi. Podia ser o nobel indiano, uma figura que muito me inspira, mas não: é grande mesmo.

segunda-feira, agosto 03, 2009

No outro dia

Para ver se sossegava pus-me a fazer-lhe festinhas nas costas e na barriga. Ficou viciado.
Agora tenho de negociar festinhas antes de dormir:
-Vá, vinte festinhas...
E ele:
- Não, mãe, muitas festinhas, todas!

Ontem

Fui lá pela enésima vez depois de se deitar (sem chucha agora é isto). Ponho-lhe a mão nas costas e estão encharcadas:
-Coitado, estás cheio de calor!
- Pois é, não sei como foi isto! (sic) Foi o sol(i)!

;)

quinta-feira, julho 30, 2009

O carro está na revisão

E hoje era dia de consulta de otorrino.
Fomos de táxi (palavra que o Lou tem imensa dificuldade em pronunciar) o que já era uma grande novidade. Lá fomos vistos e em todo o processo percebo que o Lourenço já não é tão tímido.Mete-se com as pessoas e pergunta-lhes coisas. Por exemplo: queria por força que o sinhoi do táxi visse a retro-escavadora, mas o dito não lhe ligou nenhuma.
Moral da história: está liberado para os mergulhos, os tubinhos hão-de sair por si.
O melhor de tudo porém foi a viagem de regresso: um autocarro fresquinho. Que grande novidade. Aborrecido por não chegar com os pés ao chão foi atento todo o caminho a fazer perguntas. Vinte minutos para um percurso de cinco, mas não faz mal. Só para o ver feliz assim até repito!

terça-feira, julho 28, 2009

sem chucha

Demora mais a adormecer e tem feito um bocadinho mais de birras.
Nada de mais.
Prova superada.

domingo, julho 26, 2009

Ainda sobre a Expo

O que ele gostou dos vulcões. Já lá estivemos algumas vezes mas nunca calhou passar por ali. À vinda era vê-los aos três aos pulinhos à espera da onda. Felicidades simples que me lembraram da Inês pequenina (menos de um ano) a molhar os pezinhos no mesmo local durante a exposição de 1998. Na altura as árvores mal tinham galhos, quanto mais ramos. Hoje formam uma alameda frondosa cheia de sombras. Também a Inês cresce a olhos vistos e em vez de molhar os pés roliços prefere trocar sms e telemoveis com amigas acabadas de conhecer durante as férias.
É o tempo a passar, sem dúvida.

Lá está

A adormecer. Pediu a chucha duas vezes antes de dormir (compreensível), longe da sofreguidão com que a procurava cada vez que entrava em casa. Pede muitos beijos e chama várias vezes, mas até ver não parece estar a ser tão difícil quanto temia. E temia, não vou mentir. Mas bem a natureza humana é assim mesmo: adaptarmos-nos às situações para sobreviver.

*Valeu o cansaço de um dia com os amigos Alice e Pedro (com um interregno para almoço e sesta) entre Gulbenkian e Expo. Estava(mos) com saudades deles...

Algum dia teria de ser

E ontem pareceu-nos bem. Combinámos que a chucha não voltaria das férias com a tia, doesse o que doesse. Durante um tempo ainda pensei fazer um compromisso com ele, para que deixasse a dita voluntariamente, mas o grau de vício era tal que dificilmente teríamos sucesso.
E assim foi. Ontem foi o day one de uma nova era. A chucha perdeu-se no momento em que a atirou a contragosto para dentro do carro antes de seguir caminho para a praia. Quando voltou já lá não estava.
Chorou por ela, mas acabou por adormecer. Entre as duas e as três berrou como se não houvesse amanhã. Hoje não falou nela (sem ser para dizer à tia ao telefone que tinha dormido sem ela) e depois disso apenas se lembrou à hora da sesta. Sem birras de maior.
Deve ser duro para ele, mas tem mesmo de ser. E, sem surpresa, ele está a ser muito valente e quescido. Muito mais preparado do que alguma vez achei que estivesse.
Um orgulho, é o que é.

quarta-feira, julho 22, 2009

Na sexta feira passada

Além da praia tiveram direito a piquenique na mata dos medos.
Fui espera-lo à camioneta e dela desaguaram um rebanho de meninos neste estado:

E isto, afiançaram-me, foi já depois de uma esfrega de toalhitas. Pareciam que tinham estado numa mina a trabalhar. O melhor é que acho mesmo que a diversão superou o nível de sujidade...

terça-feira, julho 21, 2009

Filho feliz

Diz-me ele

-Hoje, na camioneta, dei festinhas à Mariana (filha da auxiliar com oito ou nove anos) quando ela estava a dormir.

O tipinho é apaixonado por ela, chegando ao ponto de não permitir que mais nenhum miúdo lhe dê a mão.

segunda-feira, julho 20, 2009

Verbos que ele inventa

Magiar (as in fazer magia, desaparecer)

Foi uma semana com a tia e os primos

E parece que está bem e feliz. Piscina, praia, bicicleta, muita rua, tudo a que tem direito.
Mesmo assim, não se coíbe de dizer ao telefone: mãe anda buscar-me, vá lá...
:)

terça-feira, julho 14, 2009

Acho graça

Que quando tinha interesses femininos, muita gente me dizia: ah isso passa.
Agora que tem uns interesses completamente másculos isso é usado para sublinhar a testosterona que lhe corre nas veias. E que, supostamente, já é para ficar.

Acho importante dizer

Que estou quase a ser banida do banho. Tirando fazer questão de lhe lavar a cabeça e esfregar o corpo como deve de ser, ele exige fazer tudo sozinho.
Resultado, às vezes molha-me toda, ou o chão, mas não faz mal.

*Agora já nem para tirar as t-shirts precisa de mim. Está crescido.

sábado, julho 11, 2009

Agora que vejo o fundo do tacho

Finalmente permito-me pensar nesta longuíssima gravidez. E de como os filhos relativizam a importância de tudo o resto.
Ontem, se tivesse continuado tarde e noite fora (e até tinha energia para isso), tinha acabado. E acabar é o que mais desejo nesta altura. Mas o relógio indicava a hora de o ir buscar e lá fui sentir-lhe os abraços do reencontro e as saudades de um dia separados. Vinha a correr rua abaixo e eu a pensar nisto: estou prestes a completar o desafio sem nunca o ter ido buscar tarde, sem nunca abdicar da sua presença ao final do dia, sem nunca pôr o filho de papel à frente do filho de carne e osso. E acabando (mal ou bem, melhor ou pior) mesmo assim.
Não é acabar que me deixa mais orgulhosa de mim, é ter conseguido (ou feito questão de) que a vida continuasse com as prioridades no seu devido lugar.

Uma semana de colónia

E acho que quem ficou exausta fui eu. Levantar às sete e meia todos os dias, quando não se está habituado, é um sacrifício. Mais os stresses e as birras matinais, só para chatear (não come, nem se quer vestir e diz não a tudo - àquela hora tira-me do sério). Mas enfim: chegar à escola e vir-me contar maravilhado que havia piscinas na praia, muitas, muitas e que brincaram com a água e que sei lá mais o quê, compensa.
Venha a próxima semana.

sexta-feira, julho 10, 2009

Ontem fomos com os primos ao parque

Parecia outro filho. Correu que se fartou, o que tendo em conta que já tinha tido uma manhã de praia é obra. Foi gozão, riu-se à gargalhada, correu atrás deles, fez asneiras, procurou-lhes a mão e o consolo.
Uma alegria.

terça-feira, julho 07, 2009

Magia

- Mãe, a camioneta não anda sozinha sabes?
- Não?
- Não, tem um senhor... e tem mudanças!

...

- Pai, sabes vi uma nuvem a mexer! Só-zi-nha!

...

-Então a praia Lourenço?
-Vi muitos aviãos e um licópito. Disse adeus às pessoas.
-
Muitos aviões?
-Sim, dois.

segunda-feira, julho 06, 2009

Abro a mochila

E não vejo a pá (fui comprar uma pequena ontem de propósito):
A pá Lourenço?
Não sei!
Mas esqueceste-te ou emprestaste?
Tem a Margarida, ou o Duarte ou x ou y ou z.
Mas Lourenço o que é que aconteceu à pá?
Ó mãe, não me perguntes mais isso!!

...
Quando chega o pai, ele pergunta-lhe:
Lourenço, a pá?
Perdi.


Quem sai aos seus... :P

Enternece-me

Saber que, espontaneamente, o cunhado é aos olhos dele o pai Nestor.

Perguntou

No outro dia, se o que o senhor barrigudo tinha na barriga era um bebé. Disse-lhe que não e ri-me, mas continuou intrigado com o facto de se não era um bebé, então afinal o que seria que o senhor tinha lá dentro.

Demasiado cedo para explicações científicas sobre a obesidade e as formas andróginas de engordar?

domingo, julho 05, 2009

Best off



Com uma retro-escavadora, pois claro!

Sem tempo

Nem muita paciência. Pelo meio uns dias de ria, a relaxar com uma certa angústia no peito (isso mesmo, o paradoxo em todo o seu esplendor). Um filho crescido cheio de conversas geniais (sou incapaz de as reproduzir), que desenvolveu ainda mais a paixão por retro-escavadoras (e portões de garagem e mangueiras). Uma festa da escola, passagem de modelos e desistência a meio da performance da ginástica (viu a mãezinha e desatou num pranto!). Uma ida ao zoo, onde vimos os bichos quase todos (muitos deles a dormir). E um domingo sem ele, a trabalhar arduamente.
Grande semana, se formos a ver.
Amanhã (de madrugada quase) começa a colónia da escola.

sexta-feira, junho 19, 2009

Foi a última coisa que tirou antes de se deitar

E a primeira coisa pela qual perguntou assim que abriu o olho (vá a seguir a mamã e papá...):
Comprei uns crocs novos (finalmente, que andava esgotado o tamanho dele) e ele não cabe em si de orgulho!

Vivam os pés fresquinhos e os sapatos laváveis.

terça-feira, junho 16, 2009

Obsessões do momento

Lavagens automáticas (paixão antiga): é capaz de descrever todo o processo em palavras e sons muito realistas (inclusive o movimento giratório das escovas).
Portões de garagens: em calhando estar um a abrir enquanto descemos ou subimos a rua, obriga-me a ficar a ver enquanto se fecha.
Retro-escavadoras: tem uma pequenina, mas o que ele queria é uma grande (hei-de procurar, ele merece).
Aspirador, balde e esfregona (paixão antiga mas em decadência): ainda se pela quando os vê a uso, mas já não anda insistentemente a perguntar pelos instrumentos de limpeza.
Letras: identifica as que sabe em todo o lado.

Não deve haver coisa mais doce

Que os beijos repenicados e os abraços sentidos dum filho com saudades da mãe.

domingo, junho 14, 2009

Foram muitos dias de Arménia

E estão quase a chegar ao fim. É a altura em que as saudades começam a sufocar. A registar a evolução de agora podermos falar através do skype, muito embora a minha imagem não aparecesse. As conversas são tão deliciosas que me fazem confirmar que esta fase é de uma ternura inigualável. Gostei particularmente da resposta que me deu quando lhe perguntei se já sabia bem andar de bicicleta: claaaaaaio, mãe! disse prontamente com um ar ligeiramente enfadado. Ou quando me perguntou: e aí na Arménia 'tá tudo bem, 'tá? Enfim, não há como reproduzir.
Oxalá amanhã os voos que me levam para junto dos meus se façam em segurança.
É que o melhor de viajar continua a ser, e agora mais ainda, regressar a casa.

segunda-feira, junho 08, 2009

Quando estamos na garagem

Às vezes deixamo-lo conduzir. Delira, claro. Ontem, ao colo do pai, dizia-me: Sabes, tu não podes. Só eu e o papá é que podemos. Tens de crescer eeeeeste bocadinho e depois é que podes, está bem?
(está bem, eu cresço ;))

domingo, junho 07, 2009

Eu não gosto de caracóis

Nunca provei, mas metem-me um bocadinho de nojo. O pai adora. Ontem, vinham cá os amigos jogar PS3 e comprou. Ficou delirante com os caracóis no alguidar a serem lavados. Vinha a correr dizer-me: estamos a lavar os caracóis, sabes porquê? Para ficarem muito limpinhos. E depois, perguntava eu. São para coZ/Ser, sabes?. E voltava para lá.
Às tantas disse-lhe que eram para comer. Muito rápido: não, não, é para coser às calças (?????). E teimou, claro. Lá tive de o desiludir: não Lourenço, é para coZer e depois comer!!!

Hoje

Compramos-lhe uma bicicleta. Era o presente de anos que não se comprou na altura, já nem me lembro porquê. Provavelmente porque, helás, não tivemos tempo. Ficou feliz, mas foi difícil convencê-lo que a de demonstração da loja não era mais gira do que a que estava na caixa.

Quando estou mais longe

Interage com os outros na boa: ri-se, gargalha, faz asneiras, um bocadinho de tudo. Quando estou no seu raio de visão, as interacções passam necessariamente por mim, ou seja, eu é que medeio tudo ao ponto de lhe dizer: eh pá, pergunta-lhe (ou pede-lhe ou resolve isso) com ele(a)). É um bocadinho dependente, acho. Em casa então é um desatino. Não consigo fazer NADA sozinha. E às vezes apetece-me. Ir à casa de banho por exemplo. Hoje disse-lhe isso mesmo: a mãe gostava de estar aqui sossegada. Ao que ele me responde: não, fico aqui a contar-te uma história, 'tá bem?
(suspiro)

sábado, junho 06, 2009

Não é muito de desenhos

Nem puzzles, nem legos. Em casa pelo menos. O que ele gosta mesmo é de andar a correr pela casa desvairado a fingir que se esconde e a apanhar mini sustos de cada vez que nos encontra. Isso e fazer moches em cima da cama!

quinta-feira, junho 04, 2009

Se fosse dar um título à fase que está a passar seria

Fazer tudo sozinho e aprender, com muita dificuldade, a lidar com as frustrações (leia-se acho que sou muito crescido e faço birras a dar com um pau).

Gender

Ele nunca pede nada, mas quando lhe perguntei se queria uma retro-escavadora para brincar, disse que sim, que queria uma cor-de-rosa.

Suspeito que deve ser difícil de encontrar...
;)

segunda-feira, junho 01, 2009

Aviões que caem ou desaparecem

Quando estou prestes a viajar só aumentam o já se si enorme pânico que tenho de andar de avião. Só penso que não quero que me aconteça nada, mas só me vêm à cabeça tragédias imaginárias que redundam no meu filho a crescer sem a mãe dele. Sou uma exagerada, bem sei, mas não consigo evitar.
É que nem sei porque me meto nestas coisas, quando no fundo não quero mesmo ir.
Bolas.

domingo, maio 31, 2009

Photo update

Depois de um mês sem bateria, esta semana a máquina voltou à vida para registar os dias de sol e calor que nos valeram fins de tarde no parque dia sim, dia sim. Tudo muito bem e quase sem birras. Porque birras para sair do parque até acho aceitáveis*.

*Já a birra no centro comercial porque a senhora da loja dos gelados cometeu o despautério de por o gelado num copo, já não percebo. Foi num crescendo como nunca tinha visto. Foi a maior birra de todos os tempos, que horror que nem me quero lembrar disso. O meu filho quando não é um demónio, é um anjinho lindo (aren't they all?).

quinta-feira, maio 28, 2009

Ao fim de três dias

Em que conseguimos jantar em paz, começo a pensar que foi uma fase. Uma daquelas fases de regressão/desorientação de que fala o Brazelton e que precedem um salto cognitivo ou motor.
De há uns dias para cá noto-o ainda mais desenvolto a falar e a mexer-se.
Está mesmo crescido e deleita-me com as suas conversas.
Ao contrário da prima, que nunca contava nada, farta-se de contar coisas da escola... Tais como: Hoje o Henrique não foi. Porquê?, pergunto eu. Porque a mãe dele não disse (que era dia de escola). Hoje o Duarte não empurrou-me! Já no dia seguinte foi: Hoje o Duarte bateu-me aqui e eu bati a ele. (O Duarte é o menino que bate em todos).
Hoje não fizemos trabalhos, é só na quinta-feira, é.
Sou amigo da Catarina (alterna com a Inês).
A Sofia levou uma dentada e chorou muuuuito, depois a Lara pôs pomada e depois passou.
Hoje não comi bolo, com um ar muito desconsolado, ninguém fez anos!
Hoje ganhei ao André e comi a sopa tooooda primeiro.

Quando

Oiço a empregada dizer que hoje a casa até nem estava uma grande confusão, não consigo deixar de pensar que é um elogio e que esta semana até me portei bem.
Ó alma mais desarrumada!

quarta-feira, maio 27, 2009

Nunca viu o filme

Mas continua fascinado pelo Faísca Maquini.*

*
E pelas retro-escavadoras. No outro dia perguntou-me se não podia ter uma graaaaaaaaannnnde assim, que funcionasse. Ou seja, queria uma a sério que ele não gosta das coisas a brincar.

quinta-feira, maio 21, 2009

Recomendações (tal e qual as da mãe e do pai)

Deixei cair um creme que se espalhou todo no chão.
- Ó mãe, é para segurar com as duas mãozinhas! A Mina teve a limpar o chão e já tá todo sujo, mãe!

Ao abrir a torneira.
-Ó mãe não é assim, é devagarinho, assim, mãe. Não é à bruta, mãe!

O melhor coro de parabéns

só teve duas vozes.

De manhã

-Fazes anos hoje, fazes?
-Sim.
-E o bolo mãe?
-Não tenho...
-Porquê? Não temos farinha, é? Para fazer o bolo? Temos de ir comprar, é?

Hoje não fazes birras, não?

- Não, mãe, só amanhã, quinta-feira, 'tá bem?

*bem sei que o tema birra está a tornar-se recorrente, mas há dias em que é entre birras que se passam as horas :)

quarta-feira, maio 20, 2009

Brinca a tia com o sobrinho

- Se tu fazes mais birras ponho-te na sanita e puxo o autoclismo!!
-Não, não, isso é para o cocó!

Depois das birras

Ou seja, depois de ficar uma hora aos gritos, oscilando entre o choro e os punhos em riste prontos a bater, no parque, no carro, na garagem. Adormeceu ao meu colo dizendo: eu sou tua amiga.

terça-feira, maio 19, 2009

Malandreco é

malaleco.

Hoje comeu o pequeno almoço

E repetiu. Não tive de lhe dizer: vá lá come, vá lá come, vá lá come em loop.
Ontem já tinha jantado razoavelmente. Depois de uns nãos, até até comeu a sopa toda sozinho.

Estará o apetite de volta?

segunda-feira, maio 18, 2009

Ontem,

Miraculosamente, quis ir para a nossa cama, o que nos valeu mais uma hora de sono. Quando acordou e me acordou o pai virou-se para o outro lado. Diz ele muito indignado:
- O pai virou a cabeça para o outro lado! Olha... Passou-se!

:)

Exantema

Súbito. Acordou ontem, domingo, parecia um bicho. Cheio de manchas pelo corpo. Hospital com ele e veredicto claro: quando as pintas aparecem é porque desapareceu a doença. Menos mal. Continua xoxo, mas pudera, foi um tal festim de vírus da família do herpes que só podia dar nisto.

Foi para a escola, com passagem pela farmácia. Duas doenças num mês e acho que repor as vitaminas com um suplemento mal não lhe vai fazer.

quinta-feira, maio 14, 2009

Andou atrás da Mina toda a manhã

Até a febre voltar a subir, mais precisamente. É tão feliz por ela estar aqui que até me disse, quando peguei na chave do carro para ir buscar o telemóvel ao carro: podes ir trabalhar mãe, vai que eu fico aqui com a Mina.
Antes já me tinha dito: não vou fazer birras, mãe, só amanhã.
;)

Ele estava mais que orgulhoso

No seu pijama do faísca (muito embora nunca tenha visto o filme). Mas o que anseia mesmo é poder estrear a t-shirt com a retroescavadora estampada.

Queres ir à casa de banho?

- Não mãe, já te disse duas vezes, duas vezes.

Febre de madrugada

Não me faltava mais nada.

*melhor explicada a absoluta falta de apetite ontem ao jantar, atribuída apressadamente ao sono imenso de um dia de escola.

terça-feira, maio 12, 2009

Hoje

A tia Cláudia faz anos lá longe. Mas nós aqui, sentimo-la sempre bem perto (do coração).
Saudades e muitos beijos de parabéns!

segunda-feira, maio 11, 2009

à página tantas da história

havia um passarão fanfarrão. Tira a chucha e começa: a avó também tem um garrafão. Tem água e depois bebe-se e vai para a barriguinha. A avó tem maminhas grandes e eu tenho muito pequininas, é.
Lá lhe expliquei que não era garrafão, mas fanfarrão, mas não se convenceu. É o passarão garrafão que, por agora, faz mais sentido.

domingo, maio 10, 2009

Agora mesmo

O DVD bloqueou. Passou-se! diz enquanto tento resolver o problema. Passou-se, olha!

;)

quinta-feira, maio 07, 2009

Agora manda-nos sentar no sofá

E avisa, senta-te para veres a mim a fazer ginástica.
E faz e nós rimo-nos com as corridas e os movimentos trôpegos, e os primeiro um pé depois o outro, vês?

Hoje

-Podes ir mãe, eu fico aqui com a Mininha (Mina)!

*estado de histeria absoluto com panos, esfregonas e aspiradores.

segunda-feira, maio 04, 2009

Anda

Na fase "inho". Sobretudo quando se quer retratar de uma asneira.

A passar na rua

Paramos ao lado de uma farmácia Valle. Diz-me logo, olha mãe o meu éle! São dois éles, um para mim e outro para ti, não é mãe?

No outro dia

Enquanto subia à torre do escorrega diz:

- Mãe, vou para o Brasili... posso mãe, posso?

(ainda não se esqueceu)
;)

domingo, maio 03, 2009

O peixe tende a morrer pela boca

E eu não sou excepção. Cheguei a congratular-me por ter passado ao lado da varicela que salpicou vários amigos. Até disse, depois da tese que venha ela, agora é que não. Pois bem, no último dia dos vinte em que o vírus podia manifestar-se, manifestou-se.

E estes dias lindos e nós aqui trancados.

*Não teve febre e até ao momento ainda conseguimos contar as pintas.

sexta-feira, maio 01, 2009

Foi-me buscar ao trabalho

-O que é que estiveste a fazer?
-A trabalhar...
- Com as pessoinhas?

;)

quarta-feira, abril 29, 2009

Diz-me o meu filho

Que hoje plantou alfaces. Mas atenção, acrescenta que não regou, porque aquilo regava sozinho (para grande pena dele que a seguir às esfregonas e às ferramentas adora regadores e mangueiras).

Que hoje a Lena hoje não ficou fuiosa, porque ele fez bem o trabalho (ainda estou para saber porque é que ela ficou fuiosa).

Que o Jorge deu uma turra muito gangui à Margarida e que o Jorge foi para o castigo e a a Carla pôs gelo à Margarida.

Puxo por ele e ele vai contando histórias do seu dia a dia.

*Também me dizem que ele tem andado meio avariado lá na escola: entornou a sopa por cima dele de propósito um destes dias e deram com ele a enfiar o garfo na orelha do colega numa outra ocasião.

terça-feira, abril 28, 2009

Tivesse eu mais tempo

E as idas ao ginásio seguidas de almoços demorados na companhia ideal seriam mais frequentes, ai seriam sim*!

*Hoje ao passar a cancela do estádio pensava em como as vantagens de não ser preciso picar ponto, nem ter horários, nem chefes, nem nada disso valem pelo ouro que não conseguimos acumular ;)!

Hoje foi um dia melhor

Em termos de birras. Alguns ameaços, controlados com castigo. Já percebi que com ele o que funciona melhor é dizer-lhe da cozinha, que pode vir ter connosco se já se tiver acalmado e ele vem, meio a medo, e passa-lhe. Se for lá falar com ele é como se fosse um gatilho para renovar a birra.
Isto é sempre a aprender.

segunda-feira, abril 27, 2009

Estou tentada a dizer

Que hoje vivemos a maior birra (as in deixa cá ver quem é que manda) de todos os tempos.

Algumas birras

Tiram-me do sério. Especialmente se são de manhã e estamos atrasados e se começam com motivos tão frívolos como não querer calçar um sapato e so on and so on. Dá-lhe fúrias, levanta a mão e tem de ser castigado (é mandado pensar um bocado a ver se se acalma). Não resultou (os níveis de raiva estavam elevados, nem sei porquê, e lá levou umas palmadas).
Não contente, depois de se espojar à porta do elevador a espernear, foi a chorar o caminho todo até à escola. A partir de metade já era a pedir desculpa, mas confesso que não tive vontade de o perdoar logo.
Caramba, uma pessoa começa o dia logo cansada de se zangar.

domingo, abril 26, 2009

Ainda sobre música

Íamos a passar na Av. de Berna e começo a refilar com o trânsito (tinha-me esquecido do enorme buraco). Diz-me prontamente: pára mãe, assim não ouço a música. Tocava Radiohead (bom) e pergunto-lhe: gostas desta música, é? E ele: sim, gosto muito.

Continuámos em silêncio e percebi que não lhe é indiferente o que ouvimos no carro. Neste caso agradou-lhe, julgo que quando começa a cantar (o que acontece muitas vezes) é quando a banda sonora já não lhe apraz, e ele apressa-se a fornecer outra.

Entre birras monumentais*

Para se vestir e depois para comer, conseguimos ir aos Dias da Música ver meninos a tocar violino.
E o pequeno demónio que em casa esperneava, batia, berrava, virou carneirinho (voltou ao mesmo estado quando chegou). Sentado e fascinado com tudo o que viu e ouviu. A sério, fiquei mesmo contente por ter vencido a preguiça e a inércia. Depois do concerto, ainda houve pianos à disposição. Ficou maluco. Tocava e depois virava-se para trás e dizia, vá bate palmas. Só o consegui tirar de lá porque a senhora disse que os concertos (a sério) iam começar.

* descontrolo total e absoluto.

sábado, abril 25, 2009

Hei-de explicar-lhe o 25 de Abril

Aos poucos, porque agora ainda é manifestamente pequeno. Mas quero que saiba e que sinta que é um dia muito importante.

sexta-feira, abril 24, 2009

Sempre que leio posts

Sobre cesarianas e partos naturais; colo, slings e carrinhos; co-sleeping; passado e presente da parentalidade em geral só me ocorre: será só de mim ou a maioria das mulheres confundem natureza, ciência, progresso, biologia, fisiologia com IDEOLOGIA?

quarta-feira, abril 22, 2009

Após alguns ameaços

Entrou naquela fase parva em que acha que nos devemos rir só por ele pronunciar as palavras «cocó» e «xixi» fora do contexto.
Ri-se que nem um tolinho (sozinho, claro).

terça-feira, abril 21, 2009

Fomos à médica

E na hora e tal que esperámos se ele se calou dois segundos foi muito. Não foram birras nem choro, foram conversas e cantigas e brincadeiras a todos os minutos. Ele que é tão envergonhado até o mamma mia cantou. Foi sempre a bombar até sermos chamados. E mesmo lá não se coibiu de opinar e perguntar e mexer em tudo. Se já estava cansada mais fiquei só de o ouvir ;)!

De resto tudo fino e adequado para um rapazinho de três anos.

quinta-feira, abril 16, 2009

Para contrariar a horrenda banda sonora com que infectam as crianças pequenas

Há que fazer um esforço para lhes dar boa música. Confesso que nem me esforço muito, mas devia. No anos a minha mãe ofereceu-lhe um livro que até me pareceu mais um daqueles aproveitamentos comerciais que esticam a corda ao máximo. Tratava-se de um album com ilustrações para o texto d' O leãozinho do Caetano. Como toda a gente sabe aquilo são meia dúzia de estrofes básicas, básicas. Mas bem, é impossível contar a história sem a cantar. E não só o miúdo adora, como exige contar/cantar aquele livro todas as noites desde que o tem, e como cantarola por aí, gosto muito de você, leãozinho.
*Sempre é melhor que as alarvidades musicais que passam no panda, por exemplo.

Ele é mesmo um handy man

Desengane-se quem achar que a cena dele são só esfregonas e vassouras. Agora descobriu as delícias do arranjar. Ele é o carro, os candeeiros, qualquer coisa que lhe pareça estragado. Sobe aos bancos de chave de fendas ou alicate de plástico em punho, manda-me avariar coisas só para ele as poder arranjar. Depois diz adeus e diz que se vai embora. Ontem era para a casa da Patrícia. E era mesmo porque se lembrou logo que era lá em cima e que tinha o cão guardado numa caixinha.

quarta-feira, abril 15, 2009

Ontem

Não quero arroz, mãe, tenho a barriguinha cheia de sopa, vês?

Estamos numa fase de...

Dizer muito "é mais melhor, mãe" e perguntar sempre "posso, mãe, posso mexer/comer/fazer?"

segunda-feira, abril 13, 2009

Na casa da vizinha

Onde fomos passar o resto da tarde havia uma bicicleta: e não é que pedala melhor do que no triciclo?

domingo, abril 12, 2009

Ontem

A montar uma floreira para pôr os bonsais diz o pai: é uma mesa para os bonsais, Lourenço! Responde logo: é para eles comerem é?

Já me esquecia:

- Ó mãe (passei de Lia, directamente para mãe, sem passar pelo mamã), isto está bué da sujo/ avariado/estragado!


*Parece mesmo uma certa e determinada prima a falar ;)

sábado, abril 11, 2009

3 anos

4 fotos.

Às tantas

Obcecada com o boletim meteorológico, estava a esquecer-me do mais importante: celebrar a existência do pequeno (já tão grande) e de como me/nos faz feliz com tanta alegria e esperteza saloia.

1,2...


3 anos. Ontem.
(A festa com piquenique no zoo acabou, por razões óbvias, por ser transferida cá para casa, mas foi pelo melhor. Apesar de ter sido tudo atamancado à última da hora, correu bem e, se não estava bom, pelo menos estava bonito. O bolo homenageia o amor/fascínio/medo que o Lou tem da Lua e foi das coisas que ele gostou mais. Isso e de ter comido um chupa. Obrigado a todos os que vieram, os que ajudaram e aos que não vindo não se esqueceram.)

quarta-feira, abril 08, 2009

Já há que tempos

Que ando a dizer que é hora de acabar com as grades da cama. Se não o fizemos antes foi porque a cama é mesmo grande (do Ikea, entretanto descontinuadas e substituídas por umas idênticas mais pequenas) e porque olha, é preciso tempo, energia (e dinheiro) para encontrar uma solução de longo prazo que já incluísse a cama de recurso quando a prima fica cá. Pois bem, fomos por uma terceira via que implicou simplesmente tirar a grade e substituí-la pela protecção que custa 8 euros no Ikea.
Já deve ter adomecido, por esta altura, na sua cama de crescidos. Estava feliz e orgulhoso e eu, inevitavelmente, nostálgica.

* A ver quanto tempo demora a começar a sair sozinho da cama de manhã. I'll keep you posted.

terça-feira, abril 07, 2009

E o que ele gosta de brincar que vai às compras

Diz: o que precisas?
E eu: atum, pasta de dentes e bananas (por exemplo).
Acrescenta: e uma 'esfigona', não precisas? E um balde... e uma torneira.... e água...
Eu: nem penses, vai lá comprar o que te pedi!

;)

* Depois vem e diz que está muito carrigado.

segunda-feira, abril 06, 2009

Anda sempre

A afirmar que cresceu, que é crescido, que não é bebé. Já não quer talheres, pratos ou copos de plástico e ofende-se se lhe dou uma colher de sobremesa para comer a sopa. Tem de ser uma grande, a maior de todas. A maioria das vezes só quer sentar-se nas cadeiras normais, embora às vezes (porque nos dá jeito) ainda coma na cadeira do IKEA. A única coisa que não joga é a chucha e ele bem quer explicar (é só para o óó e tal), mas não consegue (até porque não é só para o óó).
Pergunta todos os dias se é hoje que faz anos, várias vezes ao dia. E não tarda nada faz mesmo.
Sexta feira completa os três anos. E está mais querido e giro que nunca. Para mim é um prodígio claro, para os outros acho que é só giro e querido e normal e feliz. Muito feliz (e giro, mas isso acho que já tinha dito ;)).

(pela lente da super máquina nova da tia Ju)

Ele

Não é de dormir no carro. Apesar de cansado, mesmo sendo noite cerrada, o tipinho só cede à última.
Vai sempre a cantarolar ou a falar ou a querer que nós falemos (vá falam, vá lá e nós às vezes que nos sabe bem o silêncio).

Do ateliê

Pagar para sujar tudo com liberdade.

domingo, abril 05, 2009

Crescer

Já não quer saber do Pocoyo. A cena dele agora é o Ruca e o Carteiro Paulo.

*Aliás agora está sempre a dizer, não sou bebé, já cresci (posso usar uma faca, por exemplo).

Escusado será dizer

Que durante a semana que esteve com a tia se portou lindamente, quase sem birras, comeu sempre sozinho e tudo o que lhe ofereciam.
Nisto são todos iguais, portam-se sempre muito bem com os outros...

*Bem, ao menos que se portem bem com alguém...

Não sei se foi da operação ou do que foi

- Passou a dizer os ss e os plurais com muita clareza (a tóia passou a história, por exemplo, por aí adiante); cantarola imenso a a toda a hora, não está sempre a dizer o quê? que é que disseste?.

- Passou a acordar mais cedo.

Escusado será dizer que gosto mais da primeira mudança.

quarta-feira, abril 01, 2009

Ontem

Jantámos às nove e meia, fui ao supermercado pouco antes de fechar. Não me lembro da última vez que isso aconteceu. São bons os dias sem azáfama. Mas não, não é assim tão bom. A casa está vazia, não há stress do final da tarde e trabalha-se mais (muito mais), mas vive-se menos. Muito menos.
Só não me está a custar mais porque está a ser produtivo para ambos os lados: eu que trabalho e produzo bem; ele que se diverte à grande e à francesa.

Faltam dois dias para sexta feira :)