Falou-se do triângulo das Bermudas, um lugar secreto difícil de encontrar e de onde não se pode sair.
Ao jantar o Lourenço lembrou-se da «ilha das borbulhas», um lugar secreto difícil de encontrar e de onde não se pode sair.
sábado, março 31, 2012
quinta-feira, março 29, 2012
Gosta tanto de lhe pegar que no outro dia saiu-se com esta
Bolas, os adultos têm bué da sorte, podem pegar na mana em pé...
(ele só pode sentado, sob vigilância naturalmente)
(ele só pode sentado, sob vigilância naturalmente)
Diz que quer que o acorde durante a noite
Quando a mana quiser comer. Eu disse que sim, mas claro que ele dormiu regalado. De manhã pergunta, então não me acordaste? E eu menti: chamei-te mas tu não quiseste vir, estavas a dormir. Mãe, diz ele, tens de me abanar...
O que ele gosta de lhe pegar quando está satisfeita e calminha (da primeira vez que lhe pegou exigiu que toda a gente menos os pais saíssem, tal era a vergonha). E desde então tenta imitar-nos em todos os gestos!
O que ele gosta de lhe pegar quando está satisfeita e calminha (da primeira vez que lhe pegou exigiu que toda a gente menos os pais saíssem, tal era a vergonha). E desde então tenta imitar-nos em todos os gestos!
Começar de novo
Sabem bem os três ou quatro leitores deste espaço que o meu segundo bebé, Laura de seu nome, nasceu faz hoje 11 dias. Dia 19, depois de tentar por todos os meios que o parto se despoletasse naturalmente, segui para o hospital com cesariana marcada (a indução estava-me vedada por causa da cesariana anterior). Foi tudo tão rápido que nem deu tempo para me mentalizar, nem um «vamos lá a isto». O nosso corpo deixa de ser nosso por umas horas e todos mexem e remexem aos seus ritmos, enquanto nos limitamos a tentar absorver o que se está a passar.
Chegámos lá pelas dez e meia e faltavam apenas cinco minutos para o meio dia quando um choro audível anunciava a chegada da Laura. As lágrimas são inevitáveis nestes momentos (duas vezes já permite uma estatística) e o sentimento de que agora é que é, repetiu-se como da primeira vez. A divergir o facto de o pai estar presente (as lágrimas foram em coro) e o facto de ter podido vê-la imediatamente pousada sobre a barriga (ainda aberta suponho - não quero pensar muito nisso). Foram poucos os minutos que esteve longe porque quase imediatamente, ainda só de fralda, a puseram no peito. Não pude apreciar bem tudo isto porque estava desconfortável e com alguma dor enquanto terminavam o serviço. No recobro mamou todo o tempo e pude finalmente vê-la melhor: era igual ao mano, embora mais miudinha! Linda, linda, tão perfeitinha (mesmo que não fosse seria, não se espere objectividade das mães recém paridas). Depois, quaisquer dúvidas de que (como dizem as mães de mais do que um) o coração se multiplica desfizeram-se logo, com a diferença de que a essa semente de amor incondicional que germina desde o primeiro choro se somam as preocupações de como reagirá o outro, aquele que já conhecemos tão bem e amamos tanto, aquele cujo afecto se mantém intacto mas que pode (e sentir-se-á sempre) ameaçado por este novo amor.
A reacção dele foi um espelho dele próprio: envergonhado (não quis olhar), a explorar as tecnologias do quarto (camas, estores, equipamentos diversos) e, finalmente, a olhar (e sentir, suponho, um turbilhão de emoções).
Uma semana e tal depois posso dizer que, muito embora amanhã possa ser diferente, tenho em casa um mano mais velho orgulhoso, colaborante e seguro - exceptuando ocasionais momentos de tensão - do seu lugar nesta família. Na cabeça dele faz tudo sentido: dois rapazes, duas raparigas... uma família completa (e arrisco-me dizer, muito feliz).
Não me sai da cabeça a frase do livro Coração de Mãe:
Chegámos lá pelas dez e meia e faltavam apenas cinco minutos para o meio dia quando um choro audível anunciava a chegada da Laura. As lágrimas são inevitáveis nestes momentos (duas vezes já permite uma estatística) e o sentimento de que agora é que é, repetiu-se como da primeira vez. A divergir o facto de o pai estar presente (as lágrimas foram em coro) e o facto de ter podido vê-la imediatamente pousada sobre a barriga (ainda aberta suponho - não quero pensar muito nisso). Foram poucos os minutos que esteve longe porque quase imediatamente, ainda só de fralda, a puseram no peito. Não pude apreciar bem tudo isto porque estava desconfortável e com alguma dor enquanto terminavam o serviço. No recobro mamou todo o tempo e pude finalmente vê-la melhor: era igual ao mano, embora mais miudinha! Linda, linda, tão perfeitinha (mesmo que não fosse seria, não se espere objectividade das mães recém paridas). Depois, quaisquer dúvidas de que (como dizem as mães de mais do que um) o coração se multiplica desfizeram-se logo, com a diferença de que a essa semente de amor incondicional que germina desde o primeiro choro se somam as preocupações de como reagirá o outro, aquele que já conhecemos tão bem e amamos tanto, aquele cujo afecto se mantém intacto mas que pode (e sentir-se-á sempre) ameaçado por este novo amor.
A reacção dele foi um espelho dele próprio: envergonhado (não quis olhar), a explorar as tecnologias do quarto (camas, estores, equipamentos diversos) e, finalmente, a olhar (e sentir, suponho, um turbilhão de emoções).
Uma semana e tal depois posso dizer que, muito embora amanhã possa ser diferente, tenho em casa um mano mais velho orgulhoso, colaborante e seguro - exceptuando ocasionais momentos de tensão - do seu lugar nesta família. Na cabeça dele faz tudo sentido: dois rapazes, duas raparigas... uma família completa (e arrisco-me dizer, muito feliz).
Não me sai da cabeça a frase do livro Coração de Mãe:
E há um dia em que no coração de mãe nascem flores...
...quando um filho diz pela primeira vez "olá" a outro filho."
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
Desliguei a luz depois de contar a história
E entre miminhos ele diz,
- finge que és um monstro...
E eu
- Gruaaaaaaa...
-Agora és um fantasma...
E eu
-Uhhhhhhh...
Entrei na brincadeira e acrescento
- Agora sou uma mãe falsa*... um robô com parafusos... (enquanto lhe dou beijinhos no pescoço)
Diz logo de seguida
-Ai já não estou a gostar da brincadeira... tu sabes que eu sou um acreditador!!
lol
*Volta e meia pergunta se eu sou a mãe verdadeira (ou o pai ao pai)... pensava inicialmente que eram histórias de adopção que alguém lhe tinha contado, mas não. Uma mãe falsa é uma mãe robô, que por baixo da pele tem parafusos. É tão engraçado, que ao mesmo tempo que desconfia de tudo é crédulo até ao limite.
- finge que és um monstro...
E eu
- Gruaaaaaaa...
-Agora és um fantasma...
E eu
-Uhhhhhhh...
Entrei na brincadeira e acrescento
- Agora sou uma mãe falsa*... um robô com parafusos... (enquanto lhe dou beijinhos no pescoço)
Diz logo de seguida
-Ai já não estou a gostar da brincadeira... tu sabes que eu sou um acreditador!!
lol
*Volta e meia pergunta se eu sou a mãe verdadeira (ou o pai ao pai)... pensava inicialmente que eram histórias de adopção que alguém lhe tinha contado, mas não. Uma mãe falsa é uma mãe robô, que por baixo da pele tem parafusos. É tão engraçado, que ao mesmo tempo que desconfia de tudo é crédulo até ao limite.
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
Ora bem
Parece que os meninos mais velhos passam por ele e chamam-lhe puto. Ele sente-se vagamente insultado, vai daí acha que pode chamar puto e puta aos colegas consoante o género.
Como é que lhe explico que puto ainda vá, mas puta nem pensar? Introduzo-o ao conceito de prostituição?
Como é que lhe explico que puto ainda vá, mas puta nem pensar? Introduzo-o ao conceito de prostituição?
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
Domingo
Ao pequeno almoço:
- Pai o que é o sexo?
- (pausa para abrir a pestana e pensar rápido) Então, é o que é preciso fazer para nascer um bebé. Os adultos namoram e tal... mas quem é que te falou nisso? (deixa-me adivinhar quem te veio com essa conversa....queres ver que foi a Joana?)
- A Joana (bruxo!)
- Que é que ela te disse?
- Que os crescidos trancam a porta, despem-se (risinhos) e depois beijam-se...
- Pronto, é mais ou menos isso, mas não tem nada de mal é uma coisa que os adultos (só os adultos!!!!) fazem...
:)
- Pai o que é o sexo?
- (pausa para abrir a pestana e pensar rápido) Então, é o que é preciso fazer para nascer um bebé. Os adultos namoram e tal... mas quem é que te falou nisso? (deixa-me adivinhar quem te veio com essa conversa....queres ver que foi a Joana?)
- A Joana (bruxo!)
- Que é que ela te disse?
- Que os crescidos trancam a porta, despem-se (risinhos) e depois beijam-se...
- Pronto, é mais ou menos isso, mas não tem nada de mal é uma coisa que os adultos (só os adultos!!!!) fazem...
:)
Ó mãe
Como é que se faz a comichão?
Errr... normalmente é uma impressão na pele, pode estar seca. (no caso era entre os dedos dos pés) Pode ser porque não secamos bem entre os dedinhos e aparecem fungos..
Não é nada, já sei, são as bactérias a fazerem cócegas!
Errr... normalmente é uma impressão na pele, pode estar seca. (no caso era entre os dedos dos pés) Pode ser porque não secamos bem entre os dedinhos e aparecem fungos..
Não é nada, já sei, são as bactérias a fazerem cócegas!
terça-feira, fevereiro 07, 2012
Hoje aconteceu uma coisa que nunca tinha acontecido
Eram três da manhã vai lá ao quarto, super desperto, a dizer que não conseguia dormir. O vento fazia muito barulho. O pai levou-o a fazer xixi e afinal até já tinha feito, mas nem se apercebeu. Estava tão desperto que falava sem parar, convencido de o vento arrancava árvores lá fora, o smart está lá fora mãe?, uma aflição. Levei-o à cozinha para ele ver que eram só árvores a abanar. Pediu (coisa que nunca fez, juro) para vir para o pé de nós, para a nossa cama. Hesitei (temos sempre receio de abrir um mau precedente) mas achei , sobretudo agora que a mana está a chegar, que não deve haver lugares proibidos para ele. E ele estava com medo. Deu-me miminhos, pediu festinhas, ainda quis conversar um bocadinho... e adormeceu. Passado um bocado, eu aflita porque não me conseguia mexer, fui levá-lo à cama a pé. Deitei-o, fiz-lhe algumas festinhas e ele só perguntou: se eu não conseguir dormir posso ir ter com vocês?
Acho que era isso que ele queria: a segurança de que estamos sempre lá para ele.
Acho que era isso que ele queria: a segurança de que estamos sempre lá para ele.
sábado, fevereiro 04, 2012
Ontem também se saiu com esta
(terá sido conversa da tal amiga que é fresca?)
- Mãe, tu és a minha mãe verdadeira?
(what?)
-Sim, porquê, tens dúvidas?
- Mãe, tu és a minha mãe verdadeira?
(what?)
-Sim, porquê, tens dúvidas?
Ao deitar
A conversa era outra:
Sabes quem foi o Almeida Garret? (é o patrono do agrupamento de escolas que frequenta).
Sei, era um escritor, e tu?
Também. Estivemos no ginásio a ouvir canções... e poemas dele sabias?
Muito bem.
Ele é vivo?
Não, já morreu há muitos anos.
Eu sei, morreu de crancro.
Ai é? Sim, primeiro caíram-lhe os cabelos e depois morreu (acho que isto é outra vez conversa das miudas que vêm novelas e ele acredita em tudo o que lhe dizem, como que a pedra que trazia no bolso era uma pupila de dinossauro... enfim)
As pessoas quando morrem nascem outra vez?
Não, filho... (bem na verdade depende do que cada um acredita... mas deixemos isso para outro dia pensei).
Pois é, as pessoas quando morrem transformam-se em pedra, depois vão para o centro da terra, derretem e transformam-se em lava! Ui, não quero que me aconteça isso (enquanto se enrosca nos lençois).
Que ideias, valhamedeus!
Sabes quem foi o Almeida Garret? (é o patrono do agrupamento de escolas que frequenta).
Sei, era um escritor, e tu?
Também. Estivemos no ginásio a ouvir canções... e poemas dele sabias?
Muito bem.
Ele é vivo?
Não, já morreu há muitos anos.
Eu sei, morreu de crancro.
Ai é? Sim, primeiro caíram-lhe os cabelos e depois morreu (acho que isto é outra vez conversa das miudas que vêm novelas e ele acredita em tudo o que lhe dizem, como que a pedra que trazia no bolso era uma pupila de dinossauro... enfim)
As pessoas quando morrem nascem outra vez?
Não, filho... (bem na verdade depende do que cada um acredita... mas deixemos isso para outro dia pensei).
Pois é, as pessoas quando morrem transformam-se em pedra, depois vão para o centro da terra, derretem e transformam-se em lava! Ui, não quero que me aconteça isso (enquanto se enrosca nos lençois).
Que ideias, valhamedeus!
Quase terminar o jantar
A televisão exepcionalmente acesa, manifestações no egipto, pais a conversar. Diz o Lourenço:
- Mãe, agora posso fazer perguntas?
(as pessoas estavam a fugir, era do incêndio, porque é que estavam zangadas, ...)
- Mãe, agora posso fazer perguntas?
(as pessoas estavam a fugir, era do incêndio, porque é que estavam zangadas, ...)
terça-feira, janeiro 31, 2012
Ia jurar
... que hoje de manhã, enquanto enchia com água a tigela onde ia fazer a papa e a punha no micro-ondas, ele disse:
Sou eu que faço essa trampa toda! (???)
Mas depois explicou, quando eu lhe pedi que repetisse
Sou eu que faço essa coisa da TEM-PE-RA-TU-RA! (ou seja, regular o tempo e carregar no botão).
Ufa!
Sou eu que faço essa trampa toda! (???)
Mas depois explicou, quando eu lhe pedi que repetisse
Sou eu que faço essa coisa da TEM-PE-RA-TU-RA! (ou seja, regular o tempo e carregar no botão).
Ufa!
Conhece todas as profissões da construção
Ladrilhador, pedreiro, canalizador, engenheiro... e também carapinteiro.
(e eu deixo-o dizer mal, porque é o que resta do meu bebé)
Fomos a Torres Vedras cortar o cabelo
Um dia explico porquê irmos tão longe. Já lá estávamos e perguntam-lhe (lembrando-se de um fascínio antigo) então, no caminho viste as ventoinhas? (pausa) O quê? as eólicas? (ventoinhas é para bebés pá...)
quarta-feira, janeiro 25, 2012
Mini-Polícia e sensibilidade social
Depois das obras e dos bombeiros, chegámos à fase polícia. Andava há que tempos a pedir-me um fato de polícia e eu acedi, primeiro porque se anda a portar lindamente, segundo porque o carnaval se aproxima e há que ser previdente. Ontem aproveitei e lá lhe comprei a máscara. Ai a alegria e felicidade. De peito cheio, pleno de orgulho, passou a noite a prender-nos com as algemas por termos feito asneiras. Mas o que eu gostei foi quando fingi roubar umas bananas e ele pergunta então roubou porquê? e eu respondi não tinha dinheiro... diz-me ele ah, és pobre? Era para comer? Pronto, coitadinha, então eu liberto-te, não fizeste por mal...
:)
:)
quarta-feira, janeiro 04, 2012
Lembrei-me de uma
Que revela que tem alguma consciência do seu mau feitio.
- Mãe, sabes que há umas pessoas que se portam muito pior do que eu. São os ladrões.
- Mãe, sabes que há umas pessoas que se portam muito pior do que eu. São os ladrões.
Sobre os sonhos
- Mãe, quando sonhamos desaparecemos?
(os sonhos às vezes são tão reais que parece que são a sério... mas não passa-se tudo no teu cérebro, enquanto estás aqui deitadinho)
...
- Mãe, os sonhos realizam-se?
(porquê, tu gostavas? - às vezes diz-me que sonha que é bombeiro a sério, ou polícia a sério, ou homem das obras a sério)
(os sonhos às vezes são tão reais que parece que são a sério... mas não passa-se tudo no teu cérebro, enquanto estás aqui deitadinho)
...
- Mãe, os sonhos realizam-se?
(porquê, tu gostavas? - às vezes diz-me que sonha que é bombeiro a sério, ou polícia a sério, ou homem das obras a sério)
A tal Joana deve ser fresca
- Mãe é verdade que as pessoas podem tomar uma pastilha e depois ficam grávidas?
Hoje desmanchamos-nos a rir ao jantar
- Sabes, no outro dia o avô da Joana morreu. Tinha 100 anos! (ena!) Ela convidou-me e não sei quê... (ai sim, é como se tivesse feito anos e fizesse uma festa...).
...
- Acho que a avó ficou muito triste e tal.
...
- Depois arranjou outro avô! E depois o outro avô acho que arranjou outra avó! (boa, ficam todos arrumadinhos)
lol
- eu estava a ser engraçado? era uma piada é?
...
- Acho que a avó ficou muito triste e tal.
...
- Depois arranjou outro avô! E depois o outro avô acho que arranjou outra avó! (boa, ficam todos arrumadinhos)
lol
- eu estava a ser engraçado? era uma piada é?
domingo, janeiro 01, 2012
O meu trabalhador
Completamente equipado. O brinquedo, já sabem, não sobreviveu à sua viagem inaugural à escola. Mas de lá, e porque o engenheiro responsável pelas obras lhe acha mesmo graça, já trouxe: um capacete a sério, um colete a sério (não faz mal parecer um vestido por ser enorme) e uns protectores de ouvidos a sério. Nada mal, mesmo assim.
quinta-feira, dezembro 29, 2011
Ontem
Primeiro dia de aulas depois do Natal:
1. Levou (com tanto orgulho) o seu martelo pneumático e, por maldade de um colega mais velho, regressou partido. Foi de tal forma que as monitoras falaram com os pais e garantiram-nos que vai ser reposto pelos pais do tal colega. Deve ter chorado tanto.
2. Os srs. das obras devem achar-lhe tanta graça que o chefe (o sr. (Eu)génio) lhe deu um capacete dos verdadeiros. E não lhe chamem trolha que ele responde imediatamente não sou nada, sou um trabalhador.
1. Levou (com tanto orgulho) o seu martelo pneumático e, por maldade de um colega mais velho, regressou partido. Foi de tal forma que as monitoras falaram com os pais e garantiram-nos que vai ser reposto pelos pais do tal colega. Deve ter chorado tanto.
2. Os srs. das obras devem achar-lhe tanta graça que o chefe (o sr. (Eu)génio) lhe deu um capacete dos verdadeiros. E não lhe chamem trolha que ele responde imediatamente não sou nada, sou um trabalhador.
segunda-feira, dezembro 26, 2011
É demasiado óbvio
Mas a mim até me surpreendeu. Muita conversa sobre o bebé e como ele já é crescido, quando na verdade ele quer certificar-se de que, in a way, ainda é o bebé da mamã. Ou pode ser de vez em quando.
* A minha mãe ofereceu-me um cesto cor-de-rosa e um pacote de fraldas de recém nascido. Assim que o viu o Lourenço quis arrumá-lo junto à sua cama e eu deixei. Até foi buscar mais umas coisas da mana e lá ficam guardadas no espaço que ele lhe reservou. Mas giro, giro foi, passado um bocado, e depois de ouvir restolhar de plástico no quarto enquanto tentava que dormisse um bocado à tarde, dar com ele abraçadinho ao pacote.
* A minha mãe ofereceu-me um cesto cor-de-rosa e um pacote de fraldas de recém nascido. Assim que o viu o Lourenço quis arrumá-lo junto à sua cama e eu deixei. Até foi buscar mais umas coisas da mana e lá ficam guardadas no espaço que ele lhe reservou. Mas giro, giro foi, passado um bocado, e depois de ouvir restolhar de plástico no quarto enquanto tentava que dormisse um bocado à tarde, dar com ele abraçadinho ao pacote.
segunda-feira, dezembro 19, 2011
Já sabe que o assunto não me interessa muito
Com um ar muito sério no carro:
- Mãe, posso falar de coisas de obras?
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Lourenço e as perguntas difíceis
Mãe, as coisas existem?*
* e eu percebi claramente o que quis saber: há as coisas materiais palpáveis e as coisas que só existem enquanto conceito ou fruto de imaginação. É como explicar deus. É mesmo difícil: explicar o que existe e não se vê.
* e eu percebi claramente o que quis saber: há as coisas materiais palpáveis e as coisas que só existem enquanto conceito ou fruto de imaginação. É como explicar deus. É mesmo difícil: explicar o que existe e não se vê.
Já percebi
Quando for grande o Lourenço quer ter uma profissão que envolva sirenes. Foi isso mesmo que me quis dizer:
- Mãe onde é que há sirenes?
- Bombeiros, polícias, senhores das obras (luzes amarelas nas máquinas e apitos diversos)
- E médicos
- Médicos?
- Sim, nas ambulâncias.
- Mãe onde é que há sirenes?
- Bombeiros, polícias, senhores das obras (luzes amarelas nas máquinas e apitos diversos)
- E médicos
- Médicos?
- Sim, nas ambulâncias.
1 kg de gente
É o tesouro que guardo na barriga. Começa finalmente a ser mais real nas nossas cabeças, embora sem o entusiasmo expectante da primeira vez. A vida corre depressa temos menos tempo para contemplar e pensar na vida e no que aí vem. O mano dá mimos e fala com ela (chama-lhe queridinha) mas hoje, depois de já ter pedido várias vezes, e depois de se portar mal, não quis ir connosco à consulta. Eu acho que foi um daqueles quero mas não quero, não sei como me devo sentir e deixa-me cá por o vosso amor à prova das minhas teimosias.
E eu a pensar na parte da tecnologia, que é verdadeiramente o que o fascina. É preciso (dar-lhe) tempo, suponho.
E eu a pensar na parte da tecnologia, que é verdadeiramente o que o fascina. É preciso (dar-lhe) tempo, suponho.
quarta-feira, dezembro 14, 2011
segunda-feira, dezembro 12, 2011
quinta-feira, dezembro 08, 2011
A escola
Tem cerca de 200 crianças. Mas na sexta feira, o capataz das obras chamou apenas o Lourenço e um amiguinho (que pelos vistos passam os intervalos agarrados às grades a observar as obras em curso) para entrarem numa escavadora e mexerem nas alavancas. Já os conhecia e acha-lhes graça.
Podem apenas imaginar o grau de felicidade desta criança naquele dia quando chegou a casa.
E eu posso apenas imaginar o grau de paixão que ele sente por esta coisa das obras.
sexta-feira, dezembro 02, 2011
Esta mãe
Sente um indisfarçável orgulho pela coragem e bom comportamento demonstrado no dentista. Nem uma lágrima, nem um grito. Só muitas (mas mesmo muitas) perguntas ao Dr. Luís que se podem resumir na seguinte: isto é tudo teu?
quinta-feira, novembro 24, 2011
Hoje também chegou o momento
Em que, sem pedir, insistir, obrigar, pegou no papel e limpou o seu próprio rabo.
Qualquer pessoa sabe que é o milestone mais aguardado a seguir ao dormir a noite toda :)
Estava a dar uma reportagem sobre sapatos...
... em que aparecia uma fábrica. De repente diz: ai até me faz chorar. Porquê? Porque é tão giro!
(ele emociona-se à vista de uma fábrica, senhores, uma fábrica!)
E o dia chegou
Em que no capuz do casaco (solto do dito) trazia uma minhoca e um bicho da conta para vir morar cá em casa. Aparentemente andavam a «salvar» bichos da aranha «gigante» que estava escondida algures.
sexta-feira, novembro 18, 2011
Mãe (ou pai, é indiferente)
Quando é que me compras o carrinho de mão, a pá e a pintarola?
Pintarola???
Sim, pintarola, aquela coisa para fazer buracos que tem assim um pau e depois tem uma coisa para cada lado...
Ah, queres dizer pi-ca-re-ta!
Sim, isso...
;)
sexta-feira, novembro 04, 2011
Ofereci-lhe um beyblade
Não costumo oferecer brinquedos da moda, mas este até é giro (é brincável, não é mono). Entretém-se imenso com aquilo e ao início dizia assim:
Mãe olha aqui a minha «lançativa»!
segunda-feira, outubro 17, 2011
Crescer
Levar duas vacinas (eu vou levar picas não é mãe?), e não verter uma lágrima (ó mãe, mas aquilo doi muito).
No fim ouvir mais uma vez: ele é muito curioso não é? (suspeito ter sido a insistência em querer ver a pica do princípio ao fim.)
quarta-feira, outubro 12, 2011
Também sugeriu
Que se chamasse Rita (outra amiga nova) ou Anteia (que é o nome da filha do Antão, o mago de uma história de que ele gosta muito)...
;)
Mais, hoje durante o banho disse-me: "Quando é que decidimos o nome? A Cátia com a barriga igual à tua já sabia como se chamava o bebé dela..." (ooops!)
Não é difícil perceber quem são as suas novas referências
Como é que gostavas que a mana se chamasse?
- Joana Franco*.
*Mãe sabes como se chama o sinal vermelho que a Joana tem na cara? «Jôma» (É angioma, Lourenço). Não é não, é «Jôma» que ela disse-me.
**Ainda a propósito da Joana, hoje chego lá e alguém me diz que o Lourenço é o namorado da Joana e mais, que deram um beijinho na boca. Pergunto-lhe e ele confirma: "di, hoje, ontem, depois de ontem e depois de ontem...".
Ainda está magoado.
- Mãe, quando estava em casa da tia ana/quando estavas em Berlim/quando estávamos nas férias/etc. tu já tinhas a mana na barriga?
-Sim...
-Então porque é que não me contaste!
Sabes mãe,
... Quando me contaste a novidade, eu fiquei muito irritado porque apanhei um grande suuuuusto! Mas agora já estou contente.*
* Pede para dar festinhas e recados. Para isso pediu-me para abrir a boca, deitar a língua de fora, "para ela ouvir melhor".
quarta-feira, setembro 28, 2011
Escola nova + novidade =
- "Mãe é verdade que os pais gostam de pôr a pilinha no pipi das mamãs?"
(ou o que sobra de uma conversa sobre como surgem os bebés... e ele não se fica com qualquer explicação)
Ao abandono
É como se encontra este espaço. Razões? Muitas... o trabalho, o quotidiano absorvente. Mas a vida continua e por aqui de que maneira. Do lado de cá do ecrã são tantas as novidades que nem sei por onde começar. Talvez por partes... a sequência é lógica e não propriamente cronológica.
1. Ao fim de um interminável mês de agosto, com as férias pelo meio, chegou setembro e com ele tantos desafios. O primeiro a escola nova que, concluo hoje, meteu mais medo aos pais que ao Lourenço. Na verdade, um dia fui lá para falar com a educadora uma vez que estaria no estrangeiro na primeira semana de aulas e encontrou alguns amigos no pátio e já nem quis entrar comigo. Lá ficou a brincar e já nem queria vir comigo para casa. Para o conv
encer prometi que no dia seguinte iria e assim foi. Deixei-o ficar no ATL e nem olhou para trás, e fez-me prometer que só o ia buscar de noite. Concluo que estava de facto sedento de brincadeiras. Na semana seguinte não foi (não estávamos cá) e só quando voltei iniciou o ano lectivo a sério. Até hoje nem uma lágrima, só uns abraços repetidos... e a educadora já me disse que é muito comunicativo e participativo (onde é que está o meu menino tímido que não gosta de mudanças?). Noto-o mais calmo, feliz, traz canções e lengalengas, brinca lá fora ao ponto de vir literalmente coberto de pó da cabeça aos pés. E eu aliviada, tão aliviada. A escola não é perfeita (nenhuma é) mas acho que vai ficar bem. Está de tal maneira que insiste em que quer ir para a escola sozinho (fica a 50 m)!
(foto do dia da mãe o ano passado)
2. A forma suave como se deu a transição encorajou-nos a dar-lhe uma novidade que esperava, já há algum tempo, o momento oportuno. Que ia ter uma mana (em princípio) na Primavera. A reacção foi, no mínimo, cómica. Primeiro desconfiou que estivéssemos a brincar. «Vocês estão a brincar...». Depois de perceber que não estávamos, ficou muito encarnado e disse: «mas eu não quero isso! estão a brincar não estão?». Já esperava na verdade, porque ele já tinha dito que queria ser três sempre e nunca quatro. Depois perguntou: «não podem dá-la a outra pessoa? ao Manel por exemplo... ele queria uma mana!». Expliquei que não podíamos, claro. Ficou a absorver a ideia e depois, ao longo do dia, repetiu várias vezes esta ideia de dar a mana a outra pessoa, nomeadamente os bombeiros que são bons e alternou milhares de perguntas (como, quando, porquê...) com estas: «ainda gostas de mim?» e «porque é que quiseste ter mais filhos?». Viu vídeos que mostravam como cresce o bebé na barriga, quis saber que história era essa da sementinha do papá e do ovinho da mamã, enfim Lourenço no seu melhor. No final do dia já dizia que ia gostar dela, que ela podia dormir na cama dele, que ia levantar-se de noite para a pôr a fazer xixi, e ia ensinar-lhe tudo sobre os bombeiros. No seu íntimo continua um bocado chateado, mas penso que é um processo que superará a seu tempo, sem dramas.
Acho que o que o seduziu verdadeiramente foi a ideia de ter, finalmente, alguém em quem mandar :)
terça-feira, agosto 30, 2011
segunda-feira, agosto 22, 2011
Long time no see.
Semanas sem escrever, logo nesta altura em que tanta coisa acontece. A melhor de todas as férias, claro.
Desta vez duas semanas inteiras terminadas ontem no Badoka com um filho que não queria voltar para casa nem por nada (vamos lá à casa só mais um bocadinho...).
Viemos mais bronzeados, a dispensar as braçadeiras na piscina, com menos dois dentes (em baixo), com horas de sono em défice, esvaziados de birras (espero mesmo, que o rapaz esticou-se e bem neste departamento), muitos gelados e brincadeiras (e asneiras em série também).
Balanço: tenho um filho difícil (to say the least), que tenta negociar até ao último instante, com alguma dificuldade em perceber que não somos exactamente do mesmo tamanho, que mima muito e se deixa mimar e que é curioso até à quinta casa (comentário unânime: este menino faz tantas perguntas!*). Espero mesmo que tempere o seu mau feitio com (a) inteligência.
*Sim, incluindo «porque é que tens pelos na cara?» à cozinheira de um dos turismos rurais onde estivemos.
segunda-feira, julho 25, 2011
Veio preto preto e cheio de saudades
De umas maravilhosas férias com os primos.
Obrigado à tia que se aventurou a ir sozinha com três piratas (uma das quais já crescidinha) para o algarve. :)
quarta-feira, julho 06, 2011
Ele acha que é mais velho do que os outros...
Porque já não tem um dente (o tal substituído por outro de leite) e já tem um a abanar.
No Pingo Doce remodelado,
Estava meia tonta à procura do rolo dos sacos, para o poder encher de pimentinhos padrão que são tanto do nosso apreço. O Lourenço, ar de enfado, de pé no carrinho, mão na cintura e a outra apontando, sai-se com esta:
- Ó jovem, estão ali, jovem!
(desmanchei-me a rir!)
domingo, junho 26, 2011
Lá no Algarve
Viu ao longe aquilo que parecia ser uma colónia de férias. Resposta pronta:
- Txinapá, aquela mãe teve imensos manos!
sexta-feira, junho 24, 2011
De modo que foi assim...
A meia-praia é perfeita quando está perfeita. E esteve sempre perfeita.
* e depois de uma tarde nisto, dormiu ininterruptamente na viagem de regresso a Lisboa.
* e depois de uma tarde nisto, dormiu ininterruptamente na viagem de regresso a Lisboa.
quarta-feira, junho 15, 2011
Finalmente percebi porque tem alguma resistência em ir para a escola à segunda feira
Sim, parte serão saudades dos pais e do fim-de-semana. Mas desta vez confessou:
-É que eu não quero fazer o desenho do fim de semana...
-Porquê?
-Porque não sei desenhar chapéus de sol... (tínhamos ido à praia)
- Não tens de saber fazer, fazes como sabes.
(espero que não seja perfeccionista nestas coisas, senão nem sequer experimenta fazer coisas diferentes só porque acha que não é capaz...)
terça-feira, junho 14, 2011
Na natação
Mãe, eu sei quantos anos vais fazer!
Ai sim, quantos?
Trinta e cinco! E depois, trinta e seis, trinta e sete, trinta e oito...
(pausa)
Quando chegares ao trinta e oito vais ser velhinha.... óoo eu não queria...
(pois eu também não, mas receio bem que não haja nada a fazer quanto a isso ;))
Depois de lhe mostrar onde era a China no globo
(queria que fosse comprar elásticos aos chineses) perguntou:
Ó mãe, e lá há mais pessoas?
Sabes lá tu quantas: são milhões!
(pausa e depois acrescenta, entusiasmado!)
E também têm dragões com asas que deitam fogo e animais biológicos, sabias?
:)
domingo, junho 12, 2011
Foi a uma quinta com a escola
E aprendeu imensas coisas. Tem vindo a partilhá-las aos poucos à medida que se lembra ou que o quotidiano o lembra. Uma das melhores foi esta.
- Mãe, eu sei de onde vêm os frangos!
(e eu pensei, boa, viu galinhas a sério!)
- E os patos? Sabes, os patos são feitos de frango por dentro! Tira-se uma pena e está lá frango!
:)
quarta-feira, junho 08, 2011
hoje foi um dia difícil
O Lourenço tem alguma dificuldade em controlar o mau génio e volta e meia excede-se e levanta a mão, chama alguns nomes (má e feia são alguns, mas há piores), ou atira com coisas só de raiva incontrolada. Depois arrepende-se imenso, mas já vai tarde. Hoje num dos seus acessos (não gosta de ser contrariado - no caso queria um snack composto por bolachas e pão com doce e eu expliquei-lhe que tinha de escolher entre os dois), depois de insistir e eu manter o meu não, deu um pontapé no saco do lixo e, por azar, voaram umas casquinhas e um caroço de nêspera que se espalharam no chão.
Disse-lhe calmamente que tinha de apanhar desse por onde desse e pronto, foi o fim. Que não queria, que não conseguia, que eu o ajudasse por favor que nunca mais voltava a fazer, que não queria pegar numa coisa pegajosa, etc e tal. Lágrimas, lágrimas, lágrimas... Às tantas digo-lhe: Lourenço, apanhas o que deitaste para o chão por favor e não inventes! Começa a lamuriar-se: E eu quero inventar e tu não me deixas... lágrimas, lágrimas, lágrimas e eu a rir por dentro.
Mais tarde perguntei-lhe se sabia o que era inventar e diz-me ele: é quando um menino deita lixo para o chão e depois quer apanhar com a televisão ou assim... Mais nada!
domingo, junho 05, 2011
Já deitado chama-me e pergunta:
Mãe, quando já tiveres muitos muitos anos, e fores muito velhinha eu vou ser crescido não é?
Sim...
Ah, está bem.
(silêncio)
*Às vezes pergunto-me que lógica tem o mundo na sua cabeça.
terça-feira, maio 24, 2011
E outra vez...
Mãe, quem foram as primeiras pessoas que viveram em Portugal?
Outra vez?
Mãe, em Portugal (ainda não contaste)...
here we go again
(hominideo-áfrica-espalhou-se pela europa-cavernas-instrumentos rudimentares-vestes feitas de peles...)
(ar espantado)
Mãe, então também não havia luzes!
Quis que lhe contasse a história da Pequena Sereia
Tenho uma versão ilustrada pela Lisbeth Zwerger - linda - que não é história para contar de uma vez.
Expliquei-lhe: esta história tem de ser aos bocadinhos porque é muito grande. Assentiu.
Já vamos na terceira noite. Às vezes pede mais uma página, outras pede para passar à frente as páginas sem ilustrações. Mas ainda não perdeu o interesse...
A ver se chegamos ao fim.
Mãe, tens um recado para dar!
Diz-me assertivo no carro a caminho da natação.
Tenho?
Sim, só ao Afonso e ao Guilherme.
E que recado é esse...
É que eles vêm comigo ao passeio com o cão (???)
Qual passeio?
Quando o snooker (cão da tia Susana) vier cá eles podem vir comigo. Mas só se ele já estiver sem aquela coisa (a coleira para não se coçar)...
(anda obcecado com animais de estimação: estará na hora de lhe comprar um peixe?)
segunda-feira, maio 23, 2011
Já a segunda vez
Que chego ao quarto e dou com ele a dormir com o Cacá (boneco preferido) enfiado debaixo da camisola.
Justificação: É para ele não ter frio mamã!
Justificação: É para ele não ter frio mamã!
domingo, maio 22, 2011
Não foi de mim que ouviu isto
blablablabla sabes o José Sócrates está morrido blablablabla acho que ele foi matado.
:)
segunda-feira, maio 16, 2011
Desenhos animados educativos
Chega lá ao quarto e alerta-nos:
- Não se pode poupar energia!!
- Não, Lourenço, deves querer dizer que tem de se poupar energia...
- Isso, não se pode é despoupar energia.
- Não se pode poupar energia!!
- Não, Lourenço, deves querer dizer que tem de se poupar energia...
- Isso, não se pode é despoupar energia.
quarta-feira, maio 11, 2011
quarta-feira, maio 04, 2011
O que é que o Lourenço quer quando for crescido?
Um carro?
Uma mota?*
Talvez venha a querer («quero ter muitas coisas no meu quarto ...»)
Mas não, o que ele quer mesmo, mesmo mesmo mesmo é...
txanananan
uma pistola de cola quente!
*update: afinal diz que vai comprar três motas, uma para ele, outra para o pai e uma para mim (sabes como mãe? de princesas!)
Sentado na bancada enquanto passo a ferro
Mãe, quando tu e o pai forem muito velhinhos depois vão morrer, não é?
Sim...
Então e depois? Depois eu fico sozinho?
Deitado na minha cama, acordado demasiado cedo
Mãe, eu sei como se chamam aqueles animais que têm umas coisas nas costas!
Ai é?
Sim, mamilos!
(gargalhadas)
Ó Lourenço, são camelos, ca-me-los!
sexta-feira, abril 29, 2011
Here we go again
-Quem é que foram as primeiras pessoas a nascer?
-O quê?
-Sim, a seguir aos senhores das obras terem acabado de construir as casas...
- Ó Lourenço, não foi assim tão simples: há quem acredite que foi Deus que fez o primeiro homem e a primeira mulher e há quem acredite que o homem resultou da evolução de uma espécie de macaco... Depois os primeiros homens não viviam em casas, viviam em cavernas. Foram aprendendo a fazer coisas cada vez mais difíceis até ser como é hoje.
Sobre os mistérios da vida (e da morte)
Encontrámos uma abelha rainha morta no chão, a caminho de casa da escola. Observámos e seguimos caminho, mas qualquer coisa ficou lá. À noite entrou uma traça para casa e depois de, infrutiferamente, a tentarmos espantar, lá tivemos de (como dizer...) matar.
Um drama:
Que a borboleta era da natureza e que a borboleta tinha mãe, que agora a mãe ia ficar muito triste, que a borboleta era tão querida e tão amiga dele... enfim. Nós somos pessoas horríveis (e de certa maneira fomos, mas a bicha estava maluca e não se ia embora nem por nada).
Ao deitar-se lembrou-se da abelha.
A abelha rainha tinha morrido porquê, e que se calhar o papá (o rei) estava triste, coitadinho.
E porquê e porquê e porquê...
terça-feira, abril 26, 2011
Lourenço e a «cena» da autoridade e da hierarquia
Como negociador nato que é, lá na cabeça dele acha que chegou a um compromisso com o qual é capaz de viver:
- Ok, vocês mandam em mim, mas eu mando em vocês, ok?
...
-Mãe, posso ser eu a mandar no meu quarto?
Mandei-o apanhar os papéis que tinha deixado no chão
- Ó mãe, posso fazer um conjunto* de papéis aqui no tapete?
*suponho que é matemática a funcionar...
quarta-feira, abril 20, 2011
Mãe
Vou dar-te um abraço como se fosse um pássaro a chocar os ovos.
(ou seja, quentinho e delicado... e foi)
:)
quarta-feira, abril 13, 2011
terça-feira, abril 12, 2011
Irresistível
Passado um bocado...
Ó mãe, quem é que nasceu primeiro?
Como?
Sim, quem é que nasceu primeiro...
(ó não, deus e darwin outra vez e a esta hora não...)
Mas quem, eu ou tu? Eu, claro...
Não, as primeiras pessoas...
(pausa, a pensar numa resposta - o processador está lento àquela hora)
Já sei mãe, quem nasceu primeiro foram os senhores das obras.
Porquê?
Porque tiveram de construir as cidades... nós não podíamos dormir na relva mãe, não é?
(por hoje estou safa!)
Anda uma mãe a criar um filho para isto
Hoje de manhã vai ter comigo à cama. Deita-se ao meu lado e começa logo com as perguntas. Abro um olho e suponho que não estivesse no meu melhor. Todavia, o comentário foi certeiro:
-Ó mãe tu já és velha? Tu também vais morrer? E os amigos? E o Buzz? (ai Lourenço que conversa...)
- ó mãe estás com uma cara esquisita. Precisas de pôr maquilhagem, precisas de pôr maquilhagem...
(...)
domingo, abril 10, 2011
Calhou ser na semana do FMI
Que se concentraram os preparativos para o grande dia: o 5º aniversário, tão desejado e ansiado (quando eu dormir já é a minha festa?).
Celebrar o presente e ao mesmo tempo temer o futuro é algo a que nos devemos ir habituando, suponho, mas não é disso que trata este post. Este post é sobre a alegria de um menino que já é «crescido». Que recebeu muitos presentes, apesar de não ser menino de pedir nenhum (só presentes no geral).
Que teve um sistema solar pendurado no tecto da sua festa, um bolo com um astronauta, muitas brincadeiras, um mural onde todos puderam desenhar. Até teve a sorte de ter uma amiga que não se importou de pintar todas as bochechas, com estrelas, foguetões, flores e borboletas. É sobre um menino que antes de dormir lembrou-se da promessa - não cumprida - da manhã: mãe, pai, ainda não demos o abraço de «gurpo»!
E o dia acabou assim abraçados: tão juntos e afinados como há cinco anos atrás.
quarta-feira, abril 06, 2011
Bem sei que virá por aí abaixo o FMI...
Mas all I care about é ver a felicidade do Lourenço na perspectiva do seu aniversário: amanhã já é sábado, mãe?
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