Quando quase corre para a passadeira, ou quase se debruça num corrimão, alerto:
-Olha que depois não há mais Lourenço!
- Depois morro, mãe?
-Sim, não há mais Lourenço!
- E depois volto para a tua barriga?*
*Já chegou a perguntar-me: e depois, mãe, compras outro?
sexta-feira, março 19, 2010
O fascínio do momento
São as fotos em que eu «tinha a barriga tão gorda».
Observa-as intrigado e pergunta insistentemente:
-Mas porque é que eu não nasci (ainda)?
Ou então pede:
-Mãe, posso cortar para ver por dentro?
Observa-as intrigado e pergunta insistentemente:
-Mas porque é que eu não nasci (ainda)?
Ou então pede:
-Mãe, posso cortar para ver por dentro?
segunda-feira, março 15, 2010
Mãe viste a estrela na caverna?
- Na caverna? Qual caverna?
- Estrela caverna mãe!
-Caverna, qual caverna, não estou a perceber!
- Ó mãe, estrela caverna, assim no céu!
-Ah, estrela cadente, queres tu dizer, estrela ca-den-te ....
(repeat after me)
- Estrela caverna mãe!
-Caverna, qual caverna, não estou a perceber!
- Ó mãe, estrela caverna, assim no céu!
-Ah, estrela cadente, queres tu dizer, estrela ca-den-te ....
(repeat after me)
terça-feira, março 09, 2010
Hoje (à mesa)
- Quem está doente* pode ir para o sofá!
*quando chegou a casa perguntou logo mãe, já passou a tua dor? ;)
*quando chegou a casa perguntou logo mãe, já passou a tua dor? ;)
domingo, fevereiro 28, 2010
Mãe
-Como é que a água é líquida? Explica-me.
(o estado da água varia com a temperatura, quando fica muito frio fica gelo, quando fica muito quente fica vapor)
-Como é que se faz o creme? Explica-me!
(há uma fábrica muito grande, onde há máquinas e pessoas que juntam os materiais como se fosse um cozinhado só que não é para comer e depois põem no frasco, embalam e levam para a farmácia onde o fomos comprar)
-E como é que se fazem os aquecedores? Explica-me!
(também é numa fábrica, mas numa diferente, os senhores trazem os materiais, põe-nos nas formas, e depois montam com as suas ferramentas)
-E os meninos como é que se montam os meninos? Explica-me!
(lol*)
*os meninos não se montam, crescem....
(o estado da água varia com a temperatura, quando fica muito frio fica gelo, quando fica muito quente fica vapor)
-Como é que se faz o creme? Explica-me!
(há uma fábrica muito grande, onde há máquinas e pessoas que juntam os materiais como se fosse um cozinhado só que não é para comer e depois põem no frasco, embalam e levam para a farmácia onde o fomos comprar)
-E como é que se fazem os aquecedores? Explica-me!
(também é numa fábrica, mas numa diferente, os senhores trazem os materiais, põe-nos nas formas, e depois montam com as suas ferramentas)
-E os meninos como é que se montam os meninos? Explica-me!
(lol*)
*os meninos não se montam, crescem....
terça-feira, fevereiro 23, 2010
Do dia dos namorados:
Ser amigo é:
- dar beijinhos e abraços
- não bater
- não chamar feios* aos pais
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Quando quer mais uma bolacha, um doce, uma fruta diz
- Ó mãe, a minha barriguinha está a pedir!
(não sou eu que sou guloso o que é que julgas)
(não sou eu que sou guloso o que é que julgas)
Não escrevo
Há imenso tempo. Justificações não tenho. Verdadeiramente impeditivas pelo menos. Aconteceu imensa coisa (doutorei-me, uma irmã a passar um momento menos bom, trabalho a rodos para não variar). Faltou-me a vontade, é isso, deu-me preguiça e com isso roubo-lhe recordações. O que não é justo, claro.
A nossa vida corre (literalmente) depressa. E ele cresce a olhos vistos, cada dia com mais perguntas e curiosidades. Cimenta as suas paixões (escavadoras, gruas, máquinas em geral). Delicia-nos com graças e massacra-nos com birras. Enfim, tudo normal.
Não me vou esquecer, porém, do que me disse na véspera da defesa. Eu disse-lhe que tinha de ir a um sítio mostrar a uns senhores que o meu livro estava bem feito. Olhou para mim (estava sentada na cama dele) e disse:
- Olha mãe, chegas lá e dizes aos senhores que és uma princesa*.
* percebi logo que só podia correr bem.
A nossa vida corre (literalmente) depressa. E ele cresce a olhos vistos, cada dia com mais perguntas e curiosidades. Cimenta as suas paixões (escavadoras, gruas, máquinas em geral). Delicia-nos com graças e massacra-nos com birras. Enfim, tudo normal.
Não me vou esquecer, porém, do que me disse na véspera da defesa. Eu disse-lhe que tinha de ir a um sítio mostrar a uns senhores que o meu livro estava bem feito. Olhou para mim (estava sentada na cama dele) e disse:
- Olha mãe, chegas lá e dizes aos senhores que és uma princesa*.
* percebi logo que só podia correr bem.
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Está numa fase terrível
De birras atrás de birras. Mau génio e ataques de fúria. E, pelos vistos, na escola o comportamento também já viu melhores dias.
É nestas alturas que me pergunto mais vezes se estou a agir bem (sabendo que me tira do sério de uma forma que julgava não saber possível). Muitas vezes não estarei, mas em tudo isto, só uma certeza: não me verga. Pode chorar, espernear e gritar o quiser.
Para os próximos dias: stay cool and calm é o meu mantra
É nestas alturas que me pergunto mais vezes se estou a agir bem (sabendo que me tira do sério de uma forma que julgava não saber possível). Muitas vezes não estarei, mas em tudo isto, só uma certeza: não me verga. Pode chorar, espernear e gritar o quiser.
Para os próximos dias: stay cool and calm é o meu mantra
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
terça-feira, janeiro 26, 2010
Manhas para pedir colo
Depois do «estou quase cansado...» e do «é para te dar miminhos» saiu-se com esta:
- Ó mãe, os meus pés não gostam de mim...
- Porquê?
- Porque não querem andar...
lol
- Ó mãe, os meus pés não gostam de mim...
- Porquê?
- Porque não querem andar...
lol
No carro, na conversa com a minha irmã
- Falem mais baixo que já me doi a cabeça*!
;)
* às vezes também nos manda falar mais baixo que quer dormir, logo a seguir a deitar.
;)
* às vezes também nos manda falar mais baixo que quer dormir, logo a seguir a deitar.
Pediu um bolo de arroz
- Sabes quando eu era da tua idade também comia sempre um bolo de arroz.
-E arroz doce?
- Também. O meu pai é que gostava muito de arroz doce.
- Ele já morreu, não é (já lhe tinha dito uma vez...).
-Sim.
-Porquê?
- Olha, porque estava muito doente e já era velhinho...
- Porquê? Não secou o cabelo foi?
-E arroz doce?
- Também. O meu pai é que gostava muito de arroz doce.
- Ele já morreu, não é (já lhe tinha dito uma vez...).
-Sim.
-Porquê?
- Olha, porque estava muito doente e já era velhinho...
- Porquê? Não secou o cabelo foi?
Atelier, guarda chuva e gruas de brincar
Foi assim o nosso fim de semana. Um atelier de música na Gulbenkian, com umas senhoras muito new age a cantar canções do mundo com voz fininha (sim, cantei em hebraico) e instrumentos de madeira para experimentar (melhor parte).
Trouxemos um guarda chuva da Gulbenkian, giro giro, logo agora que deixou de chover. Vá lá que o experimentou no sábado (foi um sarilho para o tirar da chuva e arrastá-lo para o alpendre).
No domingo foi o delírio total no Pavilhão do Conhecimento na companhia do primo. Já andava há uns tempos para lá ir e, na verdade, aquilo é perfeito para ele. Para além das experiências, tem a casa inacabada, um estaleiro em miniatura, com uma grua, tijolos, portagem, capacetes. Ficou tão histérico e feliz como nunca o tinha visto: deu pulinhos de felicidade e correu para lá esgueirando-se pela vedação. Só depois consegui convencê-lo a entrar pela porta. Lá ficou em construções mil, a operar a grua, a fazer muros e a dar ordens aos outros meninos de mão na cintura.
À saída, enquanto caminhávamos para o carro, pediu colo (costuma pedir, diz que está quase cansado). Desta vez disse (e devia ser verdade): «colo, mãe, doem-me as perninhas!»

Trouxemos um guarda chuva da Gulbenkian, giro giro, logo agora que deixou de chover. Vá lá que o experimentou no sábado (foi um sarilho para o tirar da chuva e arrastá-lo para o alpendre).
No domingo foi o delírio total no Pavilhão do Conhecimento na companhia do primo. Já andava há uns tempos para lá ir e, na verdade, aquilo é perfeito para ele. Para além das experiências, tem a casa inacabada, um estaleiro em miniatura, com uma grua, tijolos, portagem, capacetes. Ficou tão histérico e feliz como nunca o tinha visto: deu pulinhos de felicidade e correu para lá esgueirando-se pela vedação. Só depois consegui convencê-lo a entrar pela porta. Lá ficou em construções mil, a operar a grua, a fazer muros e a dar ordens aos outros meninos de mão na cintura.
À saída, enquanto caminhávamos para o carro, pediu colo (costuma pedir, diz que está quase cansado). Desta vez disse (e devia ser verdade): «colo, mãe, doem-me as perninhas!»

quinta-feira, janeiro 21, 2010
Filho (ou como manter as coisas no seu devido lugar!)
- Que conselhos me dás para a apresentação de doutoramento?
- Doutor médico?
- Não, doutoramento.
- É dos dentes?
- Não, é uma coisa lá da universidade...
- Sporting?
(não, mas é lá perto...)
- Doutor médico?
- Não, doutoramento.
- É dos dentes?
- Não, é uma coisa lá da universidade...
- Sporting?
(não, mas é lá perto...)
segunda-feira, janeiro 18, 2010
No outro dia
Pediu um beijinho aos pais, que foi dado na hora e ao mesmo tempo:
- Que lindos! Vou comprar uma grua a vocês, vou comprar três gruas, uma para a mamã, uma para o papá, e outra para mim!
- Ai vais? E como é que vais comprar, conta lá...
(pausa)
- Claro (que ele pronuncia como claio), que têm de vir comigo... Eu não consigo conduzir!
- Que lindos! Vou comprar uma grua a vocês, vou comprar três gruas, uma para a mamã, uma para o papá, e outra para mim!
- Ai vais? E como é que vais comprar, conta lá...
(pausa)
- Claro (que ele pronuncia como claio), que têm de vir comigo... Eu não consigo conduzir!
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Do ritual de dormir
Além das histórias (duas por vezes), de pedir água, de chamar vinte vezes e não raras vezes se pôr com birras de última hora, fazem parte o chamar para dar abraços, dizer que gosta de mim (ou do pai) e/ou lemnbrar-nos que «ainda não te disse um segredo». O de ontem era:
- Vou dizer ao Pai Natal* que quero gosto de uma grua e uma Hello Kitty.
(como disse a Guida, vá lá que não pediu uma grua da Hello Kitty...)
*Anda triste com o desaparecimento das luzes das montras e dos enfeites de Natal... essa coisa de agora o Natal é só no fim do ano não lhe diz (naturalmente) nada.
- Vou dizer ao Pai Natal* que quero gosto de uma grua e uma Hello Kitty.
(como disse a Guida, vá lá que não pediu uma grua da Hello Kitty...)
*Anda triste com o desaparecimento das luzes das montras e dos enfeites de Natal... essa coisa de agora o Natal é só no fim do ano não lhe diz (naturalmente) nada.
Em casa dos amigos
Na casa de banho, sentado na sanita, fazendo um esgar de aborrecimento:
- Ai, estou aqui à horas (hóias, porque é trapalhão e não diz os «r's»)!
(ri-me da gracinha, claro, que engraçado, giro e fofo que é...)
- Vá, agora vai lá dizer às pessoas (pessoias)! (???!!!???)
(com que então as crianças são inocentes e ingénuas...)
- Ai, estou aqui à horas (hóias, porque é trapalhão e não diz os «r's»)!
(ri-me da gracinha, claro, que engraçado, giro e fofo que é...)
- Vá, agora vai lá dizer às pessoas (pessoias)! (???!!!???)
(com que então as crianças são inocentes e ingénuas...)
quarta-feira, janeiro 06, 2010
For the record
A primeira vez no cinema foi domingo e o filme Planeta 51. A fixação com que viu o bee movie (ainda que só uma parte) fez-me crer que estava preparada.
Adorou as luzes, a televisão gigante, a companhia da vizinha (a quantidade de festinhas que lhe deu) e sobretudo, os sinais luminosos com as letras das filas. Gostou tanto destes últimos que a dada altura quis sentar-se nas escadas para lhes tocar como se fossem botões. Quis ir à casa de banho a meio e teve alguma dificuldade em manter-se sentado o tempo inteiro. Definitivamente ele não vidra com a televisão. Do filme lembra-se de algumas coisas, mas de facto o universo alienígena é ainda um conceito um bocado abstracto. Ele ainda se fixa nas coisas que conhece e domina (abelhas e flores é, nesse aspecto, um universo vagamente familiar).
A repetir, com melhores filmes espero.
Adorou as luzes, a televisão gigante, a companhia da vizinha (a quantidade de festinhas que lhe deu) e sobretudo, os sinais luminosos com as letras das filas. Gostou tanto destes últimos que a dada altura quis sentar-se nas escadas para lhes tocar como se fossem botões. Quis ir à casa de banho a meio e teve alguma dificuldade em manter-se sentado o tempo inteiro. Definitivamente ele não vidra com a televisão. Do filme lembra-se de algumas coisas, mas de facto o universo alienígena é ainda um conceito um bocado abstracto. Ele ainda se fixa nas coisas que conhece e domina (abelhas e flores é, nesse aspecto, um universo vagamente familiar).
A repetir, com melhores filmes espero.
Ó mãe
- Lembraste quando estava a chover brasil?
- Brasil?
- Sim, chovia pedras de gelo e tudo!
- Ah, granizo, queres tu dizer, chovia GRA-NI-ZO.
(risos)
- Pois era mãe, é que já não me lembro... granizo.
(só não percebo a semelhança entre brasil e granizo, mas vá...)
- Brasil?
- Sim, chovia pedras de gelo e tudo!
- Ah, granizo, queres tu dizer, chovia GRA-NI-ZO.
(risos)
- Pois era mãe, é que já não me lembro... granizo.
(só não percebo a semelhança entre brasil e granizo, mas vá...)
Ano novo
Ainda sem idade para resoluções de ano novo, mantêm-se um rapaz de feitio difícil e obstinado. Mas tão terno e meigo que custa a crer que é o mesmo rapaz. As birras em que testa os limites (da paciência, entre outros limites) continuam, mas parece-me que começa a perceber que não tem lá muita sorte. Já lhe disse várias vezes (é melhor não repetir demasiado, porque não tarda nada começa a usar isso contra mim) que «não me hás de vergar!». E não verga mesmo. E, na verdade, apesar de não ser agradável, tenho sentido uma força enorme nessa resolução (que ele não me há de vergar dê lá por onde der). Enervo-me menos, aguento o embate, os ataques de fúria e as lágrimas com a serenidade possível e espero que lhe passe, mostrando com castigos que a vida não é como ele quer.
Por isso a frase que marca o seu final de ano é mesmo: «mas eu quero!». E a que marca o meu é: «quem manda aqui sou eu!»
Por isso a frase que marca o seu final de ano é mesmo: «mas eu quero!». E a que marca o meu é: «quem manda aqui sou eu!»
sábado, dezembro 26, 2009
Pinheiro update
O tipo está depenado, as folhas caem que nem tordos e não sei se reguei demais ou de menos. Com as pessoas a passar estes dias então, foi o descalabro. No outro dia até lacrimejei, achando que estava a matar a árvore.
Esta experiência talvez tenha sido uma forma de dizer que a minha vocação é mesmo cuidar de pinheiro de plástico.
Agora é fazer um countdown até dia 7 (data da devolução do dito).
Skiping in.
O skype e as webcams permitiram que partilhássemos um pouco da consoada com parte da família sedeada na Alemanha (o sobrinho neto fez ontem um ano!). A neve que o Lourenço tanta esperança tinha de ver chegar com o Natal (Ó mãe, no Natal neva...!) lá apareceu por via do ecrã, segura nas mãos das tias (ó mãe, afinal parece gelo!).
Depois, tendo o Pai Natal já passado por lá, disseram ao Lourenço que o tinham mandado directo para cá. Assim se estabeleceram pontes sobre os milhares de quilometros que nos mantém afastados nesta época (em que nos custa especialmente a distância).
Enfiou
O dedo no pacote do açúcar. Lambeu e disse:
-Mãe, este sal é bué* da bom!
*palavra recorrente em expressões como bué da avariado, bué da fixe e quejandos.
O pai natal é mesmo meu amigo.
A véspera de Natal foi passada em constante birra com intervalo para a sesta. A excitação é demasiada, mas a fase é de afirmação extrema da personalidade, pelo que a primeira coisa que lhe sai da boca é sempre um rotundo não. Enfim, lá foi ajudando aqui e ali, sempre à espera do Pai Natal que «estava a demorar muito imenso tempo».
Chegada a hora, deixámos os sacos lá fora e tocámos à campainha. Ele foi abrir e a cara dele de espanto é indescritível. Sem surpresa, o que gostou mais foi da retro-escavadora que valeu pulinhos de alegria e um sentido «o pai Natal é mesmo meu amigo!». Na verdade aquilo tinha-lhe bastado. Nem ao cilindro ligou muito. Desde então que dorme agarradinho à pá da escavadora (cada miúdo a sua mania).
De resto tem brincado com tudo: divide o seu tempo pelas brincadeiras e diga-se de passagem que com o Natal, tem agora uma autêntica frota de veículos para obras, de várias escalas e qualidades. Assim uma espécie de Soares da Costa caseira ou assim.
No dia de Natal, já com a presença dos primos e da Daniela tive o gosto de os ver brincar os quatro à mesma coisa. Com idades que vão dos três aos doze não deixa de ser obra.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Boas Festas em cantorias
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Carinha marota
Sempre que ouve o cd lembra-se do senhor cantor e reconhece as canções que ouviu no teatro. Lembrava-se inclusivamente que o músico tinha calças brancas, coisa que confirmei depois nas fotos.
É um observador*.
* Num livro perguntou imediatamente porque é que numa página a vela de um barco estava levantada, e na seguinte não estava. Tive de ir ver, porque apesar de ser o livro do momento (O sapo é um herói) nunca tinha reparado.
Ainda no Centro Comercial
A primeira interacção com um Pai Natal (diga-se de passagem que o deixou desconfiado, aquelas barbas não lhe pareceram verdadeiras, suspeito).
Entrou na casinha, só se enrolou nas minhas pernas moderadamente. O Pai Natal quis interagir com ele cumprimentando-o e dando a mão para um passou bem.
-Olá, como te chamas blablabla, dá cá um passou bem.
(pausa e olhar desconfiado do Lourenço para a mão enluvada)
-Não, está suja.
(e não é que estava imunda de tintas que os miudos levam dos desenhos que estiveram a fazer cá fora?)
Entrou na casinha, só se enrolou nas minhas pernas moderadamente. O Pai Natal quis interagir com ele cumprimentando-o e dando a mão para um passou bem.
-Olá, como te chamas blablabla, dá cá um passou bem.
(pausa e olhar desconfiado do Lourenço para a mão enluvada)
-Não, está suja.
(e não é que estava imunda de tintas que os miudos levam dos desenhos que estiveram a fazer cá fora?)
O Lourenço
Não liga muito à roupa. Não pede coisas especiais, não faz fitas com o que escolhemos, com excepção raras em relação às cuecas das escavadoras ou do faísca. Constatando que lhe sobrava apenas um par de sapatos que lhe servisse (dos dois que estavam a uso) fomos comprar uns, já adivinhando que seria uma fita porque ele não gosta de coisas novas.
Na loja escolho dois ou três pares para ele experimentar. Ele olha para uns (os mais giros por acaso) e diz:
- Mãe isso são umas botas?
-São, por acaso são?
- Posso levar? O Gonçalo tem umas botas e eu também quero.
(?????)
-Tens de experimentar.
Experimentou e já nem quis tirar. Ficou tão orgulhoso e vaidoso! Noutra loja tentei comprar uns ténis, mas nem pensar em tirar as suas botas para experimentar os ténis, gritou-me imediatamente:
-Eu quero estes, eu levo estes, eu só quero estes!
Na loja escolho dois ou três pares para ele experimentar. Ele olha para uns (os mais giros por acaso) e diz:
- Mãe isso são umas botas?
-São, por acaso são?
- Posso levar? O Gonçalo tem umas botas e eu também quero.
(?????)
-Tens de experimentar.
Experimentou e já nem quis tirar. Ficou tão orgulhoso e vaidoso! Noutra loja tentei comprar uns ténis, mas nem pensar em tirar as suas botas para experimentar os ténis, gritou-me imediatamente:
-Eu quero estes, eu levo estes, eu só quero estes!
No parque de estacionamento
- Ó mãe conduzes tão bem!
-O quê?
-Conduzes bem, assim com as rodas a rodar...
(pronto, está bem!)
-O quê?
-Conduzes bem, assim com as rodas a rodar...
(pronto, está bem!)
Faz demasiado tempo
Que não escrevo. Logo agora que está tão engraçado, sempre com observações oportunas e surpreendentes. Também anda birrento e maniento, mas isso já é costume.
Canta imenso, pergunta tudo, anda fascinado com o Natal. Está verdadeiramente crescido o que é bom, mas assustador. Já pouco resta do bebé Lourenço.
Repete muito, para nosso prazer:
«Gosto muito de ti. És linda!».
Canta imenso, pergunta tudo, anda fascinado com o Natal. Está verdadeiramente crescido o que é bom, mas assustador. Já pouco resta do bebé Lourenço.
Repete muito, para nosso prazer:
«Gosto muito de ti. És linda!».
terça-feira, dezembro 01, 2009
Não sei se não acabei
Por comprar o maior pinheiro que lá havia. É que, olhando agora para ele já montado, vejo como é mesmo grande e volumoso.
Tudo isto porque, inspirada pela Ana Rute, fui comprar um pinheiro verdadeiro ao IKEA, com a promessa de que será replantado. Mas quase desisti. Não fosse o entusiasmo do pequeno, meu companheiro nas aventuras de fim de tarde, juro que desistia. Eram pesadíssimos, picavam e estavam numas caixas com outros por cima. Logo se esvaiu o espírito natalício. Na verdade, não percebo nada de pinheiros. Não sei como ver se são bons, se estão bons, como é que devem parecer. Ideia peregrina portanto. Como não sou de desistir, lá comprei, praguejando entredentes, e trouxe-o a custo para casa. Os transtornos causados pelo pinheiro não ficam, porém, por aqui.
Com a excitação de fazer a árvore, o Lourenço acordou mais cedo hoje (note to self: nunca anunciar programas para o dia seguinte, acorda sempre mais cedo com o sentido na promessa da noite anterior). Depois de nos chatear até à medula, teve mesmo de esperar por depois da sesta que a manhã serviu para montar a árvore num vaso (mais um elemento a ajudar à categoria de «ideia peregrina». Depois, revelou-se um ajudante diligente, algo apressado, mas muito entusiasmado, sobretudo com as luzes. No fim, sentámos-nos os dois no tapete a mirar a obra.
- Está linda, mãe.
E pronto, fiz as pazes com o pinheiro.
Tudo isto porque, inspirada pela Ana Rute, fui comprar um pinheiro verdadeiro ao IKEA, com a promessa de que será replantado. Mas quase desisti. Não fosse o entusiasmo do pequeno, meu companheiro nas aventuras de fim de tarde, juro que desistia. Eram pesadíssimos, picavam e estavam numas caixas com outros por cima. Logo se esvaiu o espírito natalício. Na verdade, não percebo nada de pinheiros. Não sei como ver se são bons, se estão bons, como é que devem parecer. Ideia peregrina portanto. Como não sou de desistir, lá comprei, praguejando entredentes, e trouxe-o a custo para casa. Os transtornos causados pelo pinheiro não ficam, porém, por aqui.
Com a excitação de fazer a árvore, o Lourenço acordou mais cedo hoje (note to self: nunca anunciar programas para o dia seguinte, acorda sempre mais cedo com o sentido na promessa da noite anterior). Depois de nos chatear até à medula, teve mesmo de esperar por depois da sesta que a manhã serviu para montar a árvore num vaso (mais um elemento a ajudar à categoria de «ideia peregrina». Depois, revelou-se um ajudante diligente, algo apressado, mas muito entusiasmado, sobretudo com as luzes. No fim, sentámos-nos os dois no tapete a mirar a obra.
- Está linda, mãe.
E pronto, fiz as pazes com o pinheiro.
Top 5 de frases mais repetidas cá em casa
- Não mexas.
-Está quieto.
-Já te disse que não é para mexer.
-Sai daí/daqui.
-Quantas vezes é preciso dizer para não mexeres em tudo.
*Na escola a alcunha dele é mãozinhas. É um desespero (principalmente em dia feriado em que não saiu de casa).
-Está quieto.
-Já te disse que não é para mexer.
-Sai daí/daqui.
-Quantas vezes é preciso dizer para não mexeres em tudo.
*Na escola a alcunha dele é mãozinhas. É um desespero (principalmente em dia feriado em que não saiu de casa).
quinta-feira, novembro 26, 2009
Entremear
Momentos de pura felicidade...
Oferecer um cilindro (daquele das estradas) pequenino, que estava à venda na caixa do supermercado (és linda mãe).
... com momentos de puro terror:
Acordar espavorida às sete e pouco, com a criança aos gritos porque perdeu o cilindro (fez questão de dormir com ele).
Rais parta mais o cilindro!
*Lembrei-me logo do meu sobrinho que insistia em dormir agarrado a uma espada de um boneco da playmobil (a sua loucura eram as espadas) e depois acordava a meio da noite desesperado porque, naturalmente, já não sabia onde ela estava. A ternura em vê-lo agarrado a um objecto tão pequenino, logo se convertia em desespero...
Oferecer um cilindro (daquele das estradas) pequenino, que estava à venda na caixa do supermercado (és linda mãe).
... com momentos de puro terror:
Acordar espavorida às sete e pouco, com a criança aos gritos porque perdeu o cilindro (fez questão de dormir com ele).
Rais parta mais o cilindro!
*Lembrei-me logo do meu sobrinho que insistia em dormir agarrado a uma espada de um boneco da playmobil (a sua loucura eram as espadas) e depois acordava a meio da noite desesperado porque, naturalmente, já não sabia onde ela estava. A ternura em vê-lo agarrado a um objecto tão pequenino, logo se convertia em desespero...
Ontem depois de voltar do supermercado
Pai: Então, onde é que foste?
Lourenço (trauteando): Pingo doce, venha cá!*
*Lavagem cerebral, só pode.
Lourenço (trauteando): Pingo doce, venha cá!*
*Lavagem cerebral, só pode.
domingo, novembro 22, 2009
Distribuição universal de mimos
Para o pai:
-És um querido. És meu amigo? Gosto muito de ti.
Para a mãe:
-És uma linda!
-És um querido. És meu amigo? Gosto muito de ti.
Para a mãe:
-És uma linda!
quarta-feira, novembro 18, 2009
Não queria sair de casa hoje
Entre soluços:
-Mas que quero ficar ali a brincar à vontade*!
* Vá lá que não acrescentou, como já tem feito, mas tu prometeste!
-Mas que quero ficar ali a brincar à vontade*!
* Vá lá que não acrescentou, como já tem feito, mas tu prometeste!
Absorve tudo
Às vezes são expressões que eu lhe digo muito:
Desculpa lá, mas eu quero, já disse, ou em alternativa, sou eu que mando* (sim, está bem, deves ter muita sorte, deves).
As lições ecológicas em grande destaque:
-Ó mãe apaga a luz, tem de se apagar porque a luz é preciosa, não é pai?
Mas as aulas de inglês também produzem efeito papagaio num ápice:
-Ó mãe isso agora fica blue?
*Hoje ouvi-o bufar e dizer bolas, tal e qual como certa e determinada pessoa se queixa de um filho teimoso.
Desculpa lá, mas eu quero, já disse, ou em alternativa, sou eu que mando* (sim, está bem, deves ter muita sorte, deves).
As lições ecológicas em grande destaque:
-Ó mãe apaga a luz, tem de se apagar porque a luz é preciosa, não é pai?
Mas as aulas de inglês também produzem efeito papagaio num ápice:
-Ó mãe isso agora fica blue?
*Hoje ouvi-o bufar e dizer bolas, tal e qual como certa e determinada pessoa se queixa de um filho teimoso.
terça-feira, novembro 17, 2009
Mais um para acrescentar à lista

Este, por todas as razões e mais algumas.
*Hoje perguntou-me se havia duas luas, que sim, que tinha visto e que à noite apareciam. Deve ter sonhado, mas para ele é tudo verdade. Bem dizem os livros que nesta idade é difícil distinguir o mundo da fantasia da realidade (daí os medos, também, os «monstros são bem reais e possíveis»).
segunda-feira, novembro 16, 2009
A cada criança as suas obsessões
Falávamos do nosso amigo Pedro e a sua obsessão pelos animais (em especial os flamingos). E tu qual é o teu animal favorito?
-A escavadora.
;)
-A escavadora.
;)
Quando deixou a chucha
Tivemos dificuldade em manter a rotina de dormir. Mais carente e choroso, exigia a nossa presença e demorava séculos a adormecer. No espaço de poucos meses (que pareceram muitos) a coisa estabilizou. Há história(s) escolhidas, há conversa breve, há sempre festinhas. Tem de haver, ritualmente, uma sucessão de boas noites, bons sonhos e sonhos cor-de-rosa (como num livro de que ele gosta). Ultimamente há também o cantarolar. Fica lá na penumbra e canta até adormecer.
Isto e as birras que quase já não faz, a barriga de bebé que de súbito desapareceu, só mostram como está de facto imensamente crescido.
Isto e as birras que quase já não faz, a barriga de bebé que de súbito desapareceu, só mostram como está de facto imensamente crescido.
A folhear um daqueles catálogos de Natal
(muito contente a pedir que lhe compre isto e aquilo)
- Agora vamos ver as «vinkssss»
-O quê?
- As vinkssss.
-O que é isso? (eu sei que ele nunca viu as winxs)
-É de meninas.
-E o que é que é de meninos?
-As motas e os triciclos... as escavadoras... é de meninos.
E assim se aprendem os preconceitos e os estereótipos. Antes que dêmos conta deles eles já lá estão.
- Agora vamos ver as «vinkssss»
-O quê?
- As vinkssss.
-O que é isso? (eu sei que ele nunca viu as winxs)
-É de meninas.
-E o que é que é de meninos?
-As motas e os triciclos... as escavadoras... é de meninos.
E assim se aprendem os preconceitos e os estereótipos. Antes que dêmos conta deles eles já lá estão.
terça-feira, novembro 10, 2009
Vim da Grécia afónica
-Ó mãe porque é que estás a falar assim?
-Estou rouca (num sussurro)...
-Estás louca, é?
-Não (risos), estou Rou-ca (mas a pensar que também sou um bocado louca de facto).
:)
-Estou rouca (num sussurro)...
-Estás louca, é?
-Não (risos), estou Rou-ca (mas a pensar que também sou um bocado louca de facto).
:)
Não lhe trouxe
A escavadora com uma pá à frente e uma atrás como ele queria. Trouxe-lhe uma camisola, alperces e figos secos que lhe dei logo quando o vi de manhã. Só ontem à noite é que me lembrei da esponja (de Kalymnos).
Quando cheguei à casa de banho e a viu: ó mãe eu gosto tanto de ti, tu compras-me esponjas e muitas coisas. És mesmo lindinha!
lol.
Quando cheguei à casa de banho e a viu: ó mãe eu gosto tanto de ti, tu compras-me esponjas e muitas coisas. És mesmo lindinha!
lol.
Das saudades
Ao telefone, eu em pleno teatro de Epidauro, e ele: mãezinha? ó mãezinha, enquanto beijocava sonoramente o telemóvel.
:)
:)
segunda-feira, novembro 02, 2009
Ele tem
Uma coisa que eu nunca tive: vizinhos da mesma idade com quem brincar. Ele até tem mais do que um, sendo que andam todos na mesma escola. Este fim de semana foi até se cansarem um do outro, jardim de manhã, almoço no restaurante, tarde na esplanada, sesta no carro, banho em casa e, finalmente, casa, que já não os podíamos aturar de tão cansados e birrentos.
É bom poder seguir de chinelos e pijama para casa, à distância de dois lanços de escada. :)
É bom poder seguir de chinelos e pijama para casa, à distância de dois lanços de escada. :)
Acho que é de registar
O facto de um mês e meio depois ter começado finalmente a fazer a breve aula de ginástica antes da piscina. Eram sempre umas fitas de meia noite em que, entre outras coisas, exigia que fizesse tudo com ele basicamente colado a nós. Já não sei o que lhe prometemos desta vez (ir lavar o carro, ver escavadoras no youtube, ir à festa...) mas parece que resultou. Lá desemburrou e ginasticou.
Here I go again
Desta vez à Grécia, terra das raízes. Já deve estar habituado, por esta altura, com a conversa do avião, do longe, do aeroporto e do portas-te bem com o papá até a mãe voltar. Eu é que não me habituo aos receios, às saudades e à sensação de que não devia ir.
No outro dia foi ao acordar
Hoje foi antes de adormecer. Ouvi uns sons e quando fui ao hall espreitar ouvi-o a cantarolar na penumbra. Não chamou, nem choramingou, só cantarolou. Este rapaz não pára de me surpreender.
Hoje
Começa o inglês. Vai motivado porque recentemente descobriu a Dora (os desenhos animados mais irritantes da televisão). Chegámos à escola e ainda ensaiou enfiar-se debaixo das minhas pernas, mas lá foi. Estou curiosa para saber o que vai saber dali.
sexta-feira, outubro 23, 2009
terça-feira, outubro 20, 2009
Registe-se
A borrifadela de perfume que deu no olho enquanto mexia no que não devia na perfumaria.
A preocupação dele era só uma: ó mãe isto depois passa?
A preocupação dele era só uma: ó mãe isto depois passa?
Ó mamã...
...O céu é muito enorme*, vai para ali e para o outro lado, já viste?
* expressão habitual para sublinhar a grandeza das coisas.
** Também me perguntou ontem, acho, quem é que tinha pintado o céu (de cinzento suponho) e como é que se pintava. Ele é todo de como se fazem as coisas.
* expressão habitual para sublinhar a grandeza das coisas.
** Também me perguntou ontem, acho, quem é que tinha pintado o céu (de cinzento suponho) e como é que se pintava. Ele é todo de como se fazem as coisas.
quinta-feira, outubro 15, 2009
Fazemos um desenho
E começamos a pintar. Passado uns segundos, pousa o lápi(s).
-Vá, agora faz tu que eu estou muito cansado.
-Vá, agora faz tu que eu estou muito cansado.
Hoje
Apercebi-me que não o fotografo/filmo há demasiado tempo.
Uma falha que não tem retorno. Pelo sim pelo não pus a máquina a carregar. Amanhã mesmo pretendo bombardea-lo.
Uma falha que não tem retorno. Pelo sim pelo não pus a máquina a carregar. Amanhã mesmo pretendo bombardea-lo.
Às vezes
Em vez de Lourenço, devia chamar-lhe «meu pequeno Édipo».
*Nos desenhos na escola, por exemplo, aparece sempre uma enorme mãe e pouco mais (uma vez a lavar o carro, outra a estender a roupa).
*Nos desenhos na escola, por exemplo, aparece sempre uma enorme mãe e pouco mais (uma vez a lavar o carro, outra a estender a roupa).
terça-feira, outubro 13, 2009
domingo, outubro 11, 2009
É um facto
Ele entrou naquela fase parva em que diz a despropósito as palavras cócó e xixi e acha graça.
Hoje acordou cedíssimo.
O pai trouxe-o para a sala mas não lhe pôs o Bob. Disse-lhe que estava a dormir a ver se ele se convencia a voltar para a cama.
Passado um bocadinho, lá do quarto ouviu-se o Lourenço a cantar.
Um three year old tem de se entreter às sete e meia da manhã, não é?
Passado um bocadinho, lá do quarto ouviu-se o Lourenço a cantar.
Um three year old tem de se entreter às sete e meia da manhã, não é?
Não reconheço
O Lourenço nos trabalhos afixados lá na escola. Tem muito mais habilidade do que a que julgava que tinha. Está crescido é o que é.
Da médica trouxe um balão porque largou a chucha e a fralda durante a sesta.
Não trouxe um cromo (coisa que ele não sabe o que é, pois perguntou-me se se podia comer) porque ensaiou umas vergonhas e exibiu o Édipo que há nele (ai a minha mãe). Mas aguentou-se.
Em seis meses cresceu quase 5 cm. De resto está bom e recomenda-se. Se só lá voltar quando fizer 4 anos é porque o Outouno/Inverno correu mesmo bem.
Em seis meses cresceu quase 5 cm. De resto está bom e recomenda-se. Se só lá voltar quando fizer 4 anos é porque o Outouno/Inverno correu mesmo bem.
Fomos à praia.
E estava um dia de verão. Ele delirou como se fosse o primeiro dia.
O sol e o mar têm um efeito retemperador, sem dúvida.
O sol e o mar têm um efeito retemperador, sem dúvida.
quarta-feira, outubro 07, 2009
Post assumidamente escatológico
Sentado na sanita.
-Ó mãe, como é o teu cócó?
-O quê?
-Como é o teu cócó?
-Como é como?
-Ó mãe, é uma bola ou um pau?
Sem comentários, mas muitas gargalhadas.
-Ó mãe, como é o teu cócó?
-O quê?
-Como é o teu cócó?
-Como é como?
-Ó mãe, é uma bola ou um pau?
Sem comentários, mas muitas gargalhadas.
terça-feira, outubro 06, 2009
Na festa de anos do Pedro pequenino
Só os dois rapazes se apresentavam tresloucados, suados, com um aspecto esgrouviado.
A testosterona é uma força poderosa, não?
A testosterona é uma força poderosa, não?
Ainda em casa dos amigos
Registo a paixão pelo Mimi (o pequeno gato preto da casa). Tão grande que veio à cozinha dizer-nos que lhe tinha emprestado o seu Cacá. Fui à sala e lá estava o Cacá no meio do playground do gato.
Quem o conhece sabe que ele só empresta os bonecos a quem quer meeeeesmo muito bem.
Registo ainda a sua memória. Ao explorar uma divisão encontrou um peluche que antes estava na sala. Disse logo: já não me lembrava disto! e em vez de ir directo para a casa de banho vai a correr à sala dizendo deixa-me só ir mostrar isto às pessoas, 'tá bem?
Quem o conhece sabe que ele só empresta os bonecos a quem quer meeeeesmo muito bem.
Registo ainda a sua memória. Ao explorar uma divisão encontrou um peluche que antes estava na sala. Disse logo: já não me lembrava disto! e em vez de ir directo para a casa de banho vai a correr à sala dizendo deixa-me só ir mostrar isto às pessoas, 'tá bem?
Levantavam-se hipóteses
Para o aproveitamento do terraço coberto de uns amigos (último andar). Fazia-se isto e aquilo, deitava-se abaixo uma parede, mudavam-se umas janelas.
O Lourenço continuou:
"E punha-se uma lavagem, depois havia água e espuma, e depois os carros vinham..."
Exacto.
O Lourenço continuou:
"E punha-se uma lavagem, depois havia água e espuma, e depois os carros vinham..."
Exacto.
Falando em beijinhos
Queria dar-me um beijinho (quer muitas vezes no meio das birras, para depois voltar ao desvario).
Mas bem queria dar o beijinho e eu aproximei-me dele. Não o suficiente, pelos vistos. Ao beijinho na bochecha muito ao de leve, sucede-se mais um lamento choroso:
-Mas a tua cara nem ficou molhada....
Beijinhos só de for babados. Que sina!
Mas bem queria dar o beijinho e eu aproximei-me dele. Não o suficiente, pelos vistos. Ao beijinho na bochecha muito ao de leve, sucede-se mais um lamento choroso:
-Mas a tua cara nem ficou molhada....
Beijinhos só de for babados. Que sina!
Todas as birras
E todos os momentos em que sinto a paciência faltar são compensados com o abraço de boa noite, o beijinho demorado e a frase: "Gosto muito de ti, mãe!".
Hoje complementada pela frase: "Obrigado pelas tesouras (tisoias) novas!"*
*Fez o mesmo quando lhe comprei as aguarelas!
Hoje complementada pela frase: "Obrigado pelas tesouras (tisoias) novas!"*
*Fez o mesmo quando lhe comprei as aguarelas!
Hoje
Quase, mas quase que ficava pela primeira vez na zona de brincadeira do IKEA. Ele queria muito ir, só não queria é separar-se de mim. Logo vi que o entusiasmo se desvaneceria assim que percebesse que a frase «eu não posso ir para ali, mesmo» não era uma brincadeira.
Já não deve haver muita volta a dar
Hoje avistou a bandeira da junta de freguesia (verde e branca) e grita lá de trás: mãe olha ali o Sporting!
segunda-feira, setembro 28, 2009
No outro dia
A tentar explicar-lhe que não podia fazer asneiras life thretening, porque depois a mãe ficava sem Lourenço e depois não havia mais Lourenço e tal (reconheço desde já que esta pedagogia sucks, mas enfim, foi o que me ocorreu). Diz ele pronto:
- E depois, compras outro é?
- E depois, compras outro é?
Ontem
A ensaiar uma birra antes de ir deitar.
-O Lourenço, upa, vá lá...
Responde muito firme:
-Não upo, não!!!
lol
-O Lourenço, upa, vá lá...
Responde muito firme:
-Não upo, não!!!
lol
sexta-feira, setembro 18, 2009
Hoje
A minha boneca faz 12 anos.
Estava imenso calor quando ela nasceu (serve-me desde então de barómetro em relação aos avanços e recuos do Outono). Vive aquela paradoxal fase da vida em que já não é criança (nem quer ser) mas ainda brinca às professoras. Abraça sem reservas a condição juvenil, imitando gestos, imagens, linguagens e aquilo que acredita ser a pose adequada. Não critico, também fui assim.
Enternece-me a enorme ternura que ela tem, o gosto em agradar aos outros, a paciência, o carinho e o enorme afecto que demonstra com o Lourenço (visível até quando tem ciúmes das meninas entre 7 e 9 anos por quem ele se «apaixona»). Não é lá grande aluna, mas tem um coração enorme que é o mais importante.
Gosto tanto, mas tanto dela que me faltam as palavras. Parabéns, Inês!
Estava imenso calor quando ela nasceu (serve-me desde então de barómetro em relação aos avanços e recuos do Outono). Vive aquela paradoxal fase da vida em que já não é criança (nem quer ser) mas ainda brinca às professoras. Abraça sem reservas a condição juvenil, imitando gestos, imagens, linguagens e aquilo que acredita ser a pose adequada. Não critico, também fui assim.
Enternece-me a enorme ternura que ela tem, o gosto em agradar aos outros, a paciência, o carinho e o enorme afecto que demonstra com o Lourenço (visível até quando tem ciúmes das meninas entre 7 e 9 anos por quem ele se «apaixona»). Não é lá grande aluna, mas tem um coração enorme que é o mais importante.
Gosto tanto, mas tanto dela que me faltam as palavras. Parabéns, Inês!
segunda-feira, setembro 14, 2009
Mirando a capa do livro
O alfabeto dos bichos, o Lou identificou as letras todas da palavra alfabeto sozinho sem eu lhe perguntar.
*Ele gosta das letras, é como um jogo, mas não percebeu a lógica das letras, acho....
*Ele gosta das letras, é como um jogo, mas não percebeu a lógica das letras, acho....
O fim de semana foi cheio
Amigos, muitos amigos e primos. Um Lourenço diferente com cada situação. Muito meiguinho com o pequenino (tão meiguinho que um abraço com os braços em volta do pescoço sufoca). Selvagem com os da idade dele (correm, gritam, correm e gritam, that's all they do). Apaixonado pelos mais velhos (especialmente se forem meninas no intervalo dos 7 aos 9). Cora e fica triste quando percebe que as meninas (no caso a Dani e a Rita em dias diferentes) não podem ir para a casa dele porque "são das mães delas".
Digo ao pai
- Vamos arrumar a dispensa.
Sai disparado da sala a correr e repete excitadíssimo:
-Vão fazer limpezas, vão? É agora, vão fazer limpezas?
Sai disparado da sala a correr e repete excitadíssimo:
-Vão fazer limpezas, vão? É agora, vão fazer limpezas?
quinta-feira, setembro 10, 2009
Nos entretantos
Deixou de usar fralda durante a sesta.
Já não há biberões, chuchas e quase não há fraldas. Ai que saudades do meu bebé.
Já não há biberões, chuchas e quase não há fraldas. Ai que saudades do meu bebé.
domingo, setembro 06, 2009
- Quando eu for assim...
...Muito crescido, muito crescido e chegar com os pés aos pedais vou levar a minha avó no carro.
- Ai sim qual?
- A avó Kali, aquela da minha mãe.
:)
- Ai sim qual?
- A avó Kali, aquela da minha mãe.
:)
O meu primo
Para ele é «o meu Pedro».
No outro dia à noite estava o Pedro triste e a choramingar. Da sua cama dizia o Lourenço:
-Ó Pedro não chores, eu 'tou aqui! ... Eu b(r)inco contigo e empresto os meus brinquedos! ... Mãe, dá-lhe o meu boneco (passa-me a ovelha)! Pedro... gosto muito de ti, sabes?
No outro dia à noite estava o Pedro triste e a choramingar. Da sua cama dizia o Lourenço:
-Ó Pedro não chores, eu 'tou aqui! ... Eu b(r)inco contigo e empresto os meus brinquedos! ... Mãe, dá-lhe o meu boneco (passa-me a ovelha)! Pedro... gosto muito de ti, sabes?
domingo, agosto 30, 2009
Muitas vezes sem exemplo
A troco de sopa e resto, comeu sobremesas todos os dias. Estavam à vista e eram absolutamente irresistíveis.
Aquilo não é para dietas.
Aquilo não é para dietas.
Não se queria vir embora
1) que ficava lá sozinho com os meninos (havia alguns com os quais ele gostava de brincar) sem os pais por perto. Iam ver os cães, andavam em explorações e correrias.
2) que queria lá ficar todos os dias, para dar mergulhos, brincar com os amigos...
3) chegou a achar que era uma casa nova.
2) que queria lá ficar todos os dias, para dar mergulhos, brincar com os amigos...
3) chegou a achar que era uma casa nova.
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