segunda-feira, setembro 08, 2008

Lourenço, dás-me um beijinho?

Agora, não mai' logo.
Lourenço, vamos tomar banho?
Agora não, mai' logo.
...

domingo, setembro 07, 2008

Brincadeira

(Es)condi, (es)condi que a lua vem aí! diz entre gargalhadas nervosas enquanto se esconde debaixo das mantas.

Não gosta

De pôr perfume na pitola (camisola). Só no picoxo.

Na festa

Eram tantas as crianças e as pessoas que logo imaginei que a Filipinha ia para o outro lado do oceano com o coração cheio. O meu lá se engalfinhou com outro pela posse de um brinquedo, mas tirando isso esteve na maior e foi muito feliz. Quanto a mim mim só pensava que a Filipa (e ela sabe) vai-me fazer muita falta. Valha-nos a comunicação virtual que, nunca jamais substituindo o abraço e o beijo, nos faz sentir um nadinha mais próximos.

No parque


Diz opáaaa quando outro menino lhe quer roubar o monopólio do brinquedo. Já se aventura em tudo e mais alguma coisa se eu deixasse. Não quer dar a mão na rua e isso sim já é motivo de chatice. Ainda não salta bem , mas trota na perfeição. Aliás qualquer bicho que vê quer andar a cavalo nele (gatos, cães, peluches). Lá tenho de lhe explicar que se calhar os bichos não acham muita graça. No supermercado, no caminho para casa, não quer doces, mas rouba uvas descaradamente.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Venho a correr

Para o ir buscar, hoje um pouco mais tarde por causa de uma reunião. Corro esbaforida e encontro-o felicíssimo agarrado a um ferro (imitação dos nossos tal e qual). Não queria vir e foi um sarilho para o tirar de lá (sem o dito ferro). Ao fim de uns dez minutos lá veio com o prémio de consolação. Duas bolachas pa tajei pa casa ( em jeito de não levo o ferro mas sempre consegui sacar qualquer coisa.)
Cadê o filho que corre para os braços de sua mãe ao fim de um dia de escola?

* E depois a birra pelo caminho e o filho deitado no hall do prédio, a dizer não... não... Uma maravilha.

quinta-feira, setembro 04, 2008

No carro

Estava outra vez com o disco riscado. Mamã, a lua ... Mamã, isto e aquilo... Mamã, aquilo e aqueloutro. Às tantas não devo ter respondido. Logo se sai com um sonoro Mamã!!! Fala comico!!!
Pronto pronto, sempre às ordens, senhor ;).

Falei depressa demais

Hoje já não trouxe os mesmos calções. Calças aliás. E logo hoje que tinha ido de ténis para variar. O que vale é que tinha mandado os crocs, just in case.
Mandei-o tão bonitinho e quando chego tenho um menino de calções verdes e laranja, t-shirt nada a ver e os crocs com umas meias castanhas e azuis às riscas.

Cucuáti

Não, não é chocolate. É restaurante!
Foi hoje, pizza (que ele adora, diga-se de passagem). Começou mal (com muita asneira) mas acabou em beleza (portou-se lindamente).

quarta-feira, setembro 03, 2008

Fala muito na casa da avó kali

Pelos mimos da avó e por lhe permitirem o uso indiscriminado do aspirador pequenino para limpar a cozinha.

Conseguimos finalmente

Pôr em prática os conselhos da Ana Rute. Jantamos bem cedo e o Lourenço, às 20:30h, já dorme. Poupam-se birras (de sono) e ganha-se tempo.

Primeiros dias

E tem regressado sempre a casa com os calções que levou vestidos.

De manhã

Acordo-o (tinha acordado quase às sete, bebeu leite, e voltou a dormir). Fica ali um bocado enquanto abro os estores. Ofereço cólo, finalmente. Responde: (es)péia, ainda não tou acodádo, (es)péia.
Ele adora ronha. :)

terça-feira, setembro 02, 2008

De manhã

Ondi bámos? (é sempre assim, acha que todos os dias temos um programa fantástico reservado para ele).
À escola, respondo.
Quéio ir à caja dos ursinhos, varrei. Tá muito sujo. (Ora bem, retomar a tarefa deixada incompleta ontem quando o fui buscar).

segunda-feira, setembro 01, 2008

Já me contou, fascinado,

Que a Lena comprou um ferro (de engomar)* encarnado. E que, melhor que isso, ele pôde brincar com ele.

*Mau grado as tentativas jamais mexe no ferro cá de casa, por razões óbvias. É uma das suas grandes frustrações.

Na escola

Tudo bem. Comeu, dormiu, usou a casa de banho*. Brincou com tudo e com todos. Quando fui o fui buscar ainda quis brincar mais um bocadinho. Estava a varrer, pois claro.

* O último xixi fê-lo no chão do minipreço. Ele bem que me tinha pedido para fazer nas ervas no caminho, coitado. Portanto a culpa é minha e as compras que as faça amanhã.

Agora já está na escola

Depois de um interminável mês de Agosto. Entrou com vergonha, mas não chorou. Passado um bocado lá foi ter com os brinquedos e já nem olhou para trás. Por todo lado via educadoras e auxiliares com bebés chorosos ao colo. Foi só há um ano que também ele se desfazia em lágrimas. Entretanto cresceu tanto e já sabe fazer tanta coisa. Como virar costas sem pensar duas vezes.

sexta-feira, agosto 29, 2008

No outro dia

Foi à casa da doutóia. Pela primeira vez não chorou. Tomou conta do gabinete e até já queria vir de lá com um telemóvel de brincar. Falou, falou, falou. Está grande e menos gordinho.
Dizia a doutora que se diz que o verão aduba os meninos. No caso dele tem sido mesmo assim: cresceu por fora e por dentro. Conversa, argumenta, pergunta, interessa-se. Já pouco tem de bebé, embora eu ainda o chame assim (a Inês tem dez anos quase onze e eu ainda a chamo de bebé, mas enfim).
É um safado, muito meigo, com repentes de agressividade.

Já gostava muito de música

Mas agora descobriu o dançar. Parece maluco na sala de braços no ar e a dar voltinhas. Não pode é dançar sozinho, exige companhia: dança papá, dança mamã, dança Inês!
Tenho pena da máquina avariada. É daquelas coisas que só visto mesmo!

segunda-feira, agosto 25, 2008

Primos

Na casa de banho

Gostamos do papeli nético e de puxai o itocomo. Às vezes o cócó também é amico, mas essa parte não estimulamos muito porque, pronto, é nojento.

Por causa do dia passado na Ericeira*

Fixou um novo interesse no Livro do Mar. As rochas que escorregam, por causa das alcas ;)
É mesmo pena a água gelada, que aquelas pocinhas (piscininhas o que mar fez para ele) são tão boas para brincar!

*Há lugares que serão sempre nossos.

Depois de uma brincadeira na nossa cama

Todos os dias quer fazer uma «caxinha». Metemo-nos debaixo do edredão, levantamos os braços e é a alegria total. Não pode haver uma nesga de luz que logo manda «fecha essa pota, mamã!».

Aliás,

Gosta de dizer que é amigo das coisas. Os bonecos dos livros, os bonecos themselves, as pessoas, a natureza, o céu, a lua, os bichos, you name it. «É amico eu! É amico Louenxo!». Depois abraça-se como pode, que às vezes não dá jeito.

O tipinho é giro e tal

Mas às vezes tira-me do sério. Principalmente a mania de levantar a mãozinha quando se frustra com alguma coisa. Vai daí depois de dois ou três sérios avisos levou mesmo a sua primeira palmada no rabo.
Atenção que ele não é nenhum anjinho e esta não é a primeira vez que ele se porta mal. Pelo contrário. Mas pronto, apanhou-me mal disposta e menos tolerante e por isso em vez do costumeiro castigo para pensar, levou uma palmada no rabo (x3) e percebeu que eu estava zangada a sério.
Depois o filme do costume. Chora como se lhe tivessem arrancado o braço e recusa pedir desculpa até finalmente ceder e abraçar-se «à minha mãexinha». E ficámos amigos outra vez.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Quando ralhamos

E enquanto faz aquela cara estou-a-fazer-beicinho-e-quase-a-chorar-mas-não-choro, repete louênxo tá bonito. (Apesar de me estar a portar mal) louênxo tá bonito.

Dos jogos olímpicos

Ficou o gosto pela nática. É vê-lo a manejar a esfregona como se fosse uma barra, dar balalotas na cama, enquanto diz: tou a fazei nática, vês?

quarta-feira, agosto 20, 2008

Diz coisas giras

Está sempre a condutir (conduzir), imita-nos nos gestos e é muito orientado a passear com o carro pela casa.
Gosta de dar balalotas (cambalhotas) em cima da cama.
Adora pecacia (melancia) e grita se alguem se atrever a tentar descascar-lhe as maçãs. Elas comem-se inteiras.
Anda a tentar dizer bem esfregona. Já não é putonha mas passou a urrona, mais ou menos.
Lá chegaremos.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Do desfralde

Corre bem, tirando quando corre mal. Por norma em público e sem casas de banho por perto. Assim como assim já não se volta atrás.

Na Quinta Pedagógica

Passou-se uma bela manhã com os amigos grandes e pequenos. Confirmo que o Lourenço não tem medo de animal nenhum. Quer mexer em todos. Gostou mais do cavalo, acho, e à tarde dizia que queria ir ver os bichinhos outra vez.
A ver se ao vivo os bichos deixam todos de ser cães grandes.

É que esta coisa da Lua

Perturba-o. Não passa sem a ir espreitar à janela. E fica triste quando não a vê. Mas de todas as vezes que acorda, ou é acordado (dorme que se farta), me fala nisso. Ontem: «mamã, a lua gandi cai aqui na cama em cima dos péxinhos, é!». Hoje: «mamã a lua cai...e...e... (de)pois.... pate-se!».

Será que tem pesadelos com isto?

quinta-feira, agosto 14, 2008

No fim da brincadeira


Caiu e partiu o barquito que transportava os brinquedos da praia.

*Sim, sou chata e um bocado tonta.

Agora que o pai

Já pode chegar mais cedo, comemos todos juntos sempre. Também já não dispensa o gafo paca, que isso das colheres é para os bebés.

terça-feira, agosto 12, 2008

Às vezes não o percebo

Mas ele insiste diz a palavra sílaba a sílaba muito devagarinho e em voz alta.
A maioria das vezes continuo a não perceber. Às vezes finjo que percebo, ou não fosse aprender a falar e aprender a ouvir um belíssimo exercício de ficção.

Diz muitas vezes

«Não é pexiso» e «não faças ixo». Manda-me chorar a fingir «arróia choia» para depois me dar abraços e «beixinhos».

Uma das grandes excitações

Do desfralde é, sem margem para dúvidas, puxar o «atocotuitumo» (as sílabas iniciais vão variando).

segunda-feira, agosto 11, 2008

O golpe

Tanta preocupação e até me esqueci. Logo no primeiro dia (ou terá sido no segundo?) caiu na ria sobre uma pedra pontiaguda e fez um golpe no joelho. Aquilo sangrou feio e eu devia ter seguido os meus instintos que me diziam que aquilo levava um ponto ao dois. Férias e feridas no joelho não são compatíveis e aquilo ficou com mau aspecto. Hospital e antibiótico e cicatriz digna desse nome só mesmo depois de voltar. Foi a aflição das minhas férias (será que está melhor, ai que está com mau aspecto, ai que abriu outra vez, ai ai ai, a azucrinar o pai que já não me podia ouvir). E já passou e já me esqueci. Para a história uma bela cicatriz no joelho. Um dia terei de lhe lembrar como a arranjou.

À conta do Livro do Mar

Não posso chamar concha a uma vieira, ou confundir uma conquilha com uma ameijoa. No Algarve sobram os exemplares de conchas para ver e aprender. Mas o que ele gostava mesmo era de ver as asas (de kitesurf) na ria, as únicas satisfeitas com a nortada. Também não venham cá chamar asas aos pacacaios di papeli e muito menos às velas de widsáfi. Por favor! Isso é um verdadeiro insulto para um especialista.

É um autentico profissional

A comer fruta inteira e com casca. Os pêtigos estão entre os favoritos. Não sobra nada a não ser o caôxo.

Volta e meia diz

Que tem medo da lua gangui. É um contrasenso porque adora a lua. Ontem conseguiu finalmente explicar: «Mamã, medo lua gangui! A lua (pode) cai aqui do chão!».

Não cai, Lourenço, tá pendurada de um jeito que não cai.

Com a colaboração de máquina alheia

Uma memória das férias.

Ontem

Dia espetacular: sol, piscina, jardim, brincadeira em casa de uns amigos. No regresso contava ter paz antes da primeira curva. Mas não, o bebé não adormece. Não contente, veio o caminho todo, mas todo, a falar. Podia ser lá só com ele, mas não. Mamã, a lua? Mamã, olha ali os candieiros amarelos? Mamã, o que estás a fazer? Mamã, as nuvens? Mamã, o rio? Em loop e entremeado por coisas que nem percebi, mas que começavam invariavelmente com Mamã.
Nunca pensei que teria vontade de o mandar fechar a matraca.

O filho pródigo



Regressa a casa pela mão dos pais (muito agradecidos à tiniana pela semana de puro deleite). Tantas saudades tivemos dele. Ele brindou-nos com mimos e abraços, algumas birras e choro. Faz parte. Arrumei de vez a minha arrogância de achar que só comigo é que fica mesmo mesmo bem. Sei, portanto, que está bem sem nós, que se aninha noutros colos, que se diverte tanto ou mais junto de outras pessoas e é muito feliz com elas.

terça-feira, agosto 05, 2008

As saudades

São tantas, tantas que me está a custar imenso, apesar de o saber bem. Dizia-me há pouco: «mamã não tabalai, vem pa casa esta.»

segunda-feira, agosto 04, 2008

Também não há fotos

A máquina avariou-se e não tenho leitor de cartões. Mas tirei muitas e giras claro. Da imensa felicidade com a praia e com tudo o que pode viver por lá.

Snapshot das férias

Em modo trabalho intensivo. Voltámos e o filho já foi outra vez (sem nós e só com as tias). No regresso do Algarve trouxemos um bebé sem fraldas e tínhamos uma porta arrombada e um aviso do irs. Do melhor.

Apesar de tudo muita sorte: escapámo-nos miraculosamente à gastro viral que dizimou os nossos parceiros de férias, coitados; não nos roubaram nada (nada como ser pobre em ouro e rico em sonhos ou lá o que era); e o irs resolveu-se com uma hora e meia de espera na repartição. Parece que em vez do filho assinalei que tinha dez. Tem graça a piada, menos graça o rombo no cheque do reembolso. Mas pronto, haja saúde.

quinta-feira, julho 17, 2008

Das nozes e dos dentes

Vou de férias e não tenho espírito e nem me convém. Levo na bagagem um coração apertado de afazeres e a mala do computador para trabalhar. Levo um filho farto da escola, sedento de praia, histérico com o regresso da prima ao seu quotidiano.
Vou de férias quando tanta gente não tem como ir e queixo-me da inconveniência das datas.
Não devia serquer ter coragem para tanta lamúria.
Ainda bem que é a Ria que nos espera. Tenho a certeza que me trará muita paz.

quarta-feira, julho 16, 2008

Agora

É arrora. "Arrora eu, arrora enxo."

Quando lhe pergunto

Que brinquedo quer levar para a escola (facilita as negociações matinais), diz que quer levar uma "tuita" (toalhita). Para as suas limpezas, pois claro, porque "tá tudo muto sujo!".

E vale a pena gastar contos de reis em brinquedos? Vale? Ainda bem que somos selectivos nesse departamento. Sempre poupa algumas frustrações.

Já quer negociar

E até argumenta:

-Vamos da paqui (parque)!- diz quando o vou buscar à escola
-Ai é?
-Pa casa não!
-Pa casa tá caloi, vamos da paqui. É.

A sorte dele é que a prima estava de regresso e acabou por ir com ela e com a avó dar um girinho ao parque. Veio muito feliz, claro (enquanto a prima esteve fora, se lhe perguntassemos por ela dizia prontamente que ela "ta no avião, para a (noru)eca".

Para a Ana Rute

Para o ano o meu filho vai ser urso. Vá lá que acrescentaram um inho para aliviar a coisa...

sexta-feira, julho 11, 2008

Passou

De não dizer os éles, para os colocar mesmo onde não existem. Quéio passou a quélo. Máquina passou a máquila. Papai passou a papale. Parece um chinesinho, só falta dizer: qué clepe?

Preciso de truques

Por favor, para que não me faça tanto de mula/burrica de transporte pessoal.

* Alguma vez já disse aqui que de todas as transformações que senti com a maternidade (e são muitas eu sei) a que mais me ocorre é que me sinto muitas vezes uma burra de carga (criança e tralhinhas e saquinhos e compras e birras, tudo ao mesmo tempo)?
** Já me ocorreu (uma vez que é um bocado trôpego a correr e pareceu-me que já o vi coxear) que tenha alguma dor. Que lhe doam os pés com os «cóquis» ou que os ténis que levou hoje ainda lhe estejam demasiado grandes.

Hoje (II)

A ti fufia (Sofia) faz anos. Muitos mais do que os que aparenta, permitindo-lhe permanecer (aos olhos do sobrinho) na categoria de menina.

Parabéns querida irmã.


* Por coincidência, também fazia anos o meu pai. Setenta e muitos anos se fosse vivo. Apesar das ambíguas memórias que dele guardo, tenho muita pena que não tenha conhecido o Lou. Chamar-lhe-ia bolinha como a mim com a idade dele, se calhar. Ele lembra-me tanto de mim na mesma fase ...

Hoje

Queria, porque queria cortar as (inexistentes) unhas do Pocoyo de peluche. Tive de lhe tirar a tesoura, iniciando assim a mini-birra matinal para sair de casa.

quinta-feira, julho 10, 2008

Quando chego à creche

Ultimamente anda sempre em limpezas. Limpa a mesa, limpa os bonecos, as bancadas o que houver. Delira quando a Mina está cá em casa como hoje. Ela «paxa a péco tudo», as «poupas de eu» (passa a ferro tudo, as minhas roupas) , «apia» (aspira) e usa a sua amada «munhona» (esfregona). Sem margens para dúvida: «A Mina é amica de eu!» dizia enquanto caminhávamos para a escola.

Negligenciar

Este blogue, é usurpar-lhe as memórias. Porque o que se passa, não registo em mais lugar nenhum. E logo agora que se acalmaram as fúrias e anda tão giro. Pede muito colo e isso é chato (cóio mamã, diz assertivamente não deixando margem para outro tipo de transporte), mas de resto anda mesmo querido. Até quando me manda embora para a cozinha «fazei a papa» preferindo o papá como companhia na casa de banho. Mas especialmente quando diz «é amica de eu» referindo-se às pessoas de quem gosta, ou «papou tudo eu» pedindo mais bolachas, quando fala ao telefone a fingir e quando vê em qualquer objecto outra coisa qualquer iniciando uma brincadeira. A que mais graça achei foi uma caixa das toalhitas nova mais quadradinha. Olhou para aquilo e pareceu-lhe que aquilo é o computador que serve para «tabalai» e «vei o pocóio». E finge que tecla e tudo.
O máximo.

segunda-feira, julho 07, 2008

Partida

Largada, Fugida*.

* Sem mais desculpas/tarefas inadiáveis e essenciais que é preciso cumprir, lanço-me pois ao inevitável, que por estes dias é escrever a parte empírica da tese (que na cabeça ainda nem sequer está muito bem estruturada mas enfim, não-vou-pensar-nisso-agora). É um salto sem rede (uica medo/pânico me invade de vez em quando), mas com prazo. O prazo que falta e o prazo que dita que isto tem de ter um fim. Escrevo isto aqui, porque é o único espaço onde posso verbalizá-lo publicamente de forma a que também para mim esta afirmação se torne um compromisso.

sexta-feira, julho 04, 2008

As tias são

Tiniana (tia ana)
Ti fufia (tia sofia) - destas tem várias além das legítimas.
E a última, cá de visita, é a tia cátia (cláudia). Demorei a perceber. Cátia, mas quem é a Cátia? (eu sei quem é a Cátia, mas não fazia sentido ele estar a chamar pela Cátia num convívio familiar). Passado um bom bocado é que percebi: Cláudia... ok. Ele lá explicar tudo explica, nós é que não percebemos. Ah, e apesar de estar a meses de ser avó, para o Lourenço ela é menina e não senhora. Tome-se isto como um elogio.

Diz os éles. Enroladinhos mas diz: lia, papéle, paula, you name it.
Também diz muitas vezes eu, referindo-se a si próprio, nomeadamente afirmando: é de eu que é como quem diz é meu.

Quando brinca

Diz algumas vezes sentando-se no carro dele: xau, beijinhos, vou às pompas à famácia.

Passo os dias a responder a

O que é ito? (é uma coisa, é uma caixa, é uma fruta, ...)
Quem é? (é uma senhora, um senhor, uma menina, um bebé...)
e logo a seguir
A sinhoia? (vai à vida dela, vai para a casa dela, vai às compras...)

Sobrinhos e irmã

Acabam de partir, num avião, para a Noruega. Embora ela já lá trabalhe há mais de dez anos, só agora conseguiram ir lá de férias. Vão felizes, aposto que nem dormiram na perspectiva de andarem de avião. Iam muito felizes todos, especialmente a Inês que melhor percebe o que isto tudo significa: a vida a melhorar, as coisas a correrem bem. A Inês atingiu os objectivos e superou as expectativas.
Na verdade, já é a segunda pessoa que me dá os parabéns pelas suas boas notas (5 quatros e 3 três - sendo que o início do ano não correu propriamente bem). Não deixa de me causar alguma perplexidade: parabéns? A mim? Parabéns a ela por favor, pois só ao seu esforço e capacidades se devem os resultados. Eu só a ajudei a descobrir o melhor caminho para aprender a estudar. E a partir de agora é sempre a melhorar!

PARABÉNS QUERIDA INÊS!

segunda-feira, junho 30, 2008

Isto é mesmo ele

Gargalhadas fáceis.

Desde que passou um dia

Em casa doente que todos os dias diz que não quer ir à escola. Diz: cóia não. Achei estranho, claro, mas tentei não dar muita importância. Hoje repete, cóia não. Já tinha desconfiado que ele achava que ele ia para a escola e nós ficávamos em casa ou iamos passear ao parque ou à praia sem ele. Parece que é mesmo isso. Disse-lhe que o papá já tinha ido trabalhar e que, por isso, ele ia para a escola. Continuei dizendo que a Alice estava na escola e que o Pedro também, e até a Camila (mentirinha) também ia para a escola, enquanto os respectivos pais trabalhavam. Até eu tinha de trabalhar. Por isso ele ia para a escola.
Ficou em paz com a explicação. É para aprender que isto de apenas levar a chave de casa para o ir levar teve as suas consequências. Ele sabia que eu voltava para casa e não queria lá ficar.

Primos


Não falei aqui

Do bem que se portou num concerto de violinos (dos Violinhos, mais precisamente). Foi no solistício de Verão, num cenário fabuloso que é o Museu da Electricidade. Gostou muito da múquia, que é como ele diz música.
Valeu por um dia inteiro de birras e uma aula de natação frustrante em que se recusou a fazer quase tudo.

Identificando bichos num livro

Leão
Pópotamo
Quigui (tigre)
Giafa
...
Eu ajudo: Zê.... zê....zê...
Lourenço: Zê...zé mário!

Da festa da escola



O meu filho é um dos pequeninos que percorre o palco improvisado sem grande convicção, meio assarapantado. Portaram-se bem, alinhadinhos e sem lágrimas nem debandada. As lágrimas ficaram por conta dos pais, claro. Ele ainda só marcha, imagino quando cantar, dançar ou tocar algum instrumento.

quarta-feira, junho 25, 2008

Segundo dia

Em que, do nada, diz: cóia não. Não queio, queio pacasa (que é casa de quem ouve sempre vamos p'ra casa).
Só não ficou a chorar porque o aliciaram com o recreio. Para o que lhe haveria de dar.

Nomeando as cores

Dos objectos (camisolas de pijama, toalhas) enquanto estava sentado na sanita: ajui, banco, isto aquilo, até que (chegando ao sutiã esquecido no toalheiro) continua sem hesitar, maminhas. Está certo, mas era mais verde.

terça-feira, junho 24, 2008

Gosta de gozar comigo

Põe-se ele com ar maroto: mamã bola, mamã antónio, mamã avó, mamã o-que-estiver-no-alcance visual, até que diz mamã lia e eu fico muito contente e ele também.
Tento fazer o mesmo: Lourenço banheira... só que ele responde logo, não, não «enxo viéia»!

Do dia de hoje

Bate à mãe quando fica com os azeites depois do banho. Vinte minutos de castigo na cama, sem chucha, recusando-se a pedir desculpa (fui lá umas três vezes até que cedeu) e jantar todo comido sem fitas e todo amoroso. Parecia outro.
Na escola confirmam que anda meio avariado. É uma fase, espero que seja só uma fase. Até passar sejamos implacáveis, que eu não pretendo educar este moço com pinças para evitar birras. Nunca como agora me perguntei tanto se estaremos a agir bem, a fazer o correcto.
Ó mau génio.

Ao vê-lo fingir falar ao telefone

Percebo: que sou um bocado bruta a atender com um sonoro "tou!", dito assim de rajada, e que me despeço sempre da mesma maneira, com um «xau, bêjinhos».

Surpresa

Hoje acordou com a fralda seca!!!! Filho que é de alguém que tem alguma vergonha em confessar a idade em que largou as fraldas de noite, é um motivo de grande orgulho*.


*Está tudo a compor-se para tirar a fralda no verão. Terá de ser nas férias já que o infantário não me parece estar particularmente empenhado.

A fase

Já não são só as birras, é o desafiar constante (de mão em riste a ensaiar palmadas, pontapés ou cabeçadas - para o que lhe havia de dar), o consequente castigo, o choro interminável, o não querer ir para a escola (cóia não, disse logo de manhã), e o ficar lá a chorar.

Vem nos livros, é certo, mas para quem estava habituada ao bebé dócil, vê-lo transformado por súbitos ataques de mau humor e mau comportamento deixa-me mesmo desanimada.

quarta-feira, junho 18, 2008

Ainda assim é muito querido


Hoje

Tenho o Lou a dormir a sesta em casa. Causa: uma febre ontem à tarde ainda na escola, confirmada por um novo episódio febril de madrugada. Outros sintomas? Nenhuns. Aflige-me não poder trabalhar em condições, embora não possa garantir que na sua ausência seria mais produtiva. Pior é termos um dia só para nós e parte dele ser passado em birras que me tiram do sério. A natural falta de apetite não explica a choradeira ao almoço. Talvez fosse já o sono, não sei. Suspeito que a coisa correu logo mal quando não se quis sentar na cadeira dele. Daí em diante o descalabro. Resultado: sesta dormida em jejum (meninos sem comer provocam, qualquer um sabe, um desgaste especial nos pais).

terça-feira, junho 17, 2008

Para além

Do uso mais aprimorado dos verbos, que resulta em frases mais completas, noto que deu em usar os diminutivos. Principalmente quando ou quer alguma coisa que não deve ou tenta autorização para uma potencial asneira. Do tipo: pãozinho? Sim? (com uma carinha fofa forçada a acompanhar) ou Regai pantinhas (regar plantinhas)? Sim? Posso?.

Hoje

Foi muito feliz para a escola, levava a sua palmeira de plástico (à rua) - repetiu isto mil vezes para ter a certeza de que eu o deixava levá-la. Parece que assim que chegou andou a mostrá-la, orgulhoso, aos colegas: «óia, óia, málmeira!».

Tenho uma sobrinha

Que mora longe, tem outra nacionalidade e que até tem dificuldades com o português. Mas tem lá qualquer coisa de portuguesinha ou não fosse o peixe fresco e o marisco a sua verdadeira perdição. É muito meiga e sensível e nos seus 23 anos chorou mais lágrimas do que as que deveria chorar na vida inteira. Espero muito que lhe tenha passado a má fase. Ela vai precisar de toda a sua energia e alegria para o que aí vem.
Ainda me custa verbaliza-lo, mas o facto é que vou ser tia-avó.

segunda-feira, junho 16, 2008

Chega-me pelo telefone

A triste notícia da morte de uma prima, 26 anos acabados de fazer. Ela e a irmã faziam um duo semelhante a mim e à minha irmã, uma loira e outra morena, o que desde cedo fez com que fossem comparadas a nós. Não que estivesse entre os mais próximos, mas uma tamanha injustiça e crueldade nunca deixa de fazer mossa. Doi(-me) particularmente a ideia de que não poderemos, jamais, proteger os nossos filhos de tudo.
Deixo em draft o post que, antes deste, tinha escrito para partilhar uma boa notícia.
Hoje o (meu) pensamento fica para quem parte.

No jardim aqui ao pé de casa

Estava uma menina que trouxe brinquedos (comidas e tachos). Ele fixou-se na mini varinha mágica. Fartou-se de fazer «pôpa» e depois de a passar toda, não se esquecia de bater ligeiramente na borda do tacho para tirar os restinhos da varinha. Tal e qual como eu faço.

Brincadeiras

Pergunta se queremos «boio (bolo), sim?» do balde iaranja ou do vêdi?, diz toma, nós comemos, depois pergunta se quermos «mais, sim?» e nós queremos claro. Fica que tempos nisto.

domingo, junho 15, 2008

Anda

Todo papá. Agarra-se a ele e diz muito sério, afastando-me: «é meu... meu papá!»

Para que não se pense

Que ele é só coisas giras, meiguices e afins registe-se o facto de nesta fase (espero que muito passageira) ele andar um verdadeiro chato. Choraminga que se farta por tudo e por nada, principalmente quando é contrariado. Anda outra vez com a mão muito leve e por isso fica de castigo de vez em quando, o que o faz chorar ainda mais.
Exemplo: se o iogurte não é disposto lá com a colher que ele quer e se por algum motivo lhe dá a veneta começa com um interminável (chorando, claro): não quéio, chora, grita pelo (io)tuti, dou-lhe o iogurte, não quéio afastando, chora, grita pelo (io) tuti, and on and on.

Chora ele e bufo eu.

quinta-feira, junho 12, 2008

E quem é que o convence

que os golos não são do Sporting, mas sim de Portugal?

quarta-feira, junho 11, 2008

Pudesse

Ele passar os dias assim. De manhã praia, água e areia com fartura. À tarde primos, campo, piscina de borracha e muita água para regar plantas, pés, t-shirts, barrigas e cabeças. Portou-se lindamente à mesa, distribuiu miminhos e foi muito muito feliz.

Tanto que não lhe sobrou energia para jantar.
Tanto que hoje teve dificuldade, pela primeira vez em muitos meses, em se separar do pai para ir para a escola.

Numa borbulha gigante coberta com creme

O meu filho vê uma «fiói munita» (flor bonita).

sexta-feira, junho 06, 2008

Já não quer

A colher. Quer um «gafo» e «paca». Dos nossos, não lhe dêem os de plástico, por favor! Voltámos, por isso, à mixordia total, comida por todo o lado e filho muito feliz.

O meu filho

Não sabe saltar. Devo preocupar-me?

quinta-feira, junho 05, 2008

Daria uma péssima professora

Sei porque me enervo, sou pouco paciente e tolerante. Mas não desisto. Ontem vi num programa um senhor que dizia que quando alguém não se importa se fazemos pouco ou fazemos muito é porque desistiu de nós. E se, ao contrário, está disposto a levar-nos ao limite é porque se importa e muito connosco. Pensei imediatamente na Inês que, coitada, atura os meus enervamentos quando chega a altura dos testes. Espero que ela um dia perceba que me importo tanto que não desisto, que insisto, com lágrimas às vezes, para lhe dar as ferramentas para que o mais cedo possível não precise de mim. E tenha todo o sucesso do mundo, claro.

quarta-feira, junho 04, 2008

Ontem

Em vez de ir às compras, fomos ao parque. Dificil foi tirá-lo de lá. Por ter levado um baldinho (esquecido na mala da escola) entreteve-se a encher o balde no bebedouro e a regar plantas e árvores nas imediações. «O bádi, o bádi...» gritava, quando tive de pegar nele para se vir embora. Foi, seguramente, uma meia hora de choro inconformado (suor, ranho e lágrimas) do parque até casa. Livra, que eles conseguem ser chatos!

Da feira do livro


Trouxemos este livro por sugestão de outra família mais experimentada nesta coisa dos livros. Depois de já ter procurado um livro apelativo para estimular a transição, este foi o primeiro e único a fazê-lo de forma divertida e simples.
O resumo diz assim: "Acabou-se a ida ao penico! O pequeno pintainho, que continua a usar o penico, depara-se com uma série de animais (uns mais simpáticos, outros mais assustadores) que ao longo desta história o incentivam a ser como os grandes... e usar a retrete!"
No fim um bónus a fazer as delícias do pequeno, carrega-se no autoclismo e ouve-se o som do mesmo na perfeição.

Quando acorda

Continua a dizer que tem medo do «tieio» (candeeiro) pequeno que tem na cómoda ao pé da cama. Logo a seguir acrescenta, como que em processo de auto-convencimento «tieio amico» (candeeiro amigo).

Há alguma coisa errada, ou sou só eu

Que sou particularmente esquisita? Ultimamento tenho tido o prazer de assistir a alguns ensaios de flauta da Inês (instrumento obrigatório no 5º ano, o que me parece bem). O que não me parece nada bem é, digamos, a partitura de referência. Ela aprende música aprendendo a tocar o tema do Titanic, celebrizado pela Celine Dion (yec).
É ou não é o abandalhamento total? Não se pede música erudita, mas a Celine Dion?

Credo!

segunda-feira, junho 02, 2008

Dilema de um fruit lover

Distinguir e escolher entre (al)péxes de mêpas (nesperas).

*Hoje vi-o percorrer a cozinha várias vezes para cá e para lá. Só depois percebi que andava a roubar uvas (por lavar).

Hoje

Encontrei-o no chão da sala, espojado, a chorar horrores (quando chora assim, fica todo encarnado, cheio de ranho e suado). Veio a correr fazer-me queixas. Parece que «a Margarida batê-me», por causa de um brinquedo que disputavam, acrescenta a auxiliar.
O meu filho é cheio de drama, haviam de ver. Só me consegui rir.

Fashion forward

Ontem vesti-lhe uns calções compridos. Fica o máximo claro. Fashion forward não porque sejam particularmente modernos (a roupa de rapaz consegue ter algum grau de modernice?) mas porque não tolero mais inverno/outono e exijo uma primavera/verão urgente. Nem que seja à força de vestir roupa própria da época.

(Sim, estamos um bocado viciados em project runaway.)

Agora deu em ter medos

De coisas tão parvas como uma concha, um candeeiro, uma mão de madeira que a minha mãe usa como modelo para pintar. Ok, concedo que uma mão de madeira caída de repente aos pés seja um bocado creepy, mas o resto não percebo.