terça-feira, agosto 24, 2010

Um dos pontos altos das férias

Foi passar bem perto das éolicas e, top of the tops, por uma fábrica de electricidade a sério!

segunda-feira, agosto 23, 2010

Batráquio

E basicamente foi isto: piscina até ficar roxo de frio: mergulhos e pirolitos (que não há meio de se lembrar de fechar a boca quando mergulha ou nada...)

Das férias

Assistir à rega automática como se fossem desenhos animados na televisão.

domingo, agosto 22, 2010

Demasiado literal

- blablabla, ficas lindo de morrer...
-Vou morrer, mãe, é hoje mãe?
- Não Lourenço, que disparate!
...
- É amanhã, mãe?

(desisto)

Lourenço e os feitos das férias

Adormecer no sofá depois do jantar de pura exaustão e nadar sem braçadeiras.

Lourenço e as palavras-chave das férias

Descascar(-se)*, regas (automáticas) e incêndios. E como e porquê, e como e porquê, e como e porquê...


*para evitar que use os meus cremes ou outras substâncias digo que se descasca, e ele assimilou de tal maneira que passa a vida a dizer, se o proíbo de mexer em alguma coisa: vou-me descascar, mãe, vou?

quarta-feira, julho 28, 2010

É

Que eu estou muito agarrado a ti, não é mãe?

(ouve tudo, repete tudo)

Chinesinho

Tanto é o esforço em dizer os "Rs" que agora, sem querer, às vezes diz 'ablaço', 'plato' e outras que tais...

Gostos

Uns persistentes outros de época como a fruta.
Estive a mostrar-lhe no youtube o movimento de rotação da terra (e o de translação também, embora este seja mais complexo). Não percebia bem como era a terra que girava em volta do sol e tive de lhe mostrar. Disse "como o pai está em Sta. Maria, tens de ser tu!". Ficou contente. E este é um interesse persistente... perceber as coisas, como funcionam, do modo mais científico possível.
Agora o tema da semana são os incêndios. Como é que aparecem, aonde, etc. etc. Aliás, sentou-se em frente à televisão para ver as notícias sobre incêndios como se fossem desenhos animados e já ao deitar disse-me: "a minha cama não tem fogo? É que, sabes, estou preocupado..."

terça-feira, julho 13, 2010

E não é que à conta deste livro


Passou a ter medo das ondas. Diz que têm nariz e boca e ganhou-lhes um pó que só visto. Sendo assim mar só nas piscininhas. E não vale a pena falar das ondas boas, que ele só fixou as más.

Durante um episódio de birra

-És feia, bebé e porcalhota! diz a chorar e com raiva.

Viro-me para trás e abro-lhe os olhos de uma maneira que foi elucidativa do que ia fazer a seguir (arrastá-lo para o castigo). Começa a chorar ainda mais alto.

- Não estava a dizer a ti, era para a parede!!!

Exacto, vou fingir que acredito.

sexta-feira, julho 02, 2010

Ilustração 2

A luz ao final do dia. Brincadeira até cair para o lado.

Ilustração 1

Aprender a mergulhar de boca fechada!

quarta-feira, junho 30, 2010

Ouço-o chorar

Levanto os olhos do livro e diz-me:
-Ó mãe o menino diz que o céu vai cair... e eu não quero que ele caia!

(o miúdo, mais velho, estava numa de naves espaciais e discos voadores... e o Lourenço, enfim, ainda é muito literal.)

Mas ao princípio

Teve medo. Que tinha demasiada água a piscina, que as braçadeiras apertavam, que afinal já não gostava da «casa das férias». Foi até ao momento em que como quem não quer a coisa, ganhou confiança e nunca mais parou.

- Ó mãe, afinal já adoro a casa das férias!

(e adorou mesmo, alternar entre a piscina, o parque infantil, a bicicleta, os bichos e os amigos que fez, foi perfeito!)

Das micro férias

Valeu umas valentes gargalhadas:

Mergulha na piscina e volta a mergulhar, nada, mergulha e salta e pula. Sai-se com esta:
-Ó mãe eu «di» um «roto»! Não gosto de «rotos»

:)

quarta-feira, junho 16, 2010

Livro do momento

Partilhar é bom, dizem as fadas e nós concordamos!

"As nuvens às vezes caem, pai!"

"Não... a chuva é que cai!", diz o pai
"Não, quando saem os parafusos elas caem!"
"As nuvens não estão parafusadas, Lourenço!"
"Então como é que elas estão penduradas no céu, pai? Como?"


E agora como explicar que as nuvens flutuam porque são leves como os balões...

terça-feira, junho 15, 2010

Foi ontem

Tememos sempre aquele dia em que não tomamos todas as precauções, não temos mil olhos, não pensamos em tudo. Ou não vemos os perigos com eles ali mesmo à frente.

Andávamos no quarto à procura das aguarelas. Não as encontrava e aproveitei e arrumei umas caixas dele (limpar as tralhas que não correspondem àquela caixa - lá em casa é assim: cada caixa sua brincadeira). Ouço-o dizer: olha mãe lá em baixo há uma piscina! Olho para trás e vejo, aterrorizada, a janela aberta e escancarada (tinha sido o pai para arejar) e ele semi pendurado na janela a espreitar lá para baixo (moramos num 4º andar alto). Lanço-me imediatamente para ele, confuso pelo meu ar aflito, e arranco-o dali, aos puxões. Fecho a janela com as mãos a tremer e as lágrimas nos olhos a imaginar coisas que nem tenho coragem de escrever.

Tentei que compreendesse o perigo que tinha corrido (tu ficavas a chorar, mãe?), embora saiba que o erro foi meu que olhei para a janela e não a vi aberta. Logo eu que sou super cuidadosa com isso. Logo ontem que ele se lembrou de se empoleirar para ver melhor a piscina de borracha que os vizinhos montaram lá em baixo. E é assim que as tragédias acontecem: um filho destemido, um dia normal, uma excepção, uma distracção.

Lesson taken: JAMAIS DEIXAR AS JANELAS ABERTAS O SUFICIENTE PARA ELE SE EMPOLEIRAR. Os perigos estão literalmente à espreita.

Quando lhe dissemos que íamos lanchar

Ficou contente. E disse: lá na escola também lanchámos... não, primeiro almoçámos, depois fomos à casa de banho, fizemos xixi e lavámos as mãos e a cara, depois não havia papel e limpámos às calças (com gestos), depois fomos dormir, e depois acordámos e lanchámos. (e depois um esgar de desagrado) Lá na escola lanchamos poucas coisas... só duas!

Ah, está bem.