É a nossa amor.
quarta-feira, junho 20, 2012
Laura
É a nossa amor.
Temi
A reacção do Lourenço à irmã. Imaginei as maiores birras, os piores retrocessos.
Nada, ou melhor, muito pouco.
Gosta da irmã (é a minha amor), abraça-a (pobre bebé), exige dar-lhe beijos e, esta é para rir, pegar-lhe ao colo em pé.
Às vezes, quando está carente ou chateado, refere-se a ela como «aquela porcaria de Laura». Mas é raro.
Ele vê, ou sente, que a família está completa (quando estamos todos diz sempre, olha a família toda reunida). Que há um equilíbrio (dois rapazes e duas raparigas).
Não há-de um coração de mãe florir todos os dias ...:)
Nada, ou melhor, muito pouco.
Gosta da irmã (é a minha amor), abraça-a (pobre bebé), exige dar-lhe beijos e, esta é para rir, pegar-lhe ao colo em pé.
Às vezes, quando está carente ou chateado, refere-se a ela como «aquela porcaria de Laura». Mas é raro.
Ele vê, ou sente, que a família está completa (quando estamos todos diz sempre, olha a família toda reunida). Que há um equilíbrio (dois rapazes e duas raparigas).
Não há-de um coração de mãe florir todos os dias ...:)
A «namorada» do Lourenço
Com quem ora anda aos abraços ora à estalada foi de férias para a Suiça.
Na segunda feira seguinte traz umas caixinhas para casa.
De quem é isso?
Da Ritinha Ferreirinha (por acaso a melhor amiguinha da tal namoradita). Disse que era para eu ficar com elas para sempre.
??? Ritinha??
Sim, é a minha namorada.
Como? Então a Joana ainda agora foi de férias e já arranjaste outra???
...
Francamente.
Na segunda feira seguinte traz umas caixinhas para casa.
De quem é isso?
Da Ritinha Ferreirinha (por acaso a melhor amiguinha da tal namoradita). Disse que era para eu ficar com elas para sempre.
??? Ritinha??
Sim, é a minha namorada.
Como? Então a Joana ainda agora foi de férias e já arranjaste outra???
...
Francamente.
Artimanhas da memória
Comecei este blogue quando o Lou fez três meses. Hoje, um dia depois da Laura atingir a mesma idade, fui revisitá-lo.
Afinal aquilo de que me lembrava tão bem, não era bem assim. As idades das conquistas, os hábitos, as noites.
É giro isso. Como me disse a minha pediatra, os seis anos de diferença faz como se fosse, de novo, a primeira vez!
(estou mesmo mesmo a pensar fazer um blog só dela... ;) )
Afinal aquilo de que me lembrava tão bem, não era bem assim. As idades das conquistas, os hábitos, as noites.
É giro isso. Como me disse a minha pediatra, os seis anos de diferença faz como se fosse, de novo, a primeira vez!
(estou mesmo mesmo a pensar fazer um blog só dela... ;) )
Na escola aprende-se de tudo
Letras, números, tantas coisas.
E, para grande pena minha, palavrões.
Foi difícil, mas ao fim de duas ou três saídas que me deixaram sem palavras, percebeu que há coisas que não se dizem. O pior é que o ladozinho provocador faz com que quase quase diga... para à ultima da hora se ficar por um caraças ou assim.
E, para grande pena minha, palavrões.
Foi difícil, mas ao fim de duas ou três saídas que me deixaram sem palavras, percebeu que há coisas que não se dizem. O pior é que o ladozinho provocador faz com que quase quase diga... para à ultima da hora se ficar por um caraças ou assim.
Neste mês
Vivemos dias tristes. A doença e posterior morte do bivô Girão trouxeram ao nosso quotidiano as perguntas mais difíceis de responder, porque na verdade ninguém sabe e eu não sou capaz de não ter uma postura cartesiana nisto. Não lhe dou respostas nem certezas, apenas hipóteses... Decidimos que o Lourenço devia participar nas cerimónias de algum modo e acabou sendo o velório, onde esteve e deixou flores. Fazia-lhe confusão o facto de a caixa grande estar fechada (o bivô assim não respira!), mas lá percebeu que o que sobra é o corpo. Quanto à vida do espírito (que conceito difícil de explicar esse) mais tarde ele decidirá se acredita ou não.
Explicações e curiosidades à parte, gostei de ver a ternura com que o Lourenço tratou o pai, desolado com a perda, e a bivó. A morte faz parte da vida, infelizmente, e aprender a consolar aqueles que sofrem é talvez das aprendizagens mais importantes que estas situações podem trazer a uma criança.
Quanto ao bivô, espero sinceramente que o Lou não se esqueça dele (agora vamos ter saudades dele, não é?).
Sim, Lourenço, vamos ter muitas saudades.
Explicações e curiosidades à parte, gostei de ver a ternura com que o Lourenço tratou o pai, desolado com a perda, e a bivó. A morte faz parte da vida, infelizmente, e aprender a consolar aqueles que sofrem é talvez das aprendizagens mais importantes que estas situações podem trazer a uma criança.
Quanto ao bivô, espero sinceramente que o Lou não se esqueça dele (agora vamos ter saudades dele, não é?).
Sim, Lourenço, vamos ter muitas saudades.
Hoje foi dia de trazer os trabalhos da escola para casa
E o que vi, embora já sabendo da sua resistência para o desenho, deixou-me meio triste. O interesse dele pelo lápis e papel não é pouco, é nenhum. Se por um lado vejo uma criança super curiosa, que gosta de aprender e saber tudo, reconheço nele uma preguiça/incapacidade de ser perfeito, de se empenhar na escrita o que se reflecte na qualidade dos seus trabalhitos.
Até aqui foi meio a brincar. Mas para o ano já não vai ser. E não deixa de me angustiar um pouco o tipo de aluno que vai ser (e a minha pouca paciência para ajudar uma criança teimosa e resistente à crítica).
Quem me dera ser relaxada nisto. Quem me dera.
Até aqui foi meio a brincar. Mas para o ano já não vai ser. E não deixa de me angustiar um pouco o tipo de aluno que vai ser (e a minha pouca paciência para ajudar uma criança teimosa e resistente à crítica).
Quem me dera ser relaxada nisto. Quem me dera.
Esta é antiga:
No banho, com o pai.
Pai, quando é que vamos cortar o cabelo?
Porquê, queres?
Não, quero ter o cabelo comprido. E usar brincos... quero ser gay.
????? Ai sim, e o que é ser gay?
É ser muita fixe!
lol
Pai, quando é que vamos cortar o cabelo?
Porquê, queres?
Não, quero ter o cabelo comprido. E usar brincos... quero ser gay.
????? Ai sim, e o que é ser gay?
É ser muita fixe!
lol
Eu sei, eu sei
Demasiado tempo sem escrever. As razões? Demasiado tempo ocupado com afazeres e Laura que sendo um bebé que dorme de noite (shhhhh, não queremos que ela mude), dorme pouco de dia.
A culpa é a de sempre: tanto tempo sem registar, e as coisas giras vão-se perdendo.
A culpa é a de sempre: tanto tempo sem registar, e as coisas giras vão-se perdendo.
terça-feira, maio 15, 2012
Passado um bocado...
-Mãe, aonde é que fomos ontem? À biblioteca ou à discoteca?
lol
-À feira do livro, tonto!
lol
-À feira do livro, tonto!
Luzes apagadas
Tudo a postos para dormir. Passado um bocado ouve-se:
-Mãe, o lençol não está bem espalhado!
-Mãe, o lençol não está bem espalhado!
quarta-feira, maio 09, 2012
terça-feira, maio 08, 2012
Ontem
Porque é que as maminhas se chamam maminhas (curious choice of words)?
Quem é que deu nome às coisas?
Nós somos as primeiras pessoas? Quem foram as primeiras pessoas (as que deram nome às coisas)?
As pessoas que morrem voltam a nascer? Então vão para onde?
As respostas envolveram: transmissão intergeracional, primatas e evolução, crenças em relação à afterlife, desenvolvimento da técnica ao longo da história, importância de estudar, o saber acumulado nos livros, aprender as letras no próximo ano, tomar atenção, portar-se bem.
Ufa.
Quem é que deu nome às coisas?
Nós somos as primeiras pessoas? Quem foram as primeiras pessoas (as que deram nome às coisas)?
As pessoas que morrem voltam a nascer? Então vão para onde?
As respostas envolveram: transmissão intergeracional, primatas e evolução, crenças em relação à afterlife, desenvolvimento da técnica ao longo da história, importância de estudar, o saber acumulado nos livros, aprender as letras no próximo ano, tomar atenção, portar-se bem.
Ufa.
Manos
Tenho de admitir que o Lourenço tem superado as minhas expectativas. Birras controladas, comportamento quase sempre ou muito mais vezes impecável, declarações de amor constantes, pontuadas raramente com frases como «também não gosto dessa porcaria de mana»... rapidamente esquecidos nos abraços e pedidos de desculpa. É um mano orgulhoso e protector. Que abraça mais do que porventura a mana gostaria, mas olha, aguente-ser que para ser irmão mais novo é sempre preciso alguma dose de resiliência.
Ainda o assunto da reprodução
Mãe, quando é que fazem outro bebé?
(???) Como?
Sim, quando é que fazem outro bebé!
Porquê?
Posso ver?
(?????)
Sim, posso ver?
Ó Lourenço é uma coisa privada sabes...
É no hospital?*
...
lol
*no outro dia perguntou-me em que sítio tinha feito a mana, pensei que se referia à barriga, mas não queria mesmo saber o lugar.
(???) Como?
Sim, quando é que fazem outro bebé!
Porquê?
Posso ver?
(?????)
Sim, posso ver?
Ó Lourenço é uma coisa privada sabes...
É no hospital?*
...
lol
*no outro dia perguntou-me em que sítio tinha feito a mana, pensei que se referia à barriga, mas não queria mesmo saber o lugar.
segunda-feira, abril 23, 2012
Mãe, como é que se chamam as pessoas que são cegas?
... chamam-se ciganos, é? E as pessoas que fumam? Deve ser cigarros, não?
(e riu-se do seu próprio disparate).
(e riu-se do seu próprio disparate).
terça-feira, abril 10, 2012
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