Eram três da manhã vai lá ao quarto, super desperto, a dizer que não conseguia dormir. O vento fazia muito barulho. O pai levou-o a fazer xixi e afinal até já tinha feito, mas nem se apercebeu. Estava tão desperto que falava sem parar, convencido de o vento arrancava árvores lá fora, o smart está lá fora mãe?, uma aflição. Levei-o à cozinha para ele ver que eram só árvores a abanar. Pediu (coisa que nunca fez, juro) para vir para o pé de nós, para a nossa cama. Hesitei (temos sempre receio de abrir um mau precedente) mas achei , sobretudo agora que a mana está a chegar, que não deve haver lugares proibidos para ele. E ele estava com medo. Deu-me miminhos, pediu festinhas, ainda quis conversar um bocadinho... e adormeceu. Passado um bocado, eu aflita porque não me conseguia mexer, fui levá-lo à cama a pé. Deitei-o, fiz-lhe algumas festinhas e ele só perguntou: se eu não conseguir dormir posso ir ter com vocês?
Acho que era isso que ele queria: a segurança de que estamos sempre lá para ele.
terça-feira, fevereiro 07, 2012
sábado, fevereiro 04, 2012
Ontem também se saiu com esta
(terá sido conversa da tal amiga que é fresca?)
- Mãe, tu és a minha mãe verdadeira?
(what?)
-Sim, porquê, tens dúvidas?
- Mãe, tu és a minha mãe verdadeira?
(what?)
-Sim, porquê, tens dúvidas?
Ao deitar
A conversa era outra:
Sabes quem foi o Almeida Garret? (é o patrono do agrupamento de escolas que frequenta).
Sei, era um escritor, e tu?
Também. Estivemos no ginásio a ouvir canções... e poemas dele sabias?
Muito bem.
Ele é vivo?
Não, já morreu há muitos anos.
Eu sei, morreu de crancro.
Ai é? Sim, primeiro caíram-lhe os cabelos e depois morreu (acho que isto é outra vez conversa das miudas que vêm novelas e ele acredita em tudo o que lhe dizem, como que a pedra que trazia no bolso era uma pupila de dinossauro... enfim)
As pessoas quando morrem nascem outra vez?
Não, filho... (bem na verdade depende do que cada um acredita... mas deixemos isso para outro dia pensei).
Pois é, as pessoas quando morrem transformam-se em pedra, depois vão para o centro da terra, derretem e transformam-se em lava! Ui, não quero que me aconteça isso (enquanto se enrosca nos lençois).
Que ideias, valhamedeus!
Sabes quem foi o Almeida Garret? (é o patrono do agrupamento de escolas que frequenta).
Sei, era um escritor, e tu?
Também. Estivemos no ginásio a ouvir canções... e poemas dele sabias?
Muito bem.
Ele é vivo?
Não, já morreu há muitos anos.
Eu sei, morreu de crancro.
Ai é? Sim, primeiro caíram-lhe os cabelos e depois morreu (acho que isto é outra vez conversa das miudas que vêm novelas e ele acredita em tudo o que lhe dizem, como que a pedra que trazia no bolso era uma pupila de dinossauro... enfim)
As pessoas quando morrem nascem outra vez?
Não, filho... (bem na verdade depende do que cada um acredita... mas deixemos isso para outro dia pensei).
Pois é, as pessoas quando morrem transformam-se em pedra, depois vão para o centro da terra, derretem e transformam-se em lava! Ui, não quero que me aconteça isso (enquanto se enrosca nos lençois).
Que ideias, valhamedeus!
Quase terminar o jantar
A televisão exepcionalmente acesa, manifestações no egipto, pais a conversar. Diz o Lourenço:
- Mãe, agora posso fazer perguntas?
(as pessoas estavam a fugir, era do incêndio, porque é que estavam zangadas, ...)
- Mãe, agora posso fazer perguntas?
(as pessoas estavam a fugir, era do incêndio, porque é que estavam zangadas, ...)
terça-feira, janeiro 31, 2012
Ia jurar
... que hoje de manhã, enquanto enchia com água a tigela onde ia fazer a papa e a punha no micro-ondas, ele disse:
Sou eu que faço essa trampa toda! (???)
Mas depois explicou, quando eu lhe pedi que repetisse
Sou eu que faço essa coisa da TEM-PE-RA-TU-RA! (ou seja, regular o tempo e carregar no botão).
Ufa!
Sou eu que faço essa trampa toda! (???)
Mas depois explicou, quando eu lhe pedi que repetisse
Sou eu que faço essa coisa da TEM-PE-RA-TU-RA! (ou seja, regular o tempo e carregar no botão).
Ufa!
Conhece todas as profissões da construção
Ladrilhador, pedreiro, canalizador, engenheiro... e também carapinteiro.
(e eu deixo-o dizer mal, porque é o que resta do meu bebé)
Fomos a Torres Vedras cortar o cabelo
Um dia explico porquê irmos tão longe. Já lá estávamos e perguntam-lhe (lembrando-se de um fascínio antigo) então, no caminho viste as ventoinhas? (pausa) O quê? as eólicas? (ventoinhas é para bebés pá...)
quarta-feira, janeiro 25, 2012
Mini-Polícia e sensibilidade social
Depois das obras e dos bombeiros, chegámos à fase polícia. Andava há que tempos a pedir-me um fato de polícia e eu acedi, primeiro porque se anda a portar lindamente, segundo porque o carnaval se aproxima e há que ser previdente. Ontem aproveitei e lá lhe comprei a máscara. Ai a alegria e felicidade. De peito cheio, pleno de orgulho, passou a noite a prender-nos com as algemas por termos feito asneiras. Mas o que eu gostei foi quando fingi roubar umas bananas e ele pergunta então roubou porquê? e eu respondi não tinha dinheiro... diz-me ele ah, és pobre? Era para comer? Pronto, coitadinha, então eu liberto-te, não fizeste por mal...
:)
:)
quarta-feira, janeiro 04, 2012
Lembrei-me de uma
Que revela que tem alguma consciência do seu mau feitio.
- Mãe, sabes que há umas pessoas que se portam muito pior do que eu. São os ladrões.
- Mãe, sabes que há umas pessoas que se portam muito pior do que eu. São os ladrões.
Sobre os sonhos
- Mãe, quando sonhamos desaparecemos?
(os sonhos às vezes são tão reais que parece que são a sério... mas não passa-se tudo no teu cérebro, enquanto estás aqui deitadinho)
...
- Mãe, os sonhos realizam-se?
(porquê, tu gostavas? - às vezes diz-me que sonha que é bombeiro a sério, ou polícia a sério, ou homem das obras a sério)
(os sonhos às vezes são tão reais que parece que são a sério... mas não passa-se tudo no teu cérebro, enquanto estás aqui deitadinho)
...
- Mãe, os sonhos realizam-se?
(porquê, tu gostavas? - às vezes diz-me que sonha que é bombeiro a sério, ou polícia a sério, ou homem das obras a sério)
A tal Joana deve ser fresca
- Mãe é verdade que as pessoas podem tomar uma pastilha e depois ficam grávidas?
Hoje desmanchamos-nos a rir ao jantar
- Sabes, no outro dia o avô da Joana morreu. Tinha 100 anos! (ena!) Ela convidou-me e não sei quê... (ai sim, é como se tivesse feito anos e fizesse uma festa...).
...
- Acho que a avó ficou muito triste e tal.
...
- Depois arranjou outro avô! E depois o outro avô acho que arranjou outra avó! (boa, ficam todos arrumadinhos)
lol
- eu estava a ser engraçado? era uma piada é?
...
- Acho que a avó ficou muito triste e tal.
...
- Depois arranjou outro avô! E depois o outro avô acho que arranjou outra avó! (boa, ficam todos arrumadinhos)
lol
- eu estava a ser engraçado? era uma piada é?
domingo, janeiro 01, 2012
O meu trabalhador
Completamente equipado. O brinquedo, já sabem, não sobreviveu à sua viagem inaugural à escola. Mas de lá, e porque o engenheiro responsável pelas obras lhe acha mesmo graça, já trouxe: um capacete a sério, um colete a sério (não faz mal parecer um vestido por ser enorme) e uns protectores de ouvidos a sério. Nada mal, mesmo assim.
quinta-feira, dezembro 29, 2011
Ontem
Primeiro dia de aulas depois do Natal:
1. Levou (com tanto orgulho) o seu martelo pneumático e, por maldade de um colega mais velho, regressou partido. Foi de tal forma que as monitoras falaram com os pais e garantiram-nos que vai ser reposto pelos pais do tal colega. Deve ter chorado tanto.
2. Os srs. das obras devem achar-lhe tanta graça que o chefe (o sr. (Eu)génio) lhe deu um capacete dos verdadeiros. E não lhe chamem trolha que ele responde imediatamente não sou nada, sou um trabalhador.
1. Levou (com tanto orgulho) o seu martelo pneumático e, por maldade de um colega mais velho, regressou partido. Foi de tal forma que as monitoras falaram com os pais e garantiram-nos que vai ser reposto pelos pais do tal colega. Deve ter chorado tanto.
2. Os srs. das obras devem achar-lhe tanta graça que o chefe (o sr. (Eu)génio) lhe deu um capacete dos verdadeiros. E não lhe chamem trolha que ele responde imediatamente não sou nada, sou um trabalhador.
segunda-feira, dezembro 26, 2011
É demasiado óbvio
Mas a mim até me surpreendeu. Muita conversa sobre o bebé e como ele já é crescido, quando na verdade ele quer certificar-se de que, in a way, ainda é o bebé da mamã. Ou pode ser de vez em quando.
* A minha mãe ofereceu-me um cesto cor-de-rosa e um pacote de fraldas de recém nascido. Assim que o viu o Lourenço quis arrumá-lo junto à sua cama e eu deixei. Até foi buscar mais umas coisas da mana e lá ficam guardadas no espaço que ele lhe reservou. Mas giro, giro foi, passado um bocado, e depois de ouvir restolhar de plástico no quarto enquanto tentava que dormisse um bocado à tarde, dar com ele abraçadinho ao pacote.
* A minha mãe ofereceu-me um cesto cor-de-rosa e um pacote de fraldas de recém nascido. Assim que o viu o Lourenço quis arrumá-lo junto à sua cama e eu deixei. Até foi buscar mais umas coisas da mana e lá ficam guardadas no espaço que ele lhe reservou. Mas giro, giro foi, passado um bocado, e depois de ouvir restolhar de plástico no quarto enquanto tentava que dormisse um bocado à tarde, dar com ele abraçadinho ao pacote.
segunda-feira, dezembro 19, 2011
Já sabe que o assunto não me interessa muito
Com um ar muito sério no carro:
- Mãe, posso falar de coisas de obras?
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Lourenço e as perguntas difíceis
Mãe, as coisas existem?*
* e eu percebi claramente o que quis saber: há as coisas materiais palpáveis e as coisas que só existem enquanto conceito ou fruto de imaginação. É como explicar deus. É mesmo difícil: explicar o que existe e não se vê.
* e eu percebi claramente o que quis saber: há as coisas materiais palpáveis e as coisas que só existem enquanto conceito ou fruto de imaginação. É como explicar deus. É mesmo difícil: explicar o que existe e não se vê.
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