domingo, janeiro 20, 2008
Também aprendi
Que há meninos da idade dele exactamente que falam muito mais que ele e outros que não falam nada. Que há pais que não se ralam com a sopa, para comprarem sossego. Que saltam sestas com alguma frequência. Que há meninos que já calçam sapatos sozinhos e desapertam botões. Que o Lourenço não gosta de batatas mas que é um dos dois que come com a mesma satisfação desde a primeira à ultima colher.
Na reunião de pais
Contam-se episódios do dia a dia escolar. Ouvi mais do falei, o que é raro. Mas soube, através das duas páginas de apreciações superficiais e dos comentários da educadora, que o Lourenço é dos mais tímidos da sala. Não gosta de situaçõe novas nem de quem não conhece. Reivindica muitos mimos e distribui-os com muita facilidade também. Gosta de cantar e mimar as canções, mas isto eu já sabia. Evoluiu na linguagem, embora a timidez não ajude na comunicação. Não é agressivo nem violento com os colegas. Pega lindamente nos lápis e, pasme-se, é mesmo canhoto.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Do que ele gosta mesmo
É do Youtube. Qual DVD do Noddy na televisão grande. Quer é sentar-se ao nosso colo, ou ao nosso lado, e percorrer os favoritos que incluem os genéricos dos desenhos animados e um ou outro clip da RTP. Vá lá entendê-lo.
E pelo e-card que recebemos do amigo Pedro, antevejo um interesse comum.
E pelo e-card que recebemos do amigo Pedro, antevejo um interesse comum.
Nasceu
Uma homónima minha lá para os lados de Coimbra. Não conheço bem a mãe, mas conheço a prima, e através dela acompanhei a gravidez. Feliz por, apesar de todos os riscos, ter corrido tudo bem, congratulo-me especialmente com a escolha do nome. I wonder why...
Apaixona-se
Constantemente pelos bonecos fofos, grandes e pequenos. É o cácá, o elmer, um cavalo e um cão. Quer leva-los para a escola, mesmo se são quase maiores que ele. Negoceio com o pequeno cão e ele lá acede a deixar o cavalo em casa. Ontem, durante a visita à bebé Camila apaixonou-se por um super urso que ela tem. Arrastou-o por todas as divisões, abraçou-o, beijou-o. Não o largou. À saida esperava um drama. Não me enganei demasiado. Vestiu o casaco, andou por ali, e logo demos com ele a ir buscar o urso e encostar-se à porta, a ver se passava despercebido. Disse muitas vezes que não, pôs as mãos na cara para fingir que não estava a ouvir e passado um pouco lá se convenceu que o urso ficava lá para ter com que brincar em visitas futuras.
terça-feira, janeiro 15, 2008
Também
Tem desenvolvido as competências na área da teimosia. É vê-lo parado, indiferente ao chamamento, com as mãos sobre os olhos como quem diz «não estou cá, não estou a ouvir». Usa exactamente a mesma técnica quando se ralha com ele ou quando sabe perfeitamente que estava a fazer asneira.
Na escola
Confirmam. O Lourenço não faz mais nada senão trepar, subir para cadeiras e mesas para poder mexer nas coisas dos adultos. De preferência as que tenham botões. Se for à hora de fazer o jantar quer mexer nas comidas. Ver com atenção tudo o que estou a fazer para poder imitar à maneira dele.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
O menino
Que quase diariamente pedia colo a caminho e no regresso da escola, insistiu hoje em percorrer a pé toda a distância, transportando a sua malinha. No regresso repetiu a proeza com entusiasmo e, pasme-se, recusou-se a entrar em casa, seguindo caminho rua acima, limpando as paredes com a mão e subindo todos os degraus disponiveis.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
O Lourenço
Não se conforma com o desaparecer das árvores de Natal. Mal ele sabe que a nossa, ainda montada por falta de tempo para a guardar, vai desaparecer em breve.
Finalmente
Dispõe-se a aprender palavras, mas só e apenas quando lhe apetece. Muito trapalhão, o meu rapaz. Para dizer piu-piu, sai-lhe antes o pui-pui, por exemplo. Mas essas ele diz umas vezes e depois não repete. Como caum (cão), passou um dia nisto, mas ontem por mais que insistisse não dizia. Assiná-la com vigor se comemos tudo (mamã, papou!!!) e deixou de dizer picapa para dizer picapu (catrapum), bem mais perto do som correcto. Ontem, também, disse cócoixi que quer dizer cócegas. Muitas. Ali no limiar das costelas (só eu sei o lugar exacto do botão das gargalhadas).
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Entre
As brincadeiras favoritas do momento estão o «vou-me ali esconder para me encontrares e depois fugir a correr» e o «catrapum» que significa «vamos todos fingir que caimos para o chão (mas sem doer) e rimo-nos todos muito a seguir».
Apesar
De quando me vejo ao espelho e em fotografias com as unhas pintadas de encarnado não parecerem minhas, as mãos, um dia destes uma amiga pediu-me que o fizesse mais vezes porque me ficava bem. Pareço uma senhora, mãe de filhos. E é o que o sou de facto, embora a estranheza causada peça imagem no espelho não revele mais do que alguma dificuldade em lidar com o passar do tempo. Já o disse a propósito dos trinta, mas repito. Há uma parte de mim que não saiu do liceu.
terça-feira, janeiro 01, 2008
A passagem de ano
De pais, mas sem os filhos, saldou-se numa retirada estratégica de uns para ir acudir uma avó em stress com um nariz entupido e, passada uma hora, na retirada dos outros dois (nós) vencidos pelo cansaço (de uma muuuuuito má noite na véspera). Ainda assim quase três da manhã não é muito mau, pois não? A noite de todas as potenciais loucuras revelou que temos dificuldade em evitar o assunto fraldas e que o défice de sono afecta qualquer um e a maior das vontades em aproveitar a folga.
O milho para as pipocas que íamos comer de madrugada, depois dos filmes que não vimos e dos jogos que não jogámos, ficará, pois, para outra ocasião.
Ainda que pudesse ter durado mais a festa, foi memorável.
Feliz 2008.
O milho para as pipocas que íamos comer de madrugada, depois dos filmes que não vimos e dos jogos que não jogámos, ficará, pois, para outra ocasião.
Ainda que pudesse ter durado mais a festa, foi memorável.
Feliz 2008.
Coisas menos boas
A assinalar, mas também coisas boas. As últimas duas semanas viram crescer um Lourenço palrador como nunca, usando cada vez mais linguagem mista (ensaios de palavras e gestos). Adorou o Natal e os presentes que lhe calharam em sorte. Brinca com todos, em especial com o aspirador (com pilhas e um barulho enervante). Este bebé afinal sempre recebeu um carrinho de limpeza completo, após muita busca. E agora há pouco desprezou o cacá para adormecer com o Elmer («Émé») de peluche e rodas de madeira que a bisavó lhe ofereceu. Adorou a visita do cão da tia Susana (desconfio que foi o delírio da consoada) e não só não teve medo como não poupou carinhos, abraços e puxadelas de rabo.
Aprendeu a apreciar o genérico do Noddy (Nhá) na televisão grande embora peça também para lhe pôr o Ruca (qualquer coisa como peeeca) no Youtube. Descobriu o carro encarnado que era do pai e passeia-se nele e faz manobras, e não se cansa de entrar e sair só para ver as luzes que acende e depois apaga, dizendo «Ohhhhh!».

Passou a imitar-nos a fazer de tudo (e não só a varrer que já não é «baxi» mas «barri»): escrever no computador, mexer no rato do mesmo, ler (pega em livros e inventa), sei lá... nem parece o mesmo bebé. Achou que as palmeiras do jardim da Estefânia eram ananáses e eu senti que isso era uma manifestação de inteligência e sensibilidade.
Desenvolveu com igual intensidade a meiguice e os ginetes, o que significa que distribui tanto beliscões e palmadas de raiva como abraços e carinhos muito sentidos. Apaixonou-se (ainda mais) pela sua avó (abóooo). Pergunta por ela pela manhã, dá-lhe abracinhos imaginários quando lhe perguntamos onde está e em presença não poupa carinhos que elevam ao expoente máximo a já muito elevada autoestima da avó. É certo que ela também não se coibe nos elogios ao neto: «Já canta os versos dos parabéns muito bem...» (?????); «Já identifica os números na colcha da Inês...» (????????). Enfim, não consegue evitar.
Isto para dizer que apesar de doentito, tem estado sempre muito bem disposto.
Aprendeu a apreciar o genérico do Noddy (Nhá) na televisão grande embora peça também para lhe pôr o Ruca (qualquer coisa como peeeca) no Youtube. Descobriu o carro encarnado que era do pai e passeia-se nele e faz manobras, e não se cansa de entrar e sair só para ver as luzes que acende e depois apaga, dizendo «Ohhhhh!».

Passou a imitar-nos a fazer de tudo (e não só a varrer que já não é «baxi» mas «barri»): escrever no computador, mexer no rato do mesmo, ler (pega em livros e inventa), sei lá... nem parece o mesmo bebé. Achou que as palmeiras do jardim da Estefânia eram ananáses e eu senti que isso era uma manifestação de inteligência e sensibilidade.
Desenvolveu com igual intensidade a meiguice e os ginetes, o que significa que distribui tanto beliscões e palmadas de raiva como abraços e carinhos muito sentidos. Apaixonou-se (ainda mais) pela sua avó (abóooo). Pergunta por ela pela manhã, dá-lhe abracinhos imaginários quando lhe perguntamos onde está e em presença não poupa carinhos que elevam ao expoente máximo a já muito elevada autoestima da avó. É certo que ela também não se coibe nos elogios ao neto: «Já canta os versos dos parabéns muito bem...» (?????); «Já identifica os números na colcha da Inês...» (????????). Enfim, não consegue evitar.
Isto para dizer que apesar de doentito, tem estado sempre muito bem disposto.
Um Natal
Uma bronquiolite, uma faringite e uma passagem de ano depois, cá estamos para dar algumas notícias do que passou.
Foi há tanto tempo...
Foi há tanto tempo...
Subscrever:
Mensagens (Atom)




