quarta-feira, outubro 12, 2011

Sabes mãe,

... Quando me contaste a novidade, eu fiquei muito irritado porque apanhei um grande suuuuusto! Mas agora já estou contente.*

* Pede para dar festinhas e recados. Para isso pediu-me para abrir a boca, deitar a língua de fora, "para ela ouvir melhor".

quarta-feira, setembro 28, 2011

Escola nova + novidade =

- "Mãe é verdade que os pais gostam de pôr a pilinha no pipi das mamãs?"

(ou o que sobra de uma conversa sobre como surgem os bebés... e ele não se fica com qualquer explicação)

Ao abandono


É como se encontra este espaço. Razões? Muitas... o trabalho, o quotidiano absorvente. Mas a vida continua e por aqui de que maneira. Do lado de cá do ecrã são tantas as novidades que nem sei por onde começar. Talvez por partes... a sequência é lógica e não propriamente cronológica.

1. Ao fim de um interminável mês de agosto, com as férias pelo meio, chegou setembro e com ele tantos desafios. O primeiro a escola nova que, concluo hoje, meteu mais medo aos pais que ao Lourenço. Na verdade, um dia fui lá para falar com a educadora uma vez que estaria no estrangeiro na primeira semana de aulas e encontrou alguns amigos no pátio e já nem quis entrar comigo. Lá ficou a brincar e já nem queria vir comigo para casa. Para o conv
encer prometi que no dia seguinte iria e assim foi. Deixei-o ficar no ATL e nem olhou para trás, e fez-me prometer que só o ia buscar de noite. Concluo que estava de facto sedento de brincadeiras. Na semana seguinte não foi (não estávamos cá) e só quando voltei iniciou o ano lectivo a sério. Até hoje nem uma lágrima, só uns abraços repetidos... e a educadora já me disse que é muito comunicativo e participativo (onde é que está o meu menino tímido que não gosta de mudanças?). Noto-o mais calmo, feliz, traz canções e lengalengas, brinca lá fora ao ponto de vir literalmente coberto de pó da cabeça aos pés. E eu aliviada, tão aliviada. A escola não é perfeita (nenhuma é) mas acho que vai ficar bem. Está de tal maneira que insiste em que quer ir para a escola sozinho (fica a 50 m)!

(foto do dia da mãe o ano passado)

2. A forma suave como se deu a transição encorajou-nos a dar-lhe uma novidade que esperava, já há algum tempo, o momento oportuno. Que ia ter uma mana (em princípio) na Primavera. A reacção foi, no mínimo, cómica. Primeiro desconfiou que estivéssemos a brincar. «Vocês estão a brincar...». Depois de perceber que não estávamos, ficou muito encarnado e disse: «mas eu não quero isso! estão a brincar não estão?». Já esperava na verdade, porque ele já tinha dito que queria ser três sempre e nunca quatro. Depois perguntou: «não podem dá-la a outra pessoa? ao Manel por exemplo... ele queria uma mana!». Expliquei que não podíamos, claro. Ficou a absorver a ideia e depois, ao longo do dia, repetiu várias vezes esta ideia de dar a mana a outra pessoa, nomeadamente os bombeiros que são bons e alternou milhares de perguntas (como, quando, porquê...) com estas: «ainda gostas de mim?» e «porque é que quiseste ter mais filhos?». Viu vídeos que mostravam como cresce o bebé na barriga, quis saber que história era essa da sementinha do papá e do ovinho da mamã, enfim Lourenço no seu melhor. No final do dia já dizia que ia gostar dela, que ela podia dormir na cama dele, que ia levantar-se de noite para a pôr a fazer xixi, e ia ensinar-lhe tudo sobre os bombeiros. No seu íntimo continua um bocado chateado, mas penso que é um processo que superará a seu tempo, sem dramas.
Acho que o que o seduziu verdadeiramente foi a ideia de ter, finalmente, alguém em quem mandar :)


terça-feira, agosto 30, 2011

segunda-feira, agosto 22, 2011

Long time no see.

Semanas sem escrever, logo nesta altura em que tanta coisa acontece. A melhor de todas as férias, claro.
Desta vez duas semanas inteiras terminadas ontem no Badoka com um filho que não queria voltar para casa nem por nada (vamos lá à casa só mais um bocadinho...).
Viemos mais bronzeados, a dispensar as braçadeiras na piscina, com menos dois dentes (em baixo), com horas de sono em défice, esvaziados de birras (espero mesmo, que o rapaz esticou-se e bem neste departamento), muitos gelados e brincadeiras (e asneiras em série também).

Balanço: tenho um filho difícil (to say the least), que tenta negociar até ao último instante, com alguma dificuldade em perceber que não somos exactamente do mesmo tamanho, que mima muito e se deixa mimar e que é curioso até à quinta casa (comentário unânime: este menino faz tantas perguntas!*). Espero mesmo que tempere o seu mau feitio com (a) inteligência.


*Sim, incluindo «porque é que tens pelos na cara?» à cozinheira de um dos turismos rurais onde estivemos.

segunda-feira, julho 25, 2011

Veio preto preto e cheio de saudades

De umas maravilhosas férias com os primos.
Obrigado à tia que se aventurou a ir sozinha com três piratas (uma das quais já crescidinha) para o algarve. :)

quarta-feira, julho 06, 2011

No sofá

De braços estendidos:
- Vá, anda cá ao teu pituxinho fofo...

(sabe-a toda, é o que é...)

Conquistas

Mãe, eu já sei «bué» da rimas, não é?

(sabes muitas, sim, cada vez mais...)

Ele acha que é mais velho do que os outros...

Porque já não tem um dente (o tal substituído por outro de leite) e já tem um a abanar.

No Pingo Doce remodelado,

Estava meia tonta à procura do rolo dos sacos, para o poder encher de pimentinhos padrão que são tanto do nosso apreço. O Lourenço, ar de enfado, de pé no carrinho, mão na cintura e a outra apontando, sai-se com esta:
- Ó jovem, estão ali, jovem!

(desmanchei-me a rir!)

domingo, junho 26, 2011

Lá no Algarve

Viu ao longe aquilo que parecia ser uma colónia de férias. Resposta pronta:
- Txinapá, aquela mãe teve imensos manos!

Quando reconhece que estava errado

diz: ó mãe, era o meu cérebro que não estava a pensar bem...

sexta-feira, junho 24, 2011

De modo que foi assim...

A meia-praia é perfeita quando está perfeita. E esteve sempre perfeita.
* e depois de uma tarde nisto, dormiu ininterruptamente na viagem de regresso a Lisboa.

quarta-feira, junho 15, 2011

Finalmente percebi porque tem alguma resistência em ir para a escola à segunda feira

Sim, parte serão saudades dos pais e do fim-de-semana. Mas desta vez confessou:
-É que eu não quero fazer o desenho do fim de semana...
-Porquê?
-Porque não sei desenhar chapéus de sol... (tínhamos ido à praia)
- Não tens de saber fazer, fazes como sabes.

(espero que não seja perfeccionista nestas coisas, senão nem sequer experimenta fazer coisas diferentes só porque acha que não é capaz...)


terça-feira, junho 14, 2011

Na natação

Mãe, eu sei quantos anos vais fazer!
Ai sim, quantos?
Trinta e cinco! E depois, trinta e seis, trinta e sete, trinta e oito...
(pausa)
Quando chegares ao trinta e oito vais ser velhinha.... óoo eu não queria...

(pois eu também não, mas receio bem que não haja nada a fazer quanto a isso ;))

Depois de lhe mostrar onde era a China no globo

(queria que fosse comprar elásticos aos chineses) perguntou:
Ó mãe, e lá há mais pessoas?
Sabes lá tu quantas: são milhões!
(pausa e depois acrescenta, entusiasmado!)
E também têm dragões com asas que deitam fogo e animais biológicos, sabias?

:)

domingo, junho 12, 2011

Foi a uma quinta com a escola

E aprendeu imensas coisas. Tem vindo a partilhá-las aos poucos à medida que se lembra ou que o quotidiano o lembra. Uma das melhores foi esta.
- Mãe, eu sei de onde vêm os frangos!
(e eu pensei, boa, viu galinhas a sério!)
- E os patos? Sabes, os patos são feitos de frango por dentro! Tira-se uma pena e está lá frango!
:)

quarta-feira, junho 08, 2011

hoje foi um dia difícil

O Lourenço tem alguma dificuldade em controlar o mau génio e volta e meia excede-se e levanta a mão, chama alguns nomes (má e feia são alguns, mas há piores), ou atira com coisas só de raiva incontrolada. Depois arrepende-se imenso, mas já vai tarde. Hoje num dos seus acessos (não gosta de ser contrariado - no caso queria um snack composto por bolachas e pão com doce e eu expliquei-lhe que tinha de escolher entre os dois), depois de insistir e eu manter o meu não, deu um pontapé no saco do lixo e, por azar, voaram umas casquinhas e um caroço de nêspera que se espalharam no chão.
Disse-lhe calmamente que tinha de apanhar desse por onde desse e pronto, foi o fim. Que não queria, que não conseguia, que eu o ajudasse por favor que nunca mais voltava a fazer, que não queria pegar numa coisa pegajosa, etc e tal. Lágrimas, lágrimas, lágrimas... Às tantas digo-lhe: Lourenço, apanhas o que deitaste para o chão por favor e não inventes! Começa a lamuriar-se: E eu quero inventar e tu não me deixas... lágrimas, lágrimas, lágrimas e eu a rir por dentro.

Mais tarde perguntei-lhe se sabia o que era inventar e diz-me ele: é quando um menino deita lixo para o chão e depois quer apanhar com a televisão ou assim... Mais nada!


domingo, junho 05, 2011

Organiza as cápsulas do café

E declara:
Vá, vou por isto tudo nas cores correctivas.

Já deitado chama-me e pergunta:

Mãe, quando já tiveres muitos muitos anos, e fores muito velhinha eu vou ser crescido não é?
Sim...
Ah, está bem.
(silêncio)

*Às vezes pergunto-me que lógica tem o mundo na sua cabeça.

terça-feira, maio 24, 2011

E outra vez...

Mãe, quem foram as primeiras pessoas que viveram em Portugal?
Outra vez?
Mãe, em Portugal (ainda não contaste)...
here we go again
(hominideo-áfrica-espalhou-se pela europa-cavernas-instrumentos rudimentares-vestes feitas de peles...)
(ar espantado)
Mãe, então também não havia luzes!

Quis que lhe contasse a história da Pequena Sereia

Tenho uma versão ilustrada pela Lisbeth Zwerger - linda - que não é história para contar de uma vez.
Expliquei-lhe: esta história tem de ser aos bocadinhos porque é muito grande. Assentiu.
Já vamos na terceira noite. Às vezes pede mais uma página, outras pede para passar à frente as páginas sem ilustrações. Mas ainda não perdeu o interesse...

A ver se chegamos ao fim.

O Lourenço não desenha florestas

Desenha conjuntos de árvores.

Mãe, tens um recado para dar!

Diz-me assertivo no carro a caminho da natação.
Tenho?
Sim, só ao Afonso e ao Guilherme.
E que recado é esse...
É que eles vêm comigo ao passeio com o cão (???)
Qual passeio?
Quando o snooker (cão da tia Susana) vier cá eles podem vir comigo. Mas só se ele já estiver sem aquela coisa (a coleira para não se coçar)...

(anda obcecado com animais de estimação: estará na hora de lhe comprar um peixe?)

segunda-feira, maio 23, 2011

Já a segunda vez

Que chego ao quarto e dou com ele a dormir com o Cacá (boneco preferido) enfiado debaixo da camisola.
Justificação: É para ele não ter frio mamã!

domingo, maio 22, 2011

Não foi de mim que ouviu isto

blablablabla sabes o José Sócrates está morrido blablablabla acho que ele foi matado.

:)

segunda-feira, maio 16, 2011

Desenhos animados educativos

Chega lá ao quarto e alerta-nos:
- Não se pode poupar energia!!
- Não, Lourenço, deves querer dizer que tem de se poupar energia...
- Isso, não se pode é despoupar energia.

quarta-feira, maio 11, 2011

Ainda as dúvidas existenciais

Mãe, tu ainda és filha?

:)

quarta-feira, maio 04, 2011

O que é que o Lourenço quer quando for crescido?

Um carro?
Uma mota?*

Talvez venha a querer («quero ter muitas coisas no meu quarto ...»)



Mas não, o que ele quer mesmo, mesmo mesmo mesmo é...



txanananan



uma pistola de cola quente!


*update: afinal diz que vai comprar três motas, uma para ele, outra para o pai e uma para mim (sabes como mãe? de princesas!)

Sentado na bancada enquanto passo a ferro

Mãe, quando tu e o pai forem muito velhinhos depois vão morrer, não é?
Sim...
Então e depois? Depois eu fico sozinho?


Deitado na minha cama, acordado demasiado cedo

Mãe, eu sei como se chamam aqueles animais que têm umas coisas nas costas!
Ai é?
Sim, mamilos!
(gargalhadas)
Ó Lourenço, são camelos, ca-me-los!

sexta-feira, abril 29, 2011

Here we go again

-Quem é que foram as primeiras pessoas a nascer?
-O quê?
-Sim, a seguir aos senhores das obras terem acabado de construir as casas...
- Ó Lourenço, não foi assim tão simples: há quem acredite que foi Deus que fez o primeiro homem e a primeira mulher e há quem acredite que o homem resultou da evolução de uma espécie de macaco... Depois os primeiros homens não viviam em casas, viviam em cavernas. Foram aprendendo a fazer coisas cada vez mais difíceis até ser como é hoje.

Sobre os mistérios da vida (e da morte)

Encontrámos uma abelha rainha morta no chão, a caminho de casa da escola. Observámos e seguimos caminho, mas qualquer coisa ficou lá. À noite entrou uma traça para casa e depois de, infrutiferamente, a tentarmos espantar, lá tivemos de (como dizer...) matar.
Um drama:
Que a borboleta era da natureza e que a borboleta tinha mãe, que agora a mãe ia ficar muito triste, que a borboleta era tão querida e tão amiga dele... enfim. Nós somos pessoas horríveis (e de certa maneira fomos, mas a bicha estava maluca e não se ia embora nem por nada).
Ao deitar-se lembrou-se da abelha.
A abelha rainha tinha morrido porquê, e que se calhar o papá (o rei) estava triste, coitadinho.
E porquê e porquê e porquê...

terça-feira, abril 26, 2011

Lourenço e a «cena» da autoridade e da hierarquia

Como negociador nato que é, lá na cabeça dele acha que chegou a um compromisso com o qual é capaz de viver:
- Ok, vocês mandam em mim, mas eu mando em vocês, ok?

...

-Mãe, posso ser eu a mandar no meu quarto?

Descobriu as rimas

Mas repete sempre as mesma:
- Abril rima com.... CARIL!

Mandei-o apanhar os papéis que tinha deixado no chão

- Ó mãe, posso fazer um conjunto* de papéis aqui no tapete?

*suponho que é matemática a funcionar...

quarta-feira, abril 20, 2011

Mãe

Vou dar-te um abraço como se fosse um pássaro a chocar os ovos.

(ou seja, quentinho e delicado... e foi)

:)

quarta-feira, abril 13, 2011

Esqueci-me de referir


que os sistema solar também tinha sido convidado...
Posted by Picasa

A festa







Posted by Picasa

terça-feira, abril 12, 2011

Este é o ar que melhor o descreve


Malandro até dizer chega.

5 ANOS


E um rapazinho feliz com um novo amigo...

Irresistível

* sabe melhor (re)ver fotos quando já nos esquecemos que as tínhamos tirado (esta no museu do pão, em Janeiro...)

Passado um bocado...

Ó mãe, quem é que nasceu primeiro?
Como?
Sim, quem é que nasceu primeiro...
(ó não, deus e darwin outra vez e a esta hora não...)
Mas quem, eu ou tu? Eu, claro...
Não, as primeiras pessoas...
(pausa, a pensar numa resposta - o processador está lento àquela hora)
Já sei mãe, quem nasceu primeiro foram os senhores das obras.
Porquê?
Porque tiveram de construir as cidades... nós não podíamos dormir na relva mãe, não é?
(por hoje estou safa!)

Anda uma mãe a criar um filho para isto

Hoje de manhã vai ter comigo à cama. Deita-se ao meu lado e começa logo com as perguntas. Abro um olho e suponho que não estivesse no meu melhor. Todavia, o comentário foi certeiro:
-Ó mãe tu já és velha? Tu também vais morrer? E os amigos? E o Buzz? (ai Lourenço que conversa...)
- ó mãe estás com uma cara esquisita. Precisas de pôr maquilhagem, precisas de pôr maquilhagem...

(...)

domingo, abril 10, 2011

Calhou ser na semana do FMI

Que se concentraram os preparativos para o grande dia: o 5º aniversário, tão desejado e ansiado (quando eu dormir já é a minha festa?).
Celebrar o presente e ao mesmo tempo temer o futuro é algo a que nos devemos ir habituando, suponho, mas não é disso que trata este post. Este post é sobre a alegria de um menino que já é «crescido». Que recebeu muitos presentes, apesar de não ser menino de pedir nenhum (só presentes no geral).
Que teve um sistema solar pendurado no tecto da sua festa, um bolo com um astronauta, muitas brincadeiras, um mural onde todos puderam desenhar. Até teve a sorte de ter uma amiga que não se importou de pintar todas as bochechas, com estrelas, foguetões, flores e borboletas. É sobre um menino que antes de dormir lembrou-se da promessa - não cumprida - da manhã: mãe, pai, ainda não demos o abraço de «gurpo»!
E o dia acabou assim abraçados: tão juntos e afinados como há cinco anos atrás.



quarta-feira, abril 06, 2011

Bem sei que virá por aí abaixo o FMI...

Mas all I care about é ver a felicidade do Lourenço na perspectiva do seu aniversário: amanhã já é sábado, mãe?

quinta-feira, março 31, 2011

Em constante processo de categorização e de criação de uma ordem para o seu mundo

- Mãe, porque é que as gruas se chamam gruas?
- Não sei, porque é que sapato se chama sapato?
- Olha, porque é para nós andarmos...
-E as gruas são para quê?
- Para levantar pesos!
-Então, pronto... é isso.
(pausa)
- Achas que uma grua conseguia levantar Júpiter?

Anda inquieto com a sua festa de anos

-Mãe, hoje já é amanhã?

quarta-feira, março 30, 2011

Ouviu dizer que vinha cá hoje um canalizador

E já não queria ir para a escola.

terça-feira, março 29, 2011

Agarrado ao cacá

Mãe, vai ser o meu amiguinho até eu morrer.
(pausa)
Mãe, o cacá também morre?
(não morre porque não é uma pessoa, é um boneco)
Ai é, é, ele fala comigo e diz-me coisas.
(ai, sim que coisas?)
Que és uma princesa.

*Já a mim «disse-me» que gostava muito que ele deixasse de ratar os dedos. Que lindo vício que foi arranjar.

domingo, março 20, 2011

Anda um bocado obcecado com a morte

Depois de muito tempo convencido da reencarnação faz perguntas e faz muitas declarações do género:
Eu sei que quando morrermos vêm outras pessoas e que antes também já haviam outras pessoas, não é mãe?

também diz

quero ter sempre esta mãe e este pai até morrer... (quanto a esta está safo!)

Estava a fazer sopa

E abrindo a gaveta onde as ditas são guardadas comento bolas, já não temos batatas.
Passado um bocado diz o Lou para a prima: é que nós estamos pobres...
O que é ser pobre?
É quando não temos nada... nem comidas!
(fiquei espantada, e só depois percebi que ainda vinha da falta de batatas...)




quarta-feira, março 09, 2011

Mexe na tesoura grande

- Lourenço, não mexas aí que é perigoso...
- É mais perigoso que um vulcão?

Ó mãe

... eu quero dizer fogo e duhh e tu não me deixas... (na sequência de uma conversa, em que isto surge a despropósito, ou de propósito para desviar o assunto).
- O quê?
- Sim, por exemplo quando os amigos batem eu preciso dizer: «não se bate, duhhh!»

terça-feira, março 01, 2011

E de repente

Senti-me especialmente mal por deixar este espaço ao abandono...
Falta de tempo ontem, hoje, daqui a bocado, e a certeza de que me vou esquecer de todas as conversas, da alegria do contacto com a neve (mesmo que escassa), do fascínio pelos planetas e pelo universo, da pedra gigante que matou os dinossauros, do feitio difícil e das discussões homéricas, de como nasceram os rapazes (todos, mãe), de ter de escolher entre Deus e Darwin e escolher Darwin (não há nada a fazer), dos muitos estádios que o mundo tem (o da piscina, o do sporting, os Estad(i)os Unidos da América), das cantorias em inglês.
Enfim, tenho medo de me esquecer porque sei que (infelizmente) ele não se vai lembrar.

terça-feira, janeiro 18, 2011

Tenho-me esquecido de dizer

Que além do Cacá, o seu amigo de peluche mais amado, agora dorme com o Croc (oferecido pela avó) e com um peluche do Pizza Planet (o ET mais adorável do Roy Story).

Escrevo isto porque sei que a avó vai ficar toda contente.

Há bocado

- Já sei, vamos fazer uma brincadeira!
-Ai sim, qual?
- Não sei, estou a pensar... (pausa) Sim, olha aqui a bolinha a rodar (demonstra com o dedo)*.

(risos e gargalhadas)

*Sim, a bolinha que roda enquanto um programa se inicia no computador.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

E eis se não quando

Já não quer dormir com as máquinas (escavadoras, carros de bombeiros, etc...). Agora prefere a companhia de um globo terrestre, que lhe tem vigiado o sono nos últimos dias.
A isto não será alheio o facto de já não querer ser bombeiro quando for grande. Agora diz que quer ser astranalta.

Tiro o frango do forno...

- Ó mãe, o franguinho vem de aonde? É do porco, é?

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Estamos na fase planetas...

Ontem já deitado há mais de meia hora chama-me.

-O que é que queres, é hora de fazer o-ó...

- Mãe, já sei dizer uma palavra

- Ai sim, qual é?

- Júpiter*!

* o livro do momento foi um livro pelo qual ele se apaixonou na fnac e que miraculosamente apareceu debaixo da árvore de Natal pela mão da prima Niki...

segunda-feira, janeiro 03, 2011

:)

31-12-2010*
*fogo de artifício e amiguinhos que se querem acordar para não perderem o fogo de artifício

Festa de natal: uma ilustração


* não se deixar iludir pelo ar cândido, quasi celestial, deste pequeno diabinho.

Aviso à navegação

Enxurrada de fotos já a seguir.

domingo, janeiro 02, 2011

Não sei se há muitos como ele

Mas ele tem, literalmente, vergonha de receber presentes. É vê-lo pôr a mão à frente dos olhos, a dizer que não, a pedir que ninguém olhe...

Passagem de ano

Depois do jantar, depois de alguma brincadeira....

- Então, quando é que se abrem os presentes?

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Não há quem o convença

Vai-se ao espaço numa...

NAVE ESPECIAL.

(enfim, não deixa de ter razão...)

As festas de natal da Creche

São motivo de lágrimas e riso.
Lágrimas porque não há nada mais comovente do que crianças com menos de cinco anos, vestidas de forma ridícula, a gritar coisas imperceptíveis ao microfone e a dançar ao som de músicas de natal (não estou a ironizar, é mesmo comovente).
Riso porque ver as educadoras a fazer figuras ridículas é de fazer desmanchar a rir o mais sisudo.

terça-feira, dezembro 21, 2010

sete e meia da manhã

O filho cantarola no quarto. Os pais dormem com aquele ruído de fundo. De repente oiço o pai levantar-se de um salto e perguntar:
- Ele disse cocorococó ou quero fazer cocó?
-????

quarta-feira, dezembro 15, 2010

De certeza que foi em modo papagaio

Mas ontem dizia-me que não sei quem não sabia dizer a palavra respeito. E eu, e o que é o respeito? e ele continuou a sua conversa (não sei se respondendo à minha pergunta), devemos manter a tranquilidade mesmo nos momentos mais difíceis (???!!!???)

Pergunta: o que raio andam eles a ensaiar para a festa de natal?

No regresso a casa

- Olha mãe, olha ali a lua, está tão bonita, que linda. Gostava imenso de ir ao espaço.
- Para isso precisavas de um foguetão e de ser astronauta. E para ser astronauta é preciso estudar muiiiito.
(pausa)
- Então a Inês (prima que quando vem cá para casa é obrigada a estudar porque não se tem safado assim grande coisa na escola) vai ser astronauta, não é?

Era bom sinal era... mas não me parece :p

sábado, dezembro 11, 2010

Brinca aos médicos com o pai

- O senhor está doente, precisa de remédio. Vou ali buscar o trombocid*, 'tá bem?


*a memória (não) é curta quando se tem quatro anos.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Passamos por uma vivenda

- Ó mãe aquela casa tem imensas decorações! Tem luzes às cores, luzes na palmeira, um pai natal pendurado... É uma casa impressionante não é?

* isto é ele a convencer-me a comprar enfeites suficientes para que a nossa casa pareça um casino.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Aprendeu só de ver fazer

A abrir um novo documento no paint.

(onde é que isto vai parar?)

domingo, dezembro 05, 2010

Se há coisa que me enche de orgulho

É ver o meu filho ser amigo (muito amigo até agora) dos filhos dos meus melhores amigos.
E que bem que eles se entendem (para o bem e para o mal infelizmente).

segunda-feira, novembro 29, 2010

Habemus...

... Árvore de Natal.

*O rapaz morria se não a fizessemos. E depois repete-se o cenário de sempre. Vai buscar um banquinho e senta-se lá ao pé a mirar as luzes. É um fascínio que não esmorece com os anos...

No centro comercial

Teve vergonha do pai natal. Não quis entrar na casinha e tal... mas depois arrependeu-se, quis voltar atrás. Já não temos tempo, por isso tento dissuadi-lo...

- Lourenço, achas que é o Pai Natal a sério?
- Não, é só um senhor ou uma senhora mascarados de Pai Natal.


A fantasia e credulidade tem limites. Até para uma criança de quatro anos. :)

segunda-feira, novembro 22, 2010

Tenho a dizer

Que foi um fim-de-semana pica-miolos.
É certo que uma gastroenterite (não muito grave) não ajudou. Mas tanto mau feitio é difícil de aturar.

(gosto particularmente quando as discussões evoluem para uma fase - sim, eu tenho altercações duríssimas com um miúdo de quatro anos e meio -, em que eu digo Lourenço tens de te controlar e ele responde, meio a chorar, meio a berrar, Não consigo!!! A birra não deixa...)

sexta-feira, novembro 12, 2010

Pedidos ao Pai Natal

- Uma pista de comboios e tubinhos de cola quente.

* o que vale é que é modesto...

quarta-feira, novembro 10, 2010

Ele as obras

-Ó mãe como é que os senhores que já morreram antes de nós faziam buracos?

Aponta para o pulso, parte interior

- Ó mãe aqui nas minhas raízes* o sangue é green ou red?

*e olhamos para o pulso e conseguimos imaginar umas raizes da árvore que cresce pelo braço acima.

terça-feira, novembro 09, 2010

Coisas que fazem as crianças felizes..

...desde sempre: um belo par de galochas*.

*e o que eu me lembro de querer levar as minhas para a escola e da minha mãe dizer: olha que isso faz suar muito dos pés...

terça-feira, novembro 02, 2010

Da mudança de hora

- Mãe sabes uma coisa?
- Não.
- Hoje na escola ficou de noite!

Gosta...

... de desenhar letras e formas no ar.

Em compensação entre domingo e segunda...

- Planetário e museu da marinha (o hangar com os galeotes e os hidro-avioes)
- Lanche e jantar com amigos
- cinema (ver filmes sem ser a 3d hoje em dia não é fácil...)
- uma hora de brincadeira nas bolas do IKEA (vou lá de propósito para isso - ele adora e é de borla)

Adorou cada bocadinho!

Ele

Deve estar tão habituado a uma vida social intensa que no sábado, depois de tomarmos banho e vestirmos de novo um pijama disse:
- Então e hoje, não vamos à casa de ninguém?

sexta-feira, outubro 29, 2010

O entretém favorito do momento

É o de desmontar e remontar a cadeira dele (do IKEA).

quarta-feira, outubro 20, 2010

Eu, os meus caracóis e o meu cacá


Posted by Picasa

Afinal o coração é grande

No outro dia quando acordou sai-se com esta:
-Mãe, afinal gosto de todas as pessoas menos cactos e abelhas porque picam.

;)

domingo, outubro 17, 2010

Anda um bocado obcecado com o Natal

Já lhe disse que ainda faltam mais de dois meses, mas ver decorações a serem montadas no centro comercial não ajuda...
Hoje quando as viu, os olhos brilharam e disse:
«Mãe, o Natal chegou!!!»

Por mim, óptimo, mais um mata-birras disponível no reportório (olha que os presentes são só para quem se porta bem/come tudo sozinho/não faz birras...)

Quando nós morrermos

Continuamos a ser rapazes?
(como?)
Sim, vamos ser sempre rapazes?
(epá, pensei: sinceramente não sei, dizem que os anjos não têm sexo, mas não disse nada, o after life continua a ser um mistério para mim)

Cresceu

E mudou (nalgumas coisas, que nas birras e na metralhadora de nãos continua mais ou menos na mesma).
-Gosta de desenhar e faz desenhos sentidos e com sentido.
-Entretém-se mais com os brinquedos, sobretudo com os legos e com as máquinas.
-Vê mais televisão, nunca precisei de controlar muito que nunca foi viciado, mas agora parece que sim.
-Interessa-se como nunca pelas coisas, estabelece relações, causalidades...
-Quer saber, escrever e contar.

De facto, não vale muito a pena abrir o mundo aos filhos (ou tentar forçar). Os filhos é que se abrem ao mundo, se e quando estão preparados. E para o Lourenço, aos quatro anos e meio, o mundo é definitivamente muito maior. E bonito.

O mundo é tão bonito...


Imagens de um dia feliz*.

*visita à «frábica»
Posted by Picasa

sábado, outubro 09, 2010

Ontem

Foi dia de relâmpagos e «turvões».

"Mãe, estivemos todos à janela e eu tive um bocadinho de medo..."

terça-feira, outubro 05, 2010

Ó mãe

Tenho saudades do pai Natal... blablabla... ele no ano passado nem me deu um beijinho!
(e o que é que vais pedir este ano?)
Uma grua.
(mas uma grua já tens...)
Não, uma grua para eu entrar e carregar nos botões e levantar coisas...
(mas isso é muito grande... errr... não cabe no trenó....errr... coitado do pai Natal...)
Ó mãe... claro que não vinha inteira... vinha desmontada, mãe...
...

God, ainda nem chegámos a Novembro...

Em tempo de Nobel

Se houvesse um para brinquedos o Lego merecia ganhar todos os anos.


* Ontem passámos definitivamente para os legos de crescidos e o sucesso é inacreditável. Se ele já gostava dos duplos agora encontrou-se num brinquedo que absolutamente adora.

** pronto também gosta de brincar com os sinais de trânsito miniatura e de tudo o que tem a ver com cola, tesoura e papel.